ÍNDICE POESIAS

Ladainha Para Compreender a Vida

Permiso Para Cantar

A Luz do Amor Como Farol Guiando os Barcos

Por Que Alguém Decide Partir?

Enigmas do Amor

A Meu Pai Aviador

Ainda Preciso Aprender...Com Urgência!

Haikais do Sorriso

A Memória dos Rompimentos de Afetos Profundos

Pequenos/Grandes Desafios

Confidencialmente

No Reino da Poesia, Espaço e Tempo lhe Pertencem!

Espaços Vazios

Haikai do Amor Através dos Tempos

Trova Muito Apressada

Haikais da Falsa Modernidade

O Conselho da Minha Irmã

Trova Amorosa

Dia da Mães

A Música

O Caminho

Os Pássaros

Pássaro-Preto em Chuva-de-Ouro

Para Samuel...

As Escolhas de Cada Dia (Les Choix de Chaque Jour/Daily Choices)

 
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LADAINHA PARA COMPREENDER A VIDA
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LADAINHA PARA COMPREENDER A VIDA

Foi-se o que eu tinha acumulado
em tantos anos de esforço.
Ainda bem!
Evadiu-se lentamente quem
há muito estava preso...dentro de si.
Aleluia!
Escreveu e leu aquele antes
analfabeto, como se fosse
um cego diante da vida.
Ainda bem!
Comemorou quem vivia triste.
Louvado seja Deus!
A saída do labirinto
o amor encontrou.
As sementes plantadas
em flores desabrocharam,
perfumando o interior da casa,
até a alma das pessoas.
Aleluia, aleluia!

O que ganhamos ontem,
hoje não mais possuímos.
Ainda bem!
O girassol também adormeceu
quando a lua pôs o sol para dormir.
Ainda bem que as noites e os dias
não são eternos.
O que eu não sabia, nem presumia,
o que me desafiava a mente,
nesta madrugada vim a compreender.
Louvado seja Deus...que nos concede
sem pressa as Suas bênçãos,
pouco a pouco, bem devagar,
com parcimoniosa benevolência,
numa sabedoria infinita.

O que não me concederam por justiça,
depois consegui por tempo de espera.
Ainda bem!
Na verdade, recebemos os símbolos
de nossa existência, entretanto,
apressados, nem procuramos
identificar os códigos cujas senhas
estão nos enigmas que nos cercam.
Há partituras sonhadas que vemos
em branco, como sinfonias jamais
executadas. Ainda bem!
A luta para ser recomeça nos mistérios
de cada madrugada. Aleluia!
Construímos nosso potencial,
alcançamos nossa integridade
minuto a minuto. Ainda bem!

Quem não queria sair
foi o primeiro a partir.
Quem não era artista
pintou o quadro mais belo.
Quem nunca teve nem expressou fé
um dia se ajoelhou para recitar,
contrito, em lágrimas incontidas,
a melhor de todas as preces.
Louvado seja Deus!
Quem não enxergava a beleza,
encantou-se com o arco-íris.
Aleluia!
A escultura nem ficou pronta...
o artista perdeu o gosto,
decidiu mudar de vida.
Saiu sem rumo, sem dinheiro
nem planos - ainda bem!

Voltou quem partiu para sempre.
Deus seja louvado!
Os sinos e tímbalos que há anos
permaneciam sem voz, silenciosos,
fizeram a cidade cantar - aleluia!
Glória a Deus nas alturas!
Tantos mistérios nos túmulos -
ainda bem! Tantas palavras
com mensagens de amor escondidas,
escritas em linhas tortas,
como Deus sempre escreve,
sem jamais se perturbar, nem cansar.
Ainda bem! Ainda bem!

O que se transfigurou
voltou à forma original.
O superficial retornou
à condição de essencial.
Tudo mudou ou se foi,
menos o amor, que permaneceu.
Aleluia!
Haja sol. Faça-se a luz. Sejam
bem-vindos a beleza e o amor!
Mil vezes aleluia! Aleluias
no céu e na terra, noite e dia!
Porque o mal e a guerra
deixarão de existir. Será?
Pois assim ordenou a Lei do Amor.
Ainda bem! Louvado seja Deus!

A música se ouviu...
quando não havia som nem ruído.
Sentimos o calor do sol
no frio escuro da noite.
A estrela brilhou
em nosso íntimo, no coração
que pulsava e tremia, a soluçar
porque não tinha notícias
de quando o amor chegaria.
Tremia porque não sabia
se o amor, em terras distantes,
bem longe aprisionado estaria,
ou perdido, abandonado, ferido...
Mesmo assim, brilhava o céu,
de tão estrelado o céu brilhava.
Aleluia! Como se os astros fossem
versos cintilantes, da poesia divina.

Tantas humanas tarefas já iniciadas...
no entanto, quase nada concluído,
tão pouco conseguimos finalizar.
Ainda bem! Ainda bem!
O que ali havia, o que eu via,
desapareceu sem rastros deixar.
Aleluia! Daí ser preciso recomeçar,
renovar segundo a segundo,
sem ao menos pressentir
a visita definitiva da eternidade
que nos acompanha como sombra,
como Anjo da Guarda protetor.
Louvado seja Deus!

Do muito que acumulamos,
pensando ser permanente,
absolutamente nada conservamos.
Ainda bem! Ainda bem! Aleluia!

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 24 de setembro de 2009.


From: Theresa Catharina de Goes Campos
Date: 2009/9/29
Subject: Quanta gentileza você expressou em sua mensagem de amiga -
muito obrigada!Re: LADAINHA PARA COMPREENDER A VIDA
To: Ana Falcão

Sinceramente, Ana, sua mensagem de amiga mostrou tanta gentileza de coração, que eu diria já ter valido a pena escrever o meu longo poema, para receber um e-mail como você me enviou - muito obrigada, mais uma vez!

Naquela sexta-feira em que você, atarefada e com o problema de tratamento dentário a lhe causar tanto desconforto, se dispôs a me encontrar no Pier 21 para tomarmos um cafezinho juntas, para mim foi uma agradável oportunidade você me fazer companhia num local onde, sendo fora de mão, a programação de cinema nem lhe interessava! Uma demonstração também de desprendimento.

Como estava combinado, Hercília esteve hoje aqui no meu apartamento. Ela não tinha "A Mulher de Lote", de Reynaldo - assim, eu lhe dei um
exemplar.

Penso que amanhã você viajará para os EUA. Que tenha uma excelente viagem!

Abraços carinhosos de quem a estima,
Theresa Catharina

----------------------------------------------------------------------------

2009/9/29 adfalcao

Theresa,
Ao ler sua Ladainha, fiquei imaginando que , quando a encontramos, não podíamos saber que, momentos atrás, você estava elaborando belíssimos versos.
Neles percebi a reafirmação de sua constante fé e esperança e, em especial, o desprendimento que rege sua maneira de ser e compreender a vida.
Sua amiga
Ana


From: dolinha
Date: 2009/9/29
Subject: Re: LADAINHA PARA COMPREENDER A VIDA
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida amiga

Nesta manhã simplesmente curitibana, cinza e fria, sua poesia aqueceu-me.
Obrigada.
Dolinha


From: Luci Tiho Ikari
Date: 2009/9/29
Subject: Re:LADAINHA PARA COMPREENDER A VIDA
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá, Theresa Catharina
Tudo bem com você? É, tudo na vida é transitório e efêmero. Menos, as lembranças que as pessoas deixam, que sempre levamos conosco. Até, Luci


From: Artemis Coelho
Date: 2009/9/29
Subject: RE: LADAINHA PARA COMPREENDER A VIDA
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Eu diria "Ladainha da Primavera no meu Coração" - Aleluia!

"Viver cada dia como quem está pintando um quadro - obra-prima - colocar o melhor de si em cada pincelada".

Um abraço.
Artemis


From: VICTORIA ELIZABETH BARROS
Date: 2009/9/29
Subject: Re: LADAINHA PARA COMPREENDER A VIDA
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida Therezita, achei linda esta sua poesia, feita com muita espiritualidade, amor e muita experiência de vida. (...) Espero que tudo corra bem na sua consulta odontológica e possamos aproveitar juntas o nosso almoço no charmoso Restaurante Antiquário-Convento, organizado pelas senhoras Maria Ignês, Rosa e Dilza. Esta, esposa do Min.Rosa Filho, telefonou para mim na segunda-feira, (...) pedindo seu telefone para convidar você, pois gostaria da sua presença, nesse evento de congraçamento mensal das senhoras do STM. Boa-noite e até amanhã, com meu beijo carinhoso.
Victoria


Muito obrigada, Luci, por sua mensagem tão verdadeira, do início ao fim. Mas eu gostaria de complementar que também na minha poesia há inúmeros versos que tratam do essencial - fé, esperança, a transformação do ser humano na realização de seu potencial, que ultrapassa a posse material, permanecendo o melhor em cada um de nós, ao vencermos os desafios de nossa existência. Enfim, o poema louva a beleza que explode na natureza, dia e noite, o valor maior do amor, a manifestação da arte quando menos se espera:música, pintura...o amor descobrindo os mistérios, os enigmas do labirinto! Daí não ser um lamento: constata uma realidade bem superior - humana e sensível, voltada para Deus e Seu Plano atuante e criador, que nos parece escrito em linhas tortas...

