HEROÍNAS E HERÓIS

Minha Lista (Sempre incompleta)

Admiração por SAINT-EXUPÉRY

Prece de Madre Teresa

Madre Teresa de Calcutá: Receita de Vida

A Paixão de Cristo

Jesus - A História do Nascimento

O heroísmo da educadora Minnie Vautrin

MUSEUS lembram a Princesa Isabel

Eventos 160 Anos/200 anos da vinda da Corte ao Brasil

Uma Mulher contra Hitler

Miss Potter

Comunidade esportiva internacional dá prêmio a professor brasileiro

Marechal Rondon

Irmã Dulce

Padre Donizetti (Tambaú - São Paulo)

Joana D'Arc

A Paixão de Joana D'Arc

Sabedoria é visão e solidariedade

ANA NERY - A Matriarca da Enfermagem no Brasil

Sargento Sílvio Hollenbach

Bernardo Sayão

São Francisco de Assis

Frei Galvão

Frei Galvão - arquiteto, mestre de obras e pedreiro

Frei Galvão - místico e contemplativo

Frei Galvão - Padroeiro dos Profissionais da Construção Civil

Zumbi dos Palmares

Oskar Schindler

João Carlos Martins - Pianista e Maestro

Marie e Pierre Curie

Visconde de Mauá

Santa Isabel da Hungria

Maria Lenk

Mestre Bimba

O homem pode voar

Dr. David Servan -Schreiber, M.D., PH.D.

Santa Gianna Beretta Molla (1922 - 1962) - Médica, Esposa e Mãe de quatro filhos

Ricardo Semler

Nelson Mandela

Ana Botafogo

Carlinhos de Jesus

Santa Catarina de Alexandria

Lars Grael

Gabriela Mistral

Louis Pasteur: um cientista humanista

Lund, o pesquisador pioneiro de grutas brasileiras

Padre Antônio Vieira

Heloísa Castro Guimarães

Ceres Alvim

O Banqueiro dos Humildes

A esperança invencível

Criar em meio a desesperança

A coragem de uma mulher que salvou vidas: Aracy Carvalho Guimarães Rosa

O Aleijadinho perfeito

Sonhei com Santos-Dumont

Placas de rua

Nicolas Winton

Devemos Contar a Elas Sobre Zilda

Na Guatemala, artigo de nosso colaborador Faustino Vicente

Duque de Caxias

MINHA LISTA (SEMPRE INCOMPLETA, PORQUE SÃO TANTOS!)
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Jesus Cristo, Antoine de Saint-Exupéry, Ana Nery, Joana D'Arc, Santa Isabel da Hungria, Princesa Isabel, Sargento Sílvio Hollenbach, Madre Teresa de Calcutá, Oskar Schindler, Visconde de Mauá,
Irmã Dulce, Frei Galvão, Marechal Rondon, Padre Donizetti, Minnie Vautrin, Dr. David Servan-Schreiber, Sophie e Hans Scholl, Beatrix Potter, Zumbi dos Palmares, , Mestre Bimba, João Carlos Martins, Maria Lenk, Marie e Pierre Curie, Prof. Paulo Servo da Costa, Bernardo Sayão, São Francisco de Assis, Leonardo Da Vinci, Gabriela Mistral, Santa Gianna Beretta Molla, Ricardo Semler, Nelson Mandela, Santa Catarina de Sena, Ana Botafogo, Santa Catarina de Alexandria, Lars Grael, Peter Wilhem Lund, Carlinhos de Jesus, Louis Pasteur, Padre Antônio Vieira, Heloísa Castro Guimarães, Ceres Alvim, Muhammad Yunus, Aracy Carvalho Guimarães Rosa, Aleijadinho, Alberto Santos-Dumont, Silvino Santos -o cineasta da selva, Nicolas Winton, Zilda Arns Neumann, Duque de Caxias...

 
ADMIRAÇÃO POR SAINT-EXUPÉRY
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"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós."
(Antoine de Saint-Exupéry)

MINHA ADMIRAÇÃO POR SAINT-EXUPÉRY
Desde menina, sou grande admiradora de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) _ por suas obras literárias e como pessoa, escritor sensível e pacifista (todos os seus livros são maravilhosos, únicos!), aviador pioneiro e herói da Segunda Guerra Mundial.
Theresa Catharina de Góes Campos
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Saint-Exupéry pousava no Campeche nos tempos em que o campo de aviação era bem maior e ia até o outro lado da Avenida Pequeno Príncipe e pombocas eram acesas no Morro do Lampião para sinalizar a chegada à Planície, nos anos 30. Ali mesmo o piloto foi apelidado Zé Perri, na mais genuina cultura local.
A memória da passagem do escritor pelo Campeche mantém-se viva graças ao seu Rafael Inácio (seo Deca) e a dona Chica. Seo Deca foi um dos amigos mais próximos do escritor, e acompanhou de perto suas passagens pela comunidade. Os dois passaram bons momentos proseando, pescando e acompanhando farinhadas no engenho nos intervalos entre os vôos.
Neste ano se comemora o centenário de nascimento do piloto e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. Por todos os lugares, desde Paris até Buenos Aires, onde este piloto passou ocorrem comemorações em sua homenagem. A celebridade deste piloto deve-se aos seus escritos e livros que descrevem viagens solitárias de um menino (Pequeno Príncipe) e de um homem (Vôo Noturno, entre outros) que se aventuram sem medo entre pequenos planetas, oceanos e montanhas. Festa homenageia aviador francês
www.campeche.org.br

 

PRECE DE MADRE TERESA
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PRECE DE MADRE TERESA

Madre Teresa acreditava na força dos pequenos gestos.
Oração é um dos melhores presentes que podemos receber.

Bênção de Madre Teresa:

Que a paz esteja dentro de você hoje.
Que você creia estar exatamente onde você deve estar.
Que você acredite nas infinitas possibilidades que nascem do destino.
Que você usufrua as graças que recebeu e passe adiante o amor que lhe foi
dado.
Que você seja feliz sabendo que é um filho de Deus.
Que você deixe a presença de Deus entrar em seu corpo e permita à sua alma a liberdade de cantar, dançar,orgulhar-se e amar.
Ele está lá, para cada um de nós.

 
MADRE TERESA DE CALCUTÁ: RECEITA DE VIDA
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RECEITA DE VIDA

Madre Teresa de Calcutá

-Qual...?
-O dia mais belo? Hoje.
-A coisa mais fácil? Equivocar-se.
-O obstáculo maior? O medo.
-O erro maior? Abandonar-se.
-A raiz de todos os males? O egoísmo.
-A distração mais bela? O trabalho.
-A pior derrota? O desalento.
-Os melhores professores? As crianças.
-A primeira necessidade? Comunicar-se.
-Que mais faz feliz? Ser útil aos demais.
-O mistério maior? A morte.
-O pior defeito? O mau humor.
-A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
-O sentimento pior? O rancor.
-O presente mais belo? O perdão.
-O mais imprescindível? O lar.
-A receita mais rápida? O caminho correto.
-A sensação mais grata? A paz interior.
-O resguardo mais eficaz? O sorriso.
-O melhor remédio? O otimismo.
-A maior satisfação? O dever cumprido.
-A força mais potente do mundo? A fé.
-As pessoas mais necessárias? Os pais.
-A coisa mais bela? O amor.

(Publicada no livro “Amor, Arte e Beleza à Mesa” – editado pela Associação Asa Branca - Recife: Shop Print Gráfica. 2002, 164 p.

Associação Asa Branca
Base Aérea de Recife – Av. Maria Irene, 22 – Jordão
Recife-PE CEP.: 51250-020 - Tel./Fax: (81) 3462-8854)

 
A PAIXÃO DE CRISTO
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 theca.jpg (6762 bytes)   Theresa Catharina      Brasília DF

A Paixão de Cristo

Theresa Catharina de Góes Campos é jornalista, escritora e professora universitária

Por ser falado em aramaico e latim, o filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, não foi considerado para muitas premiações. Entretanto, nas categorias para o Oscar 2005 de Melhor Fotografia (e Cinema é, em síntese, Fotografia!), Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora, o filme esteve entre os cinco melhores.

“Ele foi ferido por nossas transgressões.
Por seus suplícios, nossos pecados foram perdoados.
Por suas feridas, fomos curados “. (Isaías, 53)

Apenas esses versos do Profeta, na tela, começam o filme, num prólogo comovente. Logo em seguida, nos defrontamos com a noite no Jardim das Oliveiras.

“Não fostes capazes nem de vigiar uma hora comigo? “

Para os cristãos, a Paixão de Cristo é um acontecimento extraordinário, uma experiência real a nos acompanhar diariamente.

“Pai, Tu podes tudo. Se for possível, afasta de mim este Cálice. Mas se for da Tua vontade, seja feita a Tua vontade, e não a minha.”

Assistir a um filme que nos guia com fé e sensibilidade para acompanharmos, numa sala de cinema, durante duas horas e seis minutos, as últimas 12 horas de Jesus de Nazaré (Jim Caviezel), nos mínimos detalhes, desde o momento doloroso da traição de Judas Iscariotes (Luca Lionello) até a sua crucificação no Gólgota, representa vivenciarmos, com o nosso Salvador, seu percurso de sofrimento voluntário, em todas as estações dessa Via Crucis.

“Judas, entregas o Filho do Homem com um beijo? “

Tenho orgulho por divulgar a obra de Mel Gibson muito antes do término do filme, isto é, quando a obra ainda estava sendo realizada, por acreditar em sua proposta inédita e nos sentimentos de respeito e convicção do diretor e produtor. Admirável a sua coragem, transpondo com audácia uma história narrada tantas vezes.

Acreditei na força mística do projeto, na certeza íntima de que a perturbação de muitos também levaria à conversão. E somente isso bastaria para justificar a exposição da violência de que Cristo foi vítima – logo Ele, com a sua mensagem de amor e perdão.

Os maus-tratos, a agonia de Jesus lembram como fomos resgatados para a vida eterna. Levam à reflexão sobre a Cruz, onde a morte se transformou em vida.Para sempre.

Padre Jonas declarou: “ Entrei num cinema para assistir ao filme. Saí de uma igreja.”

O Pastor Clodomir testemunhou na TV Record, em 20/3/04: “ Aquele sangue é vida!”

Padre Quevedo, também numa emissora de TV, afirmou que, apesar do realismo da obra cinematográfica de Mel Gibson, “ na realidade, Jesus Cristo sofreu muito mais do que vemos na tela.”

Herodes pergunta ao Nazareno:

“É verdade que devolves a visão aos cegos? Que ressuscitas os mortos? “

Dirigido e co-produzido por Mel Gibson (também co-autor do roteiro), o filme " A Paixão de Cristo" (The Passion of the Christ -EUA – 2004 – cor, scope, 126 min. – dolby digital) é uma obra de arte, realizada com sensibilidade, eficiência e sentimentos de fé.

“Se não queres ouvir a verdade, ninguém pode te dizer a verdade” (diz Cláudia, ao marido Pilatos, após interceder por Jesus)

Marido e mulher conversam. Ele explica a Cláudia a situação política e o seu problema, como procurador romano.

Mais tarde, pergunta Pilatos aos judeus:

“- E o que vocês querem que eu faça com Jesus, o Nazareno?“

A multidão devolveu a liberdade ao criminoso Barrabás, mas exigiu a crucifixão de Cristo. E Satanás aparece na multidão, se movimentando maleficamente.

Em cena rápida, assistimos à entrada festiva de Jesus em Jerusalém (como relembramos no Domingo de Ramos).

O caminho da Cruz revela-se também o calvário de sua Mãe (a atriz judia, romena, Maria Morgenstern), de Maria Madalena ( Monica Bellucci ) e de seu discípulo João. Que interpretação admirável!

“Meu coração está pronto, Pai“ – e começa a flagelação.

Com excelência demonstrada na produção, direção, interpretação, fotografia, trilha sonora original e belíssima ( coro, orquestração) _ de John Debney _, (premiada com Disco de Ouro, nos EUA ), edição, direção de arte, maquiagem e cenografia; no roteiro, nas locações externas; nos figurinos,efeitos especiais, penteados, adereços e objetos de cena. Merece destaque, ainda, o trabalho dos 20 (vinte) dublês – e dos figurantes também.

E tudo de acordo com os Evangelhos e a tradição oral cristã.

“Porque um dia fomos escravos e agora não somos mais.” (na cena em que aparecem, pela primeira vez no filme, expressivas e belíssimas, a Mãe de Jesus e Maria Madalena)

“Este é o meu Corpo, entregue por vós. Este é o meu Sangue, símbolo da Nova Aliança e derramado por vós para remissão dos pecados. Fazei isso em memória de mim.”

Filmado na Itália (em Matera e Roma), inicia-se no Horto das Oliveiras, com cenas admiravelmente realizadas, quando o Mestre aceita os padecimentos do Calvário, numa antevisão das traições. A iluminação de sombras, luzes e cores acentua a figura de Jesus, ao mesmo tempo abandonado e firme na entrega de Sua vida.

“Confio em Ti. Em Ti busco refúgio.”

Satanás é representado de forma andrógina e sua presença maligna demonstra a origem dos males praticados pelos homens que rejeitam o bem.

À multidão, diz Pilatos:

“Sou inocente do sangue deste homem.”

Na cena do Horto das Oliveiras, Pedro corta a orelha de um dos soldados. Cristo a recoloca e admoesta o seu discípulo (que mais tarde iria nega-Lo três vezes):

“Pedro, guarda a espada. Quem vive pela espada, pela espada morrerá.”

Católico praticante, Mel Gibson há doze anos tentava realizar o filme, falado em aramaico e latim, mas não conseguia apoio. Até que decidiu produzir a obra com os seus próprios recursos (trinta milhões de dólares). Terminada a filmagem, procurou sacerdotes, pastores evangélicos e rabinos, buscando divulgar “A Paixão de Cristo“ e vender ingressos com antecipação. Com a aprovação de padres católicos e dos evangélicos, obteve a distribuição da Fox. Para a estréia nos EUA, havia cinco mil cópias disponíveis.

“Mãe, eu renovo todas as coisas.”

Em dezembro de 2003, uma cópia do filme foi levada ao Papa João Paulo II, por membros do Opus Dei, organização católica de leigos, que promove a evangelização nas respectivas áreas de atuação profissional. O Sumo Pontífice afirmou, ao término da sessão: “Assim foi.” Para o Chefe da Igreja Católica, a obra de Mel Gibson reproduziu fielmente o que as Escrituras Sagradas já nos ensinavam. Entre os agradecimentos, nos créditos finais, está citada a colaboração dos Jesuítas e dos Legionários de Cristo.

“Tumulto no templo. Caifás mandou prender um profeta. Os fariseus o odeiam.”

As qualidades do filme são inegáveis, para os que se dispuserem a fazer um julgamento imparcial quanto à forma e ao conteúdo. Movimentação de câmera, com emocionantes travellings e belas panorâmicas verticais/horizontais; ótima reconstituição de época; som, efeitos sonoros e visuais, efeitos de maquiagem; edição de som, iluminação, ressaltam a mensagem por sua moldura estética, sua plasticidade revelada a cada cena.

“– Ele se proclama rei dos Judeus!

- Não, ele diz que é o Filho de Deus.”

E até as crianças se mostram cruéis, na perseguição a Judas.

“O que fez este homem para merecer esta pena? (...) Alguém pode me explicar esta loucura?”

“Ele seduziu o povo.(...) Ele afirma que é o Messias !”

O olhar de Jesus não deixa dúvidas sobre a interpretação magnífica de Jim Caviezel, que teve um “personal trainer“. Está perfeito no papel!

“O ator que interpreta o papel de Jesus Cristo, Jim Caviezel, é aquele mesmo dirigido por Terrence Malick, como protagonista do seu extraordinário "Além da Linha Vermelha", um dos mais belos filmes dos últimos anos.” (...) “A paixão de Cristo “é realmente um filme emocionante.”

Reynaldo D. Ferreira

Ao Bom Ladrão, arrependido, Jesus crucificado promete:

“Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.”

Durante a narrativa da Paixão, há alguns flashbacks ( Jesus menino, Jesus carpinteiro,várias cenas da Última Ceia ) que eu destaco por sua beleza e sensibilidade. No Sermão da Montanha, Cristo ensina que devemos amar aos inimigos ( em oposição aos ensinamentos do Antigo Testamento – olho por olho, dente por dente).

“Tenho sede.” ( e lhe dão vinagre para beber!)

A ele que fez milagres, curou os doentes, ensinou amor e perdão.

“Eu sou o Bom Pastor. Eu dou a vida por minhas ovelhas.” (...)

“Ninguém toma a minha vida. Eu tenho o poder de entregá-la livremente.”

(...) (e na Última Ceia: )

“Vós sois meus amigos. Não há maior amor do que dar a vida por seus amigos.” (...)

“O meu mandamento é este: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”

A crucificação de Jesus é mostrada com essas cenas da Última Ceia intercaladas.

“Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida.” (...)

“Pai, perdoai-lhes! Eles não sabem o que fazem. “

Ao pé da Cruz, a Mãe de coração dilacerado:

“Carne de minha carne, coração de meu coração, deixa-me morrer contigo.”

Mas Jesus responde:

“Mulher, eis aí teu filho. João, eis aí tua mãe.”

Pouco antes de morrer, as palavras que parecem encerrar todo o mistério da Paixão de Cristo:

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Tudo está consumado. Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito.”

A ventania, a tempestade no Gólgota, envolvendo a terra em trevas.

O corpo de Jesus é retirado da Cruz .

Na última cena , depois que se vê o túmulo vazio, aparece, de perfil, o rosto sereno do Nazareno. “ Eu renovo todas as coisas.”

Durante os créditos finais, a música maravilhosa nos envolve de forma quase mística.

Em algumas entrevistas, o diretor revelou algo muito significativo, sobretudo para encerrar toda essa polêmica sobre quem crucificou Jesus Cristo (os judeus? os romanos?): a mão que coloca os cravos nas mãos e pernas do Salvador é a dele, Mel Gibson. Decidiu com muita convicção que seria ele, Mel Gibson – e nenhuma outra pessoa do elenco ou da equipe do filme – a fazer esse papel. Porque se confessou pecador...e por quem Cristo morreu. Sim, fomos todos nós, pecadores, que O crucificamos.

Que filme extraordinário! Uma obra-prima. Parabéns, Mel Gibson!

Theresa Catharina de Góes Campos é jornalista, escritora e professora universitária

Matéria editada em 27/08/05 às 13h01

 
JESUS - A HISTÓRIA DO NASCIMENTO
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JESUS - A História do Nascimento em Sessão Especial no Vaticano

Los Angeles ( Nov, 9, 2006) - No domingo, 26 de novembro, o lançamento da New Line Cinema Jesus - A História do Nascimento será o primeiro longa-metragem da história, a ter sua sua estréia no Vaticano, segundo o anuncio feito hoje, pelo presidente da New Line e chefe de Operações de Distribuição e Marketing Mundial, Rolf Mittweg. Jesus - a História do Nascimento estréia nos EUA e no Brasil no próximo dia 1° de dezembro.

O lançamento acontecerá no Salão Papa Paulo VI, com a presença dos atores Shohreh Aghdashloo e Oscar Issac, os produtores Marty Bowen e Wyck Godfrey, o roteirista Mike Rich, a diretora Catherine Hardwicke e 7 mil convidados do Vaticano. O evento será em benefício a construção da Escola da Vila de Mulghar (Israel) - região localizada a 40 km. de Nazareth, com uma diversidade religiosa de cristãos e mulçumanos.

"Estamos muito orgulhosos de Jesus - A História do Nascimento e extremamente agradecidos ao Vaticano por ter abraçado esta obra desta maneira" declarou Mittweg. "Acreditamos que é a ocasião perfeita para que a mensagem universal de esperança e fé, do filme, venha ressoar ao redor do mundo",concluiu.

"Para Otelo Bettin Coltro, Vice-Presidente Executivo da PlayArte Pictures, "JESUS - A História do Nascimento traz uma importante mensagem de fé e esperança como a Bíblia nos ensina. A PlayArte se sente muito feliz em por poder trazer para os cinemas de todo o Brasil esta importante produção que é uma verdadeira lição de vida para toda a família, contando a história do verdadeiro motivo do Natal: o Nascimento de Jesus."

Este evento acontece graças a colaboração do Conselho Pontífice de Cultura, o Conselho Pontífice de Comunicação Social, a Biblioteca Cinematográfica do Vaticano, o Conselho Pontífice "Cor Unum" ( pelo desenvolvimento humano e cristão), o Comissariado da cidade-estado do Vaticano e a Fundação de Arte e Música Sacra.

Copyright 2006 Grupo PlayArte - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por ConsCiência Consultoria & Sistemas

 

O HEROÍSMO DA EDUCADORA MINNIE VAUTRIN
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De: PR Newswire Brasil
Para: THERESA CATHARINA DE GÓES CAMPOS
Assunto: 'Nanquim' será filmado na China, recriando o ataque japonês de 1937
31 de maio de 2006 11:49 HORALOCAL


'Nanquim' será filmado na China, recriando o ataque japonês de 1937

* William Macdonald de 'Roma' da HBO está escrevendo o roteiro.

* A falecida educadora americana Minnie Vautrin, que salvou milhares de pessoas, será destaque no filme.

* A data de lançamento será dezembro de 2007 em tempo para o 70º aniversário do massacre.

LOS ANGELES, 31 de maio /PRNewswire/ -- O produtor Gerald Green anunciou hoje que um contrato foi assinado com o governo da República Popular da China para prosseguir com um filme baseado no infame cerco de Nanquim, capital da China naquela época, pelas forças japonesas no final de 1937 e início de 1938.
O filme será produzido pela empresa de Gerald, a Viridian Entertainment e pelo Grupo da Indústria e Cultura Provincial Jiangsu, liderado pelo seu presidente, o Dr. Li Xiangmin.
A produção deverá começar no final de 2006 na China para ser lançado no 70º aniversário do início do ataque que começou no dia 19 de dezembro de 1937.
Gerald disse: "Este filme será épico em escopo, mas também uma descrição realista e íntima de duas mulheres -- uma, mãe de uma família chinesa tradicional e a outra, uma figura histórica real, a heróica educadora americana Minnie Vautrin. As duas salvaram 300.000 chineses da morte e estupro".
William Macdonald, co-criador e produtor executivo sênior do seriado épico "Roma" da HBO, está escrevendo o roteiro. William disse, "O filme re-introduzirá o mundo ao evento brutal que chocou o mundo no passado e foi conhecido como 'O Massacre de Nanquim'".
Disse Gerald: "Certos estudiosos asiáticos realizando as suas próprias agendas nacionalistas ousaram negar as tragédias que ocorreram em Nanquim há setenta anos, apesar da grande quantidade de história oral, filmada e registrada provando o contrário. Queremos consertar este erro usando as terríveis tragédias pessoais e das famílias que resultaram como a verdade do que aconteceu aqui".

