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A ALEGRIA DA SAUDADE
Sob o peso da saudade deixo lágrimas no caminho. À nostalgia do passado com momentos felizes retornam meus pensamentos.
Sendo parte de mim, como enxerto na pele, a dor da saudade, lamento tantas ausências... Volto a chorar sem conseguir deter a saudade de habitar os meus dias, sem dar férias a meu coração.
Os soluços de hoje, porém, expulsaram as lágrimas, foram embora também... Comigo deixaram, para me consolar, a alegria da saudade: a memória do amor que eu recebi , partilhei, ofertei.
A alegria da saudade está nas memórias do amor.
Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 12 de agosto de 2008
From: Ana
Falcão Date: 2008/7/13 Subject: A ALEGRIA DA SAUDADE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Theresa, ainda sob o impacto da dor recente, você encontra
força no passado ao relembrar o amor recebido, partilhado e
ofertado. Como expressa Musset, "Rien ne nous rend si grand
qu'une grande douleur". Beijos, Ana
2008/8/13
eliza.barros
Tia, este poema ficou especial e único. É triste mas é a
realidade que > enfrentamos. Parabéns! A alegria da saudade
está nas memórias do amor! É isso mesmo! Que lindo! (...)
De sua sobrinha, Elizabeth.
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O SILÊNCIO ATUANTE
Diante das perdas, face às dores, encarando o sofrimento, palavras se fazem necessárias...ou o silêncio atuante.
A voz que afirma a idéia contida na garganta. Os sons a exprimirem um sonho, a revolta, discordam do silêncio.
Ainda que ausência, o silêncio atuante expressa resistência, não é omissão. Nem covardia. É coragem, ousadia! Palavras escondidas, sons abafados, cortam o ar, são obstáculos ou avanços.
O silêncio atuante, o vazio consciente, fruto de uma escolha, pode ter assinatura e personalidade libertária.
O que se fala pode nada dizer, significar muito pouco. Os mistérios escondidos no silêncio sem códigos carregam na plenitude o enigma de uma vida ainda esperando as senhas da metamorfose prometida.
Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 12 de agosto de 2008
From: Faustino
Vicente Date: 2008/8/12 Subject: RES: O SILÊNCIO ATUANTE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Dra. Theresa Catharina de Góes Campos:
Parabéns pela sua refinada formação cultural e grato pelas
suas (sempre) bem-vindas mensagens.Com admiração,estima e
respeito,
Faustino Vicente - Advogado, Professor e Consultor de
Empresas e de Órgãos Públicos
Jundiai (Terra da Uva) SP
OBRIGADA,
ARTEMIS, por sua REVISÃO
From:
Theresa Catharina de Goes Campos Date: 2008/8/13 Subject: Obrigada por ter me corrigido, sim, porque o verso
estava amputado - o que eu pensei ter digitado: "não é
omissão." Re: O SILÊNCIO ATUANTE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: artemis coelho
Estimada Artemis:
Muitíssimo obrigada por me ter escrito e me avisado do erro
- na verdade, foi mesmo um erro meu, de digitação (pressa?),
porque, usando apenas a palavra "omissão", os outros versos,
e até o título, estavam se contradizendo em toda a minha
proposta para o poema - "omissão", sim, é um termo
pejorativo, e o verso seguiu "amputado", sem fazer sentido
com todos os versos e o título de meu poema. O certo: "não é omissão"! Já vou enviar a correção para o
Walter!
Deus lhe pague!
Abraços da amiga Theresa Catharina -------
2008/8/12
artemis coelho
GOSTEI MUITÍSSIMO. Apenas a "omissão", no terceiro verso,não
gosto muito. Acho uma palavra um tanto quanto pejorativa,
sobretudo em relação a "resistência". Comento porque gostei
muito, mesmo. A estrofe final é belíssima. "O enigma de uma
vida esperando as senhas da metamorfose prometida" é
especial. Forte abraço. Artemis
From: Ana
Falcão Date: 2008/7/14 Subject: RES: O SILÊNCIO ATUANTE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Theresa, assim que li seus poemas, lembrei-me de Musset, e
de "La Nuit de Mai", que estudei na Aliança Francesa. "Je ne chante ni l'espérance, Ni la gloire, ni le bonheur, Hélas! Pas même la souffrance, Pour écouter parler le coeur."
Mais uma vez, você brinca com o paradoxo no título. Para os
normais, o silêncio é quieto, acomodado. Para as pessoas
sensíveis, como você, ele pode ser atuante, pode ter outra
face, "invisível" para a maioria. Mais uma vez, você brinca
com a aliteração e imprime ritmo à sua composição. Certamente você pensa em publicá-los. Abraços, Ana
From: Theresa
Catharina de Goes Campos Date: 2008/8/13 Subject: Logo que eu escrevo, antes que desista, já solto,
liberto meus versos Re: O SILÊNCIO ATUANTE - Theresa Catharina de Góes Campos To: Ana Falcao
Estimada Ana:
Antes que eu desista, logo depois de escrever meus poemas,
já solto, liberto meus versos.
(...) não escrevo para mim, ou não valeria a pena. Escrevo
para que outros leiam. Assim, preparo o novo cd-rom/livro
Existe Vida sem Poesia? O material de que dispomos até o
momento está em todos os meus sites. O mesmo conteúdo também
se encontra em várias seções dos sites arteculturanews,
noticiasculturais, blog da jornalista, etc. Além de enviado
por meio de meus correios eletrônicos (são oito caixas
postais na internet, em 4 provedores diferentes). A partir
dessa largada, vou aprendendo e melhorando, inclusive com as
reações e sugestões recebidas. Volto a lhe agradecer por
suas palavras que, bondosas, me incentivam. Acredito que o
incentivo ao artista promove as expressões artísticas.Aliás,
houve pesquisas sobre esse tema que terminaram comprovando
essa importância fundamental do incentivo. Muito obrigada, também, por seus comentários eruditos sobre
concertos, abordando os compositores, a programação e os
músicos. Tudo de bom para você e seus entes queridos. Carinhosamente, Theresa Catharina
2008/8/13
Jose Araujo: Querida amiga Theresa,
Amei o seu "O SILÊNCIO ATUANTE" e o trecho que mais me tocou
foi:
"O que se fala pode nada dizer, significar muito pouco. Os mistérios escondidos no silêncio sem códigos carregam na plenitude o enigma de uma vida ainda esperando as senhas da metamorfose prometida."
Que profundidade, querida amiga, me tocou fundo o coração! Somente alguém com seu talento, com sua sensibilidade
escreveria algo assim e que pudesse me tocar da forma que
tocou!
Parabéns e obrigado por compartilhar!
O silêncio sempre foi algo muito marcante para mim e ele tem
muitas facetas que me atraem a decifrá-lo, me fazem refletir
sobre seu poder sobre nós e em 2004 escrevi um texto cujo
título é "O som do silêncio", onde na minha maneira simples
de escrever, tentei retratá-lo como o vejo em minha mente e
o sinto no coração.
Te envio abaixo, para quando puder ler, talvez conheça um
pouco mais de mim através de meu humilde texto.
O SOM DO SILÊNCIO
O silêncio tem um poder enorme sobre nós, porém poucos, têm
consciência dessa realidade, talvez mesmo, durante uma existência
inteira, algumas pessoas não aprendam o que o silêncio pode
fazer com o futuro e talvez até com uma vida toda .
Apesar do nome, o silêncio não é mudo, muito pelo contrário,
ele fala, sim, ele fala, através de sentimentos e sensações
e pode fazer muito mais barulho do que todos os sons da
natureza poderiam fazer juntos.
Ele tem várias facetas, age de formas diferentes, em locais
diferentes, em situações das mais diversas, influindo
constantemente no comportamento do ser humano, fazendo com
que coisas ruins aconteçam, mas também fazendo com que
coisas maravilhosas, somente sonhadas, se tornem realidade.
Podemos passar muito tempo, listando tudo que pode vir junto
com o silêncio, quando ele aparece ou quando o chamamos,
assim vou falar de algumas situações onde o silêncio impera,
citando apenas alguns exemplos do poder que tem o som do
silêncio.
O relacionamento de duas pessoas que vivem uma vida em comum
pode ser destruído, se entre eles não houver diálogo, se os
dois não conversarem bastante, para que os dois ouçam as
opiniões um do outro, para que um possa saber o que se passa
no coração do outro, para que possam conhecer causas, para
que possam discutir questões, chegar a um consenso, claro,
sempre respeitando o direito do parceiro de opinar ou se
manifestar sobre qualquer assunto, não importando qual seja
ele.
Se o silêncio imperar nesse caso, toda uma vida a dois pode
terminar em um instante, ou pior e mais comum, pode terminar
lenta e dolorosamente e tristemente, aos poucos,
desgastando-se, dia após dia, até chegar a um fim muito
triste; e ainda acontece de muitos levarem uma vida inteira,
para descobrir quando já é tarde demais, que tudo acabou.
O silêncio é tão complexo e tão versátil que, por outro
lado, num relacionamento, se o silêncio imperar em
determinados momentos, ele pode proporcionar momentos lindos
numa vida a dois, pois ele pode expressar e significar muito
amor, muita paz, muita compreensão se os dois estiverem
realmente amando um ao outro.