Espero que você e sua irmã Sae estejam bem de saúde, realizando seus objetivos de vida ao lado dos familiares e amigos.

Abraços carinhosos de quem as estima,
Theresa Catharina

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2009/9/29 Luci Tiho Ikari

Olá, Theresa Catharina
Tudo bem com você? É, tudo na vida é transitório e efêmero. Menos, as lembranças que as pessoas deixam, que sempre levamos conosco. Até, Luci


From: theresa.files
To: artemis coelho

(...)

Sua interpretação de minha " Ladainha para compreender a vida " é correta - a cada momento, faço um recomeço, que se realiza em nome da fé em Deus. Ou não seria possível eu recomeçar na solidão humana e na injustiça.

Fique com Deus e a Virgem Maria.

Abraços afetuosos de
Theresa Catharina
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2009/10/1 artemis coelho artemis.coelho

Ô minha amiga Theresa,
(...)
Quanto à sua poesia, a 'Ladainha...' acho que não deixei transparecer a alegria e superação que senti brotando de vc nas suas palavras. Por isso falei em Ladainha da Primavera, pois vi recomeço em cada linha,superação- Aleluia! Um forte abraço também,
Artemis

 

PERMISO PARA CANTAR
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PERMISO PARA CANTAR


Permiso para te dar
mi apoyo, mi amistad.
Permiso para hacer
lo que hizo ayer:
lo mejor de mi corazón.


Permiso para llorar
y, después, cantar
la fuerza de mi corazón
para amar después de llorar.


Permiso para hablar mañana
de todo mi corazón
pero sin dolor, sin llorar...


Theresa Catharina de Góes Campos
Buenos Aires - Argentina, 1963


PERMITA-ME CANTAR


Permita-me dar
meu apoio, minha amizade.
Permita-me fazer
o que ontem fiz:
o melhor de meu coração.


Permita-me chorar
e depois cantar
a força de meu coração
para amar depois de chorar.


Permita-me falar amanhã
com todo o meu coração,
mas sem dor, sem chorar...


Theresa Catharina de Góes Campos
Buenos Aires -Argentina, 1963.

 

A LUZ DO AMOR COMO FAROL GUIANDO OS BARCOS
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A LUZ DO AMOR COMO FAROL GUIANDO OS BARCOS

Inspirado no filme (animação) "De Profundis" (De Profundis - Espanha/Portugal, 2007 - cor, 80 min.), de Miguelanxo Prado.

Admirando o mar, ela espera, confiante,
aquele que partiu para voltar ...
mas não regressou!
Não se cansa de admirar o mar...
berço, habitat e palco envolvente
onde os peixes quase se revelam
em dança de coreografia harmoniosa,
desfilando com naturalidade e talento,
bailando nas águas, cruzando as ondas
como se exibindo num espetáculo visual
repetidas vezes ensaiado.

A espera vivenciada como se fosse
uma eternidade próxima, presente.
Os dias são noites sem estrelas.
Até os segundos nada prometem.

Quem partiu para ter,
sentir o momento da volta,
perdeu a luz dos olhos,
não está conseguindo retornar.

Quem espera aquele que não voltou,
envelheceu a sua juventude.
A mocidade experimenta uma vivência...
de desencontros tão sucessivos
quanto os sonhos cultivados,
no coração abrigados e renovados.
Nas palavras de despedida,
agora compreendidas, uma experiência.

Retornou apenas o eco das promessas
cantadas, repetidas, nos sons múltiplos do mar.
Quem espera, gostaria muito de ter, sentir
a certeza da volta e do reencontro.

Mas eis que, em um novo dia,
as árvores ganharam folhas
e parecem festejar aquele que partiu...
Num dia cujo alvorecer nada prometia,
do silêncio sem promessas nasceu
um novo sorriso, uma palavra a mais,
que adormecera naquela cujo pranto,
sem mais esperança, ainda esperava
e tremia no bater das horas...
porque o olhar não mais pressentia,
o coração deixou de enxergar
a luz do amor se acender como farol
guiando os barcos na tempestade e na escuridão.

Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, novembro de 2009


From: Luci Tiho Ikari
Date: 2009/12/11
Subject: Re: A LUZ DO AMOR COMO FAROL GUIANDO OS BARCOS
To: Theresa Catharina de Goes Campos


Olá, Theresa Catharina
É muito bonito, embora triste. Luci
 


From: Sonia M.Esposito
Date: 2009/12/11
Subject: A Luz do Amor como Farol
To: Theresa Catharina de Campos Goes* Jornalista

Obrigada pela linda poesia ...
Abração ...
Sonia*

 

POR QUE ALGUÉM DECIDE PARTIR?
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POR QUE ALGUÉM DECIDE PARTIR ?

Inspirado em 2 filmes do diretor Theo Angelopoulos:
"O passo suspenso da cegonha" - Grécia/França, 1986 - cor - 140 min. e "Paisagem na neblina" - Grécia/ Itália, 1988 - cor - 120 min.


Talvez esteja confuso
ou muito determinado.
Pode o chão ter lhe faltado
na escuridão dos dias,
no brilho das noites.
Talvez porque o escurecer
não trouxe o esperado alvorecer
nem a necessária,
criativa angústia.

Alguém parte
porque ama
ou deixou de amar.
Ou não reconhece mais
a sua casa, os sonhos
que acalentou.

Porque outro alguém partiu
sem conseguir dizer adeus.
Porque as palavras
de seu coração perturbado
se perderam na escuridão dos dias,
no luar quase ensolarado das noites.

Alguém parte
apesar de trêmulo
no seu mais íntimo...
e, ao partir,
ainda permanece
no porto de onde saiu.

Quem partiu...se foi?
Aonde vai? Onde chega?
Correu para onde?
Para os braços de quem?
Quem vai acolher?
Chegará, de fato,
a um novo chão?

Quando...e onde
chegarão...aquelas pessoas
que partem, todos os dias?
O que deixaram?
A quem confiaram seus tesouros
até aquele momento acumulados
e que não podem levar na viagem
que fazem desprovidos e carentes?
O que consigo trouxeram?
Mesmo sozinhos, solitários,
de todo não partiram!

O pranto que não se vê
ainda assim é chorado!
Porque o invisível existe,
como os sonhos tão íntimos
ao longo do caminho espalhados
e na partida multiplicados,
em novos sonhos transformados,
tão antigos mas agora reforçados
de outras cores e luzes...

Por que alguém parte?
Por que decidiu partir?
Porque desistiu...
ou porque se entusiasmou?
Por que aceitou partir?
Porque também acolheu outros sonhos...

Quando o jornalista decide partir
é porque escolhe ser solidário
aos sonhos de muitos outros.

Alguém parte porque o coração pediu
ou o corpo exigiu,
doente ou sadio, frágil ou fortalecido,
cada um sabe o que está vivendo,
sentindo dentro de si,
talvez por não querer mais esperar...

Alguém parte...talvez, quem sabe,
para a outros sonhos chegar
e antigos anseios acolher,
realizando seus novos sonhos.

Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 12 de novembro de 2009.


From: Luci Tiho Ikari
Date: 2009/12/17
Subject: Re: POR QUE ALGUÉM DECIDE PARTIR?
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá, Theresa Catharina
Toda partida leva a uma nostalgia, vazio, tristeza e solidão.
Muito interessante. Luci

 

ENIGMAS DO AMOR
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ENIGMAS DO AMOR

Inspirado na ópera "Turandot", de Giacomo Puccini, na versão cinematográfica para a Metropolitan Opera House (2009) dirigida por Franco Zeffirelli.


"O meu mistério está comigo",
canta o estrangeiro destemido
em nome do amor corajoso, ousado,
à insensível, insegura Turandot.
O que não revela, de fato,
nem sob ameaças,
vai além de todos os enigmas,
tem a profundidade do coração
fortalecido pelo sentimento
mais permanente
que os impulsos da paixão.

O que defende meu corpo,
entende, transparece e conhece
mais do que se denomina incompreensível,
mais do que se jura e testemunha
definitivamente ininteligível.
Os mistérios do amor
não têm solução
nem respostas
até o fim da existência.
Silenciam, sem fórmulas.
Nem as estrelas sabem...
quanto mais os seres humanos,
ignorantes nos desafios
mais profundos, surdos
aos gritos mais silenciosos.

Se as estrelas soubessem,
também não revelariam...
nem o Senhor Deus!

Enigmas do amor
escapam à compreensão
dos sábios e filósofos -
muito mais sábios quando
sem dificuldade reconhecem
tal impedimento natural.
Nem pode o coração decifrar
tais mistérios insondáveis.