Sobre a Viridian Entertainment
A Viridian Entertainment pertence ao produtor Gerald Green e possui escritórios em Los Angeles, Londres e Bangcoc. Entre os filmes lançados no cinema e produzidos por Gerald Green estão Salvador de Oliver Stone, Paixões ao Vento dirigido por Bruce Beresford, Meu Primeiro Homem estrelando Albert Brooks e Leelee Sobieski e Diamonds estrelando Kirk Douglas, Dan Akroyd e Lauren Bacall.

Contato:
Scott Kelly
Escritório: 323-655-0844, ramal 5
Cel: 323-547-1039
scottk@creativeignition.com

FONTE Viridian Entertainment
31/05/2006
CONTATO: Scott Kelly da Viridian Entertainment, +1-323-655-0844,
ramal 5, ou cel, +1-323-547-1039, ou scottk@creativeignition.com


BNED: NG

FONTE: PR NEWSWIRE LATIN AMERICA
CORAL GABLES - MIAMI-US
CONTATOS: USA-MARY D'LEON
BRASIL-NÉLIA GARCIA
TELS: USA:1-305-507-2550/BRASIL:55-21-2132-8461
FAXES: USA:1-305-461-8670/BRASIL:55-21-2132-8469
E-MAILS: nelia_garcia@prnewswire.com.br mary_dleon@prnewswire.com

PALAVRA-CHAVE: RJ
PALAVRA-CHAVE/RAMO DE ATIVIDADE: ENTRETENIMENTO
PALAVRA-CHAVE/EMPRESA: VIRIDIAN ENTERTAINMENT

O texto acima, distribuído pela PR Newswire Brasil, é de inteira responsabilidade de seu cliente. A utilização deste material não implica em custo.

 
MUSEUS LEMBRAM A PRINCESA ISABEL
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MUSEUS LEMBRAM A PRINCESA ISABEL

Data: Wed, 26 Jul 2006 18:20:26 -0300
De: "Claudia"
Para:theca@[...].com.br
Assunto: Celebração em Petrópolis - Museu Imperial comemora os 160 Anos da Princesa Isabel


160 Anos da Princesa Isabel
Dentre as iniciativas, será promovido um seminário de 26 a 28 de julho

Instituição com o maior acervo de objetos da monarquia brasileira, o Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), realizará o seminário A Princesa das Camélias, em comemoração aos 160 Anos da Princesa Isabel (1846-2006). O evento será promovido entre os dias 26 e 28 de julho, sempre no período vespertino, na Sala Multimídia.

Na quarta-feira (dia 26), às 14h, haverá a solenidade de abertura.
Depois, serão realizadas as palestras Princesa Isabel e a Abolição, com Eduardo Silva, e Herdeira do trono e do altar: a Princesa Imperial entre heranças e projetos, com Robert Daibert Júnior. No dia 27, O Universo Feminino, com Mary del Priori, e Entre o Palácio e a Casa: o Público e o Privado nas Residências da Princesa, Maurício Vicente Ferreira Júnior.

No último dia do seminário, além os temas são Princesa Isabel, retratos fotográficos nas Coleções Museu Imperial e Arquivo Grão Pará, com Pedro Karp Vasquez e Maria de Fátima Moraes Argon, e Princesa Isabel e seus biógrafos, com Bruno Cerqueira. A solenidade de encerramento do evento terá a participação de Pedro Carlos de Orleans e Bragança.

Veja a programação.
Informações:
www.museuimperial.gov.br, (24) 2237-8000, ramal 244, ou
princesaisabel@museuimperial.gov.br.

Exposição

Também em comemoração ao 160º aniversário de nascimento da Princesa Isabel, o Museu da Cidade do Rio de Janeiro está promovendo a exposição Isabel Cristina – Princesa Regente do Império Brasileiro. Dentre os destaques da mostra - que reúne documentos, livros, gravuras, pinturas a óleo, fotos e peças de porcelana que retratam o modo de vida e os principais fatos do Segundo Reinado - está o cartão da missa de sétimo dia do falecimento de Isabel Cristina.

A exposição estará aberta ao público até 10 de setembro, no museu que está localizado no interior do Parque da Cidade, na Estrada de Santa Marinha, s/nº, na Gávea.

Princesa Isabel

Segunda filha de D. Pedro II e da imperatriz Maria Cristina, Isabel Cristina Leopoldina de Bragança foi, por três vezes, regente do Império. Em 1864, casou-se com o francês Luís Gastão de Orleans, o Conde D'Eu.

Antes da Lei
Áurea, a Princesa Isabel sancionou as leis do primeiro recenseamento do Império, naturalização de estrangeiros e relações comerciais com países vizinhos.

Em 28 de setembro de 1871, sancionou a Lei do Ventre Livre, que estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres. Primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil, a lei foi assinada na época em que D. Pedro II viajou para a Europa e deixou, pela primeira vez, a Princesa Isabel como regente.

No ano de 1888, a Princesa Isabel outorgou a Lei Áurea, que aboliu de vez a escravidão no Brasil. Um ano depois, com a Proclamação da República, ela partiu com toda a família imperial para o exílio na Europa (Paris), onde faleceu, em 1921.

(Comunicação Social/MinC)

 
EVENTOS 160 ANOS/200 ANOS DA VINDA DA CORTE AO BRASIL
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UMA MULHER CONTRA HITLER
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UMA MULHER CONTRA HITLER
(Sophie Scholl - Die letzten Tage, ALE, 2005, Cor, 117')
Imovision – Cinema Europeu – 10 anos
De: Marc Rothemund
Com: Julia Jentsch, Fabian Hinrichs, Gerald Alexander Held

Em Munique, um grupo de jovens universitários apela para a resistência como forma de conter a máquina de guerra nazista. Assim, nasce o Rosa Branca e a única mulher que participa do grupo, Sophie Scholl, é presa junto com o irmão.

Comentário: A principal intenção do diretor do filme, segundo ele mesmo, era tocar as pessoas e assim fazer com que elas pensassem sobre a marca do nazismo na alma e história alemãs. Nem todo alemão é nazista e nem todo nazista assassino. O filme mostra as articulações de membros do Rosa Branca, grupo de resistência ao Reich de Hitler, e a prisão e interrogatório dos irmãos Scholl. Uma Mulher Contra Hitler prende-se nos últimos seis dias na vida da corajosa Sophie (Julia Jentsch, de Edukators), período de intenso embate ideológico sobre o que era ser um alemão em 1943. O filme foi rodado em sua ordem cronológica e, no final, são exibidas fotos reais dos irmãos Hans e Sophie Scholl e de Chritoph Probst.

* Indicado ao Oscar® de melhor filme estrangeiro * Prêmio ecumênico do júri, Urso de Prata de melhor atriz e melhor diretor no Festival de Berlim

www.2001video.com.br

 
MISS POTTER
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CINEMAS EMBRACINE CASAPARK

MISS POTTER
(Miss Potter) EUA/INGLATERRA, 2006, 1h33, Livre. Direção: Chris Noonan

Com Renée Zellweger, Lucy Boynton, Ewan McGregor, Barbara Flynn, Matyelok Gibbs, Jane How, Anton Lesser, Lloyd Owen, Justin McDonald

Miss Potter recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Renée Zellweger). O filme conta a história da escritora Beatrix Potter, que no início do século XX foi um verdadeiro fenômeno da literatura.. Ela criou uma série de livros e personagens infantis que são amados até os dias atuais, além de serem adaptados para outras mídias. Mas, apesar do sucesso de seu trabalho, ela sempre manteve sua vida pessoal em segredo.

CINEMAS EMBRACINE
www.embracine.com.br

Adelaide Oliveira
Adilson Marcelino
Sebastião Ribeiro
Cinemas Embracine

 
COMUNIDADE ESPORTIVA DÁ PRÊMIO A PROFESSOR
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COMUNIDADE ESPORTIVA INTERNACIONAL DÁ PRÊMIO A PROFESSOR BRASILEIRO
www.cob.org.br

PROFESSOR DE CURICICA (RJ) RECEBERÁ PRÊMIO DO COI POR TRABALHO SOCIAL COMUNITÁRIO
30.11.2006 :: 11h28

RIO DE JANEIRO - A iniciativa pessoal de um professor de Educação Física da Zona Oeste do Rio de Janeiro tinha o objetivo de tirar crianças carentes das ruas e orientá-las para o esporte. Passados 24 anos, a iniciativa cresceu e foi reconhecida pela comunidade esportiva internacional. O trabalho comunitário do professor Paulo Servo da Costa, na Escola Municipal Silveira Sampaio, em Curicica, no Rio, será reconhecido no próximo dia 12 de dezembro, no Teatro Municipal do Rio, durante o Prêmio Brasil Olímpico. Por indicação do Comitê Olímpico Brasileiro, Paulo Servo receberá o Troféu Esporte e Comunidade, oferecido pelo Comitê Olímpico Internacional.

Paulo transformou uma praça pública de Curicica em um verdadeiro centro de treinamento de atletismo, com pista de corrida e caixa de areia para saltos. O Projeto Lançar-se para o Futuro conta com cerca de 500 crianças e jovens de comunidades carentes dispostas a treinar atletismo, mas também com o sonho de alcançar uma posição de destaque na sociedade civil. "Jamais imaginei que esse trabalho fosse algum dia refletir no Comitê Olímpico Internacional. O reconhecimento do COI é uma honra muito grande e um incentivo para todos que realizam trabalhos sociais ligados ao esporte. Esse prêmio me dá mais força para continuar esse projeto maravilhoso, que só me enche de orgulho e que ajuda tanta gente".

A Escola Municipal Silveira Sampaio recebe por dia, em sua clínica de atletismo, cerca de 500 crianças e jovens de 9 a 15 anos. Eles vêm de bairros pobres do Rio de Janeiro e a maioria dos alunos é do sexo feminino. A escolinha oferece às crianças alimentação diária, atendimento médico, dentário, nutricionista e material esportivo para as competições. O trabalho social da escola chamou atenção de uma ONG suíça, que oferece ajuda de custo para os atletas da equipe, e da Olympikus, patrocinadora e fornecedora oficial de materiais esportivos do Comitê Olímpico Brasileiro, que doou sapatilhas para os atletas, pois antes corriam descalços.

A dedicação do professor Paulo ao projeto é tanta que ele quebrou as paredes de sua casa para construir o refeitório, onde alimenta cerca de 100 crianças por dia. "Começamos em 1982 fazendo corridas ecológicas, sem nenhum tipo de ajuda e grandes pretensões, apenas tirar as crianças da ociosidade. A nova direção da escola e os pais começaram a apoiar nossa idéia. Treinávamos no chão de barro, descalços, sem nenhuma estrutura. Não havia recursos, mesmo assim levávamos as crianças para competições", conta o professor, de 68 anos e 48 de profissão.

Paulo Servo avalia a importância da inserção social através do esporte. "O trabalho comunitário vem como resposta da consciência de que é preciso fazer algo em prol da juventude e da criança. Quando me aposentei, vi que todas aquelas crianças e jovens que praticavam esporte no Núcleo de Esporte da Escola iriam ficar sem atendimento. O bairro não oferece opções de lazer como cinemas, clubes, teatros, bibliotecas e fatalmente acabariam ficando a mercê dos perigos das ruas, na ociosidade, alvos de toda espécie de influência negativa. Sendo assim, dei continuidade ao trabalho de atletismo e, dentro de um universo de aproximadamente 500 jovens de 2005 para cá, tenho um saldo de 0% de uso de drogas e de gravidez na adolescência.

Além disso desenvolvem responsabilidade, respeito, disciplina e aprendem a estabelecer objetivos para suas vidas com a elevação da auto-estima. Estamos formando cidadãos. Isso reflete na formação de uma sociedade mais justa e equilibrada, constituída por pessoas conscientes dos seus direitos e deveres. Tenho vários exemplos de pessoas que passaram pelo atletismo e hoje são profissionais em outras áreas, mas que conseguiram tudo isso através do esporte", comenta.

O trabalho de Paulo na Escola Silveira Sampaio é destaque também nas competições que participa. A Escola Silveira Sampaio atualmente é uma das grandes forças do atletismo carioca, revelando talentos que possivelmente despontarão no cenário esportivo nacional. Para as competições oficiais são realizadas seletivas internas para definir os melhores tempos. O sonho de Paulo é classificar atletas para os Jogos Olímpicos de Londres 2010. A maior promessa da equipe é Barbara Leôncio, de 15 anos. A jovem possui o melhor tempo do mundo na categoria infanto-juvenil nos 100m rasos, com 11s62. No Troféu Brasil deste ano, Barbara ficou na quarta colocação na final adulta dos 100m rasos.

 
MARECHAL RONDON
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MARECHAL RONDON
Museu do Índio
www.museudoindio.gov.br

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu, em 1865, em Mato Grosso. Fez seus estudos elementares em Cuiabá, onde ingressou no Exército, graduando-se em Ciências Físicas e Naturais pela Escola Militar da Corte em 1890. Ocupou o cargo de professor-substituto de Astronomia e Mecânica, logo abandonado para engajar-se na Comissão Construtora de Linhas Telegráficas de Cuiabá ao Araguaia (1890-1898). A comissão, encarregada de construir 583 quilômetros de linhas de Cuiabá a Registro, na margem esquerda do rio Araguaia, passava pelo território dos índios Bororo que, vítimas de sucessivos massacres, se constituíam no principal obstáculo às comunicações entre Goiás e Mato Grosso. Nessa ocasião, Rondon efetuou suas primeiras ações junto ao grupo indígena, contatando os Bororo do rio Garças, com os quais manteve estreitos vínculos por toda a vida. A carreira do indigenista Rondon foi fortemente marcada pelas concepções positivistas.
A necessidade de proteger militarmente as fronteiras brasileiras e favorecer o progresso econômico resultou na organização da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas de Mato Grosso (1900-1906) e da Comissão de Linhas Telegráficas de Mato Grosso ao Amazonas (1907-1915), chefiadas por Rondon. Paralelamente aos seus objetivos estratégicos, essas comissões tiveram um papel pioneiro junto às populaçoes indígenas contatadas, demarcando suas terras e assegurando aos índios trabalho nas obras para a instalação das linhas. A segunda, conhecida por Comissão Rondon, destacou-se pelo seu caráter científico, dando origem a uma série de estudos elaborados pelos mais importantes especialistas da época. A Comissão Rondon teve sob seus cuidados o contato com grupos indígenas desconhecidos, permitindo o estabelecimento de um padrão de relacionamento com essas populações. Isso contribuiu para a configuração de um corpo de normas e técnicas de pacificação. Assim, foram "pacificadas" diversas tribos consideradas hostis como os Kepkiriwát, Ariken e Nambikwara. Estes tornaram-se exemplos de modelo rondoniano de indigenismo, sintetizado na legenda "Morrer se preciso for, matar nunca".
Evidenciava-se a necessidade da intervenção do Estado nas relações entre populações indígenas e sociedade nacional, intensificadas com a abertura de diversas frentes de expansão capitalistas. A polêmica envolvendo amplos setores da vida nacional sobre a regulamentação desses contatos levou, em 1910, o governo a criar o Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Para a direção geral, foi convidado Cândido Rondon, que conferiu à instituição as atribuições de assistência e proteção aos grupos indígenas dentro do princípio de respeito à diversidade cultural.
Em 1939, o General Rondon assumiu a presidência do recém-criado Conselho Nacional de Proteção ao Índio, retomando a orientação da política indigenista, a fiscalização da ação assistencial do SPI e a vigilância dos direitos indígenas.
Em 1952, Rondon apresentou ao Presidente Getúlio Vargas o projeto de criação do Parque do Xingu e testemunhou a criação, sob sua inspiração direta, do Museu do Índio, destinado a coletar material sobre as culturas indígenas, produzir conhecimento e repassá-lo à sociedade brasileira como forma de combater os preconceitos existentes contra os indígenas.
Morreu em 1958, deixando como principal contribuição ao indigenismo nacional a formulação de uma política de respeito ao Índio e de responsabilidade histórica da nação brasileira pelos destinos dos povos indígenas que habitam o território nacional.

 
IRMÃ DULCE
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Serva de Deus Irmã Dulce
28 Fev 2007

A trajetória de Irmã Dulce, que tem na dimensão e sobrevivência de suas obras sociais sua face mais visível, revela uma personalidade muito mais complexa do que a da freira que foi declarada Serva de Deus pelo papa João Paulo II e se encontra em processo de beatificação pelo Vaticano. A abnegação e a coragem com que se dedicou aos pobres, doentes, oprimidos e excluídos foi radical e não se restringiu ao acolhimento.

Ao lado da fama de santidade persiste na memória dos que acompanharam sua história, a mulher que aliava o idealismo e a Fé a uma determinação e firmeza incansáveis, que não se detinha frente a nenhum obstáculo e superava dificuldades e incompreensões para salvaguardar a ação caritativa.

O destemor e o senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era menina e costumava atender aos mendigos em frente à sua casa – que passou a ser conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’ – a ajudaram a enfrentar críticas e oposições. Sua personalidade somada à identidade com o carisma franciscano, alimentado pela devoção a Santo Antônio, levou a jovem Maria Rita (nome de batismo) a realizar peregrinações à invasão de palafitas dos Alagados. A assistência aos que eram tratados como parias pela sociedade fez com que passasse a ser chamada de "Anjo dos Alagados". Irmã Dulce tinha um carinho especial pelos excluídos.
Amparada por sua missão, enfrentou a censura da conservadora sociedade baiana dos anos 50 quando decidiu fazer visitas aos detentos do presídio da Coréia (que ganhou esse nome por conta da guerra travada na época no país asiático), que só cessaram quando ela foi proibida de levar conforto espiritual, alimentos e remédios aos presidiários. A proibição gerou protestos da imprensa liberal baiana, que estampou sua indignação em manchetes como a da edição do jornal A Tarde de 21 de junho de 1954: "Irmã Dulce não pode entrar na Coréia: onde os presos não têm direito à caridade".

Muitas das mais de 50 mil pessoas que compareceram a seu funeral no dia 15 de março de 1992, dois dias após seu falecimento, foram prestar homenagem àquela que consideravam santa e também à corajosa visionária que foi pioneira em áreas como a ação social voltada para as classes trabalhadoras: Irmã Dulce, com apenas 22 anos, foi responsável pela criação em 1936 do primeiro movimento operário cristão da Bahia, décadas antes da eclosão, na era pós Vargas, dos movimentos trabalhistas.

Seu senso prático e administrativo, que concentrava habilidades de engenharia, planejamento e contabilidade, raramente exercidas por mulheres na época, são características também pouco conhecidas. Para subsidiar as ações de assistência à classe operária e aos pobres e doentes, ainda na década de 30 fundou três cinemas, os Cines São Caetano, Roma e Plataforma, e em 1939, inaugurou o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para os operários e seus filhos, no bairro popular de Massaranduba.

Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, área localizada na Cidade Baixa, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. A expulsão do local pelas autoridades fez com que a freira peregrinasse por dez anos com seus doentes, pobres e excluídos até abrigá-los em 1949 no galinheiro do Convento Santo Antônio, onde improvisou em albergue. O lugar deu origem ao Hospital Santo Antonio, um dos núcleos de suas Obras Sociais que em 2003 realizaram mais de 2 milhões de atendimentos em saúde, assistência social e educação.

Amizade e Devoção
A perseverança com que defendeu o direito à saúde, educação e dignidade aos miseráveis angariou ao longo de seus 78 anos de vida a amizade e a admiração da gente simples e de poderosos. Depois do susto de ter a comitiva paralisada pela interposição de Irmã Dulce à frente de seu carro durante uma visita oficial a Salvador, o presidente Eurico Gaspar Dutra sanou as dívidas com a União e forneceu a ajuda oficial para que ela inaugurasse o Círculo Operário em 1948; Juscelino Kubistcheck e José Sarney também foram admiradores da freira. Em 1988, Sarney a indicou para o Nobel da Paz, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra. Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte da 'Mãe dos Pobres'.

Ação e Fé
Segundo o teólogo e consultor da Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano, Gaetano Passarelli, autor da biografia de Irmã Dulce, a marca da iluminação da freira baiana se mostra na potência de sua fé, caracterizada pela firmeza em não se desviar de seus objetivos frente a obstáculos tão grandes. "Ela não enxergava muros, era completamente tomada e sustentada por sua fé, que a encaminhava para o outro, para o objetivo de servir ao próximo enxergando nele Deus”, diz. “Ela estava só e sua evangelização se deu de forma ativa, ela levou a palavra aos necessitados estendendo a mão à sua miséria”.

 
PADRE DONIZETTI (Tambaú - São Paulo)
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www.tambau.sp.gov.br
PADRE DONIZETTI (Tambaú - São Paulo)

Primeiro Milagre

Em 11 de outubro de 1929 às oito horas da manhã, Tambaú sofreu um grande susto, pois a Igreja Matriz foi praticamente destruída por um grande incêndio. Foram queimadas 22 imagens de santos, todos os bancos e o altar mas, milagrosamente só não foi destruída a imagem de Nossa Senhora de Aparecida. O padre, no livro que relatava a paróquia assim escreve:

"Atesto que a 11 de outubro de 1929, às 8 horas, irrompeu pavoroso incêndio na Matriz local, destruindo tudo, 22 imagens ficaram reduzidas a cinzas, restando do edifício, apenas as paredes revestidas de reboco. Entretanto, ilesa ficou a imagem de Nossa Senhora de Aparecida com o manto de seda, o que causou profunda impressão a todos. Será perpetuado o fato insólito em suntuosa Igreja que será construída para a conservação de sua imagem".

O documento foi assinado pelo padre Donizetti e por um grande número de testemunhas. Este acontecimento triste para a cidade foi o começo da força espiritual do Padre Donizetti. A partir daí começava seu trabalho junto aos menos favorecidos e sua luta contra os fazendeiros que não pagavam salários aos seus empregados.

Túmulo Padre Donizetti no Cemitério de Tambaú

 
Ele levantava a voz contra os patrões que atrasavam o pagamento de seus empregados. Até no púlpito ele falava contra os tais "pagamentos com ordem", que ele considerava um verdadeiro roubo. Era um "vale" dado pelos patrões, obrigando os assalariados a comprar em determinadas casa de comércio. Para o padre, todos tinham direito de um salário digno.

Seu trabalho pastoral nas fazendas era muito grande e ele considerou um milagre pregar o cristianismo para um grupo de colonos japoneses que mal falavam o português, conseguindo com que todos se batizassem e freqüentassem as missas dominicais.