Quando duas pessoas apaixonadas se abraçam ou se beijam, não
há nada melhor do que o silêncio entre um olhar e outro,
entre um toque de pele e uma sensação de vazio no estômago;
e a cumplicidade pode ser tamanha que silencia até mesmo o
próprio silêncio.
Quando almas gêmeas se encontram, em muitas situações o
silêncio tem seu lugar garantido, pois não há necessidade de
usar palavras para se dizer o que se sente, pois o próprio
corpo fala por elas, com voz do silêncio imperando entre os
sentidos.
O silêncio, também, pode trazer muita tristeza, muita dor no
coração dos apaixonados, casais de namorados, amantes,
daqueles que vivem uma vida a dois, no momento em que um
espera ouvir do outro que se é amado e isto não acontece,
fazendo com que se guardem mágoas, que podem perdurar por
muito tempo, até mesmo durante toda a vida, toda uma
existência.
Ele pode também fazer sofrer alguém que precisa ouvir uma
palavra de amor, uma palavra amiga, uma palavra de
compreensão, um conselho, ou mesmo uma simples opinião, mas
nunca tem do parceiro a atenção de que necessita e
geralmente isso acontece nos momentos em que mais
precisamos.
O silêncio tem poder de matar, pois quando um ser humano é
preso em cárcere fechado, sem esperança de contato com
outras pessoas, sem som, essa pessoa chega à insanidade,
quebrando o silêncio para falar consigo mesma ou com pessoas
imaginárias, esquecendo o significado da palavra razão.
Ele tem o poder da vida e da morte, como quando alguém está
com uma crise de enxaqueca, que precisa ficar em silêncio
profundo para se acalmar e relaxar, para que a dor
insuportável ceda lentamente, assim como quando as pessoas
que precisam fazer terapia do sono, para se tratar de
distúrbios mais complicados de origem psicológica, tendo que
usar o subterfúgio do estado de sonolência profunda, em
silêncio total, para se recuperar dos males causados muitas
vezes até mesmo pelo próprio silêncio de si próprio ou de
alguém que se ama.
O silêncio tem um poder enorme sobre nós humanos e pode
trazer muita paz, muito autoconhecimento, quando em uma
meditação se fica é ausente de qualquer som artificial,
apenas ouvindo o som silencioso da natureza, que fala
através de movimentos, de sensações, de estímulos, chegando
mesmo a ser possível se quebrar esse silêncio parcial,
elevando-o aos céus, em busca de seu desenvolvimento, em
busca de absorver as energias do universo.
Ele pode significar muitas coisas em nossas vidas, assim
como amor, carinho, respeito, compreensão, ódio, raiva,
indiferença, inveja, traição entre muitos outros sentimentos
que nos afetam de modo geral; e assim como ele pode nos
fazer querer viver intensamente, ele pode nos fazer querer
deixar de viver por falta de motivação emocional.
De qualquer forma, não poderíamos viver sem o silêncio, mas
também com certeza poderíamos viver com a presença constante
dele em nossas vidas. Particularmente, a forma de silêncio
que eu mais detesto, que mais me maltrata e me aniquila, é
precisar falar, expor meus sentimentos e pensamentos e não
ouvir uma palavra como resposta aos meus apelos emocionais e
sentimentais, recebendo apenas o silêncio em troca, fazendo
com que eu me sinta ignorado, incompreendido e não amado.
O silêncio tem muitas formas, muitos sons, muitas cores, mas
ele é sem duvida nenhuma, aquele que mais tem influência
sobre nós todos, em todos os campos de nossas vidas; só nos
resta aprender a forma correta de se usar esta poderosa
ferramenta de comunicação que Deus nos deu, compreendendo
que com ele podemos dar vida ao nosso semelhante, mas também
podemos ceifar-lhe esta mesma vida, se não o soubermos usar.
Autor: José Araújo
Um abraço carinhoso, com todo o meu respeito e minha
admiração, seu fã, José Araújo
From: Heloisa
Guimarães Date: 2008/8/14 Subject: Re:O SILÊNCIO ATUANTE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida Theresa Catharina,
Seus poemas estão muito bonitos, em sua sensível
expressividade. E como eles me tocam, tão verdadeiros em sua
matéria, é um prazer apreciá-los! Sim, o silêncio pode ser exuberantemente atuante. Regressei de Manaus ontem, onde estive passeando por uns
dias. Até a vista. Com saudades, a amiga Heloisa Helena
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MEDO DE ESQUECER
Se comento é porque não esqueci. Se não esqueci é porque me recordo e ainda não tomei uma decisão silenciosa para a vida toda.
Converso como quem sonha; espera uma chamada, uma decisão para não falar mais.
Estou falando... como quem canta as recordações que deveriam ser silenciadas.
Decidi falar ... porque meus olhos choram. Canto... porque meus olhos estão abertos. Recordo... com medo de esquecer.
Theresa Catharina de Góes Campos
Mar del Plata, Argentina, fevereiro de 1964.
(este poema
foi escrito originalmente em espanhol)
MIEDO DE OLVIDAR
Si hablo es porque no he olvidado, es porque me recuerdo y aún no he tomado una decisión silenciosa por la vida entera.
Hablo como quien sueña, espera una llamada para no hablar más.
Hablo como quién canta los recuerdos que debrían ser silenciados.
Hablo... porque mis ojos lloran. Canto... porque mis ojos estan abiertos. Recuerdo... com miedo de olvidar.
Theresa Catharina de Góes Campos
Mar del Plata, Argentina, febrero de 1964.
From: REYNALDO
FERREIRA Date: 2008/8/14 Subject: RE:MEDO DE ESQUECER - Theresa Catharina de Góes
Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Prezada Theresa Catharina,
Este poema, de 1964, escrito originalmente em espanhol, é
muito bom. Belo. Parabéns. Não o conhecia. Obrigado por me havê-lo
enviado. Abraços, Reynaldo
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AS MÃOS SUPLICANTES
Se fôssemos mais humanos, não haveria mãos suplicantes.
Nem nos campos de batalha, nem nas ruelas das favelas, nem vivendo nas ruas, nem esperando nas tendas dos campos de refugiados.
Nos campos, nas florestas, nas cidades, não haveria mãos suplicantes!
Nas minas de carvão, nos mares e nos rios, habitando palafitas, sozinhos nas jangadas, morrendo por diamantes, padecendo em choupanas, lutando por pão, pedindo água, buscando trabalho e vida, não haveria mãos suplicantes!
Em lugar nenhum, deste planeta habitado por seres humanos, haveria mãos suplicantes!
Ignoraremos por mais tempo ainda, absurdamente, sem generosidade nem reconhecimento da igualdade de direitos, o grito dos olhos, a visão das mãos suplicantes, desesperadas?!
Realizemos o sonho das mãos que cantam, fazem florescer, dançam e constróem!
Theresa Catharina de Góes Campos
Rio de Janeiro, RJ, 22/05/1963.
From: artemis
coelho
Date: 2008/8/14
Subject: RE: AS MÃOS SUPLICANTES - Theresa Catharina de Góes
Campos
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Muito Lindo! Supliquemos por mãos agradecidas,saciadas de
suas fomes...
Lembrei de algo que escrevi há um tempo atrás:
FELICIDADE É...
UM LUGAR ONDE TODOS
SEM FOME
VIVAM EM PAZ. |
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MEUS POEMAS TÊM HISTÓRIA
Meus poemas têm história nem sempre revelada nos versos polidos. Lembro os sentimentos geradores da poesia. Recordo as situações. Estremeço com os fatos trágicos cujos efeitos perduram até hoje em minha vida. Poemas abafados em muitos soluços, nos arquivos da memória ali colocados por golpes de misericórdia. Selados dia a dia, nas quedas ao chão, afogados nas lágrimas, esses versos não foram escritos!
O poema seminal faz germinar outros poemas, outros versos faz cantar.
Há poemas que explodem, impedindo o poeta de abafá-los. Do mundo não aceitam ser excluídos. Pedem passagem, com determinação recusas não aceitam. Querem nascer, mesmo cercados pela violência, insistem em viver.
Todo poema tem um passado, uma história a ser contada.
Versos há que chegam tão de mansinho como a luz da madrugada. Recebem o orvalho da manhã; deixam-se seduzir pelo encanto do beija-flor. Versos que parecem borboletas!
Os versos frágeis é preciso proteger com especial precaução para que não se percam no silêncio total.
Há uma poesia escondida na memória lacrada, a sete chaves fechada, em dicotomia de coerência, na mente e no coração, na dúvida e na certeza, no pesadelo e no sonho.
Nem todo poema consegue contar a sua história.
Há versos condenados ao silêncio, impedidos de cantar. Sinos quebrados lutando contra o silêncio.
Quando o poema consegue sua história revelar, o passado de seus versos, faz outro poema cantar.
Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 15 de agosto de 2008.
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A REBELDIA CONSCIENTE DOS VERSOS
Mandei calar, o poema reagiu, disse não!