Tudo se explica, tem seus motivos,
inúmeras desculpas e razões.
Tudo pode ser analisado, dissecado
em partes, nuanças, em componentes.
Sobre tudo se pode refletir, filosofar,
interpretar sob diferentes perspectivas.
Mas os mistérios do amor,
nem com o passar dos séculos...
Nem os costumes, as tradições,
os valores familiares, as propaladas
lições da vida, da história e do tempo.

Se fossem humanos, tais enigmas
inquiridores, perturbadores
quando se tenta dissecá-los,
se fossem humanos, racionais,
lógicos e pragmáticos, explicáveis,
também poderiam ser descritos...
Ora, não são!
Os mistérios do amor
são divinos!

"Luz do mundo é o amor" -
sejam palavras ou a chave certa
para tantos enigmas desvendar.
Se o mistério do amor
fosse um cofre, o que não é.
Os enigmas complexos
do mais simples amor...
se isso existisse, é claro,
porque tudo no amor
se reveste de complexidade,
assombrosamente multiplicada
por simples declarações de amor.

Até na rotina, mil mistérios vão
se acumulando, florescendo
e dando frutos como boas sementes.
Mesmo na aridez de um deserto,
longe de oásis, na ausência de fontes,
sem depender de chuva ou irrigação.
Eis que os mistérios do amor,
no singular ou no plural,
em suas aventuras medievais
ou em supostas modernidades,
nenhum de nós conhece,
nem de nós sabe desvendar...

Nos enigmas do amor
somos heróis, fadas e duendes,
na fantasia de cada momento,
na realidade dos desafios.
O mistério do amor talvez seja
uma viagem sem mapa nem roteiro,
rumo a um porto desconhecido...
apesar de presente em nossos sonhos.
Mas nem aquele que sonha
vai decifrar o enigma do amor.
" Apenas " ama!
E sente o amor falar,
arrebatando a alma
envolta em mil mistérios,
não somente um...

Nem aquele que vive
os enigmas do amor
um dia entenderá
tão grande mistério.

Sem digitais, sem nome próprio,
nem DNA, nem documentos,
sem pegadas ou rastros,
sem plano de vôo, sem coordenadas,
sem latitude nem longitude
para que sejam no mínimo localizados
com precisão matemática
no âmbito do coração,
os mistérios do amor permanecerão
para sempre indecifráveis,
no tão insondável coração humano.

Nenhum de nós vai decifrar
os enigmas, os mistérios do amor...
porque estão vivos para sempre
na sua origem, no coração de Deus!

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 19 de dezembro de 2009


From: Luci Tiho Ikari
Date: 2009/12/19
Subject: Re: link/site Poesias))+++SITES)) ENIGMAS DO AMOR
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá, Theresa Catharina:
Tudo bem com você?
Muito bem descrita o que vai se passando na alma do espectador, ao
desenrolar do espetáculo.
Parabéns, Luci


From: Faustino Vicente
Date: 2009/12/19
Subject: RES: link/site Poesias))+++SITES)) ENIGMAS DO AMOR
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Dra. Theresa Catharina
Parabéns e obrigado pelas suas (sempre) bem-vindas mensagens. Que a Paz do Senhor esteja contigo e com os seus familiares.
Faustino

 

A MEU PAI AVIADOR
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A MEU PAI AVIADOR

A meu pai, Fernando Salvador Campos (falecido em 02-02-2000), da primeira turma de oficiais-aviadores da recém-criada Força Aérea Brasileira (o novo Ministério da Aeronáutica, criado em 20 de janeiro de 1941, hoje Comando da Aeronáutica). Entre as inúmeras missões cumpridas, fez a Patrulha do Atlântico, na Segunda Guerra Mundial; pilotou vôos do CAN - Correio Aéreo Nacional, ansiosamente esperados nas regiões mais carentes do Brasil; viagens do Correio Suez, de suprimento e apoio ao contingente brasileiro em missão de paz das Nações Unidas, no Canal de Suez; missões de aerofotogrametria, Busca e Salvamento, quando estava no Sexto Grupo de Aviação, em Recife-PE, entre muitas outras missões e funções, úteis e relevantes.


Por todos os lados,
abaixo e acima,
um mar de nuvens
a nos rodear:
oceano infinito
do amor de Deus.

Próxima pelo espírito
a meu pai aviador,
lembrando as palavras
do herói também piloto
que encontrou no deserto
o seu Pequeno Príncipe.

Os três, de vida tão frágil.
Os três, amigos das nuvens.
Vivem a realidade do encontro
que não tem mais separações.
A serenidade dos imortais.

Lagoas, enseadas e lagunas
no céu de nuvens emolduradas
por mãos divinas e criadoras.
Em constante caminhada, as dunas
cantam e voam, ecoando o amor
do Arquiteto maior, do Pintor inigualável.

Como se o céu fosse jardim,
que o Jardineiro não deixa fenecer:
um espaço de sonhos e aventuras,
todas finalmente realizadas
nas revelações descerradas,
em rotas do infinito a se descortinar.

Ah, esses pioneiros e desbravadores,
ousados e corajosos em sua fé,
determinados a cumprir todas as missões.
Atraídos pelos céus, amigos das nuvens
indômitas, viajantes destemidas.
Tão à vontade nas alturas, esses
leais, bons amigos das nuvens,
caminhando como anjos corajosos
acima de lagos e mares, rios e florestas.
Conheciam as paisagens do infinito
que refletiam os limites desafiadores
de vales, montanhas e desertos.

Na eternidade, porém, tudo é infinito,
inclusive a paz, na plácida imortalidade.

Theresa Catharina de Góes Campos
13 de outubro de 2009, em vôo de Brasília a São Paulo.

NOTA:

Antoine de Saint-Exupéry dedicou sua obra mais conhecida, O Pequeno Príncipe, ao amigo Léon Werth, escritor e crítico de arte.
Ensaísta e romancista francês, Léon Werth sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Vinte e dois anos mais velho que o jornalista, escritor e aviador, declarou no fim do conflito: "A paz sem Exupéry não me parece inteiramente a paz."
Só teve conhecimento do livro que lhe fora dedicado cinco meses depois da morte do amigo, quando recebeu uma edição especial.
No poema A Meu Pai Aviador, faço referência a três pessoas muito especiais porque pensei, ao escrever os versos, incluir O Pequeno Príncipe, na verdade, lembrando Léon Werth, porque tudo indica ter Exupéry nele se inspirado, para construir o personagem mais famoso em todo o conjunto de sua obra literária.


Theresa Catharina
From: Luci Tiho Ikari
Date: 2010/1/24
Subject: A MEU PAI AVIADOR - Theresa Catharina de Góes Campos

Theresa Catharina:

Parabéns, pela linda homenagem ao seu pai. Com certeza, ele deve estar orgulhoso pelas suas considerações e com você, no seu trabalho como exímia comunicadora.
Aproveito a oportunidade para dizer que achei muito oportuno assistir ao filme que me recomendou, "Ensaio de orquestra" de Fellini, mostrando a anarquia que se instala, com as pessoas mais interessadas em satisfazer os seus egos do que se concentrarem na música, situação muito parecida com a dos alunos sem grandes compromissos na aprendizagem. Até, Luci


From: Juliana Taroda
Date: 2010/1/22
Subject: A MEU PAI AVIADOR - Theresa Catharina de Góes Campos
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Dona Theresa Catharina:

Lindo!!
Além de um pai exemplar, foi um grande cidadão para o Brasil.
Um grande abraço
Juliana


From: Faustino Vicente
Date: 2010/1/22
Subject: RESA MEU PAI AVIADOR
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Bom dia, Dra. Theresa Catharina de Goes Campos
Parabéns pela sua singular sensibilidade e pela linda, e merecida, homenagem ao senhor seu pai – seu herói. Que o dia amanheça (sempre) sorrindo pra você e para os seus familiares. Fraternalmente em Cristo.
Faustino Vicente – Jundiaí – (Terra da Uva) SP


From: Vera Lucia Faria Corrêa Teixeira
Date: 2010/1/22
Subject:A MEU PAI AVIADOR
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida Theresa:
Bela homenagem, seu pai deve estar feliz.
(...)
Vera


From: guilherme jose campos barros
Date: 2010/1/23
Subject:A MEU PAI AVIADOR - Theresa Catharina de Góes Campos
To: Therezita Campos

Querida Tia Therezita, eu e Adriana acabamos de ler esta linda poesia. É realmente linda !!
Ficamos emocionados....
(...)
Esperamos que esteja tudo bem com você aí em Brasília....
Estamos adorando os livros ...
Beijos dos sobrinhos
Adriana e Guilherme
QUE LINDA, A POESIA SOBRE A VIDA E CARREIRA DO VOVÔ!