As crianças eram o alvo de todo o seu carinho. Ele gostava muito de provar às suas crianças que nada era impossível. Como exemplo, manda os meninos pegarem uma taturana nas mãos, e ela não queimava. Entretanto, era só o padre sair de perto para que os meninos que se atravessem a tentar repetir o gesto, sentissem a ardência da defesa natural do animal.

Com esta demonstração de força espiritual, passou a ser o grande líder de Tambaú. Toda e qualquer decisão a ser tomada na cidade teria que antes ser submetida ao padre Donizetti que nem por isso, deixou de viver humildemente. Sua casa só tinha o estritamente necessário e tudo o que ganhava era destinado aos pobres. Além de toda a sua atividade em favor dos pobres, tinha uma vida exemplar com muita sobriedade e austeridade.

Em 1932, após a Revolução Constitucionalista, padre Donizetti já era a pessoa mais querida da cidade, adorado pelos pobres e respeitado pelos ricos. Participava ativamente de tudo. Criou quermesses, festas juninas, construiu asilo e, visando obras sociais, adquiriu terrenos e casas.

 

SANTA JOANA D'ARC
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SANTA JOANA D'ARC
Minha heroína Joana D´Arc, a quem evoco tão freqüentemente, morreu pura e corajosamente aos dezenove anos de idade.
Analfabeta, deixou um nome bendito e honrado.Cumpriu sua missão!
Theresa Catharina
Santa Joana D'Arc
Santa Guerreira
Comemoração: 30 de maio
Heroína francesa (Domrémy, 6-I-1412 - Rouen, 3O-V-1431). Era uma simples aldeã, filha de camponeses, que se dizia inspirada por Deus para realizar a grande empresa de expulsar os ingleses que ocupavam a maior parte do território de sua pátria. Aos catorze anos passou a ouvir vozes celestiais, acreditando que o arcanjo São Miguel, além de santa Catarina e santa Margarida, com ela confabulavam. Suas numerosas visões indicavam-lhe a missão que veio a realizar. Quando as lutas entre franceses e ingleses se aproximaram do Barrois, a exaltação da camponesa tornou-se mais intensa, e não pôde retardar por mais tempo o cumprimento das ordens sobrenaturais.
Partiu de sua aldeia e obteve de Robert de Baudricourt, capitão da guarnição de Vaucouleurs, uma escolta para guiá-la até Chinon, onde se achava Carlos VII, rei de França, então escarnecido como 'rei de Bourges', pelo seu reduzido domínio territorial. O país estava quase todo nas mãos dos ingleses. Os borguinhões, seus aliados, com a cumplicidade de Isabel da Baviera, entregaram a nação ao domínio britânico, pelo tratado de Troyes. Inspirada por extraordinário patriotismo, procurou Joana o rei Carlos Vll e comunicou-lhe a insólita missão que recebera de Deus. Nesse encontro de março de 1428, assombrou a todos a segurança com que se dirigiu ao rei, que lhe entregou o comando de um pequeno exército, para socorrer Orléans, então sitiada pelos ingleses. A caminho, diante da atitude heróica da humilde camponesa, as tropas se avolumaram.
Chegando a Orléans, Joana intimou o inimigo a render-se. O entusiasmo dos combatentes franceses, estimulado pela estranha figura da aldeã-soldado, fez com que os ingleses levantassem o sítio da cidade. Em lembrança desse feito glorioso Joana d'Arc foi cognominada a 'Virgem de Orléans' (Pucelle d'Orléans). O êxito aumentou o prestígio da camponesa, inclusive entre o exército inimigo, e despertou a crença em seu poder sobrenatural. Realmente a coragem dessa heroína realizou o desejado milagre: ergueu o espírito abatido da França. Um sopro cívico perpassou pela nação. Nova missão, porém, ambicionava Joana d'Arc: levar o rei Carlos VII para ser sagrado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa. A sagração ocorreu a S-V- 1429. Na tentativa que se seguiu, de retomada de Paris, a heroína foi ferida. O sangue derramado aumentou o patriotismo de seus conterrâneos. Caberia, contudo, a Joana d'Arc a palma do martírio. No ataque que empreendeu a Complègne, em maio de 1430, foi aprisionada pelos borguinhões.
Nem estes nem os ingleses quiseram executá-la sumariamente, como poderiam ter feito. Seu plano era privá-la da auréola de santa, obtendo sua condenação num tribunal espiritual. No jogo de interesses políticos que envolveu sua figura de heroína, Joana d'Arc não encontrou nenhum apoio por parte do rei. Em 14 de junho o bispo Pierre Cauchon surgiu no acampamento de Jean de Luxemburgo, onde se encontrava a prisioneira. Ambicioso e desejando obter o bispado de Rouen, então vago, Cauchon faria tudo para agradar aos donos do poder. Joana foi vendida aos ingleses. No processo que se seguiu, e em que Cauchon foi um dos Juízes, Joana foi condenada à prisão perpétua, 'ao pão da dor e à água da agonia', fórmula empregada para entregá-la à justiça leiga. Sentenciada a ser queimada viva como relapsa, foi supliciada publicamente na praça do Mercado Velho, em Rouen. O sacrifico da heroína despertou novas energias no povo francês. Carlos VII, expulsando finalmente os ingleses de Calais, foi chamado o Vitorioso. A figura de Joana foi celebrada em centenas de obras de arte e muitas obras literárias. A Igreja canonizou-a por ato do papa Bento V, em 1920.
Santa Joana d'Arc é, com Santa Teresinha, padroeira da França.
ORAÇÃO: Concedei-me, Ó Pai a coragem e o espírito de sacrifício de vossa serva Joana D`Arc, a fim de que, pelo seu exemplo e fidelidade, seja eu também um soldado da Causa do Evangelho. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Santa Joana D´Arc, rogai por nós.
www.paideamor.com.br/santos

 

A PAIXÃO DE JOANA D'ARC
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A paixão de Joana D'Arc
Ficha técnica e sinopse -

A paixão de Joana D´Arc( La passion de Jeanne D´Arc), de Carl Theodor Dreyer
França, 1928, 35mm, pb, 110'
Elenco: Maria Falconetti, Eugene Silvain, André Berley, Maurice Schutz
Sinopse: Na França de 1431, Joana de Domrémy - uma mulher do povo - luta heroicamente contra a ocupação do seu país. É presa, torturada e queimada sob a acusação de blasfêmia.

 

SABEDORIA É VISÃO E SOLIDARIEDADE
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 Theresa Catharina      Brasília DF

Sabedoria é Visão e Solidariedade

Theresa Catharina de Góes Campos é jornalista, escritora e professora universitária

Considerando-se a criatividade como um recurso humano multiplicador e crítico, compreendemos que, ao comentarmos sobre alguém "de visão", estamos reconhecendo a sua capacidade para agir no presente com perspectivas futuras. Os indivíduos que se destacam, em sua comunidade, por esse conhecimento muito especial, na realidade atuam regularmente com padrões tridimensionais, pois se fundamentam nas lições do passado, próximo e remoto.

Em contato com uma realidade limitada, insistem em examiná-la até descobrirem o seu potencial de transformação e os instrumentos de mudança que deverão ser utilizados, em sua dinâmica e seu contexto específicos. Ao contrário do que pensam os conformistas, eles não vivem loucamente "em outro mundo": pelo contrário, inseridos na sociedade, não se deixam por ela dominar, conservando, portanto, a sua liberdade para enxergar alternativas

que consideram superiores. Assim, ao invés de prisioneiros de estruturas com as quais não concordam, mostram-se capazes de visualizar, às vezes com antecedência de séculos, o mundo que vale a pena ser construído. Felizmente, com esta visão interior que mantêm de forma permanente diante de seus olhos (abertos ou fechados), já começam a construí-lo, sozinhos ou com a ajuda de seus companheiros.

Os artistas das cavernas pré-históricas, por meio de suas pinturas rupestres, transmitiram às gerações futuras um testemunho de sua vida primitiva: máscaras, atividades culturais e de sobrevivência. O fato de que não dispunham de escrita não se constituiu um impedimento a que buscassem, de algum modo, um instrumento de comunicação. O teatro grego da Antiguidade Clássica, com personagens da mitologia, destacou a figura de um cego, Tirésias, porque a sua sabedoria lhe dava uma visão mais profunda: conhecia a tragédia pessoal de Édipo, assim como os desígnios do poder divino; não se deixava intimidar pelo fausto e poder humanos; não hesitava em advertir, revelar, profetizar. Na Idade Média, os monges copistas que trabalharam humilde e exaustivamente, para que a cultura greco-romana fosse preservada para os leitores dos séculos seguintes, demonstraram compreender a importância das obras de artistas, filósofos e estudiosos.

Leonardo Da Vinci, quando morreu, no ano de 1519, legou à humanidade não somente a excelência de suas pinturas, como também, inventos científicos os mais diversos. Na literatura, os romances de Jules Verne deram a seu público o encantamento de viajar em balões, descobrir o espaço, descer ao fundo do mar, lutar contra perigos com recursos tecnológicos e dispor da televisão muito antes dessas técnicas fazerem parte do cotidiano da sociedade.

Felizmente as dificuldades do ensino não desanimaram a poetisa e professora chilena Gabriela Mistral, cujas obras foram homenageadas com o Prêmio Nobel. Ainda bem que os rostos marcados pela fome e a miséria de multidões animaram mulheres de visão, como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce, a devotarem tempo e esforços ao bem-estar desses marginalizados porque desamparados. Em qualquer comunidade, pessoas com essa força interior para buscar soluções (trabalhando com situações consideradas, no mínimo, dificílimas) deixam um exemplo a ser seguido. Aliás, caso nos falte coragem para tanto amor ao próximo, não sejamos omissos: ofereçamos o auxílio que nos for possível proporcionar.

Em todas as áreas profissionais, a atuação de indivíduos capazes de pensar e forma abrangente, em profundidade, resultará em benefícios superiores aos obtidos por aqueles acostumados a repetir ou reproduzir sem pensamento crítico. O objetivo primordial de todo processo de educação, seja informal ou acadêmica, deve ser, de fato, adquirir esse conhecimento lúcido, inquiridor, criativo, numa atitude de permanente atualização e busca de aperfeiçoamento individual e coletivo.

Esclarecidas e conscientes, as pessoas de visão jamais se acomodam, mesmo quando aceitam e acatam; com tranqüilidade ou numa "santa agitação" justificada pela urgência, estão sempre enfrentando novos desafios, sem esperar que os outros se dêem conta e tomem as suas decisões. Se o grupo se apressa, aquele determinado a refletir sobre as implicações talvez se reserve o direito de ficar na retaguarda, analisando o passado, repensando o presente, preparando-se para o futuro.

Quando muitos se refugiam na inércia, os sábios percebem os absurdos de tal alienação e, decididos, justificados por sua visão tridimensional, não-limitada e não-alienada, gesticulam, falam, escrevem, atuam, como a impulsionar a roda que parece estar presa ao chão. Afinal, suas mãos estão guiadas por olhos permanentemente fitos nas estrelas do amanhã desconhecido, mas libertador. Visão pioneira e desbravadora, capaz de forjar o porvir!

Theresa Catharina de Góes Campos é jornalista, escritora e professora universitária

 
ANA NERY
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"ANA NERY - A Matriarca da Enfermagem no Brasil"
RESUMO BIBLIOGRÁFICO (*13/12/1814 + 20/05/1880):
A primeira escola oficial de enfermagem de alto padrão no Brasil, fundada por Carlos Chagas em 1923, recebeu em 1926 o nome de "Ana Néri", em homenagem à primeira enfermeira brasileira, que serviu como voluntária na guerra do Paraguai. Ana Justina Ferreira Néri nasceu na vila de Cachoeira de Paraguaçu-BA, em 13 de Dezembro de 1814.
Viúva do capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri, viu seus filhos, o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidora Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo; seus irmãos Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim Maurício Ferreira, ambos oficiais do exército, serem convocados para a Guerra do Paraguai.
Ana Néri escreveu então ao presidente da província uma carta em que oferecia seus serviços como enfermeira enquanto durasse o conflito.
Partiu da Bahia, de onde nunca saíra, em 1865, para auxiliar o corpo de saúde do Exército, que era pequeno e contava com pouco material. Começou seu trabalho no hospital de Corrientes, onde havia, nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas. Mais tarde, assistiu os feridos em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção.
Mulher de posses, com seus recursos montou na capital conquistada, na própria casa onde morava, uma enfermaria limpa e modelar. Ali trabalhou, abnegadamente, até o fim da guerra, na qual perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho, que se alistara como voluntário da pátria.
De volta ao Brasil, em 1870, Ana Néri recebeu várias homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata humanitária e da campanha e recebeu do imperador uma pensão vitalícia, com a qual educou quatro órfãos que recolhera no Paraguai. Seu retrato de corpo inteiro, obra de Vítor Meireles, figura em lugar de honra no paço municipal de Salvador. Ana Néri morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de Maio de 1880.
Portal Nosso São Paulo - www.nossosaopaulo.com.br

 

SARGENTO SILVIO ROLLENBACH
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www.exercito.gov.br/recrutinha

Sargento Sílvio Hollenbach

Há 25 anos, um sargento do Exército muito corajoso salvou um menino no zoológico de Brasília. O nome dele era Sílvio Delmar Hollenbach.

Um garoto de 13 anos caiu num fosso de ariranhas, que estavam nervosas e agitadas porque tinham tido filhotes. O sargento Hollenbach pulou no fosso e tirou o menino de lá. Tudo teria terminado bem se os animais não tivessem mordido o sargento, que ficou muito ferido. Infelizmente, ele não conseguiu sobreviver e acabou morrendo no hospital.

Por ter sido tão corajoso, ele ganhou do Exército a “Medalha do Pacificador com Palma”. O povo de Brasília homenageou o sargento Hollenbach dando o seu nome ao zoológico da cidade. Além disso, o presidente da República o promoveu, após a morte, por bravura, ao posto de 2º tenente.

Um homem tão destemido merece tudo isso e mais um pouco. Vocês não acham?

 

BERNARDO SAYÃO
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BERNARDO SAYÃO
www.arpdf.gov.br

O Bandeirante do Século XX

"[...] o espírito deste destemido patrício, [Bernardo Sayão]
que a terra de Brasília acolhe [...] nos servirá de flâmula,
de incitamento e de fonte de ânimo."
Juscelino Kubitschek

Desbravador da mata, herói pioneiro, homem e a árvore, bandeirante moderno, ou bandeirante do século XX são os títulos atribuídos a Bernardo Sayão, que entrou para a história com sua última e grande realização: a construção da Belém-Brasília iniciada em 1958. A longa rodovia ligaria definitivamente o Sul ao Norte do Brasil, com extensão de 2.169 quilômetros. A obra, antes com ares de utopia, hoje é uma realidade que compreende o Distrito Federal e os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. Benificia as populações do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Dirigiu a Colônia Agrícola de Goiás, cujo o trabalho foi tão importante, que várias fazendas chegaram a um nível de desenvolvimento que transformaram-se em núcleos formadores de algumas cidades goianas, a exemplo de Ceres.
Entusiasta defensor da interiorização da Capital, Bernardo Sayão foi um dos primeiros diretores da NOVACAP a transferir-se para Brasília com sua família. Nos primeiros meses da construção, foi responsável pela abertura da primeira escola e dos cinemas pioneiros.
Nasceu no Rio Janeiro e diplomou-se pela Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária de Belo Horizonte. Vítima de uma tragédia que mobilizou todo o poder público, a imprensa e a população brasileira, Bernardo Sayão morreu em 1959, atingido por uma árvore no município de Açailândia (Maranhão), quando faltavam apenas 50 quilômetros para a conclusão da estrada.

CRONOLOGIA
Vera Catalão

1901 – Bernardo Sayão Carvalho Araújo nasceu em 18 de junho, na cidade do Rio de Janeiro, filho de João Carvalho Araújo e Alice Sayão Carvalho Araújo.

1920 – Iniciou estudos na Escola de Agronomia de Piracicaba – SP e, em seguida, transferiu-se para a Escola Nacional de Agronomia do Rio de Janeiro. Dois anos depois diplomou-se pela Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária de Belo Horizonte – MG.

1925 – Mudou-se para a Fazenda Santa Clara, no Paraná, onde dedicou-se por sete anos à cultura do café. Casou-se pela primeira vez com D. Lygia Mendes Pimentel, que faleceu em 1935. Desse casamento nasceram as filhas Léa e Lais.

1932 – Retornou ao Rio de Janeiro onde foi contratado como assistente no Departamento Nacional de Produção Vegetal do Ministério de Agricultura. Participou da Revolução Constitucionalista de 32 ao lado do Partido Republicano Paulista. Comprou a Fazenda Ribeirão das Flores, no interior do Rio de Janeiro.

1937 – Passou a ocupar o cargo efetivo de Agrônomo Cafeicultor no Ministério da Agricultura.

1941 – Casou-se com D. Hilda Fontenele Cabral, com quem teve quatro filhos: Fernando, Bernardo, Lia e Lilian. Com o lançamento, no Governo Vargas, da 'Marcha para o Oeste' foi designado para dirigir a Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG), que deu origem a cidade de Ceres, onde fixou residência com a família. Comandou a construção de 142 km da Br – 14, ligando Anápolis a Ceres.

1942 – Tendo o homem como preocupação principal e visando agilizar o cumprimento de suas tarefas, adotou diversas soluções práticas e não burocráticas, como a construção de uma ponte pênsil com tambores vazios de gasolina amarrados com cabo de aço sobre o rio das Almas; trocou pneus por combustíveis e outras providências imediatas, em situações emergenciais, que renderam-lhe no ano seguinte um processo administrativo.

1948 – Partiu do Rio de Janeiro, com toda a família, conduzindo para Goiás um comboio de 72 máquinas agrícolas e viaturas. A viagem durou 48 dias.

1950 – Exonerado do cargo de administrador da Colônia Agrícola Nacional de Goiás em 30 de novembro, retornou para a Fazenda Ribeirão das Flores, trabalhou fazendo frete enquanto aguardava julgamento do processo administrativo de 1943.

1952 – Fixou residência em Belo Horizonte trabalhando como empreiteiro na Colônia Agrícola de Jaíba.

1954 – Eleito vice-governador do Estado de Goiás pelo PSD, no ano seguinte, durante três meses, ocupou o cargo de governador, enquanto aguardava eleições suplementares que legitimaram a posse do governador José Ludovico de Almeida.

1955 – Antes mesmo da decisão presidencial de transferir a Capital para o interior goiano e da criação da NOVACAP, construiu o primeiro campo de pouso da região escolhida preparando a visita do Marechal José Pessoa, presidente da Comissão de Localização da Nova Capital.

1956 – Nomeado diretor da Campanhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, em 16 de setembro, dirigiu a construção Anápolis- Brasília, concluída em junho de 1958, e no mês de novembro, fixou residência na cidade em construção, para atender prontamente as nessecidades das primeiras obras.

1956/1958 – Comandou a abertura de grandes vias públicas, ligando de extremo a extremo a cidade que nascia (Brasília). Construiu no Núcleo Bandeirante, entre outras obras, o Ginásio Brasília, Cine Brasília e o Cine Anápolis.

1958 – Designado pelo presidente JK, aceitou dirigir pessoalmente a construção da Rodovia Belém-Brasília, com 2.169 quilômetros de extensão.

1959 - Morreu em plena floresta, atingido por uma árvore na Rodovia Belém-Brasília, no Município de Açailândia-MA, quando faltavam apenas cinqüenta quilômetros para a conclusão desta que foi uma de suas obras mais audaciosas.


5O ANOS DA MORTE DO ENGENHEIRO BERNARDO SAYÃO
(18 de junho de 1901 - 15 de janeiro de 1959)

Em homenagem a ele, reproduzimos estas palavras....

www.ampem.org.br

Inauguração da Promotoria de Justiça de Açailândia e a Rodovia Bernardo Sayão

Hoje, com profunda emoção, nosso pensamento retorna àquele dia abençoado e tão importante para o Maranhão. Lembro-me de quando o engenheiro Bernardo Sayão, encarregado pelo Presidente Juscelino Kubitschek de gerenciar a construção da BR-010, a Belém-Brasília, disse ao chegar na cidade de Céres-GO: "- Presidente, haveremos de fazer uma estrada partindo o País ao meio, a quem chamaremos de espinha dorsal do Brasil". Nesse momento, apontou para o Norte, dizendo: "- A direção é esta". Na verdade, foi quando a história de Açailândia teve início, em julho de 1958, momento em que os índios Cutia e Cocranum procuravam água para a equipe de trabalho de Bernardo Sayão e ao chegarem à cabeceira de um riacho, beberam, tomaram banho e colheram aquele líquido para os que ficaram no acampamento. No dia seguinte, na companhia dos dois índios, 23 trabalhadores da linha de frente da abertura da grande rodovia chegavam à cabeceira da aguada, onde deram início à construção de 10 barracos de taipa, cobertos com palha de açaizeiros.

Na gigantesca obra que seguia com destino ao Pará, ligando o sul ao norte do Brasil, havia diversos trechos de serviços. O comandante Bernardo Sayão supervisionava as 11 construtoras, distribuindo aproximadamente 3.400 homens em 11 forças tarefas, entre eles maquinistas, tratoristas, candangos, engenheiros, mecânicos, trabalhadores braçais (conhecidos como cassacos e arigós), topógrafos e geodéticos, que chegavam à cidade de Imperatriz. Ele mobilizou uma frota de 200 caminhões, tratores, aplainadeiras e solidificadoras, dentre outras máquinas pesadas. A notícia da existência de água, de terras férteis e de uma floresta densa, ignota, que assustava e encantava, juntamente com o acesso dado pelas obras da rodovia que já se encontravam em ritmo acelerado, atraíram inúmeros exploradores e aventureiros; pioneiros que apareciam à procura de trabalho e vislumbravam o provir de um lugar pródigo em delícias e riquezas. Em agosto de 1958, a RODOBRÁS (órgão administrativo criado por JK para cuidar da abertura da estrada) montava seu escritório em Açailândia – uma casa de alvenaria e madeira, coberta com telhas de cimento e amianto, que teve a honra de hospedar ilustres visitantes. JK, a 01.01.1959, esteve na região supervisionando o seu segundo maior projeto, a rodovia Belém-Brasília (o primeiro era a construção de Brasília). Em suas dependências, foi também realizado o velório de Bernardo Sayão, que faleceu no dia 15.01 daquele ano, em decorrência de um imenso galho de árvore ter caído em direção à barraca na qual se encontrava, ocasionando fraturas na perna, no braço e na cabeça. A mata se vingou dele como a Vupabuçu azul se vingou de Fernão Dias Paes Leme. Tudo aconteceu em razão do compromisso firmado com JK, que seria o dia do encontro das turmas Norte-Sul – a "ligação" -, marcado para 31.01.59. Havia ainda muito serviço em pouco tempo e o "chefe" estava afobado por terminar o serviço. Puseram a maca em que seu corpo descansava sobre dois tambores de óleo. Às três horas da tarde do dia 16 chegou o avião da FAB, que levou o seu corpo para Belém, a fim de que fosse embalsamado. Após, seguiu a Brasília para ser sepultado e receber as justas homenagens. Todavia, lá ainda não havia cemitério e tiveram que abrir, durante toda a noite do dia 16, uma estradinha até o local onde foi realizado o sepultamento, que só ocorreu em 17.01.59. Quando morreu Bernardo Sayão, na tarde de 15 de janeiro de 1959, não se findou uma existência apenas. Interrompeu-se, de maneira brusca, a marcha evolutiva da Belém-Brasília, iniciada vigorosamente no momento em que também estava em ritmo acelerado a construção da capital do País. Foi a primeira pessoa a falecer em terras açailandenses. Em 15.05.1968, o governador José Sarney esteve naquela mesma casa, para o lançamento da pedra fundamental da BR-222.