Prendi os versos, disse" não ". O poema gritou "sim ".
Brigamos sem parar até o sol chegar. Anoiteceu sem acordo.
Tranquei as portas, levantei os braços, irritada. A poesia reclamou, indignada.
Gritou, esbravejou, vociferou, à madrugada tudo denunciou. Depois, exausta, chorou um choro que comoveu a alvorada, pronta a ouvir confidências.
Tentei não ver, fingi não ouvir, soluços e lágrimas. Tentei ficar insensível ao clamor dos versos aprisionados.
Eles recorreram a instâncias superiores, que também me ordenaram, sem exceção, todas, a libertar o poema sem mais delongas.
Aí foi minha vez de chorar, com voz embargada, soluços altos, lágrimas em cascata.
Pedi, supliquei, com mil razões argumentei. O poema não abdicou de seus direitos. Continuou insistindo em realizar sua missão profética.
Bati pé, usei estratégia com cenas de histeria. A muitas artimanhas recorri, mas não convenci a poesia, mais do que determinada a abrir caminho, deixar as grutas, os desertos, e se revelar.
A rebeldia consciente dos versos quebrou minha resistência.
Venceu a poesia, carente de luz, pedindo voz, libertando o poema antes ignorado porque acorrentado, impedido de ter vida, asfixiado, sem respirar, nem poder voar.
Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 17 de agosto de 2008.
From: REYNALDO
FERREIRA Date: 2008/8/17 Subject: RE: A REBELDIA CONSCIENTE DOS VERSOS - Theresa
Catharina de Góes Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Prezada Theresa Catharina,
Este "A Rebeldia Consciente dos Versos" é inspiradíssimo.
Belo poema. Parabéns. Vejo que sua produção literária se
encontra, no momento, em expansão. Que bom!... Cumprimento-a
por isso!... Forte abraço, Reynaldo
From: artemis
coelho Date: 2008/8/17 Subject: RE: A REBELDIA CONSCIENTE DOS VERSOS - Theresa
Catharina de Góes Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
AMEI!!!! Que continuem a se insurgir contra/a favor de você.
Lembrou-me um poema do Carlos Drummond de Andrade, chamado O
Lutador, vale conferir. Artemis
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HAICAIS ALADOS
No Dia das Aves
o céu tem festa
de asas arco-íris.
Tico-tico no fubá
é música de sucesso
na festa do céu.
Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 19 de agosto de 2008.
From:
Jose Araujo Date: 2008/8/20 Subject: Re: Grata por suas palavras de incentivo e carinho.
Deus lhe pague! Re: HAICAIS ALADOS - Theresa Catharina de
Góes Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Não precisa agradecer, minha amiga, tudo que eu disse foi de
coração! Tenha uma boa noite de sono e fique com Deus, sempre! José Araújo
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From: Theresa Catharina de Goes Campos Date: 2008/8/20 Subject: Grata por suas palavras de incentivo e carinho.
Deus lhe pague! ref. HAICAIS ALADOS - Theresa Catharina de
Góes Campos To: Jose Araujo
Caro José Araújo:
Gratíssima por suas palavras de incentivo e carinho! E por
sua atenção em me escrever mensagem tão generosa. Deus lhe
pague! Tudo de bom para você! Theresa Catharina
----- 2008/8/20 José Araújo
Cara amiga Theresa,
É sempre com grata satisfação que leio seus e-mails , sempre
cheios de poesia, sensibilidade e que nos passam a sua
essência, como um ser humano cheio de luz. Haicais Alados, curtos em palavras, mas de uma profundidade
imensa, que tocou meu coração, como tudo que você escreve. Parabéns pela arte, pela sensibilidade, pelo talento tão
aparentes em tudo que faz! Abraços carinhosos de seu amigo e fã, José Araújo
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CORAGEM DE MÃE
Se minha mãe não fosse tão corajosa, de coração determinado; se não tivesse me resgatado, eu teria morrido precocemente em país estrangeiro, afastada de todos que me amavam. Longe de mim, bem distante, irreconhecível na existência que levava, semelhante à morte, muito longe mesmo, de minha própria vida.
Igual a um número sem fim de mulheres vitimadas por uniões infelizes, nas tragédias repetidas no cotidiano dantesco de seus lares.
Sobrevivendo,como eu, aos anos de incerteza. Dias de medo e de horror, de violência diária, disfarçada e cruel. Anos de solidão, dias sem sol nem luar. Dias sem luz, anos ausentes de proteção. Anos sem paz, sem visão de esperança.
À coragem de minha mãe, devo minha segunda vida. Uma nova existência, uma ressurreição em vida, sem precisar morrer. Uma vida a mim ofertada pelo amor de minha mãe.
Theresa Catharina de Góes Campos Recife-PE, 13 de dezembro de 1982.
From: adfalcao Date: 22/08/2008 21:06 Subject: Re: CORAGEM DE MÃE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: "theresa.files"
Theresa, fiquei muito emocionada com o agradecimento que
você fez à sua mãe. Assim, vou conhecendo e admirando a
coragem que dela você herdou. Abraços, Ana
From: artemis
coelho Date: 22/08/2008 19:34 Subject: RE: CORAGEM DE MÃE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Que coisa linda!... e sobretudo que bom,ao que tudo indica,
que ela pode lê-lo. Nada como o amor explicitado, entregue
ao destinatário. Parabéns pelo ato de amor da "Mãe Coragem". Artemis
From: Agnes Date: 22/08/2008 19:58 Subject: Re: CORAGEM DE MÃE - Theresa Catharina de Góes
Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
Apreciei seu poema, estando bem retratado todo o seu drama
conjugal vivido em terra estrangeira. Oxalá o Senhor remova
do seu coração todos esses traumas, e coloque um alento
maior, depois do resgate feito pelo esforço de sua genitora,
tocada pelo amor maternal. Deus cura todas as dores, com
afeto novo é preciso deixar o espaço livre para que Ele
possa atuar. Muito incentivo há para que depois de uma decepção todos se
fechem uns para os outros, é uma reação natural. Após todo
vendaval, vem a calmaria, em que é possível ver nossas
fragilidades entregues em boa fé àqueles que suprimem o
temor de Deus... Ver como somos ingênuos, ao deixar que
nossas fragilidades sejam manipuladas por aqueles que juram
paixões em perjúrio do Amor que só pode ser concedido por
Deus - a verdadeira fonte.
Tenho fé que Deus restaura a vida como também os sonhos
perdidos, sobretudo com muita fé, confiança e amor ao
próximo, mesmo levando nossa vida bastante ressentidos desse
maná tão precioso que é o afeto dos que nos mais nos
assediam ou nos subestimam, fazendo-se de "apaixonados"... Abraços, Agnes
Que o SENHOR JESUS toque no seu coração para senti-lo a cada
dia com alegria, paz e tudo o que Deus quer de melhor para a
sua vida. Bom fim de semana. Agnes
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CANCIÓN DEL SUEÑO
- Yo lo quiero!
- No es para tí.
- Yo lo quiero tener.
- No es para tí. No lo tendrás.
- Yo lo quiero gañar. Porque es mi sueño desde niña.
- No lo tienes, no lo tendrás, no es para tí. Que sea otro sueño...
- Yo lo quiero. En mi corazón es para mí, es mi sueño.
- No lo tienes, no lo tendrás. No es para tí. Mejor olvidar. No lo tienes, no lo tendrás. No es para tí.
- Yo lo quiero, para llevar a mi corazón, para tener hoy y mañana y después... yo lo quiero también, para olvidar ayer con el brillo de la luna, la canción de la fuente.
- No lo tienes, no lo tendrás, no es para tí. Sueños, sueños! Pero no es verdad , no los tienes en tu manos, en tu casa. No es realidad, es sueño. No lo tienes, no lo tendrás, no es para tí, jamás.
- Pero mañana llega. La canción del sueño es hoy. No es más ayer, es hoy! YO LO QUIERO! YO LO TENGO!
Theresa Catharina de Góes Campos Montevidéo- Uruguay, febrero de 1964.
CANÇÃO DO SONHO
- Eu quero!
- Não é para ti.
- Eu quero ter!
- Não é para ti. Não terás.
- Eu quero ganhar. Porque é meu sonho desde menina.
- Não tens, não terás, não é para ti. Que seja outro sonho...
- Eu quero. Em meu coração é para mim. É meu sonho.
- Não tens, não terás. Não é para ti. Melhor esquecer. Não tens, não terás. Não é para ti.
- Eu quero meu sonho, para ter hoje e amanhã e depois... eu o quero também para esquecer o ontem, com o brilho da lua, a canção da fonte.
- Não tens, não terás, não é para ti. Sonhos, sonhos! Mas não é verdade, não os tens em tuas mãos, em tua casa. Não é realidade, é sonho. Não o tens, não o terás. Não é para ti, jamais.
- Mas o amanhã chega. A canção do sonho é hoje. Não mais é ontem, é hoje! EU QUERO! EU TENHO!
Theresa Catharina de Góes Campos Montevidéu - Uruguai - fevereiro de 1964.