De: elizabeth barros
Data: 31 de janeiro de 2010 16:07
Assunto: Que linda, a poesia sobre a vida e carreira do vovô!
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Tia, que maravilha essa poesia sobre o vovô e as palavras sobre a carreira que ele seguiu! Foi uma carreira lindíssima, durante um período onde tudo era mais difícil e perigoso dentro da FAB. Também sinto um orgulho enorme por ele e as lembranças dele são diárias.

Obrigada, de sua sobrinha, Elizabeth.


De: Ana Falcão
Data: 1 de fevereiro de 2010 12:37
Assunto: A MEU PAI AVIADOR
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida Theresa Catharina,

Com esse poema, você nos deu o privilégio de conhecer a carreira brilhante de seu pai, em cujos exemplos certamente se mira para exercer sua honestidade na profissão e na vida . Avalio que seu equilíbrio emocional tem a ver com a ligação entre filha e pai. Parabéns.

Sua amiga
Ana


De: RAQUEL DE ALMEIDA PRADO CRUZ
Data: 17 de fevereiro de 2010 18:36
Assunto: Re: poema A MEU PAI AVIADOR
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Therezita querida,

O poema é maravilhoso, extremamente amoroso e delicado; sem dúvida, belíssima homenagem!!! Grande beijo, Raquel.


De: Vera Farias
Data: 18 de fevereiro de 2010 13:26
Assunto: Re: poema A MEU PAI AVIADOR
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Therezita, achei muito bonito o que escreveu sobre seu pai. Lembro-me muito dele. A última vez que o vi estava hospitalizado no Galeão e foi ao quarto de papai, que tinha feito pequena cirurgia. O seu modo de falar transmitia uma alegria contagiante, que tirou o papai da prostração em que se encontrava. Que força de espírito ele tinha!!! Guardo também muito boas lembranças de D.Therezinha, grande amiga de minha mãe!!!
Beijo grande!
Verinha.

 

AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!
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AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!


Porque vale muito a pena,
ainda preciso, com urgência aprender
a atitude essencial e saudável
de adaptar-me às situações
que de mim não dependem!


Por que se aborrecer,
se a providência aos outros caberia?!
Isso não deveria, em hipótese alguma,
tantas vezes nos preocupar
ou a nossa rotina perturbar.


Mãos à obra!
Para o que nos cabe fazer
em nossos contextos individuais.
Usemos nossa criatividade
sempre, a todo momento.
Eis a primeira tarefa a realizar -
em movimento colocar
a oportunidade, o nosso potencial
que precisamos desenvolver
para outras soluções encontrar
porque determinados a resolver
entraves e desafios.


Epilepsia e pressão alta ou
quaisquer outras doenças graves
não são desculpas aceitáveis
de pessoas inteligentes,
amadurecidas com sabedoria,
e sim, razões importantes,
para não se deixar aborrecer...
Por isso não vale a pena.
Nem é saudável, mas
com certeza perigoso, um
aborrecimento desnecessário,
por menor que seja...


Afinal, por meio de soluções individuais,
a longo termo, talvez seja possível
um hábito coletivo ser funcional.
Em um mundo de tragédias,
na existência humana de perdas
e preocupações avassaladoras,
os detalhes da cortesia,
quando se realizam, são
graças, bênçãos inesperadas.


Antes, muito antes,
faz-se necessário aprender:
que a rotina do próximo,
diferente da nossa,
impõe-se compreender;
a nossa individualidade exercer
de forma paciente, focada
na compreensão das dificuldades
no dia a dia dos outros encontradas.


Eis o que posso fazer:
preciso sem demora aprender,
com a vivência dos meus 65 anos,
a não mais me aborrecer
com o que de mim não depender!
E por esse aprendizado, agradecida
me sentir, sem me deixar perturbar.


O aborrecimento revela :
uma visível fragilidade;
ausência da caridade cristã;
acabrunhante vulnerabilidade;
uma dependência indesculpável
de emoções sem controle.


Indicando nobreza de atitude, a cortesia,
para quem sabe praticá-la , é um hábito
agradável, prazeroso nos gestos
e nas palavras, um fulgurante privilégio.


Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 13 de fevereiro de 2010


De: VICTORIA ELIZABETH BARROS
Data: 16 de fevereiro de 2010 09:26
Assunto: Re: AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida Therezita, bom-dia!
Entrei no meu e-mail e li com muito prazer suas mensagens: notícias boas de São Paulo, falando de sua programação de Carnaval. Adorei sua nova poesia, Ainda Preciso Aprender... com Urgência! Você está de parabéns! É uma lição de vida para todos que desejam a felicidade que é possível alcançarmos neste mundo, levando uma vida saudável e tendo paz no coração. É um eterno aprendizado mas é possível com fé e oferecendo a Deus toda a nossa vida, com confiança na Sua misericórdia que é infinita, para todos que a desejam e pedem nas suas orações.

Nós vamos bem, apesar de eu ter apanhado um resfriado forte que começou no domingo à noite. Estou fazendo repouso e tomando muito líquido. Espero melhorar até o fim do carnaval. Participo de um Retiro Espiritual, pela Rede Vida, com o Pe. Fernando Cardoso, que hoje finaliza e se baseia na Escuta de Deus, através da Palavra de Jesus, que age como Sumo Pontífice e Mediador entre Deus e o Homem.

São 3 horários por dia, de 30 minutos (10:30 - 12:30 e 20:30), de forma bem resumida mas tem sido maravilhoso para mim, poder acompanhar com calma e tempo disponível para refletir e me enriquecer como cristã. Agora vou parar para assistir à Palavra do Pe. Fernando.

Um carinhoso beijo da irmã
Victoria


De: guilherme jose campos barros
Data: 16 de fevereiro de 2010 12:01
Assunto: RE: AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!
Para: Therezita Campos

Excelente!!
É o que devemos aprender..... com certeza!!
Muito educativa e nos faz refletir....
Grande beijo dos sobrinhos
Adriana e Guilherme


De: Luci Tiho Ikari
Data: 16 de fevereiro de 2010 10:32
Assunto: Re: AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá, Theresa Catharina:

Tudo bem? Gostei de seus pensamentos contemporâneos a respeito do assunto. Muito bem colocado... na época atual, cada qual com suas individualidades, mas com suas potencialidades e qualidades. Sempre temos muito a aprender em contato com pessoas e situações, tornando o cotidiano diferente e desafiante, ao tentar entender outros olhares e facetas.
Quero aproveitar a oportunidade para dizer que, como você, adorei o filme "Invictus", sobre parte da vida de Nelson Mandela - com o seu olhar, valores e modo de administrar o país, que não deixa de ser o olhar também do diretor Clint Eastwood acerca do estadista. A música e as canções em "off" também me tocaram bastante, retratando as tristezas e alegrias, que perpassam na alma deles, mostrando a beleza da cultura desse povo. Luci


De: Liman Pechliye
Data: 16 de fevereiro de 2010 03:23
Assunto: Re:AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Theresa, adorei a poesia, aliás preciso aprender com urgência, urgentíssima, muitas coisas que você disse, não sei se sou capaz, mas vou tentando................

Da amiga Liman


De: Heloisa Guimaraes
Data: 22 de fevereiro de 2010 19:16
Assunto: Re: AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Cara Theresa Catharina,

Quanta ponderação e sabedoria na sua postura expressa no poema "Ainda preciso aprender...", significativamente datado desse 13 de fevereiro. É certo que merecem aplausos atitudes tendentes a "driblarem" aborrecimentos, de experimentação nunca saudável, não importando mesmo que eles para nós advenham de condutas reprováveis, mas alheias, contudo, ao nosso controle.
Muito bom que não esteja aí padecendo das faladas intempéries desse verão paulistano. Que assim persista, com a graça de Deus.

Grande abraço, da amiga
Heloisa Helena


De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 24 de fevereiro de 2010 21:21
Assunto: Agradecendo o seu generoso comentário, acolhendo...) AINDA PRECISO APRENDER...COM URGÊNCIA!
Para: Heloisa Guimaraes

Querida Heloísa Helena:

(...)

Agradecendo o seu generoso comentário, acolhendo a mensagem de meu longo, sincero poema, digo-lhe que, de fato, comprovo o valor da atitude que recomendo, para mim e todos.

(...)

Com a gratidão de sempre, receba meus abraços carinhosos.
Theresa Catharina

 

HAIKAIS DO SORRISO
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HAIKAIS DO SORRISO


Pode acreditar:
o sorriso abre portas
até em seu coração.


Para sem demora encontrar
o tesouro dos sorrisos,
basta o mapa dentro de você.


Como sair de túneis e grutas?
Não se esqueça de entrar
com a luz de seu sorriso.

Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 20 de fevereiro de 2010


De: Faustino Vicente
Data: 20 de fevereiro de 2010 19:04
Assunto: PARABÉNS - HAIKAIS DO SORRISO
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Boa noite, Dra. Theresa:

Parabéns e obrigado...realmente o sorriso é algo mágico. Um ótimo fim de semana.
Fraternalmente em Cristo.
Faustino


De: Luci Tiho Ikari
Data: 21 de fevereiro de 2010 17:13
Assunto: Re: HAIKAIS DO SORRISO
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Theresa Catharina:
Seus poemas são sempre diferentes. Luci


De: RAQUEL DE ALMEIDA PRADO CRUZ
Data: 26 de fevereiro de 2010 18:43
Assunto: Re: HAIKAIS DO SORRISO
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Eu também acredito na força do sorriso! Beijos, Raquel.