Registre-se que a história do progresso da cidade de Açailândia teve início em janeiro de 1959, quando João Neves de Oliveira (João Mariquinha) resolveu vir de Imperatriz com a sua esposa, Maria Divina Oliveira, seus 4 filhos e uma amiga, Maria Rosa. Foram elas as primeiras mulheres a pisar em solo açailandense. Maria Rosa, porém, não viu a cidade se desenvolver, pois foi acometida por malária 18 dias após sua chegada, vindo a óbito em seguida.

Às margens do riacho encontrado pelos índios Cutia e Cocranum, existia grande quantidade de açaizeiros, o que deu origem ao nome do município. A palavra Açaí significa: fruto do açaizeiro, palmeira da Amazônia, muito apreciado nos Estados do Pará, Maranhão e São Paulo, sendo, hoje, exportado, inclusive, para outros países. De acordo com o linguajar indígena, teria o significado de haste comprida que produz grãos miúdos. O sufixo Lândia provém do vocábulo inglês Land (lénd), terra, região, ilha. Assim surgiu Açailândia

Em solenidade realizada no dia 04.06.2008, o Procurador-Geral de Justiça Francisco Barros entregou à população de Açailândia as novas instalações da promotoria de justiça daquela comarca.

Neste ano, em que comemoramos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, passamos a ter uma ação prática do direito à vida, que é o acesso à justiça. É de fundamental importância tratar dessa questão como um direito humano, garantido e como responsabilidade do Estado. A criação da Casa da Cidadania de Açailândia visa proporcionar o maior acesso à Justiça aos cerca de 117 mil cidadãos do município de Açailândia e seus termos (Cidelândia e São Francisco do Brejão), por intermédio de serviços públicos de qualidade para a população e o incentivo à cidadania comunitária.

A sede está situada na av. José Dílson Caridade, s/n, num terreno de 5.000m2, sendo 464,52m2 de área construída. Fica próxima aos Fóruns Eleitoral e da Justiça Estadual, possuindo cinco gabinetes para promotores de justiça, duas salas para funcionários, recepção, sala de reunião, secretaria, banheiros masculino e feminino, arquivo, copa/cozinha, sala de reprografia, guarita, garagem e três depósitos para guardar materiais diversos.

Durante a inauguração, a presidente da AMPEM, Fabíola Fernandes, falou da necessidade da parceria entre os órgãos: "Só poderemos garantir a cidadania para a população se houver a união de todas as
instituições".

O diretor das promotorias, Marco Aurélio, prestou homenagem à Procuradora Terezinha Bonfim pelo seu esforço dispendido para que a promotoria de justiça de Açailândia fosse entregue à população. "Aqui é o prédio do povo. Nosso trabalho não tem sentido se não for para servir a população", sintetizou.

As dificuldades orçamentárias foram o foco do discurso do procurador-geral durante a solenidade. "Tivemos avanços com a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas apenas 2% da Receita Corrente Líquida do Estado é reservada ao Ministério Público e isto limita nossa atuação", afirmou. Lembrou ainda que a promotoria de Açailândia é a sétima a ganhar sede própria durante sua gestão: "Fizemos a estruturação das promotorias, para garantir melhores condições de trabalho aos servidores e promotores de justiça, uma política institucional permanente".

Referindo-se às dificuldades criadas pelo orçamento reduzido do Ministério Público, a procuradora-geral de justiça nomeada para o biênio 2008-2010, Fátima Cordeiro, lembrou que hoje há uma defasagem de 52 promotores de justiça em todo o Estado. Asseverou que "a estruturação das promotorias de justiça é imprescindível para a prestação de um atendimento eficiente à população". Em sua prédica, comprometeu-se em continuar a política de aparelhamento das promotorias de justiça durante sua gestão.

Prestigiaram a inauguração os procuradores Daniel Ribeiro, Terezinha Bonfim, Regina Rocha e Teodoro Peres; os promotores de justiça Alexandre Rocha, Cássius Chai, Aline Guerra, Fernanda Helena, Marco Aurélio, Cláudio Rebelo, Ilana Boueres e João Marcelo; os juízes Wilson Mendes, Alessandra Arcangeli e Lívia Aguiar; o Presidente da Câmara Júlio César; o Presidente da OAB, secção Açailândia, Ernos; a edilidade; as polícias civil e militar; bem como a comunidade em geral.

No ano de 2007 foram prestados mais de 2.400 atendimentos aos munícipes, nas cinco promotorias que integram a comarca de Açailândia e termos judiciários.

Teodoro Peres

 

SÃO FRANCISCO DE ASSIS
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São Francisco de Assis

São Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181, sendo batizado como GIOVANNI BERNARDONE e conhecido como FRANCESCO BERNARDONE. Era filho de um rico comerciante de tecidos e tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios. Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.

Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos, alistou-se no exército de GUALTIERI DE BRIENNE que combatia pelo Papa. Em Spoleto, porém, teve um sonho revelador. Foi convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo". Suas revelações não parariam por aí.

Na cidade de Assis, dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia de outono do ano de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: "Francisco, restaure minha casa decadente". O chamado, ainda pouco claro para Francisco, foi tomado no sentido literal. Ele vendeu todas as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, seu pai, indignado com o ocorrido, deserdou-o.

Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã Pobreza". Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformou numa das maiores da Cristandade. Fundou, com CLARA DE ASSIS, o ramo feminino da mesma Ordem, a Segunda Ordem Franciscana, a das Irmãs Clarissas. Clara nasceu em 1194 e entrou na vida franciscana em 1212, com 18 anos de idade. Foi viver em São Damião, onde estava a mesma igrejinha onde São Francisco teve seu encontro místico. Morreu em 1253, aos sessenta anos, na cidade de Assis, sendo canonizada em 1255.

Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, fundou a Ordem Terceira.

A devoção de Francisco a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado "estigmatização". Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, em 1226, São Francisco de Assis faleceu.

O amor de Francisco tem um sentido profundamente universalista. Ninguém como ele irmanou-se tanto com todo o universo: foi irmão do sol, da água, das estrelas, das aves e dos animais. O "Cântico ao Sol", em que proclama seu amor a tudo que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristã. São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e sua festa é celebrada no dia 4 de outubro.

www.assisbrasil.org/sfranc.html

 

FREI GALVÃO
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FREI GALVÃO
www.paroquiameninojesus.com.br

Conheça Frei Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil
11/05/2007 11:25

Assessoria

O Vaticano reconheceu o segundo milagre do Frei em dezembro do ano passado.
O religioso nascido em Guaratinguetá é venerado pelo exemplo e pelos dons.

Frei Galvão nasceu em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em 1739 (Foto: Divulgação)

Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil, nasceu em Guaratinguetá, em 1739. Permaneceu até os 13 anos de idade na cidade, depois foi estudar na Bahia. O frei foi ordenado sacerdote em 1762 e completou os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo. Viveu durante 60 anos na capital, até morrer em 23 de dezembro de 1822.

A canonização dependia de o Vaticano reconhecer dois milagres. A confirmação final ocorreu em dezembro de 2006, próximo à semana do Natal, com a autenticação do segundo milagre: salvar a vida da mãe e de seu bebê há sete anos, em São Paulo, 177 anos após a morte do religioso, em 1822. Orações ao beato teriam garantido que um parto de altíssimo risco fosse bem-sucedido.

A vida de Sandra Grossi de Almeida e de seu filho Enzo de Almeida Gallafassi corriam risco porque a mãe tinha útero bicorne: duas cavidades de dimensões muito pequenas e assimétricas. Com isso, o feto não tinha espaço para crescer.

Sandra engravidou em 1999, mas a gravidez era considerada de alto risco, com possibilidade de morte por hemorragia no momento do parto. A gravidez deveria ir até o quinto mês, por causa do pequeno espaço para a formação do feto, mas a gestação evoluiu até a 32ª semana. Sandra tomou as “pílulas de Frei Galvão” e a criança nasceu no dia 11 de dezembro, com quase dois quilos e 42 centímetros. Médicos consideraram o caso raro.

Primeiro milagre
Outro milagre reconhecido pelo Vaticano – o primeiro - foi a cura da menina Daniela Cristina da Silva, de 4 anos. Em 1990 ela estava internada em coma no Hospital Emílio Ribas, na capital paulista, com hepatite B. Desenganada pelos médicos, a menina tomou a “pílula de Frei Galvão”, dada pela própria mãe, e foi curada. Como a medicina não conseguiu explicar a cura, a Santa Sé aprovou o milagre de autoria de Frei Galvão e ele foi beatificado.

Reuters
Os defensores da causa da canonização de Frei Galvão afirmam que ele tinha dons sobre-humanos. Beatificação
Há quase nove anos, o frei brasileiro que curava as pessoas em vida foi beatificado e reconhecido pelo papa João Paulo II. Para se tornar beato, foram 11 anos de estudos de cerca de 30 mil milagres avaliados. Desta enorme quantidade de graças relatadas por fiéis, cinco foram escolhidas e uma enviada para Roma.

Pílulas
O mais importante trabalho que contribui diariamente para a divulgação do poder divino de Frei Galvão é a distribuição gratuita da oração em papeizinhos: as “pílulas de Frei Galvão”. Nos papeizinhos picados, fabricados por 17 voluntárias, está escrito: “Depois do parto permanecestes Virgem, Mãe de Deus, intercedeis por nós”.

A frase era escrita pelo próprio beato, que a distribuía às pessoas que o procuravam no Mosteiro da Luz, no Centro de São Paulo, enquanto ainda era vivo. Hoje são distribuídas cerca de 60 mil pílulas por mês por meio dos Correios.

O último religioso brasileiro a receber o título de beato foi padre Mariano, do dia 5 de novembro de 2006. Era espanhol e morou no Brasil de 1931 até o ano de sua morte, em 1983. Além de Padre Mariano, Frei Galvão e Madre Paulina, há outros dois beatos que atuaram no Brasil: Padre Anchieta e Padre Reus.

Santa
A imigrante italiana Madre Paulina foi a primeira religiosa que morou no Brasil a tornar-se santa. Ela foi beatificada em 1991 e canonizada em 2002, como Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus pelo Papa João Paulo II. A religiosa mudou-se para o país com a família em 1875, quando tinha 10 anos. Ela trabalhou em Santa Catarina e São Paulo e morreu em julho de 1942.

 
FREI GALVÃO - ARQUITETO, MESTRE DE OBRAS e PEDREIRO
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FREI GALVÃO - ARQUITETO, MESTRE DE OBRAS e PEDREIRO do Mosteiro da Luz, obra declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO
www.dec.ufcg.edu.br/biografias/

Antônio Galvão de França, nome de batismo de frei Antônio de Sant'Anna Galvão, o Frei Galvão
(1739 - 1822)

Sacerdote brasileiro nascido na cidade de Guaratinguetá, interior do estado de São Paulo, a poucos quilômetros do Santuário de Aparecida, o primeiro santo nascido no Brasil. De uma família de boas posses e de profunda tradição católica, era filho de Antônio Galvão de França, um imigrante português e Capitão-mor da cidade, e de Dona Isabel Leite de Barros, uma filha de fazendeiros, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o caçador de esmeraldas. Educado para adquirir uma formação humana e cultural, com a idade de13 anos foi enviado para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia. Depois de quatro anos (1752-1756) decidiu renunciar a um futuro promissor e influente para seguir a carreira religiosa. Pretendia ser jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra os jesuítas pelo Marquês de Pombal, entrou para o convento franciscano de Taubaté. Aos 21 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro, onde (1761) fez seus votos solenes e um ano após foi ordenado sacerdote (1762). Foi para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia. Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento e, depois (1769-1770) como Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as Recolhidas de Santa Teresa, em São Paulo. Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento e durante 14 anos (1774-1788) cuidou da nova construção e outros 14 para a construção da igreja (1788-1802), da qual foi arquiteto, mestre de obras e até pedreiro, uma obra, hoje conhecida como Mosteiro da Luz e declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. A pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, SP (1811), onde permaneceu por 11 meses para encaminhar a nova fundação e comunidade. Considerado santo já em vida, o povo católico não deixou que ele saísse da cidade, assim, viveu durante 60 anos no Convento de São Francisco, na capital paulista, até sua morte, em 23 de dezembro, e foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de contínuas peregrinações. Posteriormente, após a sua morte, outros mosteiros foram fundados por essas duas comunidades, seguindo assim, a orientação deixada. Ficou conhecido popularmente pelas pílulas de Frei Galvão, orações em papeizinhos distribuídas gratuitamente, que trazem a inscrição Depois do parto permanecestes Virgem, Mãe de Deus, intercedei por nós. Elas são confeccionadas até hoje, pelas freiras do Mosteiro da Luz. Foi beatificado pelo Vaticano (1998). Para virar santo é necessária a confirmação de dois milagres, o que aconteceu no final do ano (2006). Em 16 de dezembro (2003) foi feito o lançamento do livro de Eva Luzia Feliciano, Novena com as Pílulas do Beato Frei Galvão, Edições Loyola, São Paulo, no Instituto Itaú Cultural, Av. Paulista, 149. Seu processo de canonização foi iniciado na década seguinte (1938) e retomado duas vezes (1949 / 1969) e retomados os estudos (1980) com o Cardeal Arns. O Processo Informativo na Arquidiocese de São Paulo foi reaberto (1986) e concluído cinco anos depois (1991) sob a orientação (1990-1991) da Irmã Célia Cadorin. O Decreto das Virtudes Heróicas (1996) quando passou a ser chamado de Venerável, e um Decreto sobre um Milagre (1998).  Beatificado em Roma pelo PapaJoão Paulo II (1998) e após um novo Decreto sobre outro milagre (2006), foi feito o anúncio oficial da canonização do beato pelo Papa Bento XVI em 23 de fevereiro (2007). A cerimônia de Canonização foi programada para o dia  11 de maio (2007), em São Paulo, durante a visita do Papa ao Brasil. Madre Paulina foi a primeira santa que morou no Brasil, mas era migrante italiana e chegou no país aos 9 anos de idade (1875). Foi beatificada (1991) e canonizada (2002), como Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, pelo papa João Paulo II.

 

FREI GALVÃO - MÍSTICO E CONTEMPLATIVO
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FREI GALVÃO - Místico e Contemplativo -
www.diocesefranca.org.br
Santo Antônio de Sant'Ana Galvão
(São Frei Galvão),
"Post partum, Virgo, inviolata permansisti. Dei Genitrix, intercede pro nobis"
(Depois do parto, ó Virgem, permaneceste inviolada. Mãe de Deus, intercede por nós)
(Pílulas de Frei Galvão)
No Boletim do mês passado apresentei alguns dados biográficos do futuro santo e um pouco de história (Primeira Parte), agora apresento nesta edição a segunda parte: "Alguns aspectos da espiritualidade e apostolado de Frei Galvão".
FREI ANTÔNIO SANT'ANA GALVÃO - 1739 a 1822
Segunda parte: Alguns aspectos da espiritualidade e apostolado de Frei Galvão

  1. Místico e Contemplativo: Homem de oração e devoto de Nossa Senhora

        Frei Galvão distingui-se, primeiramente, por uma rica "espiritualidade franciscana e mariana". Um verdadeiro filho de São Francisco: homem de oração, de vida simples e penitente. Um devoto apaixonado de Nossa Senhora: no dia em que professou na Ordem, fez "juramento de defesa à Imaculada Conceição" como era costume naquele tempo. Os Frades eram defensores do privilégio da Conceição Imaculada, cujo dogma só foi proclamado em 1854. Mas, 4 anos depois da ordenação, Frei Galvão aprofundou aquele compromisso, assinando com o próprio sangue uma "Cédula irrevogável de filial entrega a Maria Santíssima, minha Senhora, digna Mãe e Advogada", pela qual consagrava-se "como filho e perpétuo escravo" da Mãe de Deus.
        Era uma espiritualidade que nasceu e se alimentava de uma forte experiência de Deus. E se manifestava em convicções e atitudes muito claras e firmes: absoluta confiança na Providência Divina e submissão total à vontade de Deus.
        A partir dessa base, dá para entender bastante bem de seu comportamento e ações. Era de obediência irrestrita. Nomeações e transferências: logo as assumia e se punha a cumprir. Decisões de autoridades a seu respeito: obedecia sem pestanejar. Vejam-se, por exemplo, a nomeação e transferência para o Noviciado de Macacu, a ordem do Governador quanto ao fechamento do Mosteiro e quanto a sua expulsão da cidade, etc. O que entendia ser vontade de Deus, como as inspirações da Irmã Helena, corria para pôr em prática. Por traz havia sempre a serenidade de quem confia em Deus.
        Podem ser vistas como expressões fortes da mística e contemplação de Frei Galvão sua luta e empenho, por mais de 40 anos, em favor da fundação do Recolhimento da Luz e da formação e direção espiritual das Irmãs para a vida contemplativa, e sua fidelidade, por 60 anos, ao juramento de servir à causa da Conceição Imaculada e propagar sua devoção.
        A quem lhe pedia uma graça, Frei Galvão recomendava invocar a Imaculada Mãe de Deus, engolindo um papelzinho com a invocação a Maria, sempre Virgem, em sinal de confiança nela e de proclamação da mensagem da Conceição Imaculada, escrita no papel. Como é sabido, a pílula por si mesma não tem nenhum poder miraculoso, ela só produz efeito se for tomada não como uma forma de magia, mas como sinal e expressão da fé e confiança em Deus por Maria. É assim que ainda hoje as pílulas de Frei Galvão têm ajudado muita gente.

  1. Pregador e Missionário Itinerante: Apóstolo de São Paulo

        Impulsionado pelo amor de Deus, que trazia no coração, Frei Galvão foi o grande pregador e anunciador da Palavra de Deus, tendo como centro de sua ação evangelizadora a cidade de Paulo. Logo que terminou os estudos, foi eleito em Capítulo Provincial "Pregador, Confessor e Porteiro" no Convento São Francisco. A sua pregação estava sempre aliada com o contato direto com o povo: a acolhida no Confessionário e Portaria, sua bondade e compreensão, seus conselhos e orientações, seu socorro e ajuda aos necessitados, enfermos e sofredores. Pouco a pouco sua fama atravessou fronteiras.
        Sempre a pé, andou a pregar por muitas localidades fora da cidade: Sorocaba, Porto Feliz, Itu, Taubaté, Parnaíba, Indaiatuba, Mogi das Cruzes, Paraitinga, Pindamonhangaba, Guaratinguetá. A serviço da Província, viajou para mais longe: ao Rio de Janeiro, mais de uma vez, e chegou até Castro, Paraná, como Visitador da Ordem. As viagens, feitas a pé, se transformavam em roteiros missionários de pregação às diversas localidades. Em todos os lugares anunciava o Evangelho e a devoção à Imaculada. Ao passar por Piraí do Sul, indo para Castro, deixou a estampa de Nossa Senhora das Brotas, que lá se encontra na Capela das Brotas, e é venerada até os dias de hoje. Não seria exagerado dizer que a devoção à Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Aparecida, a partir de seu Santuário na pequena cidade do Vale do Paraíba e ao lado de Guaratinguetá, tivesse sido alimentada pelo trabalho de difusão desta devoção por parte de Frei Galvão.
        Frei Galvão foi chamado "Apóstolo de São Paulo". Sua pregação tocava as pessoas e era acolhida pelo povo de todos os lugares, que para ouvi-lo se reunia em multidão.
        Como Comissário da Ordem Terceira de São Francisco, eleito por duas vezes, cuidou de formar os Irmãos na vivência do ideal franciscano como caminho de santificação e de verdadeiro apostolado leigo.

  1. Confessor e Conselheiro: Missionário da paz e da caridade

        O maior bem que Frei Galvão trazia no coração era Deus. Este bem ele distribuía a quem o procurava. As pessoas da cidade e de longe vinham a procura de Frei Galvão para se confessar, para buscar seu conselho e orientação de vida. Ele se destacou como confessor e conselheiro do povo. Portador da bênção e do perdão de Deus, só podia mesmo trazer a paz: a paz da reconciliação com Deus, a paz da pessoa com outra pessoa, a paz na família, a paz na sociedade. Em Itu, deu-se o caso de pacificação de uma família que se costuma contar. Ele era um conselheiro sábio, prudente, maduro, mais do que isso, cheio de Deus. Por isso mesmo era considerado "Homem virtuosíssimo" e foi chamado "Homem da paz".
        Além de Confessor do povo, dedicou parte importante de sua vida, primeiro como Confessor e Atendente das Irmãs Carmelitas, no Recolhimento Santa Teresa, depois, até o fim da vida, como Confessor e Diretor espiritual das Irmãs Concepcionistas do Recolhimento da Luz. Para o Recolhimento da Luz foi tudo: co-fundador com a Irmã Helena, construtor, arquiteto, pedreiro, esmoler, sustentador, Confessor, Capelão e Orientador espiritual.
        Embora sendo pacífico e pacificador, era defensor da justiça. Basta lembrar o caso da condenação à morte do soldado conhecido pelo nome de "Caetaninho". Frei Galvão não hesitou em pôr-se declaradamente em sua defesa, não obstante o confronto inevitável com o Governador da Capitania que ordenara a condenação, uma condenação injusta e arbitrária.
        Se era todo amor para Deus, era-o também para os necessitados. Aprendera em família dar esmolas. Conta-se que, em criança, dera uma toalha de crivo e bordado da mãe a um pobre que pedia esmolas. Acostumara a ser generoso, sobretudo com os pobres e necessitados. Fala-se também que ao tempo da construção do Mosteiro da Luz passava toda semana pelos bares das proximidades e pagava as dívidas dos serventes da obra, que eram negros escravos.
        O povo o amava e o defendia. Assim aconteceu quando o Governador por vingança decretara o desterro de Frei Galvão. O povo cercou a casa do Governador que se viu obrigado a revogar a sentença. Com razão o povo distinguiu-o com o nome de "Homem da caridade".
        Por todos estes títulos, o povo considerava Frei Galvão um santo e sendo assim, ainda em vida, todos o chamavam "Padre Santo". Fama esta que não se extinguiu depois da morte, mas perdurou por todo o tempo e o levou primeiramente à Beatificação no Vaticano, em 1998, e agora à Canonização em São Paulo, no dia 11 de maio de 2007.
        Para a glória da Santíssima Trindade, o louvor da Imaculada Conceição, a honra de São Francisco e o bem de todos nós brasileiros e de todo o santo povo de Deus. Assim Seja!.