GENEROSIDADE
DE AMIGA
From:
Theresa Catharina de Goes Campos Date: 25/08/2008 17:41 Subject: Muitíssimo obrigada por sua revisão amiga, assim me
dando a oportunidade de fazer a correção. Re: CANCIÓN DEL
SUEÑO -Theresa Catharina de Góes Campos (espanhol/português) adfalcao
Estimada Ana:
Sou-lhe muito grata por sua atenção, fazendo a revisão e
assim me dando a oportunidade de proceder à correção dos
erros que, neste caso, sim, foram erros de digitação. Cada
dia estou usando um local diferente para trabalhar, com
teclados diversos, e acho que talvez isso me atrapalhe... Ou
a pressa, a distração, etc.
Fiz curso clássico, onde se ensinava espanhol, durante três
anos, antes de prestar vestibular para jornalismo. Há
artigos meus, escritos e publicados em espanhol, inglês e
francês. Por incrível que pareça, vem sendo mais fácil
recuperar os poemas, porque algumas pessoas os conservaram
dentro de livros preferidos! E atenderam a meu apelo. As
mudanças tecnológicas (microfilmes, informática, etc.)
fizeram com que muitos arquivos de matérias publicadas
ficassem pelo caminho. Agradeço sua leitura atenta, o seu aviso sobre os erros a
serem corrigidos. Sim, são ensinamentos do seu conhecimento! Sou beneficiada
por sua generosidade.
Abraços da amiga Theresa Catharina
2008/8/23
adfalcao
Theresa, você continua surpreendendo. Agora conhecemos sua
expressão em espanhol, com uma mensagem de vitória do
otimismo, após a peleja entre o afirmativo e o negativo. E
isso estava escondido Há quanto tempo... Abraços Ana
Quanto à digitação: "corazón" e talvez "mí" tônico. A
observação visa a reparar pequeníssima distração . Não
contém nenhum ensinamento. Ana
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TERRE DES
HOMMES À Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), aviateur,
journaliste, héros... qui nous a écrit de beaux livres.
On va dire tout aux étoiles d'Exupéry. Mais il faut se taire devant les hommes perdus dans le désert de leur orgueil.
On va courir devant les fleurs, mais pas si on écoute les bruits de la guerre.
Il faut beaucoup de courage, beaucoup d'amour, pour parler aux hommes.
Avec les fleurs on peut parler d'amour. En regardant les étoiles, on peut causer sur la tendresse cachée au coeur pur du Petit Prince.
On voit que, sans retard, le renard viendra. N'oubliez pas les jardins, la rose unique, les fontaines au désert, les champs du blé doré!
Theresa Catharina de Góes
Campos Paris-France, le 8 septembre 1960.
TERRA DOS HOMENS A Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), aviador, jornalista,
herói, que nos escreveu belos livros.
Tudo se vai dizer às estrelas d'Exupéry. Mas é preciso se calar diante dos homens perdidos no deserto de seu orgulho.
Vamos correr diante das flores, embora não, se ouvirmos os ruídos da guerra.
É preciso muita coragem, muito amor, para se falar aos homens.
Com as flores, podemos falar de amor. Com as estrelas podemos conversar sobre a ternura escondida no coração puro do Pequeno Príncipe.
Sabemos que, sem atraso, a raposa virá. Não esqueçamos os jardins, a rosa única, as fontes no deserto, os campos de trigo dourado!
Theresa Catharina de Góes
Campos Paris-França, 8 de setembro de 1960.
From: adfalcao Date: 23/08/2008 20:27 Subject: Re:TERRE DES HOMMES - (francês/português) - Theresa
Catharina de Góes Campos To: "theresa.files"
Bon soir, Theresa, "superbe" sua poesia dedicada a Exupéry.
Você transportou para o seu mundo interior o mundo do autor
- désert, fleurs, guerre/amour, homme, étoiles . Mais uma
manifestação de sua sensibilidade, surpreendentemente com
absoluto domínio da musicalidade da língua francesa. O meu até breve. Ana
De:Theresa
Catharina Para:"adfalcao" Data:Fri, 3 Oct 2008 11:41:29 -0300 Assunto:Obrigada: fiquei com as duas vírgulas... retirei o
"s" -Re:Agradecendo seus recentes e-mails com preciosas
informações
Estimada Ana: Como você pode ver , resolvi ficar com as duas vírgulas,
sugeridas tão bondosamente por você, no original em francês
e na tradução para o português... E também retirei o "s" . As razões que me motivaram a escrever de forma diferente
foram, com certeza, naquela época e provavelmente ainda
hoje, porque meu estilo parece não ter mudado muito, talvez
até tenha se consolidado: a)realmente me senti bem livre para fazer uma tradução
subjetiva, bastante livre, sobretudo considerando que se
trata de um poema e a autora sou eu (às vezes, sou mesmo
"abusada" - que horror!) - aí , fazendo o teste da leitura
oral da poesia, decidi por não colocar a tal vírgula na
versão em português. b) O motivo da colocação das vírgulas, nos meus textos em
prosa ou verso: busco tanto uma ênfase/um destaque maior das
palavras e idéias, como tento uma comunicação mais fácil com
os leitores. Muito obrigada por sua atenção! O poema "renovado" logo estará nos meus sites e no próximo
cd-rom/livro em preparação ("Existe Vida sem Poesia?"). Abraços cordiais de Theresa Catharina
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De:"adfalcao"
Para:Theresa Catharina Data:Wed, 24 Sep 2008 22:55:51 -0300 Assunto: Agradecendo seus recentes e-mails com preciosas
informações
Theresa,
Não há o que agradecer: é apenas uma troca de idéias.
Tomo a liberdade de acrescentar algumas sugestões a seu
poema, com o intuito de que você o aperfeiçoe, se julgar
conveniente. Use a preposição "de" sem o "s" em "de beaux livres". Observo uma diferença de pontuação no original e na tradução
em "on voit que, sans retard,". No francês, há apenas uma
vírgula. Você pode optar pelo adjunto entre vírgulas ou sem
vírgula (como em português). Um abraço, Ana --------------------------------------------
De: "theresa.arquivos" Para: "adfalcao"
Data: Wed, 24 Sep 2008 16:13:00 -0300 Assunto: Agradecendo seus recentes e-mails com preciosas
informações
Estimada Ana: (...) A revisão de um texto é um presente, uma atenção especial,
que todo autor deve agradecer de coração. É o que eu faço,
regularmente! Abraços da amiga Theresa Catharina
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HAICAIS PRIMAVERIS
Primaveras há invisíveis aos olhos, florindo no coração.
Imigrante na cidade, a tipuana das florestas mostrou versatilidade.
Esperando a primavera, esquecemos o inverno, sonhamos com flores.
Beija-flor viu sua amada, não demorou a chegar, para lhe dizer alô.
Cores perfumadas, em desenhos originais, retratam a primavera.
Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 29 de agosto de 2008.
Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 29 de agosto de 2008.
- Theresa, de
volta à capital, abro meus e-mails. Você brinca com os opostos em seus haicais e talvez esse
seja um dos segredos dessa poesia de três versos. Também descobre nova maneira de ver e sentir algo
aparentemente comum. Ótimos. Abraços, Ana (9 de setembro de 2008)
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O SENHOR RENOVA TODAS AS COISAS
Falsos amores canções não cantam. Amores fingidos arte não criam.
Com todos os meus bens eles ficaram... sem piedade ou vergonha, de tudo que era meu tomaram posse.
Mas em corpo e alma eu me salvei. Embora despojada de bens materiais, resgatada eu fui. A vida reconquistei, minha liberdade retomei.
Pobre de bens materiais, tudo construí de novo, porque n´Ele tudo renovei... acreditando nas promessas do Senhor, com a fé revigorada n´Ele, capaz de tudo reconstruir. Porque Ele renova todas as coisas!
Despojada de todos os bens materiais, perdi também os laços de afeto que eu pensava ter mas não existiam. nem confirmavam os laços de sangue.
Atingida por todos os lados, com o amor me magoei. Feridas que parecem eternas continuam a pedir socorro.
Gemendo de silenciosas dores, aprendi a lição que me faltava. Amor que não existe, afeição que não se tem, não se pode perder. Ganha-se a compreensão do que não deve fazer falta porque jamais existiu de verdade. Amor ausente é alucinada ilusão, uma sombra enganadora, sem fonte de luz.
A presença maior é o amor que se tem com a fé renovada, independente de bens materiais e de falsos afetos.
A presença maior do amor que se tem, na convivência com a bondade, que exercita o amor, generoso e forte.
Assim, nada perdi: despojada do nada, do que não tinha valor algum, do que não existia realmente, graças a Deus tudo ganhei!