De: elizabeth barros
Data: 18 de março de 2010 17:08
Assunto: Tia, achei lindo esse poema Haikais do Sorriso -
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

O sorriso realmente ilumina a nossa vida e de outras pessoas, abrindo portas quando as pessoas se mostram sisudas com a gente. Não é?
Beijos, sua sobrinha Elizabeth.

 

A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
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A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS


Quando o rompimento da comunicação -
em mágoas visíveis ou dissimuladas -
atinge os afetos mais profundos,
as relações em seu íntimo atingidas,
passamos a viver a travessia de um deserto.


Sentimos todo o peso da desolação,
porque os laços de súbito rompidos,
na verdade continuam a existir
nas relações de sangue, eternas.


Na amizade, o rompimento também
se faz chocante, porque somos
de repente jogados, arremessados
às areias de um deserto sufocante.
O rompimento não sangra, como
no sangue a ferir de morte os laços
do amor iniciado no primeiro segundo,
na primeira respiração de vida.


Trágico, doloroso resultado
da interferência de terceiros,
efeito danoso, sinal indisfarçável do mal!
Atingindo em cheio o seu alvo: o amor.
Permanece ali a realidade da dor ...
porque faltou uma voz bondosa
para argumentar em nosso favor.


Ninguém fez a minha defesa,
mesmo sabendo do meu amor!
Assim ocorre, também, pela inveja,
nas lutas que ferem tantas amizades.
Quanto mais antigas, mais expostas!
Porque talvez mais desprotegidas.


Sobreviver nesses desertos
às tempestades de nossa dor
como seres submissos,
eis uma difícil travessia.
Na ausência de vozes decididas
a falar ou gritar em nosso favor.


Porque faltou o depoimento de outros
para o meu amor ressaltar...
em tantas décadas, o mesmo amor
demonstrado e vivido como pérola,
a pedra mais preciosa, o meu tesouro.


Quase sucumbi, de vez...nas areias
movediças por traição e covardia
das muitas vozes silenciadas
pela incessante ousadia
do mal que me arrancava
aqueles por mim mais amados,
desde sempre e para sempre.


Como eu não pereci?
A chave, o segredo nesse enigma
de como por surpresa sobrevivi,
pulsa nas forças do coração,
ouvindo por fim a música divina
que até hoje me mantém firme,
pelo espírito sempre iluminada.


Se a eternidade interrompe, existe
a esperança de, no futuro, unir.


Perder quem mais se amou
com o afeto devido aos laços de sangue,
é rompimento marcado por traumas.
Sofro com essa recorrente dor,
embora não possa, por mais que tente,
a real extensão expressar dessa dor.


Nas lágrimas, sobrevive a mesma dor.
Na memória, que também sobreviveu,
preciso a todo momento resgatar as forças
que superam as perdas do amor.


Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 31 de janeiro de 2010


De: REYNALDO FERREIRA
Data: 21 de fevereiro de 2010 15:19
Assunto: RE: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: theresa

Prezada Theresa Catharina,

Belos e sentidos versos esses seus, escritos agora ao início deste ano. Em "A Memória dos Rompimentos de Afetos Profundos" há mágoas guardadas, mas há igualmente um sentido de superação dos rompimentos por uma chama de esperança que alimenta o seu coração. Parabéns. Forte abraço, Reynaldo


De: Luci Tiho Ikari
Data: 21 de fevereiro de 2010 17:11
Assunto: Re: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Theresa Catharina:

É muito bom para a saúde expor em palavras as dores do coração. Torna a pessoa e sua alma mais leves, para continuar a viver e enfrentar a vida. E, você sabe expor com muita competência o que vai no seu âmago. Verifiquei que os primeiros imigrantes japoneses expunham suas vivências e dificuldades, em seu tankas e haicais, em japonês, pois eles eram alfabetizados em japonês e não conseguiam comunicar-se em português. E, precisavam expor aquilo por que passavam e sentiam. Luci


De: Ana Falcão
Data: 21 de fevereiro de 2010 20:26
Assunto: Re: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida Theresa Catharina,

Somente pessoas de sensibilidade aguçada, como você, conseguem extrair palavras tão comoventes a respeito de fatos tão dolorosos. Aqui você reitera a "interferência de terceiros" que levam à destruição de afetos profundos. A falta de um "defensor" em momentos dificílimos talvez nem tenha sido percebida pela maioria dos que a cercam.
Você vai mais longe e lamenta a perda de quem mais amou. Somente a música divina permitiu sua superação , mas a lembrança da dor não pode ser esquecida. Theresa: exemplo de vida para muitos de nós.
Beijos
Ana


De: Tereza Lúcia Halliday
Data: 21 de fevereiro de 2010 20:03
Assunto: Re: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Therezita:

Para carregar e descarregar tantas perdas e dores, que você corajosamente partilha com seus leitores, é porque Deus a fez de "madeira de lei que cupim não rói" (verso de famoso frevo de Capiba).

Com carinho,
Tereza Lúcia


De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 25 de fevereiro de 2010 17:53
Assunto: Cheguei a mencionar, a algumas pessoas próximas, o meu sentimento de surpresa com o silêncio que me deixara ao abandono...elas disseram que...Fwd: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: Ana Falcão

Amiga Ana:

Grata por sua compreensão, venho acrescentar que terminei escrevendo tais versos porque se impuseram a mim, cercando-me de forma sufocante, tendo eu chegado à conclusão de que estava sem um bom argumento para "engavetar" o que ocupava o meu ser emotivo-intelectual. Preferia esquecê-los, mas os poemas quase prontos me convenceram de que seriam de alguma utilidade para alguns leitores.

Embora haja detalhes que eu não consiga explicitar, porque me envergonho da extensão e profundidade dessa incompreensão que precisei viver, não me posso impedir de revelar um fato: cheguei a mencionar, a pessoas próximas, em determinadas ocasiões, o meu sentimento de surpresa com o silêncio delas, que me deixara ao abandono... Explicaram que "não adiantaria discutir" com a personalidade dominante, a vontade mais poderosa, ainda que não tivessem dúvidas de que a minha palavra era verdadeira... A morte, porém, levou com sua mão firme, inexorável, alguns familiares, sem que fossem esclarecidas situações fundamentais para rompermos barreiras maldosamente levantadas. Quem se foi, demonstrou carregar mágoas pelo que eu não fiz, deixando meu coração sem poder mais tentar se defender. Para mim, restou a memória de um desenlace total: o silêncio que seria eterno, uma ausência de palavras a ferir minha presença ignorada até no último instante. Como esquecer isso, sem enlouquecer? Só com o amparo de Deus!

Com toda a certeza, há muitos outros que viveram experiências semelhantes e, como acontece comigo, sentiram dores assim, como eu.

Espero que tenham recebido, igualmente, o carinho da solidariedade, semelhante ao que você não me deixou faltar. Muito obrigada.

Abraços afetuosos de
Theresa Catharina

--------------------

De: Ana Falcão
Data: 21 de fevereiro de 2010 20:26
Assunto: Re: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida Theresa Catharina,

(...)

A falta de um "defensor" em momentos dificílimos talvez nem tenha sido percebida pela maioria dos que a cercam. (...)

Ana


De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 22 de fevereiro de 2010 20:29
Assunto:Re: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: Tereza Lúcia Halliday

Agradeço, Tereza Lúcia, o seu comentário com o belo e original verso do criativo Capiba. Com o meu muito obrigada pela gentileza de sua mensagem, cito as palavras que encerram "Terra dos Homens", de Saint-Exupéry: "Só o Espírito, soprando sobre a argila, pode formar o homem."

Therezita


De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 22 de fevereiro de 2010 19:58
Assunto: Re: A MEMÓRIA DOS ROMPIMENTOS DE AFETOS PROFUNDOS
Para: artemis coelho

Caríssima Artemis:

Obrigada pela generosidade de suas palavras...conhecendo você, como amiga, uma parte de toda "ESSA DOR", entretanto, você não conhece "toda a extensão dessa dor" (equivalente a: essa dor em sua extensão total). E você não conhece porque, em nenhuma das conversas que mantivemos, eu consegui reunir as forças necessárias para lhe contar todas as peças que compõem o enigma dessa dor não-ficcional. Eis o motivo pelo qual você também não conhece: porque jamais revelei, ou jamais consegui colocar em palavras, para ninguém, TODA A EXTENSÃO DESSA DOR.

(Deus conhece, Ele sabe, porque tudo conhece, sendo onipresente e onisciente. Por isso não preciso colocar em palavras para Ele. Porque Deus conhece toda a minha vida e o meu coração em toda a sua extensão...desde sempre, sempre.)