 

FREI GALVÃO - PADROEIRO DOS PROFISSIONAIS DA CONST. CIVIL
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FREI GALVÃO - PADROEIRO DOS PROFISSIONAIS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
www.iabbauru.org.br/freigalvao.html

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão
Arquiteto, construtor e Pedreiro

Venerável Franciscano Fiel Servo de Deus Frei Antônio de Sant'Ana Galvão nasceu em Guaratinguetá, Estado de São Paulo, no ano de 1739.
Frei Galvão faleceu com fama de santidade em 1822, na cidade de São Paulo e foi sepultado na Capela-Mór do Mosteiro da Luz. A partir dessa data o povo já passou a considerá-lo como santo, conseguindo, através dele, graças e milagres.
Em 1939, nos 200 anos de seu nascimento, Frei Adalberto Ortmann passou a reunir material para dar início à sua beatificação em Roma.
O processo estava pronto quando Frei Adalberto faleceu, sem ter tido a oportunidade de enviá-lo à Itália.
Em 1991 D. Evaristo Arns interessou-se pelo processo e não o encontrou no Tribunal dos Santos, em Roma.
Buscou nos arquivos eclesiásticos de São Paulo e encontrou a documentação que nunca tinha sido enviada.
Em 1990 teve então início o processo de beatificação, tendo por postuladora a Irmã Célia Cadorin.
Em 1997 foi emitida, por unanimidade, a aprovação e a autenticidade do milagre de Frei Galvão, relativo à menina Daniella, então com quatro anos e em fase terminal, com hepatite galopante tipo B, quatro infecções hospitalares e complicações, internada na ocasião em São Paulo no Hospital Emílio Ribas.
Após a comprovação do milagre, complementada com o novo Decreto sobre as virtudes heróicas do venerável Frei Galvão, foi beatificado em ato oficial pelo papa João Paulo II na Basílica de São Pedro, em Roma.
A beatificação do Bem-aventurado Frei Galvão, ocorreu dia 25 de outubro de 1998 e sua Canonização em 11 de maio de 2007 sob o nome de Santo Antonio de Sant'Ana Galvão. É também o padroeiro dos profissionais da construção civil, pois foi o arquiteto de vários projetos, incluindo o Mosteiro da Luz que construiu e onde trabalhou como pedreiro.
Frei Galvão , portanto, acaba de ser declarado Santo, com o processo de canonização concretizado agora pelo papa Bento XVI. É o primeiro santo nascido no Brasil. O local da canonização, em evento inédito, foi o Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, cercado por mais de um milhão de pessoas. A cerimônia contou com a presença dos cerca de 400 bispos brasileiros todos em branco, no altar ao lado do papa Bento XVI. O papa teve a saudação de D. Odilo Scherer, novo bispo da Arquidiocese de São Paulo. A cerimônia de canonização do beato Frei Galvão, teve a narrativa de sua história por D. José Saraiva, prefeito da Congregação da Causa dos Santos, responsável pelo setor no Vaticano que comprovou seus milagres, e no dia 23 de fevereiro último, foi decidido finalmente que
ele seria Santo, mais um entre os 6.700 Santos da Igreja Católica.
A canonização foi realizada fora do Vaticano, como uma homenagem aos católicos do País, disse um integrante da comitiva papal. No total, são cinco passos para a canonização. Primeiramente, o candidato a santo deve ter morrido, pelo menos, cinco anos antes da abertura do processo. Depois é nomeado um postulador, que fica responsável por organizar a documentação exigida. É possível tornar-se santo pela virtude ou pelo martírio. Após isso, os documentos são avaliados por historiadores, teólogos e uma comissão de cardeais do Vaticano. Se houver aprovação, o candidato ganha o título de venerável. Depois destes trâmites, os mártires veneráveis são nomeados beatos. Já os veneráveis por virtude, devem ter um milagre de cura comprovado para se tornar beatos. Em seguida, o caso passa pelo crivo do Vaticano, que incluem peritos e uma comissão médica. Quem dá o decreto é o papa. Se o milagre for aceito, ele anuncia a beatificação. No caso de Frei Galvão, a beatificação foi anunciada pelo então papa, em 1998, João Paulo II. Por fim, para a canonização, deve ser comprovado um segundo milagre. Ele tem que ter ocorrido, necessariamente, após a beatificação. O processo acontece nos mesmos moldes do primeiro. O papa anuncia a canonização depois do consistório, uma consulta final a todos os cardeais.

 

ZUMBI DOS PALMARES
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Zumbi dos Palmares
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A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do africano quimbundo "nzumbi", e significa, grosso modo, "duende". No Brasil, Zumbi significa fantasma que, segundo a crença popular afro-brasileira, vagueia pelas casas a altas horas da noite;

1 Histórico
2 Cronologia
3 Tributo
4 Referências bibliográficas
5 Ver também
6 Ligações externas

Histórico
O Quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares , Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.

Zumbi nasceu livre em Palmares, Pernambuco, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado "Francisco", Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das tentativas de torná-lo "civilizado", Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.

Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido.

Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares.

Zumbi é surpreendido pelo cap. Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos).

Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695.

Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.

Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares."

Zumbi é hoje, para a população brasileira, um símbolo de resistência. Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra.

É também um dos nomes mais importantes da Capoeira.[ carece de fontes?]


Cronologia
Mais ou menos em 1600: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias.
1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro. O que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar com o quilombo de Palmares, que como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas dos quilombolas.
1654: Os portugueses expulsam os holandeses do nordeste brasileiro.
1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares, neto da princesa Aqualtune.
Por volta de 1662 (data não confirmada): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados portugueses e levado a Porto Calvo, onde é "dado" ao padre jesuíta António Melo. Este o batizou com o nome de Francisco. Zumbi passou a ajudar nas missas e estudar português e latim.
1670: Zumbi aos quinze anos de idade foge e regressa a Palmares. Neste mesmo ano de 1670, Ganga Zumba, filho da Princesa Aqualtune, tio de Zumbi, assume a chefia do quilombo, então com mais de trinta mil habitantes.
1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. Neste ano, a tropa portuguesa comandada pelo Sargento-mor Manuel Lopes, depois de uma batalha sangrenta, ocupa um mocambo com mais de mil choupanas. Depois de uma retirada de cinco meses, os negros contra-atacam, entre eles Zumbi com apenas vinte anos de idade, e após um combate feroz, Manuel Lopes é obrigado a se retirar para Recife. Palmares se estendia então da margem esquerda do São Francisco até o Cabo de Santo Agostinho e tinha mais de duzentos quilômetros de extensão, era uma república com uma rede de onze mocambos, que se assemelhavam as cidades muradas medievais da europa, mas no lugar das pedras haviam paliçadas de madeira. O principal mocambo, o que foi fundado pelo primeiro grupo de escravos foragidos, ficava na Serra da Barriga e levava o nome de Cerca do Macaco. Duas ruas espaçosas com umas 1500 choupanas e uns oito mil habitantes. Amaro, outro mocambo, tem 5 mil. E há outros, como Sucupira, Tabocas, Zumbi, Osenga, Acotirene, Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche.
1678: A Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, mais interessava a submissão do que a destruição de Palmares, após inúmeros ataques com a destruição e incêndios de mocambos, eles eram reconstruídos, e passou a ser economicamente desinteressante, os habitantes dos mocambos faziam esteiras, vassouras, chapéus, cestos e leques com a palha das palmeiras. E extraiam óleo da noz de palma, as vestimentas eram feitas das cascas de algumas árvores, produziam manteiga de coco, plantavam milho, mandioca, legumes, feijão e cana e comercializavam seus produtos com pequenas povoações vizinhas, de brancos e mestiços. Sendo assim o governador propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para todos os quilombolas de Palmares. Ganga Zumba aceita, mas Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. Além do mais eles tinham suas próprias Leis e Crenças e teriam que abrir mão de sua cultura.
1680: Zumbi assume o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. Ganga Zumba morre assassinado com veneno.
1694: Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e onde Zumbi nasceu, cercada com três paliçadas cada uma defendida por mais de 200 homens armados, após 94 anos de resistência, sucumbiu ao exército português, e embora ferido, Zumbi consegue fugir.
1695, 20 de Novembro: Zumbi foi traído e denunciado por um antigo companheiro, ele é localizado, preso e degolado aos 40 anos de idade. Zumbí ou "Eis o Espírito", virou uma lenda e foi amplamente citado pelos abolicionistas como herói e mártir.

Tributo
Atualmente, o dia 20 de novembro, feriado em mais de 200 cidades brasileiras, é celebrado como Dia da Consciência Negra. O dia tem um significado especial para os negros brasileiros que reverenciam Zumbi como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade. Hilda Dias dos Santos incentivou a criação do Memorial Zumbi dos Palmares.

 

OSKAR SCHINDLER
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Oskar Schindler
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A fábrica de Oskar Schindler em Brnenec
Oskar Schindler nasceu em Zwittau-Brinnlitz, na Morávia, atual República Tcheca, em 28 de Abril de 1908 e faleceu em Hildesheim, Alemanha em 9 de Outubro de 1974.Como empresário de cidadania alemã (Sudetos), ele se tornou célebre por ter salvo 1.100 trabalhadores judeus do Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial.

Tornou-se membro do Partido Nazista após a anexação dos Sudetos em 1938. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para a Polônia a fim de ganhar dinheiro aproveitando-se da situação. Em Cracóvia, abre uma fábrica de utensílios esmaltados, onde passa a empregar trabalhadores judeus. A origem destes trabalhadores era o Gueto de Cracóvia, local onde todos os judeus da cidade foram confinados. Em março de 1943, o gueto foi desativado e os moradores que não foram executados no local foram enviados para o campo de concentração de Plaszow. Os operários de Schindler trabalhavam o dia todo em sua fábrica e à noite voltavam para Plaszow. Quando, em 1944, os administradores de Plaszow receberam ordens de desativar o campo, devido ao avanço das tropas russas - o que significava mandar os seus habitantes para outros campos de concentração onde seriam mortos - Oskar Schindler convenceu-os através de suborno que necessitava desses operários "especializados" e criou a famosa Lista de Schindler. Os judeus integrantes desta lista foram transferidos para a sua cidade natal de Zwittau-Brinnlitz, onde colocou-os em uma nova fábrica adquirida por ele (Brnenec). Ao término da guerra, 1200 judeus entre homens , mulheres e crianças foram salvos de perecer em um campo de concentração nazista. Nos últimos dias da guerra, antes da entrada do exército russo na Morávia, Schindler conseguiu ir para a Alemanha, em território controlado pelos Aliados. Ele livrou-se de ser preso devido aos depoimentos dos judeus a quem ajudara. Passada a guerra, ele e a esposa Emilie foram agraciados com uma pensão vitalícia do governo de Israel em agradecimento aos seus atos humanitários. O seu nome foi inscrito, junto a uma árvore plantada por ele, na avenida Dos Justos do museu do holocausto em Jerusalém, ao lado do nome de outras cem personalidades não judias que ajudaram os judeus durante o Holocausto. Durante a guerra tornou-se próspero, mas gastou o seu dinheiro com a ajuda prestada aos judeus que salvou e com empreendimentos que não deram certo após o término da guerra. Morreu pobre em Hildesheim na Alemanha no dia 9 de outubro de 1974, com 66 anos de idade. Foi enterrado no cemitério cristão (ele era católico) no Monte Sião em Jerusalém com honras de herói.

A sua história foi contada em livro (Schindler's Ark) por Thomas Keneally e, posteriormente filmada por Steven Spielberg (A Lista de Schindler) no ano de 1993. Este filme é considerado pelo próprio Spielberg e pela crítica como sua obra-prima, e apontado entre os dez melhores filmes da história de Hollywood. O filme foi filmado em preto-e-branco para criar um efeito sombrio e ambientar-se à história retratada. O filme foi o vencedor do Oscar de 1994 e Steven Spielberg levou a estátua (Oscar) de melhor direção.

 
JOÃO CARLOS MARTINS - PIANISTA E MAESTRO
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www.joaocarlosmartins.com.br
JOÃO CARLOS MARTINS - PIANISTA E MAESTRO - www.joaocarlosmartins.com.br


Contraponto - notícias do mundo musical
A Paixão segundo Martins
Aconteceu no último dia 29 de março, na Sala São Paulo, a pré-estréia nacional do documentário realizado pela cineasta alemã Irene Langemann sobre a vida e a obra do cultuado pianista João Carlos Martins. "Martins Passion", como o filme se chama no original, traça o perfil do brilhante artista, sua determinação inabalável, seu sofrimento físico – que por fim o obrigou a abandonar o piano – e seu envolvimento nas áreas empresariais e políticas. O filme, que deve ser apresentado nas salas de cinema no segundo semestre, venceu recentemente o Prêmio de Melhor Documentário no 17º Festival de Biarritz, na França. Este mês, João Carlos Martins está na Inglaterra, onde rege a English Chamber Orchestra em uma gravação dos Seis Concertos de Brandenburgo de Bach.
www.concerto.com.br

 
MARIE E PIERRE CURIE
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MARIE E PIERRE CURIE
www.medicina.ufmg.br

Visita de M.Curie, aos 58 anos de idade,e sua filha Irène
ao Instituto do Radium de Belo Horizonte, em agosto de
1926. Esta fotografia faz parte do acervo da Sala Borges
da Costa do CEMEMOR.

M. CURIE E O INSTITUTO DO RADIUM
O Instituto do Radium, primeiro centro destinado à luta contra o câncer no Brasil, foi inaugurado no dia 7/9/1922, em Belo Horizonte, ocupando área doada pela Prefeitura nos fundos do Parque Municipal e limitando-se com os terrenos da Faculdade de Medicina. Para sua criação, foi fundamental a participação do Prof. Eduardo Borges da Costa, então diretor da Faculdade de Medicina, que conseguiu sensibilizar as autoridades constituídas, obtendo dessas o imprescindível apoio para a execução do projeto. Segundo Pedro Salles, 1 o Instituto "custou ao Estado Cr $ 550.000, fora o preço de 25 centrigramas de radium adquiridos nas usinas da Societé Française d'Energie et Radio-chimic de Courbevoie, por Frs. 276.459". Do conjunto ao detalhe, o Instituto do Radium confirma o propalado senso estético de Borges da Costa - um belo estilo arquitetônico, com a fachada ornada de colunas gregas, e uma instalação primorosa. O Instituto foi concebido como fundação autônoma e tinha por objetivo o estudo do radium e dos Raios X; o estudo, pesquisas científicas e o tratamento do câncer, moléstias afins e afecções pré-cancerosas. O serviço de Roentgenterapia foi confiado ao Dr. Jacyntho Campos e o de Curieterapia foi confiado ao Dr. Mário Penna (por Curieterapia entendia-se a irradiação dos tumores por meio de agulhas de platina carregadas de radium). Segundo Guilherme Halfeld, 2 em 1923 (ano seguinte ao da inauguração do Instituto), Eduardo Borges da Costa participou da delegação brasileira enviada à França para as comemorações do centenário de nascimento de Pasteur, ao lado de Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas, Eduardo Rabelo, Gustavo Riedel e Eurico Villela, acompanhados das respectivas esposas. Na grande exposição comemorativa, além das contribuições científicas levadas de Manguinhos, figurou uma maquette do recém-inaugurado Instituto do Radium, acompanhada de fotografias e dados esclarecedores sobre seu funcionamento e suas finalidades. Aproveitando a viagem, Borges da Costa permaneceu por algum tempo em Estrasburgo, especializando-se com o grande cirurgião Sancert, e, em Paris, com Nageotte; posteriormente, em Copenhague, fez curso de anatomia patológica dos tumores com o Prof. Fieberger. A partir de 1950, o Instituto do Radium passou a chamar-se Instituto Borges da Costa, em homenagem a seu fundador e primeiro diretor, falecido no dia 5 de setembro daquele ano. Há cerca de uma década, boa parte de suas instalações foi ilegalmente ocupada por alunos da UFMG e o Instituto transformado em "moradia estudantil"; mesmo assim, ainda funciona ali um ambulatório de cirurgia. O Instituto Borges da Costa representa, hoje, a última relíquia arquitetônica do Campus da Saúde, que passou por inúmeras transformações desde a fundação da Faculdade em 1911; por conseguinte, sua demolição (ou mesmo a mudança de sua fachada) seria algo inaceitável por parte de quantos sabem de seu inestimável valor histórico.

Conforme se comentou acima, um momento marcante para a história do Instituto foi representado pela visita de Marie Curie e sua filha Irène, em agosto de 1926; mãe e filha aqui chegaram após uma viagem de trem, procedentes do Rio de Janeiro, e, no dia 17, foram conhecer o Instituto, deixando as respectivas assinaturas no livro de registro de visitas. No dia 18, na Faculdade de Medicina, Marie Curie pronunciou uma conferência sobre a radioatividade e suas aplicações na Medicina.

Marie Curie (l867-1934), nascida Marya Sklodowska, de origem polonesa, já era viúva quando de sua visita a Belo Horizonte (pois o marido Pierre Curie falecera em 1906, vítima de um atropelamento) e, por essa ocasião, já recebera por duas vezes o Prêmio Nobel em reconhecimento a seus estudos sobre a radioatividade. Assim, em 1903, junto com o marido Pierre e com A.H.Becquerel, Marie Curie recebeu o Nobel de Física. Becquerel descobriu, em 1896, a propriedade de certos minerais de urânio de emitirem raios semelhantes aos Raios X, descobertos por Roentgen no ano anterior; Marie e Pierre Curie descobriram a radioatividade do tório, isolaram, em 1898, o polônio (um novo elemento radioativo, 400 vezes mais poderoso que o urânio) e descobriram, ainda em 1898, o radium, elemento ainda mais ativo que o polônio. Em 1911, Marie Curie foi distinguida com o Nobel de Química por suas investigações sobre as propriedades do radium e as características de seus compostos.

A filha de Marie e Pierre, de nome lrène (l897-1956), foi assistente da própria mãe no Institute Radium de Paris e ali conheceu o físico Jean Frédéric Joliot, com quem se casou em 1926. Após defender tese sobre os raios alfa do polônio, lrène formou-se, em 1925, pela Faculdade de Ciências de Paris; em 1936 foi nomeada subsecretária de Estado para pesquisas científicas; a partir de 1937, lecionou na Sorbonne e, em 1946, tornou-se diretora do Institute Radium. Foi membro da Comissão de Energia Atômica, do Comitê Nacional de União de Mulheres Francesas e do Conselho Mundial de Paz.

Jean Frédéric Joliot-Curie (l900-l958) também foi assistente de Marie Curie e, curiosamente, adotou seu sobrenome após desposar, em 1926, sua filha lrène. Formou-se em ciências, em 1930, com tese sobre a eletroquímica do polônio. Em 1935, recebeu, juntamente com a esposa, o Prêmio Nobel de Química. A descoberta que lhes valeu tal distinção surgiu da seguinte experiência: bombardeando boro, alumínio e magnésio com raios alfa, obtiveram isótopos radioativos de elementos normalmente não radioativos, ou seja, nitrogênio, fósforo e alumínio. Foi revelada, assim, a possibilidade de se empregarem elementos radioativos produzidos artificialmente para acompanhar mudanças químicas e processos fisiológicos. Jean Frédéric Joliot-Curie e lrène participaram também da construção da primeira pilha atômica francesa. Do exposto, resulta claro um fato inédito, ou seja, cinco ganhadores do Prêmio Nobel numa mesma família: Pierre, em 1903; Marie, em 1903 e, depois, em 1911; lrène em 1935 e Jean Frédéric (que entrou para a família em 1926), também em 1935. Esse fato dá a exata dimensão da importância da visita que Marie Curie e sua filha fizeram ao Instituto do Radium em 1926 - ocasião em que foram fotografadas ao lado de Carlos Pinheiro Chagas, um dos antecessores de Bogliolo à frente da Cátedra de Anatomia Patológica.

Notas:
1- Salles, P.: Contribuição para a história da Medicina de Belo Horizonte. Revista da AMMG 17:54, 1996. O autor, Pedro Drummond de Salles e Silva, misto de médico e historiador, formou-se em Medicina pela UMG em 1927. Foram seus colegas de turma Flávio Marques Lisboa (pioneiro, junto com José Ferola, da Radiologia em Minas Gerais), Pedro Nava (médico reumatologista e memorialista) e Juscelino Kubitschek de Oliveira (Prefeito de Belo Horizonte, Governador de Minas Gerais e Presidente da República). É também de sua autoria o livro História da Medicina do Brasil (Belo Horizonte, Editora G. Holman Ltda., 1971), com prefácio de Pedro Nava. Aliás é justamente nesse prefácio que o memorialista cita uma frase de Littré capaz de estimular o historiador da Medicina: "Il n'est rien dans la plus avancée des médecines modernes dont on ne puisse trouver l'embryon dans la médecine du passé".
2- Halfeld, G.: Um pouco da vida de Borges da Costa. Revista da AMMG 22:169, 1971.
Fonte: Vida e Obra de Luigi Bogliolo

 

VISCONDE DE MAUÁ
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VISCONDE DE MAUÁ
Patrono do Ministério dos Transportes

VISCONDE DE MAUÁ (1813-1889) é o patrono do Ministério dos Transportes.

Em qualquer setor de sua atividade, o pioneirismo é a característica principal.

De ascendência humilde, Irineu Evangelista de Sousa nasceu em Arroio Grande, município de Jaguarão RS, em 28 de dezembro de 1813.

Não é fácil delimitar a área da ação de Mauá, industrial e banqueiro (feito Barão em 1854 e Visconde em 1874).

Em 1845, à frente de ousado empreendimento, levanta os estaleiros da Companhia Ponta de Areia, Niterói, com que inicia a indústria naval brasileira. Em 11 anos, o estabelecimento fabrica 72 navios, a vapor e a vela. Destruído por incêndio ( 1857) e reconstruído três anos depois, é derrotado por problema mais sério: a lei de 1860, isentando de direitos a entrada de navios construídos no estrangeiro, arruinaram a empresa, que faliu.