Theresa Catharina de Góes Campos Brasília-DF - Dia de Ação de Graças - 25 de novembro de 1993
De: Luci tiho
Ikari Em: 12/9/2008 Assunto: poesia O SENHOR RENOVA TODAS AS COISAS
Olá, Theresa Catharina. Tudo bem com você? Nós estamos levando a vida. Achei esta poesia reveladora,
pois mostra as coisas que vão acontecendo em nossas vidas, e
que vão amadurecendo o nosso olhar. Até, Luci
From: artemis
coelho Date: 2008/10/4 Subject: O SENHOR RENOVA TODAS AS COISAS To: Theresa Catharina de Goes Campos
Theresa, não estou maluca não, mas cada vez que leio esse
salmo/poema gosto mais ainda. Definitivamente, os outros que
me perdoem, mas este é meu preferido. Veja isso apenas como
um impulso livre de meu coração. Abraços
*Será que é porque foi feito na véspera de meu aniversário?
rs (só agora percebi)
Amiga Luci:
Obrigada por suas palavras sobre o meu poema O Senhor renova
todas as coisas. De fato, a mensagem dessa minha poesia é
que o mais importante está, não no que perdemos, mas no que
ganhamos com a nossa Fé, porque Deus renova todas as coisas
e nos dá muito mais do que pensávamos ter perdido. Levar a vida, ou melhor, VIVER A VIDA que nos foi dada, é
mesmo fundamental. Abraços afetuosos para você e a querida Sae. Com a estima de sempre, Theresa Catharina
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COLETÂNEA DE SONHOS
El sueño es para cambiar/usted y el mondo. Theresa Catharina de Góes Campos
Coletânea de sonhos para a tristeza anular face às decepções da vida. Porque é melhor aplicar receita bem superior à de fadas e bruxas, personagens de lendas antigas, repetidas, cantadas por muitas gerações.
Coletânea de sonhos junto ao peito carregar não é miragem, é oásis!
Água e tâmaras, abrigo de palmeiras, tendas hospitaleiras,: coletânea de sonhos.
Nos livros, refúgio buscar; na solidão interior, cercada de convivência externa, em coletânea de sonhos, utopias cultivar.
Ter fé no sonho da metamorfose prometida, anunciada por sinos e fontes, profetizada em versos, forças vai nos dar para o deserto atravessar, mesmo com tempestades de areia. Para os naufrágios da vida corajosamente enfrentar.
Para sobreviver aos naufrágios da vida, uma coletânea de sonhos se faz necessária. Para que os náufragos sobrevivam ainda mais fortes, metamorfoseados muito além dos mais belos sonhos. Vidas celebradas, cantadas por sinos e fontes.
Naufragar, sofrer, porém lutar , revigorados por uma coletânea de sonhos.
Melhor não questionar o porquê de tantas perguntas e dúvidas na coletânea de sonhos. Seria como indagar o porquê de tanta vida, o porquê de tantos sonhos!
Theresa Catharina de Góes Campos Santos-São Paulo, fevereiro de 1961
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From:
artemis coelho
Date: 2008/9/13
Subject: COLETÂNEA DE SONHOS
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Amiga, definitivamente seu 'forte' é poesia. Esse poema
também é uma pérola. Gosto de todos, mas de alguns,
realmente, gosto profundamente. Pelas datas, fico muito
feliz q. vc esteja resgatando suas poesias para nosso
desfrute hoje. Abraços.
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FALSA CONVIVÊNCIA
Isso é conviver? na superfície? Isso é conviver ou usar máscaras? Melhor falar, dialogar , fazer confidências ou silenciar?
Por neste momento temer a resposta indesejada, vou simplesmente viver para um dia descobrir o que hoje não sei... e a temida resposta compreender .
Tal convivência apressada, talvez até mentirosa, sempre tão superficial não me agrada nem me satisfaz, mesmo em seus disfarces. Causa-me tanta dor!
O que fazer? Viver em busca das respostas. Viver para aprender soluções que respondam às dúvidas das respostas.
Theresa Catharina de Góes Campos Brasília-DF, março de 1994
From: REYNALDO
FERREIRA Date: 2008/9/12 Subject: RE: FALSA CONVIVÊNCIA To: Theresa Catharina de Goes Campos
Bela coleção de poemas, Theresa Catharina. Digna de ser
publicada. Quando você vai organizar um livro com as suas poesias?...
(...) Reynaldo
2008/9/12 LUCI
TIHO IKARI
Olá, Theresa Catharina Acho que a vida é assim, como fala a poesia. Mas ainda
conseguimos encontrar uma luz e conseguimos resistir a
intempéries e descobrir algumas belezas, que acabam
enriquecendo nossas vidas. Até, Luci
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VIDA-MORTE-VIDA (Poema dedicado à querida amiga Luzinette Laporte de
Carvalho, escritora e professora, luminosa e profunda, em
sua espiritualidade e fé.)
Vida-morte-vida a correr e fluir para chegar à vida-vida-vida.
Na flor, protegida está a semente criadora. Eis a vida seminal a se perpetuar, vitoriosa, disfarçada de transitória.
O fruto protege a vida da semente que recomeça, recria numa visão de flores, um miniuniverso de cor e sabor abrigados, protegidos.
Na vida seminal, de aparência diminuta, marca de toda semente, a natureza se prepara: veste-se e se desnuda para os mistérios simples,arrebatadores, do florescer,frutificar.
Vida-morte-vida, morte também seminal. Vida-morte-vida espelhando a vida do amor, o enigma em tudo se revela.
Parece quase nada uma semente. Parece tão pouco, é quase tudo o poder da semente. O sonho da flor,
o sonho do fruto, os sonhos do amor.
A vida sonhada que se concretiza. A vida fragilizada que se realiza em tudo revigorada.
Vida semente amadurecendo em meio a pragas, tempestades,furacões, negligências e omissões. Vida seminal, vencedora, mesmo na morte seguindo o seu caminho de vida-morte-vida.
Vida que a violência viola, impondo a morte aparente. Vida que se impõe, porque capaz de vencer. Vida ameaçada a todo instante que precisamos proteger.
Parece tão frágil, pequena, diminuta. Não é superficial nem transitória. Parece quase nada... Na verdade, é tudo.
Porque nada supera a vida seminal, criativa e criadora, original e plena em seu potencial.
Nos gestos de amor, vida seminal em que Deus se revela a nós, seus filhos: permanência e potencial. Nós, seus filhos sonhados, escolhidos, planejados.
Nós, caminhos e portos, rios, grutas e lagos, montanhas e planícies, até precipícios... Nós, vidas seminais, seres originais, únicos e criadores; nós, criaturas desorientadas ou pela fé guiadas, sendo jardins e desertos nesta vida seminal.
Todos nós, sementes, flores e frutos divinos. Nós, salvadores e náufragos nas rotinas de convivência. Ou na urgência dos encontros inesperados.
Parece tão pouco, se olharmos apenas as aparências, que tudo escondem. Mas temos fontes e rios de água e sangue fluindo, palpitando, pulsando, correndo em nossos corpos. Seria pouco... é tudo VIDA!
Theresa Catharina de Góes Campos Garanhuns- Pernambuco, julho de 1962.
From: LUCI TIHO IKARI Date: 2008/9/27 Subject: RE: VIDA-MORTE-VIDA To: Theresa Catharina de Goes Campos
OLá, Theresa Catharina Fico admirada com a sua fluição e inspiração. Parabéns.
(...) Luci
From: artemis
coelho Date: 2008/9/26 Subject: RE: VIDA-MORTE-VIDA To: Theresa Catharina de Goes Campos
Lindo, Theresa.
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DIÁRIO DE BORDO À minha avó materna, Júlia Laura de Oliva Góes - In memoriam
Cruzeiro marítimo presente dela, tenho Vovozinha por companhia. Sou a neta mais velha, menos jovem de tão séria, talvez bem comportada demais.
Na viagem de navio, nos passeios animados, pareço mãe e avó... Ela, viúva há anos, é pura animação. Dança , ri, faz compras, canta, conversa toda feliz. Uma ótima companhia!
Seu objetivo e sonho: que a neta encontre o primeiro namorado... Vovozinha só fica triste quando vê que eu afirmo tudo apreciar sem parar de escrever, sem namorado arranjar.
Minha avó não perde tempo. A muitos encanta com a sua juventude especial, a beleza amadurecida, o entusiasmo pela vida. Para ela, os candidatos aparecem todos os dias!
Eu escrevo sem parar, como se tivesse pressa de memórias a relatar. E Vovozinha não sai da pista, não pára de dançar!
Sou neta, mãe e avó, neste cruzeiro afetivo, de tantas recordações, que a memória há de guardar e o coração festejar, relembrando... Ainda que um dia, a minha Vovozinha pare de dançar.
Theresa Catharina de Góes
Campos Punta del Este - Uruguai, fevereiro de 1963
From: adfalcao Date: 2008/9/28 Subject: Re:DIÁRIO DE BORDO -Theresa Catharina de Góes
Campos To: "theresa.files"
Theresa, li com atenção suas poesias. Nelas observo os
antecedentes, a permanência dos valores e da percepção
aguçada que você demonstra desde sempre. Abraços, Ana
From: Tereza
Lúcia Halliday Date: 2008/9/28 Subject: Re: DIÁRIO DE BORDO To: Theresa Catharina de Goes Campos
Theresita: Presença de avó na vida da gente é marca indelével. Herança
permanente dentro de nós. Grata por compartilhar. E obrigada também pelos e-mails anteriores com poemas que,
somente hoje consegui ler com calma. Um grande abraço, Tereza Lúcia.