EU PENSO CONHECER ESSA DOR EM TODA A SUA EXTENSÃO. No poema, contudo, minha idéia para o verso foi ressaltar que NÃO SEI EXPRESSAR TODA A EXTENSÃO DESSA DOR.

Devido ao ritmo que escolhi dar a meus versos nas estrofes, sobretudo repetindo, intencionalmente, muitas vezes, o vocábulo "dor", numa palavra-rima propositalmente escolhida para o tema geral da poesia em questão , aqui não cabe, porém, escrever "essa dor", "expressar essa dor" porque, no poema, eu afirmo ser capaz de expressar essa dor, mas quero enfatizar o fato de, mesmo eu conhecendo uma realidade de sofrimento maior: eu (ainda? ou definitivamente?, só Deus sabe, eu não sei!) não ser capaz de expressar "toda a extensão dessa dor" . Eis a diferença do pensamento e da regência gramatical necessária para o ordenamento das palavras usadas na transmissão dessa idéia.
Observe a diferença que existe, talvez uma nuança, porém, segundo os estudiosos literários, tais sutilezas têm a sua utilidade para os poetas...

Expressar a dor, expressar essa dor....no entanto, expressar a extensão inteira dessa dor, toda a extensão dessa dor (essa dor em toda a sua profundidade não foi colocada nos versos, porque toda a extensão dessa dor existe ,apenas, gravada na sua totalidade, em toda a sua extensão está conhecida somente no âmago do sujeito que escreve a poesia e talvez ainda se acanhe de revelar a verdade em toda a sua extensão, porque toda a extensão dessa verdade talvez não seja expressa porque atingiria o sentimento de dignidade pessoal, colocando o narrador em situação por demais humilhante...
Afinal, ser vítima, incapaz de desfazer o mal, é uma situação muito humilhante.

Ainda bem que, na fé cristã, a humilhação, segundo os valores do mundo, assume um valor de nobreza, estando a qualificação negativa reservada para aqueles que humilharem o seu próximo. Ainda bem que, no cristinianismo, a fé nos orienta a esperar a realização da justiça divina, quando o bem sairá vitorioso!

Agradecendo, mais uma vez, o seu incentivo e a sua colaboração, envio abraços afetuosos.
Theresa Catharina

------------------------------------------------------------------------------

Em 22 de fevereiro de 2010 18:34, artemis coelho escreveu:

Muito lindo - muito 'seu'.
Se me permite a correção ou sugestão no penúltimo verso:"expressar essa dor" ou "expressa dessa dor" ou ainda "a real expressão dessa dor".

 

PEQUENOS/GRANDES DESAFIOS
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PEQUENOS/GRANDES DESAFIOS
(HAIKAIS)

O que era uma "PARTE", foi
como um "TODO" redescoberto.
Descubra como e por quê...


Tocando a lágrima,
não se conhece a dor.
Talvez no riso, onde se esconde.


Vieram correndo os versos pequeninos.
Tudo precisou ser adiado...
Para que os versos fossem gravados.


A palavra, ontem pequenina,
para ser amanhã explicada,
hoje é livro de filosofia.


Regressou já preparando o adeus.
Partiu muito antes de sair.
Longe, ficará bem mais perto!


Se eu não terminar,
não saberei parar.
Melhor é recomeçar!


Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 26 de fevereiro de 2010

 

CONFIDENCIALMENTE
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CONFIDENCIALMENTE...
(HAIKAIS)


Necessito sair com urgência.
Mas não sei como expulsar
tantos versos inoportunos.


Não venha com essas desculpas...
Somos versos tão pequeninos !
Precisamos só de minutos...


Descobri que os meus versos,
impacientes, comigo insatisfeitos,
a ser romancistas estão decididos!


Cansados de assumir tantas
responsabilidades, preferem com
jeitinho dissimular sua identidade.


Vão na terceira pessoa narrar.
Como lhes sugeriu o Reynaldo,
querem um romance assinar!


De vez em quando, como
Tereza Lúcia lhes aconselhou,
meus versos vão crônicas publicar.


Minha poesia não seguirá mais
as ordens de Theresa Catharina.
Os versos agirão como cegos e surdos.


Não sei mais o que fazer
para minha autoridade exercer:
esses haicais fizeram um poema longo...


Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 27 de fevereiro de 2010


De: Tereza Lúcia Halliday
Data: 28 de fevereiro de 2010 09:31
Assunto: Re: CONFIDENCIALMENTE...
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Genial, menina!

Poemas são feitos de dor,
amor, espanto e
o benfazejo HUMOR.

Abraços,
Tereza Lúcia.

P.S. òie aí um haicai sem querer....


e: REYNALDO FERREIRA
Data: 28 de fevereiro de 2010 12:18
Assunto: RE: CONFIDENCIALMENTE...
Para: theresa.files@

Confidencialmente, ótimos!... Maravilha!... A ironia está muito apropriada. Fortíssimo abraço, estimada Theresa Catharina. Obrigado, Reynaldo

 

NO REINO DA POESIA, ESPAÇO E TEMPO LHE PERTENCEM!
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NO REINO DA POESIA, ESPAÇO E TEMPO LHE PERTENCEM!


A maioria não acredita...
mas já afirmei muitas vezes,
em diversos poemas:
a poesia chega sem avisar!


Não pede licença, não telefona
antes para combinar a visita.
Entra sem pedir licença,
invade como se proprietária
de nosso espaço e tempo.


Como se lhe devêssemos a nossa vida!
Chega mais do que decidida a falar.
Aparece na hora que escolheu como
a melhor para fazer a sua apresentação.


A poesia invade, com a roupa de sua
preferência - o estilo de sua escolha-
que muda e varia a todo momento.
Não oferece explicações, dá ordens!


Fala o que está na sua mente.
Discursa sem restrições, sem
limites nem apartes convencionais,
sem admitir nem aceitar o debate.


Os seus poderosos versos, imperiais
e colonizadores, não assinam acordos.
Pouco a pouco, no reino escolhido, vão
dominando como verdadeiros imperialistas.


De repente, vemos a realidade: um império
em que a poesia reina, exibindo a sua coroa.
Que ninguém se iluda! Não é sempre terna
e doce...Espaço e tempo lhe pertencem!


Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 02 de março de 2010


De: Agnes Altmann
Data: 2 de março de 2010 17:30
Assunto: Re: NO REINO DA POESIA, ESPAÇO E TEMPO LHE PERTENCEM!
Para: Theresa Catharina de Goes Campos theresa.files@

Obrigada. Apenas um comentário, para dizer... espero que a poesia seja
imprevisível, mas não, autoritária...
Abraços, Agnes

============

Você está correta, Agnes. Aqui, para enfatizar toda a energia avassaladora da poesia, que eu mesma qualifico sob a perspectiva de sua indisciplina natural, espontânea, já faço também a advertência, o reconhecimento de que pode atuar, metaforicamente e com o exagero da imagem ditatorial, talvez uma caricatura da inspiração poética.

Daí a importância do autor assumir a sua condição de sujeito, o poeta que ordena e organiza, procurando transmitir a mensagem dos seus versos com a ética da solidariedade e da esperança, na visão de justiça e caridade do cristianismo, que são os nossos valores fundamentais. Um posicionamento que tanto você quanto eu não nos fatigamos de assumir publicamente, em nossas realizações e palavras.

Temos consciência de que Deus nos observa sempre, em todos os momentos e lugares, e de cada um de nós, sem excluir os poetas, exige o melhor que podemos e devemos ser!

Muito obrigada por seu comentário.

Com a estima de
Theresa Catharina

Brasília-DF, de março de 2010.

 

ESPAÇOS VAZIOS
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ESPAÇOS VAZIOS

Nos minutos da vida,
identifiquei espaços vazios,
esperando a mágica das palavras...
Como se fossem tecidos
aguardando cores, telas
em branco, paredes reservadas
a murais; campos para semeadura,
jardins esperando, ansiosos,
o desabrochar das flores.
Neles, meus sentimentos
fizeram pinturas, semearam versos.

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 04/03/2010

 

HAIKAI DO AMOR ATRAVÉS DOS TEMPOS
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HAIKAI DO AMOR ATRAVÉS DOS TEMPOS

Para quem ama, o rosto
amado jamais envelhece:
ganha novas luzes!

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 07 de março de 2010


De: Juliana Taroda
Data: 7 de março de 2010 20:24
Assunto: Re: HAIKAI DO AMOR ATRAVÉS DOS TEMPOS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Nossa,.... muuuuito lindo!!!
Dona Theresa Catharina, parabéns!!!
Abraços com saudades
Juliana

 

TROVA MUITO APRESSADA
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TROVA MUITO APRESSADA

Eis que vejo diante de mim,
perto e muito longe, à volta...
o angustiante trio dos "p"s:
a pandemia patética da pressa.