Entusiasta dos meios de transporte, especialmente das ferrovias, a ele se devem os primeiros trilhos lançados em terra brasileira e a primeira locomotiva -a Baronesa-, ligando o Rio de Janeiro à raiz da serra de Petrópolis. A estação de onde partiu a composição inaugural (30 de abril de l854) receberia mais tarde o nome de Barão de Mauá.

O espírito público de Mauá leva-o a apoiar financeiramente a Estrada de Ferro Dom Pedro II (depois Estrada de Ferro Central do Brasil), mesmo sabendo que, pelo seu traçado, iria desfechar golpe mortal na chamada Estrada de Ferro de Petrópolis. Além dessas duas, Mauá participou direta ou indiretamente na construção das cinco primeiras ferrovias inauguradas no Brasil: no norte, a Recife - São Francisco (Recife and S. Francisco Railway) e a Bahia - São Francisco (Bahia and S. Francisco Railway Co.). Obra inteiramente sua, como o foi a primeira dessas estradas, é a Santos - Jundiaí (depois S. Paulo Railway), a quinta inaugurada no Brasil (16 de fevereiro de 1867).

Também no setor bancário desempenha Mauá papel pioneiro. Em 1851 organiza o Banco do Brasil e, em 1852, funda a casa bancária Mauá, Mac Gregor & Cia., com agência em Londres. A ele se deve, ainda, o primeiro desses estabelecimentos fundado no Uruguai - o Banco Mauá Y Cia. (1857), com autorização para emitir papel-moeda. O Banco Mauá Y Cia. estendeu-se a Buenos Aires. Júlio Verne, no romance "De la Terre à la Lune" (da Terra à Lua), escrito em 1873, cita o Banco Mauá Y Cia. entre as principais casas bancárias da América do Sul, com capacidade para financiar o empreendimento de uma viagem espacial.

Ocorre, em 1864, a primeira crise econômica no Segundo Reinado, em conseqüência de especulação de investidores estrangeiros e agravada pela guerra do Paraguai. Cinco bancos vão à falência. Entres eles, em 1866, o Banco Mauá, Mac Gregor & Cia., que prospera, no entanto, da mesma forma que as filiais, do mesmo nome, no Prata. Segue-se, no Brasil, um período de relativo progresso, após a guerra do Paraguai. Em 1873, sobrevém nova e mais séria crise econômica e Mauá é forçado a pedir moratória, a que se seguiu longa demanda judicial.

Em sua famosa "Exposição aos credores e ao público" (1878), Mauá faz um relato detalhado dos empreendimentos em que se lançou, a partir de 1846. Considerado como sua autobiografia, o trabalho é escrito em estilo objetivo, mas não lhe faltam passagens de um certo amargor. A falência é por Mauá atribuída, principalmente, à hostilidade dos novos governantes uruguaios e brasileiros, que não teriam procurado facilitar-lhe os negócios do difícil transe por que passava, mas, ao contrário, impuseram-lhe exigências momentaneamente insuperáveis. Outra causa, segundo Mauá, foi a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, em 1877, de reconhecer o foro de Londres como o competente para julgar sua ação contra a empresa S. Paulo Railway, devedora de soma considerável, à organização por ele dirigida. A justiça inglesa considerou prescrita a dívida.

A simples enumeração dos empreendimentos em que se lançou Mauá, feita na "Exposição ao Credores", demonstra sua participação e influência na vida nacional e, mesmo, internacional. Além dos já referidos, podem ser citados: Rebocadores do Rio Grande (1849-1850), Cia. de Gás do Rio de Janeiro (1851-1855), Cia.Fluminense de Transportes (1852), Diques Flutuantes (1852), Luz Esteárica (1854-1864), Canal do Mangue (1855-1858), Montes Áureos (1862), Cia.de Curtumes (1860-1869), Cia. de Carris Jardim Botânico (1861-1868), Abastecimento de Água (1874-1877), Cia. de Ferro do Rio Verde (1875), colaborando, assim, de forma preciosa, para a solução do problema do abastecimento de água à capital do Império, à organização de empresa de transportes urbanos, devendo-se-lhe à criação do serviço de bondes à tração animal. Destaque especial merece a instalação do primeiro cabo submarino (1872-1874), ligando o Brasil ao resto do mundo, e a Cia. de Navegação do Amazonas (1852-1872). Sobre esta última, reafirma ainda em 1878, sua esperança de que o governo "...não recuse dar àquele mundo de riquezas naturais o impulso que ele está reclamando".

Foi deputado pelo Rio Grande do Sul, nas legislaturas de 1856, 1859-60, 1861-64, 1864-66 e 1872-75. Renunciou ao mandato em 1873, para atender aos seus negócios, ameaçados desde a crise bancária de 1864.

Doente, minado pelo diabetes, só descansou depois de pagar o último vintém, vindo a falecer em 21 de outubro de 1889.

www.transportes.gov.br


MAUÁ - O IMPERADOR E O REI

Drama biográfico sobre o Barão de Mauá, desde a sua infância, "Mauá - o Imperador e o Rei" (Brasil, 1999 - de Sergio Rezende - 132 min. ) conta a trajetória pessoal e sócio-econômica de Irineu Evangelista de Souza, capaz de sonhar e realizar com entusiasmo, ousadia e competência.

Seu maior ideal era o progresso do Brasil.

Nascido em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul, em 1813, demonstrou eficiência comercial, destacou-se na indústria, nos campos da economia e da política.

Com muita sensibilidade, ainda jovem se declarou profundamente contrário à escravidão. Acreditava nos estudos, no trabalho honesto, em negócios éticos.

Tornou-se o homem mais rico do Império, dono de tal poder que provocou conflitos entre os membros da corte de D. Pedro II e os banqueiros ingleses. Chegou a perder tudo que obtivera com o fruto de seu trabalho árduo, inclusive o registro comercial.  Dez anos depois, conseguiu se reerguer, pagar  as suas dívidas e recuperar a honra de seu nome.

Ao morrer, com 76 anos, era um dos homens mais ricos do país.  Paulo Betti e Malu Mader são os protagonistas.  No elenco, também se destacam Othon Bastos, Antônio Pitanga e Roberto Bomtempo, além de atores ingleses, como Michael Byrne.

O filme foi rodado no Brasil e na Inglaterra.

Destaques: produção, direção, interpretação; roteiro, direção de arte, reconstituição de época, figurinos, maquiagem e adereços; fotografia e trilha sonora.

(Obs. Assisti ao filme no cinema, mas pode ser encontrado em vídeo Columbia TriStar do Brasil.)
Theresa Catharina de Góes Campos

 

SANTA ISABEL DA HUNGRIA
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SANTA ISABEL DA HUNGRIA, padroeira da Ordem Terceira

Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha).

De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus.

Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores.

Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.

Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.

Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.

A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele, delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.

Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.

Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.

Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!

Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.

De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.

Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!

De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranqüila: "Minha herança é Jesus Cristo !" E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.

Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira das Irmãs da Ordem Franciscana Secular.

FREI CARMELO SURIAN, O.F.M.

 

MARIA LENK
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De: liliamh - formigas@estacaovirtual.com
MARIA LENK
( curta )
De SONIA NERCESSIAN (Brasil, 2006).
Pioneira da natação. Nadava ainda no Rio Tietê, foi a várias Olimpíadas e aperfeiçoou o nado borboleta. Professora, escritora, aos 92 anos nadava 2 horas por dia. Faleceu em abril de 2007, como queria, nadando. Cor 10min (Ver Original s/ leg).
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Morre a brasileira Maria Lenk,
a primeira atleta olímpica
sul-americana
Data 17/04/2007 | Assunto: Natação
pioneira da natação brasileira, Maria Lenk, morreu nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Primeira mulher brasileira e sul-americana a competir em uma Olimpíada, ela tinha 92 anos e sofreu um mal súbito quando treinava no Clube de Regatas do Flamengo. Encaminhada ao hospital Copa D'Or, no bairro de Copacabana, Maria Lenk não resistiu.
O boletim médico assinado por Marcelo Franco, gerente médico da emergência, informa que Maria Lenk chegou ao hospital com "alteração do nível de consciência, insuficiência respiratória e quadro compatível com choque circulatório."
Exames complementares apontaram um aneurisma e, durante a preparação para a cirurgia de emergência, a nadadora teve parada cardíaca, morrendo às 13 horas.
No último dia 12 de fevereiro deste ano, Maria Lenk foi homenageada pelo Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, que deu seu nome para o novo Parque Aquático que vem sendo construído no autódromo do Rio de Janeiro para receber as provas de natação, nado sincronizado e saltos ornamentais nos Jogos Pan-Americanos.
Em 2004, Lenk recebeu o troféu Adhemar Ferreira da Silva, na cerimônia de entrega do Prêmio Brasil Olímpico, destinado aos melhores atletas do ano. Com a morte da nadadora, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), decretou luto oficial de três dias.
"Felizmente pudemos homenageá-la ainda em vida, com a entrega do Troféu Adhemar Ferreira da Silva, e recentemente ficamos muito felizes com a homenagem que a Prefeitura do Rio fez ao dar o nome de Maria Lenk ao Parque Aquático da Cidade dos Esportes, que será o palco da natação, dos saltos ornamentais e da natação sincronizada durante os Jogos Pan-americanos. Este é um momento de luto para todos nós", disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

Trajetória
Filha de alemães que imigraram para o Brasil em 1912, Maria Emma Hulga Lenk nasceu em 15 de janeiro de 1915, em São Paulo. Aos 17 anos, tornou-se a primeira mulher brasileira a integrar uma delegação olímpica, nos Jogos de Los Angeles-1932. Nas Olimpíadas seguintes, em Berlim-1936, ela estava de volta, desta vez acompanhada por mais três nadadoras.
O pioneirismo não ficou restrito às Olimpíadas. Ela também bateu o primeiro recorde mundial para o Brasil, foi a primeira a nadar borboleta, aplicando o estilo ao nado peito, prova que disputou nos Jogos de Berlim - o nado borboleta só foi introduzido nos Jogos Olímpicos de Melbourne, em 1956 - e foi a primeira a trazer o nado sincronizado para o país. Em 1942 ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física, da Universidade do Brasil, atual UFRJ.
Seu auge foi no final da década de 30, quando se preparava para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O cancelamento das Olimpíadas, por causa da Segunda Guerra Mundial, foi a maior decepção da atleta.
De qualquer forma, em 1939, ela havia batido os recordes mundiais dos 200 e 400m peito, tornando-se a única nadadora sul-americana recordista mundial. O recorde dos 400m peito, 6min15s80, foi registrado em 11 de outubro daquele ano, na piscina do Botafogo. No mês seguinte, Lenk nadou 2min56s90 na piscina do Fluminense.
A expectativa de uma medalha olímpica foi frustrada com a interrupção das Olimpíadas durante a Segunda Guerra Mundial. Lenk deixou a carreira em 1942, mas não abandonou o esporte. Além da carreira acadêmica, ela escreveu vários livros sobre natação e voltou a competir, na categoria masters.
Em sua faixa etária, ela detém os recordes mundiais em três provas de nado peito, em piscina longa (50 metros). É a mais rápida nos 50m, com 1min26s91, nos 100m, com 3min12s88, e nos 200m, com 6min57s76.
A brasileira entrou para o Hall da Fama da Federação Internacional de Natação (Fina) em 1988. No mesmo ano, foi homenageada com o "Top Ten" da Fina por ser uma das dez melhores atletas masters (masculino e feminino) de natação no mundo.
Confira entrevista que a nadadora concedeu à revista "Aventuras na História", 75 anos depois de ter sido a primeira brasileira a ter competido nos Jogos Olímpicos.
No bate-papo, Maria Lenk disse que "não conseguia passar um dia sem nadar". Seguia uma rotina diária na piscina. Todas as manhãs, durante uma hora, a paulistana que adotou o Rio nos anos 30 percorria cerca de 2 quilômetros na piscina do Flamengo.

Fonte: UOL Esporte / Foto: Divulgação
Está notícia foi publicada no Secretaria de Estado do Esporte e do Lazer
http://www.seel.se.gov.br
Endereço desta notícia:
http://www.seel.se.gov.br/modules/news/article.php?storyid=59

 

MESTRE BIMBA - A CAPOEIRA ILUMINADA
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De: liliamh [mailto:formigas@estacaovirtual.com]
Enviada: sex 27/7/2007 12:38
Para:theca@senado.gov.br
Assunto: Cabine de MESTRE BIMBA, seg, 10h30, espaço de cinema


Riofilme e Lumen Produções convidam para a cabine de
MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA, de Luiz Fernando Goulart,
Segunda, 30/07, às 10h30, no Espaço de Cinema,
O filme estréia dia 10 de agosto, no Rio, São Paulo, e Brasília.
Mais informações: Paulo Henrique Souto. / Tels. 2525 1883 9644 1764

SINOPSE
MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, conta, através de depoimentos de antigos alunos e imagens inéditas em cinema, a história de Mestre Bimba, Manuel dos Reis Machado (1899 – 1974), que dedicou a vida a dar dignidade e luz à capoeira. De origem humilde, grande jogador de capoeira e, principalmente, um extraordinário educador, seu nome é a primeira referência do aluno de capoeira, em qualquer país que esteja. A ele são dedicadas milhares e milhares de músicas, cantadas em todas as rodas de capoeira, nos cinco continentes.
MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, inspirado no livro MESTRE BIMBA – Corpo de Mandinga, de Muniz Sodré, conta sua comovente trajetória de vida e mostra a arte e o encantamento da capoeira que Bimba iluminou, tornando o Brasil uma referência mundial, conquistando adeptos e admiração em todo o mundo.
Calcula-se que a capoeira, - esporte, arte luta e/ou jogo - criada no Brasil por brasileiros afros-descendentes, seja hoje praticado por cerca de 8 milhões de homens e mulheres de todas as idades, credos e descendências em mais de 160 países em aulas ministradas por milhares de mestres brasileiros, a maioria vinda das camadas mais humildes da nossa sociedade. A capoeira é, ainda, um dos principais fatores de expansão da língua portuguesa em todo o mundo, pois suas aulas são ministradas em português, suas músicas são cantadas em português e a sua história conta fatos relacionados à vida e aos costumes do povo brasileiro.
Tudo isto é a concretização do sonho de um visionário da década 30, que se impôs como um dos maiores educadores populares do Brasil. É dele toda a didática e toda a metodologia de ensino atualmente adotada pela grande maioria dos praticantes da capoeira em todo o mundo.
Sinopse curta: MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, inspirado no livro MESTRE BIMBA – Corpo de Mandinga, de Muniz Sodré, conta a comovente história de vida e mostra a arte e o encantamento da capoeira de Bimba, hoje presente em mais de 160 países.

FICHA TÉCNICA
DIRETOR: Luiz Fernando Goulart
ROTEIRISTA: Luiz Carlos Maciel
BASEADO NO LIVRO: Mestre Bimba – Corpo de Mandinga de Muniz Sodré PRODUÇÃO: Lumen Produções Ltda
CO-PRODUÇÃO: Publytape Comunicação Ltda.
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Nina Luz e Claudia Castello
FOTOGRAFIA: Rivaldo Agostinho de Lima Filho (Dody)
CÂMERA: Rivaldo Agostinho de Lima Filho (Dody)
MONTAGEM: Daniel Nobre
SONORIZAÇÃO E MIXAGEM: Fernando Ariani
PÓS PRODUÇÃO: Publitape

ELENCO
Ângelo Augusto Decânio (Decânio), Almir Ferreira da Silva (Escurinho), Professor Carlos Eugênio Líbero Soares, Professor Cid Teixeira, Frederico José de Abreu, Muniz Sodré, Antonio Ribeiro da Conceição (Bule Bule), Raimundo César (Mestre Itapoan), Hélio José Carneiro de Campos (Mestre Xaréu), Fernando Vasconcelos (Arara), Sérgio Fachinetti Dória (Cafuné), Francisco de Assis (Gigante), Boa Ventura Batista Sampaio (Boinha), Renato Souza da Silva (Sariguê), Manoel Nascimento Machado (Mestre Nenel), Alice Maria Machado (Mãe Alice), Anita Valdemira de Santana (Mãe Anita), Berenice da Conceição Nascimento (Mãe Bena), Marinalva Nascimento Machado (Nalvinha), José Tadeu Carneiro Cardoso (Mestre Camisa), Ubirajara Guimarães Almeida (Mestre Acordeon), Giovani Alexandre da Silva (Mestre Pequeno) e Raimundo Oton Figueiredo(Piloto).

INFORMAÇOES TÉCNICAS
DURAÇAO: 78 minutos COR
SOM: Stereo
JANELA : 16 X 9
PRODUTO FINAL: HD
EXIBIÇÃO em FORMATO DIGITAL/RAIN

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES, por Luiz Fernando Goulart - diretor
A CAPOEIRA, juntamente com outros conceitos - Energia - Juventude - Música - Vida Saudável - Ritmo - Beleza - Paz - Amizade - Movimento – Bem estar - Esporte - Dança e Cultura – são associados, por cada vez mais consumidores, nos cinco continentes, ao Brasil.
Presente em mais de 160 países, seu crescimento tem sido exponencial e constante. Suas aulas, onde quer que estejam acontecendo, são ministradas no português que é falado no Brasil, seguem ritos, metodologia de ensino e regras criadas em nosso país. Todo aluno, ao ser introduzido, recebe um “Nome de Capoeirista” em nossa língua. Além disso, seguindo uma tendência iniciada por Mestre Bimba, dentro das academias de capoeira de qualquer país procura-se também incentivar a prática de danças e rituais folclóricos brasileiros como o Maculelê, o Samba de Roda, Jongo e tantos outros.
Essa força de comunicação já foi utilizada por instituições como a BBCTV de Londres, que recentemente, durante todo um ano abriu e fechou sua programação com um clipe de capoeira sendo jogada em diversos países do mundo.
“Qualquer que seja a sua idade, onde quer que você viva, quem quer que você seja, e onde quer que você esteja, ritmo e movimento são comuns a todo mundo. A BBC 1 terá que ter esse mesmo apelo universal.” (LORRAINE HEGGESSEY, Controller da BBC 1, Inglaterra, justificando a inclusão de spots promocionais da CAPOEIRA na programação da importante rede mundial, sob o título: CAPOEIRA, a arte que muda a vida).
No verão de 2005, uma das mais presentes campanhas nas diversas mídias francesas comunicava o lançamento de um desodorante, com características de entrega energética, produzido a partir de sementes de guaraná. Toda a campanha foi baseada num jogo de capoeira entre um francês e um brasileiro. Na Espanha foi recentemente lançado, com muito sucesso, o DORITOS sabor CAPOEIRA, destinado ao mercado de jovens adultos e com uma ligeira nota de pimenta.
O cinema americano também vem utilizando, cada vez mais, como em “A Mulher Gato”, elementos acrobáticos da capoeira como forma de luta, buscando uma forte identificação com o público jovem, ligado a movimentos que requeiram destreza e habilidade, na contramão da violência atual.
Reverenciados diariamente, em todo o mundo, através de músicas e aulas teóricas de capoeira, Mestre Bimba – criador da capoeira regional - e Mestre Pastinha – responsável pela capoeira Angola - são os maiores e mais importantes nomes da capoeira mundial. E foi a Bimba que eu quis homenagear com MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA.
Bimba e Pastinha foram agraciados, post mortem, no dia 08 de Novembro de 2005, em cerimônia no Palácio do Planalto, com a ORDEM DO MÉRITO CULTURAL BRASILEIRO, a maior comenda cultural do país, em reconhecimento ao seu imenso trabalho pela imagem do nosso país.
A Capoeira está hoje em fase de preparação para o seu Tombamento, pelo IPHAN, como Patrimônio Cultural Imaterial do Povo Brasileiro, etapa que deverá anteceder ao seu posterior reconhecimento pela UNESCO como patrimônio da Humanidade.
O Comitê Olímpico Internacional incentiva atualmente a organização da Capoeira em nível mundial para que ela possa já participar, como esporte exibição, dos JOGOS OLÍMPICOS DE 2012.
Ela também está presente em grande parte das Universidades americanas, através dos mais de 480 grupos oficialmente registrados, e em todas as Universidades de Israel, país onde é mais praticada, proporcionalmente à população.
Luiz Fernando Goulart

 

DR. DAVID SERVAN-SCHREIBER , M.D., PH.D.
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CURAR... O STRESS, A ANSIEDADE E A DEPRESSÃO SEM MEDICAMENTO NEM PSICANÁLISE
David Servan-Schreiber
www.saeditora.com.br

Após um ano de sucesso ininterrupto na Europa - na França já chega à marca de 480.000 exemplares vendidos, sempre no topo da lista dos best-sellers - lançamento de peso nos Estados Unidos (pela respeitável editora Rodale) e com direitos vendidos para mais de 20 países, chega ao Brasil CURAR... O STRESS, A ANSIEDADE E A DEPRESSÃO SEM MEDICAMENTO NEM PSICANÁLISE, do neuropsiquiatra David Servan-Schreiber. O título reflete a provocação feita pelo autor aos "usuários" - médicos e pacientes - da medicina tradicional para o tratamento das doenças emocionais, tão em voga na era moderna. Em seu livro CURAR..., uma visão holística e integradora da medicina das emoções, David consagra a prática de tratamentos alternativos conhecidos, mas que até agora não tinham o referencial estabelecido pela ciência. Segundo David, o corpo tem um instinto básico que o inclina para a cura, profundamente ligado ao nosso próprio instinto de sobrevivência.
Confiar nesse instinto é se conhecer e se ajustar integralmente para ser feliz. Seguindo as teorias do reputado neurologista português Antonio Damásio, Servan-Schreiber divide o cérebro em duas partes: a cognitiva - ligada à linguagem - e a emocional - responsável pelo controle da fisiologia do corpo (ritmo cardíaco, tensão arterial, apetite, sono, libido e sistema imunológico). A partir daí, ele monta suas bases de uma medicina integral (mind and body medicine), composta por sete passos regeneradores: coerência cardíaca, ajuste do relógio biológico, nutrição balanceada, atividade física, relações afetivas, hipnose, com movimento rítmico dos olhos, e acupuntura. São métodos naturais, alguns conhecidos há muito tempo, mas pela primeira vez comprovados em sua eficácia por testes realizados durante cinco anos no Centro de Medicina Complementar da Universidade de Pittsburgh.