From: Artemis
Coelho Date: 2008/9/29 Subject: DIÁRIO DE BORDO To: Theresa Catharina de Goes Campos
Ótimos, Theresa, acho o máximo vc resgatar suas pérolas
antigas. Boa semana prá vc. Bjs
From: raquelc Date: 2008/9/30 Subject: RES: DIÁRIO DE BORDO
Theresita, Você me emocionou muito com esses versos de doce nostalgia
que fazem sonhar, mas também refletir. Grande beijo da amiga
Raquel.
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MAR DE PRATA
Sendo o mar, de prata, meu coração, de ouro, o sol trouxe esmeraldas que nas águas cintilaram.
Sendo o mar, de prata, meu coração, de ouro, a noite chegou, fazendo as águas brilharem, com um manto de rainha em diamantes bordado.
A chuva também veio, respingando em tons de cinza, cravejada de ametistas.
O rosto do relâmpago mostrou-se com fulgor gritando em voz poderosa, deixando cair topázios.
Embora contemplando o mar de prata, a ninguém ofereci - na verdade, ninguém viu, ninguém ouviu - meu coração, que me parece de ouro.
Theresa Catharina de Góes Campos Mar del Plata - Argentina, fevereiro de 1963
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A VITÓRIA DAS LÁGRIMAS
Do sofrimento, das lágrimas vertidas pela ostra, nascem as pérolas.
A princípio, não são belas, apenas corpos estranhos que a ostra, invadida e ferida, não conseguiu de seu íntimo expulsar.
Sozinha, mesmo capaz, a ostra não faz a pérola. Sem esforço, sem resistência, não surge a pérola.
Alguém poderia chamar esse processo criativo de tentativa frustrada, insucesso, derrota... mas todas as pérolas, nascidas de lágrimas da ostra, são belas vitórias!
Theresa Catharina de Góes Campos Macaé - Rio de Janeiro, julho de 1963
From: LUCI TIHO
IKARI Date: 2008/9/29 Subject: RE: A VITÓRIA DAS LÁGRIMAS Campos To: Theresa Catharina de Goes Campos
É muito criativo. Como você é inspirada e faz comparações
maravilhosas! Luci
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NUANÇAS
A arte tem nuanças e, como a natureza, também de nuanças a vida é tecida.
São cores, matizes, tonalidades,contrastes. Nuanças têm reflexos e luzes com espessura,intensidade diversas.
Nuanças são como os sinos com seus diferentes sons. Como instrumentos musicais criando vozes em harmonia e rotineira dissonância.
Nuanças brilham como estrelas de tamanho e luz bem diferentes! Em isolamento ou constelações, reluzem distantes ou mais próximas de nossos olhos nem sempre atentos às nossas amigas em traje de gala.
Nuanças embelezam os canteiros dos jardins, os campos de trigo, as profundezas do mar, o teclado dos pianos.
Nuanças fazem o amor nascer porque vestem a pessoa amada, de sons,cores,tons e matizes esplendorosos, resplandescentes. Nuanças não encontradas nos outros, que aparentam não oferecer nuanças tão especiais.
A procurar nuanças e matizes lá vou eu seguindo, sonhando, ansiosa, pela vida prosseguindo a sonhar com fé na diversidade a meus sentidos oferecida para ser apreciada, para nuanças encontrar.
Theresa Catharina de Góes
Campos Araruama - Rio de Janeiro, julho de 1963
From: LUCI TIHO
IKARI Date: 2008/9/29 Subject: RE: NUANÇAS To: Theresa Catharina de Goes Campos
Olá, Theresa Catharina. É belíssimo. Luci
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RECONHECIDA PELO SORRISO
- "Reconheci você pelo sorriso..." Ouvindo essas palavras, chorei por dentro, em silêncio... talvez um pouco de alegria, por saber que algo em mim ainda era reconhecível, sem ter sido levado, com os meus cabelos perdidos, pelo câncer recidivo, insistente em seus ataques à minha tão humana fragilidade.
Depois, chorei bastante na intimidade. Não apenas uma vez, mas todas as vezes em que eu recordava, sem deixar de refletir sobre a permanência de meu sorriso, intacto apesar das lágrimas, voltava eu a chorar.
Meu sorriso sobreviveu às sessões de quimioterapia. Ajudou a preservar meu corpo ferido, a alma ansiosa, a respiração ofegante, os olhos marejados noite e dia.
Na pele do rosto onde o câncer e a quimioterapia deixaram alguns sinais e coloração de aspecto doentio, o sorriso ainda se reconhecia.
Sorriso campeão, não sendo eu heroína. Sorriso vencedor, apesar de minhas derrotas, visíveis e tão conhecidas, até na surdina propaladas.
O segredo do meu sorriso talvez seja este: não sendo eu atleta, cultivo uma atitude campeã fortalecida nas lágrimas. Meu sorriso tem vivência, por isso segue vencendo montanhas e precipícios.
Theresa Catharina de Góes
Campos Brasília-DF, 13 de junho de 2002.
From: Hercilia
Lopes Date: 2008/9/30 Subject: Re: RECONHECIDA PELO SORRISO To: Theresa Catharina de Goes Campos
Olá, adorei sua linda poesia! Muitos beijos. Hercilia
From: Juliana
Taroda Date: 2008/9/30 Subject: Re: RECONHECIDA PELO SORRISO To: Theresa Catharina de Goes Campos
Nooooosssaaa! Dona Theresa Catharina, realmente é lindo e
profundo. Parabéns!!! Um grande e forte abraço Juliana
From: LUCI TIHO
IKARI Date: 2008/9/30 Subject: RE: RECONHECIDA PELO SORRISO To: Theresa Catharina de Goes Campos
Bom dia, Theresa Catharina O fato de escrever e colocar aquilo que está no âmago faz
bem para a saúde. Coloquei no trabalho de mestrado "lazer da
comunidade nikkei", a razão de os primeiros imigrantes
japoneses no Brasil desenvolverem poesia "tanka" e depois
"haicai", num lugar inóspito, onde não havia nada. Bom dia a
você, Luci
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AS LÁGRIMAS DE NEVE SOBRE OS PINHEIROS
As lágrimas dos pinheiros à margem do lago coberto com um tapete todo branco.
As vozes do vento e da água partilham alguns segredos. As lágrimas dos pinheiros: a neve a chorar a noite inteira sobre os pinheiros. Onde estão as pessoas plenas de amor a partilhar?
Mas quando o inverno é vencido pelas flores, as lágrimas deixam o rosto, o peito dos pinheiros com verde brilhante.
As vozes do lago e do vento ainda estão lá.
- Tudo bem? - Não, isso não vai bem! - Vamos? - Não, não vamos!
- Quem está ali? - Quem chegou? - Alguém está chorando. - Não se chora de amor. O amor se canta!
- Vamos sorrir, cantar e dançar por causa do amor que chegou à margem do lago com o vento e o sol. Canções de amor que não se esquece jamais.
É preciso deixar as lágrimas para o inverno e a neve, para os pinheiros. É preciso cantar muito antes do inverno. Porque os pinheiros em lágrimas tremem de amor durante todo o inverno.
Até a primavera é preciso a chegada das flores aguardar. Para as lágrimas enxugar. As lágrimas dos pinheiros cobertos de neve à margem do lago. As lágrimas dos pinheiros têm uma voz poderosa para segredos do amor confessar.
Theresa Catharina de Góes Campos Lac Léman, Genebra-Suíça, 1960.
LES LARMES DE NEIGE SUR LES SAPINS
Les larmes des sapins au bord du lac couvert avec un tapis tout blanc.
Les voix du vent et de l'eau partagent quelques secrets. Les larmes des sapins: la neige à pleurer toute la nuit sur les sapins. Où sont les êtres avec plein d'amour pour partager?
Mais quand l'hiver est vaincu par les fleurs, les larmes laissent le visage, la poitrine des sapins en vert brilhant.
Les voix du lac et du vent sont là encore.
- Ça va? - Ça ne va pas! - On va? - On ne va pas!
- Qui est là? - Qui est arrivé? - On pleure! - On ne pleure pas d'amour. On chante l'amour!
- On va sourir, chanter et danser à cause de l'amour venu au bord du lac avec le vent et le soleil. Chansons d'amour qu'on n'oublie jamais.
Il faut laisser les larmes pour l'hiver et la neige, pour les sapins. Il faut chanter bien avant l'hiver. Parce que les sapins en larmes tremblent d'amour tout l'hiver.
Jusqu'au printemps il faut attendre les fleurs. Pour effacer des larmes. Les larmes des sapins couverts de neige au bord du lac. Les larmes des sapins ont une voix puissante pour avouer les secrets d'amour.
Theresa Catharina de
Góes Campos Lac Léman, Génève - Suisse, 1960.
From: Artemis Coelho Date: 2008/9/30 Subject: RE: AS LÁGRIMAS DE NEVE DOS PINHEIROS To: Theresa Catharina de Goes Campos
Esses poemas pelo mundo à fora/a dentro, revelam uma
história que eu não conhecia e gostaria muito de ouvi-la de
vc. Peut être un jour, d'accord? Este, por exemplo, tem
presque mon âge e acabo de conhecê-lo. Lindo. Abraço.