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 07 de março de 2010

 

HAIKAIS DA FALSA MODERNIDADE
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HAIKAIS DA FALSA MODERNIDADE

Telefone celular simula
responsável comunicação.
Na verdade, é escravidão.

Tudo que está mais próximo
não interessa ao telefone celular.
Aceitar seu controle é algemas usar.

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 07 de março de 2010

 

O CONSELHO DE MINHA IRMÃ
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O CONSELHO DE MINHA IRMÃ

Sempre direta e sincera, minha irmã Victória
(em todos os sentidos, com as bênçãos divinas
vencedora e vitoriosa nas escolhas e lutas de sua vida)
bondosamente me dá um conselho pragmático:
"pare de fazer poesias! Você já fez poesia demais!"

Será?! Por que escrevo tantos versos? O que fazer?
Afinal, meu espaço é tão diminuto, individual...
um cantinho tão meu, tão pequenino neste universo
de tantas personalidades de sucesso comprovado...

Como esta poesia do coração afugentar?
Deveria eu buscar uma outra fonte de vida?
Sem aos insistentes apelos da poesia ceder?
Até parece que não entendi...Ou enlouqueci
de vez, sem a assuntos mais sérios me dedicar,
continuando a escrever versos tão longos...

Se eu persistir nas minhas aventuras literárias,
não escreverei o romance sugerido por Reynaldo,
autor de peças, romances, dicionário e...poesia!
Nem livros e crônicas como as de Tereza Lúcia,
jornalista com doutorado e... surpreendente poeta!

Retorno, porém, à fundamental, incômoda questão,
por demais perturbadora, por ser íntima, tão pessoal...
sem mesmo entender o porquê de me perguntar
sobre este sopro de vida que há muitas décadas
vou acalentando sob a proteção de boas companhias:

SEM FAZER VERSOS, AMADOS POR MIM, PORQUE
DELES CONHEÇO TODA A HISTÓRIA DE VIDA
(nos seus meandros, túneis secretos, labirintos e desertos
com fontes iluminadas pelas estrelas que Saint-Exupéry
viu e amou...ele, o aviador-poeta com poemas estonteantes
por seu lirismo de versos autênticos, mas célebre por sua prosa...)
COMO PODERIA, DE VERDADE, SEM DESFALECER,
A VIDA QUE DEUS A MIM CONCEDEU EU SABER VIVER?!

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 07 de março de 2010


De: RAQUEL DE ALMEIDA PRADO CRUZ
Data: 10 de março de 2010 15:02
Assunto: Re: O CONSELHO DE MINHA IRMÃ
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Theresita querida,

Continue a escrever. É tudo muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Beijos, Raquel.


Em 11 de março de 2010 10:39, Tereza Lúcia Halliday escreveu:

Therezita:

O conselho é bem intencionado.
Mas, quem escreve poemas, só vai parar se for por comando da voz interior.
Geralmente, enquanto o poeta vive, o "fazedor" de poemas permanece ligado.

Um abraço solidário,
Tereza Lúcia.

 

TROVA AMOROSA
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TROVA AMOROSA

Papaizoca, meu amor,
venha logo me abraçar.
Mamãezinha, minha flor,
corra aqui pra me beijar.

Theresa Catharina de Góes Campos
Rio de Janeiro , 08 de dezembro de 1956


De: VICTORIA ELIZABETH BARROS
Data: 19 de março de 2010 16:38
Assunto: Re: uma das minhas trovas encontradas, manuscrita e com data de 1955...
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Therezita, acabei de ler sua trova feita com tanto carinho e amor, de uma criança doce e meiga que deseja revelar seu sentimento puro de amor e gratidão pelos pais. Foi realmente uma descoberta fantástica, um acontecimento maravilhoso, essa descoberta de Socorro entre seus papéis antigos, guardados em seu apartamento. Daí o seu receio em jogar fora papéis aparentemente inúteis, sem antes fazer uma seleção. Isso tudo é muito bom, pois vejo que, com esta possibilidade de você mudar para o apartamento de mamãe, seria uma oportunidade boa de rever e selecionar muita coisa que guardamos e acabamos até esquecendo e deixando de lado algo de muito valioso e imperdível para o nosso conhecimento atual, pois são coisas do nosso passado, que registram experiências únicas e muito revelam de nossa pessoa, lembranças realmente de grande valor sentimental e eternas, principalmente após algumas perdas (pessoas e coisas) que são insubstituíveis..... Um beijo carinhoso da irmã que muito a ama Victoria.


De: guilherme jose campos barros
Data: 5 de abril de 2010 18:41
Assunto: RE: uma das minhas trovas encontradas, manuscrita e com data de 1955...
Para: Therezita Campos

Realmente muito linda e carinhosa !
Um grande beijo dos sobrinhos Guilherme e Adriana.
Uma excelente semana pra você ...

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Date: Fri, 19 Mar 2010 00:32:36 -0300
Subject: uma das minhas trovas encontradas, manuscrita e com data de 1955...
From: theresa.files@
ref. Primeiras poesias encontradas -

Sobre a minha descoberta... aos poucos, enviarei as poesias para os sites. Nos próximos livros, também irei incluindo esses versos da infância.

Algumas trovas são muito, muito simples- no entanto, achei lindas, porque bem amorosas, como esta, de 1955...(veja só!):

Papaizinho, meu amor,
venha logo me abraçar...
Mamãezinha, minha flor,
venha correndo me beijar.

Theresa Catharina
 

 

DIA DAS MÃES
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DIA DAS MÃES

Dedicado a Mamãe, no dia a ela consagrado

Neste maravilhoso dia,
quando a felicidade reina,
estampando nos rostos a alegria
como doce lembrança eterna,

cravos e bogaris
são as singelas flores,
que neste dia feliz,
enfeitam os corações.

Nunca houve mais alegria
do que nesta ocasião,
neste abençoado dia
cheio de emoção.

Ninguém pode descrever
com toda a harmonia
sem receber a ajuda de Maria!

Salve o Dia das Mães,
que traz pequeninas flores
com os maiores amores.

Salve!

Theresa Catharina de Góes Campos (aos 10 anos)
Rio de Janeiro, 5 de maio de 1955


De: Vera Farias
Data: 20 de março de 2010 21:16
Assunto: Re: DIA DAS MÃES
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Muito lindo, Therezita, o seu dom para escrever já estava bem nítido nesta idade!!!! Adorei!
Bjs!
Verinha.

 

A MÚSICA
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A MÚSICA

Linda, cheia de harmonia
que leva e traz a felicidade
com infinita alegria,
ajuda a esquecer uma saudade.

A música lembra a felicidade,
tristeza ou uma saudade,
mas nunca deixa de consolar
a quem vive a suspirar.

Suave e bela é a música,
com o encanto e a magia
do sino quando repica.

Theresa Catharina de Góes Campos (aos 10 anos)
Rio de Janeiro, 11 de maio de 1955


De: Faustino Vicente
Data: 20 de março de 2010 07:05
Assunto: RES: A MÚSICA
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Bom dia!!!Dra. Theresa,
Parabéns por mais esta manifestação literária, do seu reconhecido talento. Grato pelas suas (sempre) bem-vindas mensagens. Um ótimo fim de semana.
Faustino


De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 21 de março de 2010 18:55
Assunto: e-mail do Guilherme ref. A MÚSICA
Para: guilherme jose campos barros

Caros sobrinhos:

De fato, somente a chama inspiradora que vem de Deus explica, mesmo para mim, esses versos da meninice. Se não estivesse no tal caderno em cuja capa se lê, com a minha letra, o título " Poesias de minha autoria "...reunindo poemas manuscritos e uns poucos textos, todos com data,a maioria identificando o local, alguns com dedicatória, até eu não acreditaria!

O mais interessante, porém, desses registros literários, já fora observado bem antes de tal "redescoberta", por dois amigos... Um deles, Áureo César, cuja amizade é de longa data, desde março de 1963; a outra pessoa, Ana Falcão, ambos cultos e competentes. Não hesitaram em concluir que a minha poesia conserva, mesmo através de tantas décadas, uma semelhança significativa no estilo, na linguagem, nas metáforas escolhidas e nos valores. O que me agrada bastante, porque interpreto como fidelidade a princípios que orientam, com firmeza, a minha vida pessoal e as realizações profissionais.

Obrigada por sua generosa mensagem, que representa um enorme incentivo para mim!

Que Deus continue iluminando vocês, em tudo que fazem!

Carinhosamente, a tia
Therezita

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De: guilherme jose campos barros
Data: 21 de março de 2010 13:13
Assunto: RE: A MÚSICA
Para:theresa.files@

Aos 10 anos !!!!
Muito bonita e precoce para uma menina dessa idade.....
Parabéns!
Um beijo dos sobrinhos Guilherme e Adriana.

 

O CAMINHO
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O CAMINHO

Há um caminho
muito difícil de se seguir.
Cheio de espinho,
de tentações sempre a luzir.