Para mais informações consulte:
http://www.guerir.fr


ANTI-CÂNCER - PREVENIR E VENCER USANDO NOSSAS DEFESAS NATURAIS
Dr. David Servan-Schreiber

Aos 31 anos de idade, o Dr. David Servan-Schreiber, um brilhante psiquiatra e pesquisador na área da neurociência, teve o diagnóstico de um tumor no cérebro. Depois de vencer um segundo câncer, através da cirurgia e quimioterapia, perguntou ao seu oncologista quais as precauções de deveria tomar para evitar uma recaída: "não há nada em especial a fazer, siga sua vida normalmente".

A partir daí, fez um extensivo levantamento de estudos científicos e terapias alternativas que resultou num livro com uma proposta prática de prevenção e terapias complementares aos tratamentos convencionais contra o câncer.

A seguir, passamos a listar os pequenos e grandes transformadores de vida, para aumentar as defesas naturais do nosso organismo, proposta pelo Dr. David Servan-Schreiber, através de seu livro: "Anticâncer - Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais":

Proteger-se
Evitar os produtos químicos industriais quando for fácil:
Arejar as roupas depois da lavagem a seco.
Evitar os pesticidas e inseticidas.
Evitar os produtos de limpeza químicos.
Evitar alumínio em contato com a pele.
Evitar os parabenos e os ftalatos nos cosméticos.
Evitar os cremes que contém estrógenos ou hormônios placentários.

Comer
Comer comida orgânica ou Bleu-blanc-coeur*:
Carne, ovos, manteiga, leite, iogurte (preferencialmente orgânicos, mas menos importante para legumes, frutas e cereais).
Reequilibrar a alimentação:
Reduzir o açúcar, as farinhas brancas, as fontes de ômega-6: óleo de girassol, de milho, de soja, de cártamo, margarinas, gorduras hidrogenadas, gorduras animais não orgânicas ou Bleu-blanc-coeur* (carne, ovos, laticínios).
Aumentar as fontes de ômega-3: peixes e crustáceos, produtos animais orgânicos ou Bleu-blanc-coeur*.
Aumentar os alimentos anticâncer: cúrcuma, chá verde, soja, frutas, legumes.

Filtrar a água da torneira:
Com um filtro a carvão ou de osmose invertida ou utilizar água mineral ou de fonte.

Mexer-se
Fazer de 20 a 30 minutos de atividade física diariamente.
Tomar sol 20 minutos por dia quando for possível: produz vitamina D.

Meditar
Praticar um método de autocentragem e tranqüilidade:
Ioga, coerência cardíaca, meditação em plena consciência, qigong, tai chi, etc.
Libertar-se do sentimento de impotência
Resolver os traumas passados.
Aprender a acolher as próprias emoções: inclusive o medo, a tristeza, o desespero, a raiva.
Aprender a deixar as emoções se dissiparem sem se prender a elas.
Encontrar uma pessoa com quem possa compartilhar as emoções.
Extraído do livro: Anticâncer - Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais, David Servan-Schreiber, Editora Objetiva

*Bleu-Blanc-coeur é uma associação francesa criada em 2000 e que agrupa agricultores e também membros da cadeia agroalimentar da linhaça. Segundo ele, os ômega-3 contidos na linhaça da ração dos animais encontram-se nos tecidos do gado e outros animais e são assimilados pelo corpo humano. Os produtos derivados de animais alimentados com linhaça levam um selo da associação e podem ser carnes, laticínios, pães, biscoitos, ovos, etc.

www.mamainfo.org.br


NOTA DA EDITORA:

Dr. David Servan-Schreiber teve que lutar contra o câncer duas vezes -aos 31 anos, um tumor no cérebro. Nove anos depois, aos 40 anos, outra vez!
Com a sua experiência de sobrevivente, relatada nos livros de sucesso que escreveu, vem ajudando a pacientes e médicos.

 

SANTA GIANNA BERETTA MOLLA
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SANTA GIANNA BERETTA MOLLA (1922- 1962) - Médica, Esposa e Mãe de quatro filhos. www.providaanapolis.org.br/gianna5.htm
 
Logotipo do Pr&ocacute;-Vida de Anápolis

Santa Gianna Beretta Molla
(o Papa João Paulo II canonizou a mãe e mártir da vida)

No dia 16 de maio de 2004, o Papa João Paulo II canonizou, isto é, incluiu no catálogo dos santos, a médica italiana Gianna Beretta Molla (1922-1962), que deu a vida por sua filha, preferindo morrer a praticar um aborto. Eis o trecho da homilia do Santo Padre relativo a essa mãe e mártir, que se tornou símbolo da luta pró-vida.

Do amor divino, Gianna Beretta Molla foi uma mensageira simples, mas mais significativa do que nunca. Poucos dias antes do matrimônio, numa carta enviada ao futuro marido, escreveu: "O amor é o sentimento mais bonito que o Senhor colocou na alma dos homens".

Seguindo o exemplo de Cristo, que "tendo amado os seus... amou-os até ao fim" (Jo 13, 1), esta santa mãe de família manteve-se heroicamente fiel ao compromisso assumido no dia do matrimônio. O sacrifício eterno que selou a sua vida dá testemunho de que somente quem tem a coragem de se entregar totalmente a Deus e aos irmãos se realiza a si mesmo.

Possa a nossa época descobrir de novo, através do exemplo de Gianna Beretta Molla, a beleza pura, casta e fecunda do amor conjugal, vivido como resposta ao chamamento divino!

Breve história de Santa Gianna Beretta Molla

Gianna Beretta nasce em Magenta (Milão, Itália) aos 04 de outubro de 1922. Desde sua primeira juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas de seus ótimos pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração.

Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vincula sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em 1950 abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão). Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952 e, entre seus clientes, demonstra especial cuidado para as mães, crianças, idosos e pobres.

Enquanto exercia sua profissão médica, que a considerava como uma «missão», aumenta seu generoso compromisso para com a Ação Católica, e consagra-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Através do alpinismo e do esqui, manifesta sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial, que  abraça com entusiasmo, assumindo total doação «para formar uma família realmente cristã».

Inicia seu noivado com o engenheiro Pedro Molla. Prepara-se ao matrimônio com expansiva alegria e sorriso. Ao Senhor tudo agradece, e ora. Na basílica de São Martinho, em Magenta, casa aos 24 de setembro de 1955. Transforma-se em mulher totalmente feliz. Em novembro de 1956, já é a radiosa mãe de Pedro Luís; em dezembro de 1957 de Mariolina e, em julho de 1959, de Laura. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, de esposa, de médica e da grande alegria de viver.

Em setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião que salve a vida que traz em seu seio e, então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Receia e teme que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.

Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: «Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei - e isto o exijo - a criança. Salvai-a». Na manhã de 21 de abril de 1962 nasce Joana Manuela. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória «Jesus eu te amo, eu te amo» morre santamente. Tinha 39 anos. Seus funerais transformaram-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A Serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália).

«Meditata immolazione» (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, «uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria». É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia.

Foi beatificada por João Paulo II no dia 24 de abril de 1994, no Ano Internacional da Família.
Fonte:
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20040516_beretta-molla_po.html

Anápolis, 06 de junho de 2004

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

 

RICARDO SEMLER
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Ricardo Semler
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ricardo Frank Semler (São Paulo, 1959) é um empresário brasileiro, chefe-Executivo (CEO) e sócio majoritario da empresa Semco S/A, empresa brasileira conhecida pela sua implementação radical dos conceitos da democracia industrial e reengenharia corporativa. Suas políticas de gestão empresarial inovadoras foram difundidas entre empresas ao redor do mundo. Sob sua gestão, os rendimentos cresceram de US$ 4 Milhões, em 1982, para US$ 212 Milhões em 2003.

A revista TIME o apontou entre os "100 Jovens Líderes Globais", em uma série de reportagens sobre perfis de executivos publicada em 1994. O Fórum Econômico Mundial também o apontou em trabalhos semelhantes. Também foi citado em publicações do Wall Street Journal America Economia e revista "Wall Street Journal Latin America" como "Empresário do Ano na América Latina", em 1990 e "Empresário do Ano no Brasil", em 1992.

Ricardo Semler formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo e estudou Administração de Empresas em Harvard, escola em que, ironicamente, só conseguiu ingressar depois de escrever uma carta criticando a instituição. Ricardo Semler também escreveu livros que se tornaram sucesso em vendas no Brasil e exterior, como o Virando a Própria Mesa, seu primeiro livro, publicado em 1988, e Seven-days Weekend publicado em 2003.

Foi ainda vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o fundador da "Fundação SEMCO", cujo objetivo inicial é criar escolas de ensino básico voltadas para a educação infantil, com uso das técnicas inovadoras de participação democrática. Atualmente Ricardo Semler é diretor da FIESP e articulista do jornal Folha de S. Paulo e Sócio da Tarpon Investimentos em São Paulo, Brasil.

Índice
1 Semco 1982-1990
2 Semco 1990-2004
3 Outras Atividades
4 Referências
5 Ligações externas
6 Bibliografia


Semco 1982-1990
Semler iniciou sua carreira na empresa de seu pai, originalmente chamada Semler & Company, que atuava no ramo de suprimentos na construção naval em São Paulo. Entrou em conflito com seu pai, Antônio Semler, que mantinha uma estrutura autocrática tradicional na gestão dos negócios. Ricardo era a favor da descentralização e de uma gestão participativa. Favoreceu, ainda, sob oposição de seu pai, a diversificação dos negócios da empresa.

Com o aumento dos atritos com seu pai, Semler ameaçou deixar a companhia. Antônio Semler preferiu renunciar a liderança da SEMCO, permitindo que Ricardo chegasse a presidência aos 21 anos. Em seu primeiro dia como CEO, Ricardo Semler demitiu seis porcento de toda alta-gerência. Começou a trabalhar em um programa de diversificação e salvamento da companhia. Uma Síncope aos 25 anos o inspirou a querer mais qualidade de vida para si e seus empregados.

As tentativas de introduzir uma Departamentalização Matricial em 1986 não conseguiram melhorias desejadas. No final da década de 1980, três engenheiros da SEMCO propuseram a formação de núcleos de Inovação Tecnológica para o desenvolvimento de novas linhas de produtos, com o apoio de Semler. Após o sucesso desta iniciativa, unidades satélites foram encorajadas por toda a SEMCO e em pouco tempo passou a responder por dois terços dos empregados e novos produtos.

Semco 1990-2004
Após as restrições econômicas impostas pelo Plano Collor, a economia brasileira entrou em uma severa recessão, forçando muitas companhias à falência. Trabalhadores da SEMCO concordaram com cortes de 40% nos salários e passaram a ter o direito de aprovar cada item de despesa da empresa.

Gerir muitas regras durante o período de crise deu aos trabalhadores grande conhecimento em suas operações e possibilitou uma série de sugestões de como melhorar os resultados da empresa. Reestruturações implementadas neste período permitiu a redução em 65% de patrimônio, redução dos prazos de entrega e praticamente a eliminação do índice de produtos defeituosos. Estas medidas melhoraram sensívelmente o perfil e o rendimento da SEMCO.

Em 2003, SEMCO teve rendimento anual de 212 milhões de dólares americanos, frente aos US$ 35 milhões, em 1994 e US$ 4 milhões de dólares em 1982. A quantidade de empregados aumentou dos 90 em 1982 para 3 mil em 2003. As unidades da empresa incluem:

Unidade de Máquinas Industriais, que hoje fabrica um mix de produtos ao invés de apenas bombas
Sembobac, parceria com a Baltimore Air Cooler para torres de refrigeração
Cushman and Wakefield SEMCO, uma parceria com a Cushman and Wakefield para gerenciamento de propriedades no Brasil e América Latina.
Semco Johnson Controls, parceria com a Johnson Controls, gerenciando facilidades em larga escala para aeroportos e hospitais.
ERM, parceria com Environmental Resources Management, uma das maiores consultorias ambientais.
Semco Ventures, oferecendo soluções em alta-tecnologia e serviços de internet.
SemcoHR, firma de recursos humanos.
Semco-RGIS, firma de controle de patrimônio
Com o Crescimento da SEMCO, Ricardo Semler recebeu grande reconhecimento pelo seu trabalho. Foi nomeado "Empresário Brasileiro do Ano" em 1990 e 1992. O Fórum Econômico Mundial o nomeou um dos "Líderes Globais de Amanhã". Um colegiado de especialistas, através da CIO Magazine, apontou a SEMCO como o caso de maior sucesso no mundo em re-engenharia de companhias.

Outras Atividades
Semler reduziu seu envolvimento na SEMCO a partir da década de 1990 para se dedicar a outras atividades. Escreveu um livro, Virando a própria mesa, contando sua experiência na SEMCO, que se tornou um sucesso mundial. Seu segundo livro, The Seven Day Weekend: Changing the Way Work Works foi editado em 2003.

Tem feito aparições na mídia em vários paises e é palestrante em cursos de negócios e grupos que promovem a filosofia da "Democracia Industrial". Também é professor visitante na Harvard Business School.

Ricardo Semler se tornou Vice-Presidente da FIESP, Federação das Indústras do Estado de São Paulo, e membro da ONG SOS Mata Atlântica - referência em defesa ambiental no Brasil. Através da Fundação SEMCO, fundou a escola Lumiar, aplicando a filosofia da "Democracia Industrial" à educação básica de crianças.

Referências
Ligações externas
Página da Semco na Internet
Fundação SEMCO
CNN Business Profile of Ricardo Semler - Em Inglês
Inc excerpt of The Seven Day Weekend - Em Inglês
sbs.com.au - Transcript - Ricardo Semler - Brazil's Caring Capitalist - Em Inglês
Ricardo Semler's Talk at MIT - Em Inglês
strategy+business article on Semler - Em Inglês
Bibliografia
SEMLER, Ricardo. Virando a própria mesa. São Paulo : Best Seller, 1988.
SEMLER, Ricardo. The Seven Day Weekend: Changing the Way Work Works. 2003
SEMLER, Ricardo. Você está louco!: uma Vida Administrada de outra forma. 2006
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Semler"

 

 

NELSON MANDELA
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www.bbc.co.uk
NELSON MANDELA passou 27 anos na prisão
Atualizado às: 28 de outubro, 2005 - 08h56 GMT (05h56 Brasília)
Mandela lança biografia em quadrinhos
Nelson Mandela durante show para vítimas da Aids na África do Sul
O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, lança nesta sexta-feira o primeiro de uma série de nove livros de histórias em quadrinhos que contam sua biografia.
Seis artistas sul-africanos produziram os quadrinhos para ajudar jovens a redescobrirem a história do país.
Um milhão de cópias do primeiro volume, chamado Um Filho do Cabo Leste, estão sendo enviadas para escolas e jornais para distribuição gratuita.
O primeiro capítulo da biografia em história em quadrinhos mostra as condições de vida da maioria dos sul-africanos, retratando Nelson Mandela como uma pessoa normal, que viveu em uma cabana de barro e que conseguiu grandes feitos.
História
O artista gráfico liderando o projeto, Nic Buchanan, afirmou à agência de notícias Reuters que o objetivo é denunciar a imprecisão da história ensinada nas escolas durante a época do regime do apartheid.
"A história que nos ensinaram começou com a chegada de Jan van Reibeeck em 1652", disse Buchanan, se referindo ao primeiro colono holandês branco a chegar à África do Sul.
"Tudo o que aconteceu antes disse era descrito como selvageria ou barbárie. Todas as histórias sobre heroísmo envolviam apenas os brancos", afirmou.
Buchanan se refere às civilizações africanas como o reino Mapungubwe, que chegaram ao apogeu por volta do ano 1200 na área onde atualmente as fronteiras entre a África do Sul, Zimbábue e Botswana se encontram.
Segundo a agência Reuters, arqueólogos descobriram os tesouros com ouro desta civilização em 1933.
O governo branco da África do Sul manteve este fato escondido até 1994, quando Nelson Mandela, depois de ter ficado preso durante 27 anos, foi eleito para ser o primeiro presidente negro do país.


MANDELA - LUTA PELA LIBERDADE

(Goodbye Bafana)
(Mandela: meu prisoneiro, meu amigo)

Biografia/Drama/História – Alemanha/França/Bélgica/África do
Sul/Itália/Reino Unido/Luxemburgo 2007 – 125 min. – versão original em
inglês/xhosa

realização: Bille August
argumento: Bob Graham e James Gregory
produção: Andro Steinborn, Jean-Luc Van Damme, David Wicht
fotografia: Robert Fraisse
música: Dario Marianelli
actores: Joseph Fiennes (James Gregory), Dennis Haysbert (Nelson Mandela), Diane Kruger (Gloria Gregory), Shilih Henderson (Brett Gregory), Patrick Lyster (Mai Pieter Jordaan)...

Baseado nas memórias do guarda prisional de Nelson Mandela, o filme acompanha a improvável mas profunda relação de amizade que se estabeleceu entre Mandela e o seu carcereiro.

África do Sul, 1968. Vinte e cinco milhões de negros vivem sobre o domínio de uma minoria de quatro milhões de brancos. Os negros não têm direito de voto, liberdade de movimento, não podem possuir terras ou habitação e não têm acesso à educação. James Gregory é um guarda prisional, afrikaaner típico e racista, que desde muito novo aprendeu a falar xhosa, tendo crescido numa quinta em Transkei. Isso o torna o homem perfeito para ser o guarda prisional responsável por vigiar Nelson Mandela em Robben Island. Mas o convívio diário com Mandela altera a forma de Gregory pensar, para quem a luta por uma África do Sul livre começa a deixar de ser uma idéia absurda, ainda que os colegas e a sua mulher o tentem convencer do contrário...

www.cineclube-tavira.com

 

ANA BOTAFOGO
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Ana Botafogo - site oficial
www.anabotafogo.com.br

 

CARLINHOS DE JESUS
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Carlinhos de Jesus - ator, coreógrafo, dançarino e palestrante -
www.carlinhosdejesus.com.br

 

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA
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SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA
www.fundasantos.org.br
 
Santa Catarina nasceu no ano 300, em Alexandria, no Egito, numa época em que existia uma forte perseguição aos cristãos. Pertencente a uma família nobre, estudou filosofia, teologia e outras ciências. Além de muito inteligente e culta, era dotada de singular beleza.

Fascinado por seus encantos, o imperador Maximino Daia procurou divorciar-se de sua esposa a fim de se casar com Catarina. Diante de sua recusa, ele convocou cinqüenta sábios com o objetivo de convencê-la de que Jesus não tinha poderes e fazê-la abandonar a sua fé. Entretanto, a Santa não somente refutou as posições dos sábios, como converteu-os ao cristianismo.

Furioso pela derrota, Maximino mandou executar todos os sábios e torturá-la sob uma roda com pontas de ferro que, em contato com o seu corpo, quebrou-se ao meio e nada fez contra ela - por causa disso, Santa Catarina é invocada pelos que trabalham com rodas. Foi ordenado, então, que ela fosse decapitada. Quando deceparam sua cabeça, do seu pescoço começou a brotar leite ao invés de sangue -daí, ser ela invocada pelas mães que, tendo pouco leite, precisam amamentar seus filhos.

Os relatos de seu martírio continuam. Contam que os anjos desceram dos céus e levaram seu corpo para o Monte Sinai, onde mais tarde teria surgido um mosteiro consagrado à sua memória.

Em exaltação à Santa Catarina, foram levantadas numerosas igrejas em toda a Europa. Por sua sabedoria, a Santa é invocada como protetora pelos estudantes, intelectuais e filósofos. Literatura e arte celebraram os louvores e imortalizaram sua figura. A Universidade de Paris escolheu-a como padroeira. E o Brasil honra-se em tê-la protetora de um Estado, que leva seu nome.

O dia 25 de novembro é dedicado a Santa Catarina de Alexandria.Foto: Ana Lúcia Pergolizzi

A Santa Catarina do Outeiro

A imagem de Santa Catarina de Alexandria foi colocada na capela construída em Santos por volta de 1540, no sopé do outeiro que recebeu o seu nome, pelo casal Luiz de Góes e Catarina de Aguillar

Em 1591, a capela foi parcialmente destruída e a imagem foi lançada ao mar pelos corsários de Thomas Cavendish e, após 72 anos, em 1663, recolhida casualmente por escravos de jesuítas. Por iniciativa do Padre Alexandre de Gusmão e com a ajuda do povo, a capela foi reedificada, desta vez no alto do outeiro. No século XIX, a capela foi demolida para a abertura da Rua Santa Catarina, hoje Visconde do Rio Branco.

A imagem de Santa Catarina de Alexandria, peça em madeira do século XVI, medindo aproximadamente 90 cm de altura, hoje pertence ao acervo do Museu de Arte Sacra de Santos e é a mais antiga do local, possuindo grande valor artístico, histórico e afetivo.

 

LARS GRAEL
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Lars Grael - A saga de um campeão - www.larsgrael.com.br

 

 

GABRIELA MISTRAL
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Lucila Godoy Alcayaga, a Gabriela Mistral
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(1889 - 1957)
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Escritora e poeta chilena nascida em Vicuña, Chile, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura (1945) o primeiro concedido a um escritor latino-americano, pela poesia lírica, inspirada em poderosas emoções que fizeram desta escritora o símbolo das aspirações da corrente idealista da América Latina. Filha de um poeta menor, foi educada em sua cidade natal e começou a fazer poemas ainda criança. Começou a trabalhar como professora primária (1904) e ganhou renome ao vencer os Juegos Florales de Santiago (1914) com Sonetos de la muerte, com o pseudônimo Gabriela Mistral, em homenagem aos poetas prediletos: o italiano Gabriele D'Annunzio e o provençal Frédéric Mistral. A notoriedade a obrigou a abandonar o ensino para desempenhar diversos cargos diplomáticos na Europa. O Prêmio Nobel transformou-a em figura de destaque na literatura internacional e a levou a viajar por todo o mundo e representar seu país em comissões culturais das Nações Unidas, até falecer em Hempstead, estado de Nova York, Estados Unidos. Tida como um exemplo de honestidade moral e intelectual e movida por um profundo sentimento religioso, a tragédia do suicídio do noivo (1907) marcou toda a sua poesia com um forte sentimento de carinho maternal, principalmente nos seus poemas em relação às crianças. Sua obra permanece como tema recorrente o amor pelos humildes e um interesse mais amplo por toda a humanidade e entre seus livros citam-se Desolación (1922), Ternura (1924), Tala (1938), Lagar (1954), Poema de Chile (1960), Motivos de san Francisco (1965).
Foto copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
www.nobel.se

 

LOUIS PASTEUR: UM CIENTISTA HUMANISTA
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www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos

LOUIS PASTEUR: UM CIENTISTA HUMANISTA

 Agnaldo Arroio
Faculdade de Educação - USP


"A imaginação deveria dar asas aos nossos pensamentos, mas nós sempre precisamos de uma prova experimental decisiva, e no momento de refletir, interpretar nossas observações e concluir, a imaginação deve ser verificada e documentada pelos resultados do experimento", desta forma Louis Pasteur mudou a nossa vida.