From: Luci Tiho
Ikari Date: 2008/10/1 Subject: Parabéns pela criatividade To: Theresa Catharina de Goes Campos
Olá, Theresa Catharina Parabéns pela criatividade. Luci
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SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS
Ao sertanista Orlando Villas Bôas*
Aproximar-se... ou se afastar por respeito e amor? No espaço do tempo avançar para o encontro das semelhanças... ou se distanciar, cientes de tantos contrastes, em nome das diferenças?
Olhar bem nos olhos seria permitido ou ofensivo?
Em sua nudez,vestidos. Frágeis ante os semelhantes estranhos, desconhecidos. Frágeis mas conscientes do que são.
Semelhanças e diferenças teriam um ponto de encontro?
Caminhávamos para a união ou para espaços separados onde o diferente se festejaria no sonho das semelhanças universais, originais, inegáveis e visíveis apesar dos disfarces culturais?
Orgulho de ser um , único e diferente. Orgulho de ser dois e mil nas muitas semelhanças.
Dilema permanente: crescer nas diferenças ou nas semelhanças?
Em tudo diferentes, em tudo a nós semelhantes!
Diante da natureza, são amálgama, crosta e cerne. Semente, folha e fruto.
"Eis que sou um! Eis que sou todos!" Em mil canções celebrada, em muitos acordes e tons, somos vida a ser protegida, a ser respeitada, em todos os ritmos cantada.
E nós? Estudamos ainda... como lhes ser semelhantes embora tão diferentes em nossas perturbadoras semelhanças.
Tão diferentes somos em nossas semelhanças que pretendemos preservar. Para continuarmos diferentes, enquanto únicos, autênticos, sempre muito semelhantes.
Theresa Catharina de
Góes Campos Parque Nacional do Xingu - Estado do Mato Grosso, julho de
1966.
(Desde 1967, Parque Indígena do Xingu)
*Orlando Villas Bôas (12/1/1914 - 12/12/2002), sertanista e
defensor dos povos indígenas, me recebeu gentilmente por
alguns dias no Parque, em tudo colaborando para o êxito de
minhas atividades e missões como Assessora de Imprensa da
Fundação Brasil Central. Quando ele precisava ir a Brasília,
aceitava meu oferecimento e trabalhava na minha sala. Ao
sair, costumava deixar um bilhete manuscrito de
agradecimentos, usando um tom brincalhão, que eu encontrava
no dia seguinte e me fazia sorrir. Cuidadoso na proteção dos índios que viviam no Parque do
Xingu, não era a todos os solicitantes que ele autorizava a
entrada e permanência. Ressaltei a sua deferência para
conosco, antes de levar meus alunos de Comunicação da
Universidade de Brasília. Recomendei aos estudantes,
inúmeras vezes, que por favor tivessem no Parque um
comportamento exemplar, respeitando a natureza e os
indígenas. Confesso, porém, que estive sempre com "o coração
na mão", o tempo todo de nossa visita, ansiosa e preocupada
durante aquela experiência inusitada, inesquecível, pela
qual eu era responsável. Tudo correu bem, graças a Deus. E a
Orlando Villas Bôas. Theresa Catharina Brasília-DF, 13 de dezembro de 2002.
From: Theresa
Catharina de Goes Campos Date: 2008/10/1 Subject: Re: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS To: LUCI TIHO IKARI
Estimada Luci:
De fato, realizei inúmeras viagens - primeiro, com meus pais
e irmãos, sobretudo porque papai era Oficial Aviador da
Aeronáutica. Depois, porque iniciei bem jovem o jornalismo,
editando jornais estudantis a partir dos quinze anos, além
de integrar vários movimentos de estudantes, como
associações que também organizavam eventos regionais e
nacionais, além de participar das atividades de Centros de
Comunicação, como o CECOSNE (do Nordeste). Alguns prêmios recebidos eram viagens com acompanhantes
(meus pais). Nos tempos da Faculdade, colaborei ainda com os
Círculos dos Operários Cristãos, para os quais editava
boletins informativos. Já com o diploma de jornalista, as viagens continuaram, se
sucederam, no Brasil e no exterior. Agora, estou recuperando alguns escritos bastante antigos. Abraços carinhosos para você, Sae e Celeste.
Afetuosamente, Theresa Catharina ------------------------------------------
2008/10/1 LUCI TIHO IKARI
Boa-noite! Puxa! Que viagens inusitadas você tem feito na sua vida! Seu lado humano vem do seu convívio e de sua compreensão da
diversidade cultural! Mais uma qualidade mostrada por seus escritos. Fico admirada, Luci
From: Artemis
Coelho Date: 2008/10/2 Subject: RE: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS To: Theresa Catharina de Goes Campos
Estou achando ótimo conhecer essas páginas de sua história.
From: raquel Date: 2008/10/3 Subject: RES: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS
Theresita, O Xingu deve ser realmente o máximo do contato com os
ancestrais de nossa terra! Raquel.
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PERGUNTAS SEM RESPOSTAS
De tanto perguntar, sem respostas obter, aprendeu ao silêncio amar.
De tanto caminhar sem chegar, decidiu valorizar todos os passos.
De tanto sonhar, perdeu-se no sono, acordou perturbada, sonhando com a vida.
De tanto rezar, sentiu Deus a seu lado indicando seu Anjo da Guarda.
Saiu sem voltar, chegou sem partir, desapareceu outra vez no silêncios dos sonhos incompreendidos, enigmáticos, sempre renovados.
Cantou versos, escreveu canções. Foi tocar os sinos, badalar e celebrar o passar das horas.
Na fonte dos sonhos, nos sons e timbres dos sinos; no canto das aves, no sonho da semente, reencontrou os sonhos esquecidos, perdidos nos corredores do tempo.
A roldana puxou a água cantando os versos da fonte. Sem responder às perguntas, sem deixar de perguntar, o silêncio já procurado, e nos enigmas amado, emudeceu nas dúvidas. Apenas por um tempo, desistiu de questionar.
Theresa Catharina de Góes
Campos Cascais - Portugal, 1960.
From: Jose Araujo Date: 2008/10/1 Subject: Re: PERGUNTAS SEM RESPOSTAS To: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida amiga Theresa, É com grata satisfação que leio o seu "Perguntas sem
respostas", que como sempre tocou fundo em meu coração. Uma vez você me disse, que nós sentimentais sofremos por
sermos assim, mas mesmo sofrendo, vou morrer sendo um. Ao ler este poema, lágrimas turvaram minha visão e uma
sensação de aperto em meu coração, me fez refletir sobre
tantas e tantas perguntas, que ficam sem respostas durante
nossa jornada por este plano astral. Talvez porque, em algum
lugar, só Deus sabe onde, estava escrito que não
precisávamos fazer as perguntas, muito menos obter as
respostas. Quem sabe, Ele, nosso criador, tenha nos trazido
a este mundo, com as respostas em nossos corações, contudo,
às vezes nos tornamos inaptos a procurá-las dentro de nós e,
com esta atitude, deixamos de ouvir a voz do coração. A humanidade dá mais valor à razão, não leva em conta os
sentimentos, e neles, fica enclausurada a voz do coração,
sem poder se manifestar. Quem sabe um dia, o ser humano
compreenda que para se viver plenamente, é preciso ser
sensível, é preciso deixar que nosso coração fale através da
expressão de nossos sentimentos e que ele nos diga, o
caminho a seguir, porque enquanto a razão nos leva sempre a
uma encruzilhada desconhecida,onde nos vemos na dúvida
cruel, de qual caminho seguir, o coração nos indica sempre,
um único caminho, o caminho da luz... Ser sentimental para mim, é ouvir sempre a voz dele que eu
ouço através dos meus sentimentos, pois num sorriso de
criança, numa fresta de luz que penetra pela janela de um
quarto escuro, ou no cantar de um pássaro, que muitas vezes
nem podemos ver, ouvindo apenas o seu canto, está a resposta
para tudo neste mundo, e esta resposta, para aqueles que são
sentimentais como nós, minha amiga, é que nada existiria
neste mundo, sem o milagre da vida... Obrigado pelo carinho de se lembrar de me enviar esta
mensagem que muito me emocionou. Um abraço carinhoso, com todo o meu respeito e minha
admiração. Por você ser esta pessoa tão especial, lhe desejo
um resto de semana com muita saúde, muita paz e muito amor
no coração.
Do amigo sincero, José Araújo
From: raquel Date: 2008/10/3 Subject: RES: PERGUNTAS SEM RESPOSTAS
É, Theresita, a vida realmente é um enigma. Mas, dentro de
toda incerteza, há esperança em seus belos versos.Beijo,
Raquel.
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HAICAIS DO VERÃO
Um verso para o verão vai competir com o calor, vai perfumar o suor.
O sol não pára de beijar a areia da praia com ardor incomparável.
Traga água de coco para refrescar o verão que não cansa de dar sede.
Vou passear de jangada, vou deixar longe o calor, trazer peixe ao entardecer.