E, pouco a pouco no caminho,
uma rosa nasce entre o espinho,
traduzindo a saudade
da felicidade.


Theresa Catharina de Góes Campos (aos 10 anos)
Rio de Janeiro, 15 de maio de 1955


De: Aureo Cesar do Valle
Data: 24 de março de 2010 16:52
Assunto: Re: O CAMINHO
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Teresita, bonito e rimado, com conteúdo. Garotinha danadinha. Bjs. Aureo Cesar.

 

OS PÁSSAROS
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OS PÁSSAROS

Não há quem não sinta alegria
vendo os pássaros a gorjear
desde o nascer do dia
para a vida alegrar.


Pássaro é a alegria da vida,
enche a terra de harmonia
enquanto saltita sobre o gramado.


Theresa Catharina de Góes Campos (com 10 anos)
Rio de Janeiro, 21 de maio de 1955


De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 25 de março de 2010 01:47
Assunto: Obrigada, amigo Áureo - já reenviei com a correção!
Para: aureo Cesar do Valle

Muito obrigada, amigo Áureo, pois somente agora corrigi e reenviei o poema, ao receber o seu e-mail com a observação atenta de quem, de fato, leu os meus versos...e se dispôs, me escrevendo, a me dar a oportunidade de fazer a revisão gramatical necessária.

Com a estima de sempre,
Therezita

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Em 24 de março de 2010 16:08, aureo Cesar do Valle escreveu:

Teresita, lindinho! para a Teresita de 10 anos, mesmo com "gorgeiar". Bom exemplo, para vermos como a nossa língua, com os "g" e os "j" é madrasta; bem como com "s","ç", "ss" etc. Leva-se a vida toda para aprender a ortografia, mas não adianta, temos que ir ao dicionário; uma ditadura! Bjs.


De: Rosa Meire Amaral
Data: 24 de março de 2010 20:54
Assunto: Re: OS PÁSSAROS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Cara D. Theresa. Linda poesia, eu sinto alegria verdadeira junto desses seres. Obrigada. Rosa Meire


De: elizabeth barros
Data: 25 de março de 2010 11:41
Assunto: Re: OS PÁSSAROS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Tia, suas poesias são maravilhosas. A senhora era bem pequena e já tinha o dom da palavra. Nessa época a senhora já escrevia com muita criatividade, clareza e sensatez, é impressionante. Parabéns por esse dom maravilhoso que a senhora tem.
Muitos beijos, de sua sobrinha, Elizabeth.
 

 

PÁSSARO-PRETO EM CHUVA-DE-OURO
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PÁSSARO-PRETO EM CHUVA-DE-OURO (HAICAIS)

Chuva-de-ouro não provoca
inundação. É cássia imperial,
orquídea de rosto dourado.

Pássaro-preto, dragão apenas
no apelido, faz do seu canto
um poema gentil de amizade.

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília,DF - 27 de março de 2010


ESCRITOR SÉRGIO CLEMENTE GOSTA DOS HAICAIS

De: Sergio Luiz Clemente Ferreira
Data: 31 de março de 2010 17:21
Assunto: Re: PÁSSARO-PRETO EM CHUVA-DE-OURO (HAICAIS)
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá, querida amiga Theresa Catharina,

Primeiramente espero que você esteja bem.

Parabéns pelo novo livro que está chegando e com toda certeza será um sucesso.
Sempre leio seus maravilhosos HAICAIS.
Os alunos do Curso de Roteiro de Cinema criaram um site para divulgar o curso
e expor seus trabalhos.

www.casadoroteiro.com.br

Grande abraço e até breve,
Sérgio Clemente

 

APRESENTAÇÃO
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PARA SAMUEL...


as letras e os sons ouvir.
E a música das rimas.
Com a melodia dos versos,
o ritmo da poesia apreciar.

Com as palavras brincar,
fazer jogos divertidos e sorrir.
Talvez até escolha silenciar,
entre os muitos ruídos da vida.

Para Samuel também aprender
com tanta prosa escutando,
a saber logo conversar,
ganhando vocabulário sem fim
e o mágico poder de imaginar.
Para Samuel os livros amar!

Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 27 de março de 2010


De: elizabeth barros
Data: 6 de abril de 2010 17:45
Assunto: Tia, adorei, muito obrigada pelo poema dedicado a Samuel
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Tia muito obrigada, ficou lindo este poema. Samuel com certeza gostará bastante dos livros. Ele já demonstra esse interesse e vou levá-lo sempre a livrarias e lhe contar histórias. Samuel também terá muitos livros.
(...)
Beijos, de sua sobrinha Elizabeth.


De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 8 de abril de 2010 01:17
Assunto: O poema é a DEDICATÓRIA de um livro infantil que estou preparando ...Re: PARA SAMUEL...
Para: guilherme jose campos barros

Queridos sobrinhos Adriana e Guilherme:

Mais uma vez, vocês me presenteiam com palavras de incentivo - muito obrigada, de coração.
O poema " Para Samuel... " ficará logo no início (será a DEDICATÓRIA) do livro infantil que estou preparando desde o nascimento dele. Já disponho de material mais do que suficiente e continuo a acrescentar conteúdo, textos em prosa e versos de minha autoria.

(...)

Faz uma semana que me vacinei contra a gripe "suína".

Hoje, estive no dentista, para o meu check-up semestral, limpeza e aplicação de flúor. Depois, fui a outro local, para as radiografias solicitadas. Dr. Marcelo Brilhante do Couto elogiou meus cuidados com os dentes e as gengivas, que nem sangraram com a limpeza e a aplicação de flúor.
Ele gostou tanto do livro que lhe dei - "Conquistando o inimigo", o relato do jornalista britânico, que foi assistir ao belo filme "Invictus" (inspirado na obra, como informado no início, entre os créditos principais). Viu até o fim os créditos finais, quando aparecem várias cenas reais, com o próprio Mandela vivendo aqueles momentos emocionantes retratados na película emocionante, dirigida por Client Eastwood. Dr. Marcelo comentou ainda que o livro o preparou para apreciar devidamente o filme, que bem merece toda a nossa atenção.

Beijos e abraços carinhosos para você e Adriana.

Com afeto, sua tia

Therezita

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Em 5 de abril de 2010 18:37, guilherme jose campos barros escreveu:

Boa noite, tia Therezita.
Muito linda, a poesia para Samuel...
Excelente colocação para essa fase da vida do "grande Samuel"...
Muita aprendizagem e novidades!!
Parabéns, tia!
Um beijo dos sobrinhos Adriana e Guilherme.


De: walter ferreira
Data: 3 de abril de 2010 11:12
Assunto: Re: PARA SAMUEL... - Theresa Catharina de Góes Campos
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Estimada Theresa Catharina:

Obrigado pelo imenso privilégio de ter poesias dedicadas ao jovem Samuel. Tenho certeza de que ele terá a sensibilidade para perceber o quão valoroso é esse presente.

Um abraço,
Walter

 

AS ESCOLHAS DE CADA DIA
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AS ESCOLHAS DE CADA DIA

A cada dia, devemos escolher.
Sair para dançar? conversar?
Ficar em casa para ler?
Prefiro durante o dia todo sonhar...

Theresa Catharina de Góes Campos
Montreal, Província de Quebec, 1971


LES CHOIX DE CHAQUE JOUR

À chaque jour, on doit choisir.
Sortir pour danser? causer?
Rester chez moi pour lire?
Je préfère toute la journée songer...

Theresa Catharina de Góes Campos
Montréal, Province de Québec ,1971


DAILY CHOICES

Each day we must choose.
Go out for dancing? talking?
Stay home for reading?
I prefer to dream all day long...

Theresa Catharina de Góes Campos
Montreal, Province of Quebec, 1971


De: RAQUEL DE ALMEIDA PRADO CRUZ
Data: 9 de abril de 2010 17:44
Assunto: Re: AS ESCOLHAS DE CADA DIA (LES CHOIX DE CHAQUE JOUR / DAILY CHOICES)
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Muito lindos os poemas! Beijos, Raquel.


De: Telma Sueli Aguilar
Data: 9 de abril de 2010 18:10
Assunto: RES: AS ESCOLHAS DE CADA DIA (LES CHOIX DE CHAQUE JOUR / DAILY CHOICES) - Theresa Catharina de Góes Campos
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Que lindo, Theresa!
Seu poema remete a sol, jardim, borboletas...
Abraços carinhosos da
Telma


De: emerson corona
Data: 10 de abril de 2010 15:48
Assunto: Re: AS ESCOLHAS DE CADA DIA (LES CHOIX DE CHAQUE JOUR / DAILY CHOICES) - Theresa Catharina de Góes Campos
Para: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá, Theresa Catharina

Adorei o verso, e ainda mais escrito em francês, pois agora estou estudando francês; neste ano que passou, estive em Paris por um mês para estudar e praticar.
Espero que esteja tudo bem com a senhora, lhe desejo muita saúde e felicidades, sempre.
Abracos cordiais
Emerson