Theresa Catharina de
Góes Campos Brasília-DF, 2 de outubro de 2008.
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SER e CONVIVER, APESAR DAS REJEIÇÕES
Rejeição que a pele corta, registra e recorda, também atingindo o âmago invisível, o corpo exposto até a ponta dos pés. Esse devastador furacão, a rejeição.
Rejeição repetida, renovada,reativada, a refletir uso e abuso, a revelar outras rejeições, multiplicadas, sucessivas.
Rejeição íntima, violência emocional, às antigas rejeições adicionada. Não é preconceito, é calúnia. Rejeições visíveis, explícitas, humilhantes, cruéis. Maléficas, mesmo implícitas, a ferir, magoar mais e mais, porque gratuitas, agressivas sem razão, sem motivo aparente, sem provocação nem racionalidade.
Rejeições contínuas, covardes porque atingem a vítima já fragilizada, enfraquecida, sem poder de reação. Rejeições em grupo, maltratando de maneira vil quem está só, sem defesa.
Rejeições que provocam outras rejeições individuais, mas seminais, corriqueiras, como se nada fossem... e ninguém as visse... num processo de cegueira irresponsável, voluntária.
Rejeições mascaradas, em duplo sentido disfarçadas, na astúcia escondidas, hábeis na ambigüidade, para evitar identificação da falta de humanidade.
Rejeições que calam, emudecem o íntimo, a voz da vítima silenciam. Rejeições impunes, ainda que abusivas. Rejeições que são recusas à solidariedade.
Rejeições que magoam, rejeições praticadas como gestos habituais, comportamentos adquiridos de insensibilidade, do dia à noite, sem interrupções, enquanto durar a vida de quem sofreu a rejeição.
Inesperadas rejeições, um turbilhão interior a causar desilusões, a quebrar quem já se encontrava alquebrada e ferida.
Rejeições que não se consegue da memória apagar nem do coração extirpar. Porque os anos, as décadas só fazem reavivar as calúnias repetidas com tanta covardia.
Rejeição:negligência, omissão nas relações, ausência de generosidade. Explosão de dores, origem da lágrima, do poema inspiração.
SER E VIVER, APESAR DAS REJEIÇÕES, ainda que sejam afastamentos dolorosos, separações inexplicáveis. SER E VIVER, com o que temos, para quem somos mostrar, ou mesmo esconder.
Ir à fonte buscar o alento que faltar. Receber com gratidão a água trazida pela roldana como alimento de vida. Ouvir a música que a roldana canta trazendo devagar o presente da água, seu estribilho, sussurros em meio ao deserto de carências e dificuldades naturais à sobrevivência. Eis o essencial, reconheçamos, que nos deve bastar, suficiente para viver, porque de nada mais precisamos para ser e conviver. Se conseguimos à fonte chegar, a roldana movimentar, bastará ter paciência, continuar na persistência de SER, dia a dia, o que pretendemos SER.
Pode também ajudar ir à praia procurar as dádivas que são as conchas que trazem sussurros do mar. Não são ruídos, são preces, que não precisam ser entendidas. Basta que sejam ouvidas.
Relembre a música da roldana, puxando a água com humildade, cantando a mesma canção, cumprindo a sua missão. Pense no som que o mar lhe oferece nas ondas e balbucia nas conchas. Sinta-se forte, fortalecido, capaz de tudo, agora pronto... Amadurecido, um renovado você, consciente de sua condição humana, vivendo sua dignidade como pessoa, disposto a SER e CONVIVER.
Theresa Catharina de Góes Campos
A
NECESSIDADE IMPERIOSA DE PERDOAR
(para o nosso bem ...e o bem do próximo!)
To: artemis coelho
Estimada Artemis:
Como eu consegui lhe mandar um relato bem pessoal e você
me respondeu com a devida espiritualidade, fiquei
encorajada a lhe enviar o meu poema SER E CONVIVER,
APESAR DAS REJEIÇÕES, que considero, sem dúvida alguma,
o meu texto mais sofrido, o mais íntimo, o mais
revelador , o que passei décadas sem concluir nem
aceitar que fosse lido por outra pessoa, sendo você a
primeira a quem tive a coragem de enviar, depois de pela
primeira vez publicar.
Retirei as inúmeras datas, porque eram muitas, bem
antigas e recentes, assim como os inúmeros locais...e
sinceramente, eu me sentiria, de fato, bastante
acanhada, talvez humilhada, na verdade, devo reconhecer
isso, com essas revelações...
Se alguém leu no meu site, entre tantas poesias de minha
autoria, nenhum comentário até hoje recebi. Aliás, só
decidi publicar depois que eu consegui escrever um
título e um final "positivos", capazes de transmitir,
como eu venho me empenhando durante toda a minha vida, a
esperança cristã para SER E CONVIVER, APESAR DAS
REJEIÇÕES.
Que o meu registro possa ajudar, se porventura um
indivíduo qualquer viveu (ou ainda experimenta) essas
situações.
Sobre o perdão tão difícil de conceder com generosidade
aos que nos magoam cotidianamente, presentes ou na sua
ausência, garanto apenas que me disciplinei a ter o
hábito de, pelo menos duas vezes por dia, fazer orações
pedindo a Deus pelo bem, nominalmente, dessas pessoas...
Aqui encerro esta mensagem, contando com a sua
compreensão, pois se trata de um assunto sempre penoso,
além de íntimo demais.
Abraços afetuosos de
Theresa Catharina
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2008/12/5 artemis coelho
Olá, Theresa,
Lamento muito por sua tia. É dor para quem fica,
libertação para quem vai. Mas é difícil. (...)
Deus sabe que sim, pois tudo vê e a todos retribui com
justiça, e é Dele que vem seu conforto. E quanto mais
você perdoar, mais você receberá, quanto aos que
insistem no caminho da maldade. 'Não é de hoje' que Deus
os observa, e, como a própria Palavra nos diz, "coisa
terrível é cair nas mãos do Deus vivo".
Mas isso é só com Ele.
A nós nos é 'ordenado' perdoar. E sei que você faz isso
um pouco a cada dia. E testemunhe, para Glória de quem
lhe possibilita a proeza. Fica com Jesus, que nunca te
deixa e que te ama.
Forte braço
Artemis
From:
artemis coelho
Date: 2008/12/6
Subject: RE: SER E CONVIVER, APESAR DAS REJEIÇÕES
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Caríssima Theresa,
Obrigada pelo privilégio de seu tão belo e doído poema,
doído, mas alentador, como um farol na escuridão a
mostrar o caminho aos que perdem por um momento a rota
do amor e do aconchego do lar.
Um amigo muito querido escreveu que as 'lágrimas de hoje
são adubo para alegrias no porvir'. Isso é lindo e
verdadeiro.
Em Deus, que é nosso eterno farol e nossa capacidade
para reconhecê-Lo,
abraço-a com carinho.
Artemis
De: Heloisa
Guimaraes
Assunto: Re: Envio meus versos mais sofridos, que saíram
à luz porque vislumbrei poderem ajudar algumas pessoas,
depois que encontrei um final positivo.
Para: "Theresa Catharina de Goes Campos"
Data: Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009, 15:46
Querida Theresa Catharina,
A leitura atenta do seu sentido poema confessional SER e
CONVIVER, APESAR... me deixou muito tocada, pela funda
sinceridade na exposição de sentimentos íntimos, tão
dolorosos, quais sejam os provindos de ingrata e cruel
REJEIÇÃO - inteiramente infundada em todos os seus
aspectos, como bem sabemos os seus fraternais amigos,
conhecedores dos notáveis testemunhos de retidão de
caráter e de generosidade que os seus atos estão sempre
a nos oferecer, sem quaisquer desvios.
Mas é confortante divisar-se, ao final daquelas sofridas
linhas poéticas, a bravura com que você logra alcançar -
em triunfal conclusão - a sábia e apaziguadora
conscientização da dignidade que é atributo inafastável
do ser humano, nesta condição propício ao ilimitado
engrandecimento espiritual e moral, pela via do
exercício enaltecedor do SER E CONVIVER. Que soberbo "gran
finale" para tais reflexões!
Sendo assim, veja que nunca se poderá sentir
desamparada. Como você justamente discerniu: há uma
indestrutível FORTALEZA nesse SER E CONVIVER, sob as
bênçãos divinas.
Com o afeto sincero, da amiga
Heloisa Helena
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Querida amiga Heloísa:
Só posso voltar a repetir que suas belas palavras
nasceram de sua permanente bondade. São, antes de tudo,
um bálsamo generoso para o meu coração.
Você interpretou com tanta sensibilidade, de forma
correta e maravilhosamente os meus versos, de modo
especial as estrofes que revelam a compreensão de que
podemos ser maiores que as nossas dores, superando
nossas lágrimas, aprendendo com os nossos sofrimentos.
Para isso viemos a este mundo, marcado por tantas
fraquezas e imperfeições, mas bem inferiores à vida
maior que temos em nós.
Porque viemos da Luz , somos luzes, em nosso potencial
de vitórias e realizações.
Com a gratidão de sempre,
Theresa Catharina
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