Cada descoberta no conjunto dos trabalhos de Pasteur representa um elo de uma corrente que não se interrompeu, iniciando pela assimetria e terminando pela vacina anti-rábica.

Louis Pasteur nasceu em 27 de dezembro de 1822 em Dole na região de Jura na França. Suas descobertas tiveram um impacto muito grande na medicina, seus trabalhos tornaram-se o início do que chamamos de microbiologia. Sua Teoria Germinal das doenças infecciosas diz que a maioria das doenças infecciosas são causadas por germes, sendo uma das mais importantes na história da medicina. Segundo Pasteur, era necessário estudar e identificar cada micróbio responsável por cada doença infecciosa, pois somente assim seria possível desenvolver métodos e técnicas para combater este agente infeccioso.

Em 1847, o jovem químico com apenas com 26 anos de idade realizou seu primeiro trabalho que já revolucionou o que hoje conhecemos por estereoquímica, ao estabelecer relações entre a cristalografia, a química e a óptica falando sobre assimetria molecular.

Pasteur já se destacava por seus trabalhos quando foi incumbido de examinar o porquê da contaminação do álcool durante o processo de fermentação. Foi assim que demonstrou que cada tipo de fermentação está relacionado com a existência de um microorganismo ou fermento específico, um ser vivo que poderia ser estudado por meio do cultivo em um meio de cultura apropriado.

"A fermentação é uma conseqüência da vida sem oxigênio" foi uma afirmação de Pasteur, durante seus trabalhos em que descobriu que seres vivos podem viver por processos anaeróbicos, onde não necessitam de oxigênio para sobreviver, e por este caminho, estudando os germes, descobriu a causa de muitas infecções. Assim foi possível desenvolver técnicas que eliminariam micróbios sendo possível controlar as contaminações. O próprio Pasteur se engajou em uma campanha para que os médicos dos hospitais militares fervessem seus instrumentos e bandagens que seriam utilizados em procedimentos cirúrgicos.

Mais de uma vez Pasteur foi solicitado para investigar as "doenças" que atacavam os vinhos e que estavam causando enormes prejuízos aos fabricantes. Fruto destes estudos, ele sugere que para combater este problema causado por microorganismos, o vinho deveria ser aquecido a 55 0C por alguns minutos para destruir estes microorganismos. Este processo foi também aplicado na cerveja e no leite e denominado pasteurização em sua homenagem, processo este utilizado até hoje e que se propagou pelo mundo todo.

Pasteur em seu laboratório

Em 1865, Pasteur iniciou um estudo sobre a doença do bicho da seda que estava dando prejuízos aos fabricantes de seda na França. Neste estudo ele descobriu o agente infeccioso e também a maneira como este agente era transmitido e inclusive como prevenir. Dando prosseguimento aos trabalhos sobre fermentação, ele confirmou que cada doença é causada por um micróbio específico e que estes micróbios eram agentes externos. Com esses conhecimentos Pasteur foi capaz de estabelecer as noções básicas de esterilização e assepsia, com conseqüências na prevenção de contaminações e infecções na cirurgia e obstetrícia.

Cada vez mais engajado em pesquisas de doenças infecciosas, entre 1877e 1887 Pasteur descobriu três bactérias responsáveis por doenças nos homens: estafilococos, estreptococos e pneumococos.

Pasteur descobriu que formas fracas de micróbios poderiam ser usadas como agente imunizante contra uma forma mais virulenta deste micróbio, o que resultou nas técnicas de vacinação como forma de prevenção de doenças. Outra contribuição muito importante dada por Pasteur, foi a descoberta do agente transmissor da raiva que na época não podia ser visto no microscópio mostrando assim o mundo dos vírus.

Em março de 1886, Pasteur apresentou os resultados para o tratamento da raiva na Academia de Ciências Francesa e foi então convidado a criar um centro para produção de vacina anti-rábica. Foi construído o Instituto Pasteur, idealizado para ser um centro de tratamento da raiva, de doenças infecciosas e educação.

O trabalho de Pasteur não foi somente a soma de seus estudos e descobertas. Este trabalho representou uma revolução na metodologia científica. As principais características que marcaram o seu legado e ficaram de herança para a Ciência foram a liberdade de pensamento na utilização da imaginação e criatividade e a necessidade de uma experimentação rigorosa. Pasteur dizia que "Não prossiga em seus trabalhos se você não pode prová-los com a experimentação".

O que mais motivava Pasteur era seu caráter humanista, todo seu trabalho foi desenvolvido com o intuito de melhorar a condição humana. Ele é tido com um benfeitor da Humanidade, pois seus esforços mudaram o mundo, por isso é um dos mais reconhecidos cientistas da história.

Sua genialidade estava em sua habilidade de estudar e aprender com o conhecimento existente e estabelecer relações com suas hipóteses, com paciência e muita dedicação com seus experimentos rigorosos ele brilhantemente encontrou as respostas para seus questionamentos.

O Museu Pasteur está localizado no primeiro prédio onde foi construído o Instituto Pasteur inaugurado em novembro de 1888, onde Pasteur trabalho até 1895, quando faleceu. O museu inclui uma coleção de objetos científicos ilustrando o trabalho do cientista e também uma capela bizantina onde Pasteur foi sepultado. Este museu vai além de uma homenagem ao grande cientista, ele mostra a luta da humanidade pela sobrevivência, luta esta que teve uma contribuição única de Louis Pasteur. 

Musée Pasteur
http://www.musee-pasteur.com/

25, rue du Docteur Roux
75015 Paris

 

LUND, O PESQUISADOR PIONEIRO DE GRUTAS BRASILEIRAS
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LUND, O PESQUISADOR PIONEIRO DE GRUTAS BRASILEIRAS

From: REYNALDO FERREIRA
Date: 19/05/2008 10:38
Subject: FW: Lund
To: Theresa Catharina Campos

Repassando,
Subject: Lund

Peter Wilhem Lund, dinamarquês, chegou ao Brasil em 1826 financiado pelo governo de seu país, para trabalhar em pesquisa botânica. Três anos depois voltou à Europa e em 1833 regressou definitivamente ao Brasil para continuar o trabalho que já realizara anteriormente. Nesse mesmo ano, juntamente com um botânico alemão, Ridel, iniciou uma longa e arriscada viagem de pesquisa: partindo de são Paulo iriam até Goiás realizando levantamentos e estudos a respeito da flora do sertão. Após um ano, quando já estavam no estado de Goiás, doenças e cansaço interromperam a viagem, o que fez com que entrassem em Minas Gerais, dirigindo-se a Paracatu. A fim de regressar ao distante Rio de Janeiro, a martirizada expedição atravessou o São Francisco e prosseguiu ao longo do percurso do Rio das Velhas, caminho natural para atingirem Ouro Preto. Desde lá a viagem prosseguiria com a comodidade da Estrada Real.
Foi por acaso que Lund encontrou em Curvelo um compatriota, Peter Claussen, ficando hospedado na fazenda do mesmo. Claussen mostrou-lhe, então, uma série de ossos frágeis coletados em diversas cavernas das numerosas que havia na região, os quais vendia para alguns museus da Europa.
Iniciavam-se, desta maneira casual, três ciências até então desconhecidas na América: a paleontologia, a arqueologia e a espeleologia. Todas elas relacionadas com as grutas que, em grande número, espalham-se por diversos municípios de Minas Gerais, especialmente os situados à margem esquerda do Rio das Velhas.
Lund tivera contato durante sua estada na Europa com uma nova ciência, a paleontologia, que estuda a vida do passado por meio de fósseis. Ao perceber a novidade que estava escondida à beira do Rio das Velhas, o naturalista dinamarquês foi intuitivo e radical: mudou de especialidade, abandonando o trabalho de pesquisa botânica, acompanhou Ridel até Ouro Preto, de onde este seguiu para o Rio de Janeiro, e regressou à bacia do Rio das Velhas para realizar sua primeira escavação em uma gruta. Ao longo de dez anos acabaria explorando mais de duzentas e cinqüenta, sempre no entorno do Rio das Velhas, em territórios dos atuais municípios de Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Confins, Prudente de Morais, Cordisburgo e Lagoa Santa, cidade que escolheu para residir e onde viveu até sua morte em 1880.
A primeira escavação, na mágica Gruta de Maquiné, ocorreu em 1835. Ela situa-se no município de Cordisburgo e ficou eternizada nos escritos de um filho da terra, o genial e inimitável Guimarães Rosa. Lund narrou a nova experiência redigindo longo trabalho no qual já citava as três ciências das quais, na América, deve ser considerado como o pioneiro.
Assinalou, nesse trabalho, que a gruta encontra-se à beira de um regato chamado Córrego do Cuba, que desemboca no Ribeirão do Onça o qual, por sua vez, é afluente do Rio das Velhas.
No amplo trabalho interpreta que o Córrego do Cuba, num distante passado, teria escavado a rocha calcária compacta formando a gruta. Descreveu com precisão os magníficos salões e formações (espeleotemas) que neles encontrou e chega a confessar "que nunca meus olhos viram nada de mais belo e magnífico nos domínios da natureza e da arte". Chegou a denominar um dos salões, admirado pela beleza que presenciava, de Castelo das Fadas. Além de descrever o entorno da Lapa e o calcário de que foi formada, calculou a sua localização e atitude, fez observações relacionadas com a atividade da água na caverna, a respeito da umidade, da conformação dos solos, da orientação dos salões, forneceu medidas e, inclusive, realizou o desenho de um mapa. Foi o primeiro registro topográfico de uma caverna na América. O trabalho a respeito de Maquiné pode ser considerado como a primeira publicação sobre a espeleologia americana.
Ainda nesse seu primeiro trabalho da nova fase de pesquisador encontra-se, também, a sua primeira observação arqueológica ao indicar que achou no salão de entrada na gruta um objeto lítico "trabalhado com arte, o que prova que a entrada da caverna foi visitada por habitantes selvagens". Posteriormente, faria registros de pinturas rupestres (uma figura publicada por ele seria a primeira do gênero) e descreveria ossadas humanas. Voltaremos a este ponto mais adiante.

Cástor Cartelle
Lund, o coletor do passado
em Navegando o Rio das Velhas das Minas aos Gerais
volume 2: Estudos sobre a Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas
org. por Eugênio Marcos Andrade Goulart
Projeto Manuelzão – Faculdade de Medicina da UFMG.
Belo Horizonte. 2005.

 

PADRE ANTÔNIO VIEIRA
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27/06/2008 - 18h39
Reportagem da TV Senado registra 400 anos de nascimento de Padre Antônio Vieira

[Foto: Padre Antônio Vieira]Neste final de semana, a TV Senado veicula reportagem especial em homenagem aos 400 anos de nascimento do Padre Antônio Vieira. A produção viajou até São Luís (MA) e Salvador (BA) para reconstituir a trajetória do padre jesuíta português, que se tornou conhecido pela defesa dos direitos humanos dos povos indígenas e judeus e pela luta pela abolição da escravatura.

www.senado.gov.br

 

 

HELOÍSA CASTRO GUIMARÃES
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HOMENAGEM ESPECIAL - Heloísa Helena Castro Guimarães

Por seu coração bondoso e solidário; por sua generosidade e competência.
Anjo que Deus colocou em meu caminho, para agir de imediato, com eficiência e altruísmo, quando eu mais precisava...

Theresa Catharina de Góes Campos

HELOÍSA HELENA DE CASTRO GUIMARÃES
(Acróstico)


HELOÍSA HELENA DE CASTRO GUIMARÃES

(Acróstico)


Heloísa respira e vive uma
Existência orientada pela caridade.
Lá no seu íntimo, sensível às artes,
O norte e o sul, tão atentos,
Igualmente indicam, sem dúvida,
Seu foco no ser humano -
A preocupação permanente.


Há na sua vida o sofrimento
Em fases, estágios prematuros.
Legado de saudades antecipadas
Em que a ausência materna
Não pôde acompanhar sua infância e
Adolescência sob a proteção paterna,


Dádivas afetivas Heloísa recebeu
Em abundância: muito amor e carinho.


Caminhos de luta, acertos e realizações
A seus passos determinados, conscientes,
Se abriram para a sociedade e o mundo.
Trilhas, estradas iluminadas pela ética.
Rompendo os obstáculos com seus ideais,
Onde ela estivesse, com seus princípios.


Ganhou muita gratidão, amizades, admiração.
Uma vida dinâmica e produtiva, generosa.
Intensa e profunda em sua disposição
Magnânima, de atitudes compreensivas.
As pessoas que encontra, conquista...
Reconhecendo necessidades e carências,
A todos se mostra prestativa, cordial...
E procura atender com bondade,
Sem jamais aceitar esmorecer.

Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo-SP, 29 de janeiro de 2009.


From: Heloisa Guimaraes
Date: 2009/2/18
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Prezada Thereza Catharina,

(...) Hoje que me deparo com o seu correio, com tantos lindos textos, de que já pude desfrutar uma primeira leitura, mas a merecerem ainda um aproveitamento mais aprofundado. Ficamos, os seus amigos e leitores, viciados no lirismo dessa maravilhosa "cesta básica", nutrientes que você nos oferta para suavizar a nossa lida, com o encaminhamento que nos faz de seus belos poemas, tão sensíveis e sábios no versar aspectos relevantes dos sentimentos, das situações que permeiam a trajetória humana...
Mais uma vez agradecida pela preciosa homenagem que me faz ao incluir-me naquele seu honroso "pantheon", com as gratas expressões do seu dadivoso poema, cujas palavras laudatórias certamente brotam de um afetuoso coração.
Espero oportunidade de nos encontrarmos brevemente por aqui, agora que retornamos à Capital.

Com a amizade de sempre,
Heloisa Helena


From: Heloisa Guimaraes
Date: 2009/2/19
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Querida amiga Theresa Catharina,

Que maravilhosos dons você ostenta!
O poema ficou sublime, na gentileza de suas
carinhosas palavras, agora mais ainda enriquecido com os inspirados
retoques finais, em tudo a realçar em mim virtudes que só a amizade
atribui.

Um afetuoso abraço, da
Heloisa Helena,

 

OS ONZE LIVROS DE CERES ALVIM
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OS ONZE LIVROS DE CERES ALVIM

São todos obras autênticas, bem pessoais, sensíveis e muito criativas: nos temas, no vocabulário, nas metáforas delicadas; na prosa de linguagem lírica e nas imagens poéticas. Uma escritora por vocação.
Consciente de sua missão no mundo. Sabe o porquê de sua existência.

Os onze livros de Ceres Alvim têm personalidade própria. Na verdade, ela faz o seu projeto, para cada livro, como um pintor executa um imenso painel artístico.

Escrevendo cada frase como se fosse um quadro a merecer uma moldura diferente, para as ilustrações que recebeu nos sonhos, vestidas de palavras, idéias e cores. Quando os personagens assumiram formas a se revelarem nas páginas preenchidas com emoções e sentimentos. Como se as lágrimas tivessem sombras permanentes, delineadas nas paredes da mente, sob a luz da percepção. Como se a vida humana e a natureza à sua volta se fundissem num único ser.

E o Tempo, como infinito, já estivesse transformado em Eternidade.

Brasília, 02 de setembro de 2006
Theresa Catharina de Góes Campos

NOTA DA EDITORA:

Ceres Alvim lançou sua décima-segunda obra - "Vertigem", no outono de 2009, como ela quis registrar na publicação. São páginas abençoadas pelo talento e, por isso, muito bem-vindas, um testemunho de sua inspiração no percurso de seu viver. As belas ilustrações, assim como a capa e a contracapa, são de Pablo Alvim.

Theresa Catharina
São Paulo, 13 de junho de 2009.


NOTAS DA EDITORA:
1) "Pau-de-arara do Céu" (1a. edição - 1977; 2a. edição - 2007)

O belo livro de Ceres Alvim "Pau-de-arara do Céu" tem ilustrações de Rosane Marie muito atraentes para as crianças... e os adolescentes e adultos que conservam a infância em seu coração. E na verdade, o texto encantador, de lírica prosa, homenageia o Correio Aéreo Nacional e as suas missões de apoio às populações isoladas pela distância e carentes de recursos. A competência da autora, ao narrar com graça, originalidade e bastante informação, inclui pensamentos de reflexão crítica e profundidade, o que indica o "Pau-de-arara do Céu" para leitura de todas as idades. Como outros clássicos da literatura
universal.
Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 31 de maio de 2007


2) Cândida Severiana foi o pseudônimo usado, nas primeiras obras literárias, pela escritora Ceres Alvim, mãe de cinco filhos e avó de Pablo Alvim, que ilustrou a maioria de seus onze livros. Amiga, colaboradora e incentivadora de Theresa Catharina, desde 1965, já nessa época a chamava de "Therezita", como até hoje, seus familiares e amigos mais íntimos.


3) - Quem leva a Esperança?
Therezita.
A Terra está em grande perigo. Precisa de sua Voz, para salvá-la.
Desejo que este aviãozinho de papel seja o arauto de um futuro
brilhante, criativo e muito Verde para você.
Você que viu e aplaudiu o nascimento de "Pau-de-arara do Céu".
Meu abraço e amizade de sempre,

Ceres
Brasília, 7/5/2007
(Dedicatória de Ceres Alvim, no exemplar que me ofertou, da segunda
edição de "Pau-de-arara do Céu".)


A CASA DO RELÓGIO DE SOL - prefácio para Cândida Severiana

Pelas mãos de fada da autora, os leitores têm o privilégio de viajar – no tempo e no espaço – literalmente, com emoção e sensibilidade. Encontram seus personagens multidimensionais, autênticos e de grande personalidade – tanto a narradora como eles não se perdem na multidão ou agem como carneirinhos liderados cegamente (destacam-se, deixam a sua marca individual, independente, na esfera em que atuam) – e com eles experimentam os lugares e a sua cultura própria, vistos de uma perspectiva mais profunda: uma visão espiritual, enriquecida pelos laços afetivos, duradouros.
Nestas páginas escritas com sinceridade em uma linguagem de prosa que soa como poesia, a realidade não se mostra limitada, mas de acordo com a sua riqueza de tempo e de espaço; e vemos que não se pode chamar de irreal, absurdo e fantasioso aquilo que, na verdade, é simplesmente mais profundo, complexo e se desenrola no meio ambiente do espírito, que não conhece barreiras materiais ou fronteiras, sejam estas de países ou épocas. Se não somos os senhores da vida e da morte, apenas instrumentos ou marionetes nos termos do plano especial de nosso Criador, por que estabelecer limites rígidos até mesmo à nossa imaginação?
Que estas páginas sejam folheadas com carinho e lidas com gratidão – pois muitos sentem e se acovardam, desistindo de registrar publicamente a riqueza de sua sensibilidade e expressão. Esta narrativa atrai pela sua originalidade nas descrições e pela ausência de uma estrutura formal de enredo; os adjetivos não foram escolhidos por acaso e sim, com a preocupação semântica do artista no sentido de que realmente expressem plástica e graficamente a percepção intelectual da autora, ao contar suas experiências como ser humano que, eventualmente, assume o papel de turista e hóspede. Além de contribuir para o nosso enriquecimento espiritual, através de exercício intelectual que nos convida à reflexão, Cândida Severiana também se une aos que, conscientes e responsáveis, não aceitam a guerra ou quaisquer conflitos armados. A Casa do Relógio de Sol se deixa visitar pelos leitores e se revela pela simpatia de seus habitantes tanto quanto pelo que oferece com habitação; e Cândida Severiana deixou registrado que se trata de moradia que respira, vibra e adormece, com uma existência tão VIVA
como a de seus moradores.
Comecemos a leitura. Podem entrar. A casa é sua...

THERESA CATHARINA DE GÓES CAMPOS
Brasília, 31 de julho de 1987.
(Prefácio do livro “A Casa do Relógio de Sol”, de Cândida Severiana)


O "Delírio em Prosa" de Ceres Alvim

Theresa Catharina de Góes Campos é jornalista, escritora e professora universitária

Há mais de três décadas Brasília tem uma ilustre residente: a escritora Ceres Alvim, admirada e amada por seus leitores e amigos, gratos porque persistiu em encontrar o tempo e a determinação necessários para produzir obras publicadas como: "Lágrima Comprida" (1960), "Adivinhão" (1973), "Pau-de-arara do céu" (1977), "A Casa do relógio de sol" (1988), "Cantata de Natal" (1991), "Poema dentro da xícara de chá" (1992), "Matinas no portão do céu" (1993), "Um minuto celestial" (1994), "Serenata para a Boneca" (1995) e "Um navio no telhado". O delírio dos seus fãs, encontrados no Brasil e no exterior, começa pela leitura dos títulos e continua até a última página.

As quatro primeiras obras foram assinadas com o pseudônimo Cândida Severiana - homenagem à sua querida avó e madrinha. A partir de "Cantata de Natal", Ceres assinou seu nome verdadeiro e contou com a colaboração do neto Pablo Alvim de Miranda na criação das capas e ilustrações dos livros, passando a oferecê-los como presentes natalinos à sua família e a seus muitos amigos. Para o Natal de 1998, entregou-nos mais uma preciosidade literária, o "Delírio em Prosa", com projeto gráfico de Mário Viggiano.

Considerando que foi uma edição particular, com poucos exemplares, com a permissão da autora selecionamos vários trechos desse lançamento sem alarde...

É uma história de pessoas que sofrem e buscam livrar-se das dores por meio do espiritismo, da mediunidade, entretanto, o texto mostra-se religiosamente eclético, alternando realidade, surrealismo, visão interior, magia ocular que se manifesta em descrições de um lirismo encantador, o que suaviza a temática e o drama dos personagens. A minha escolha foi propositadamente subjetiva e católica romana, espelhando-se na dedicatória de Ceres no livro que recebi de suas mãos abençoadas de escritora. ("Para Therezita, um retrato de nossa gente, um pedaço de nosso Sertão. /Deus é Beleza, é Formosura!/ Um abraço e Feliz Natal 98. Da amiga e do amigo, Ceres e Pablo / Brasília, 24/12/98") Que outros leitores encontrem, também, os seus parágrafos preferidos!

(...)"Seguiram uma placa indicando Vianópolis e passaram a contornar velhos quintais, até saírem do perímetro urbano. Aí descortinaram uma linda paisagem dos dois lados da estrada reta e bem conservada. Flamboyants vermelhos floridos, fazendas organizadas, cercas bem feitas. Grandes áreas de terra sendo aradas para o plantio. A cor da terra impressionava pela beleza. Vermelha arroxeada de beterraba. Uma única árvore frondosa em toda a extensão de terra revolvida. Flamboyants amarelos começaram a surgir. Na porteira de uma fazenda, dois flamboyants floridos: um vermelho, um amarelo. Lado a lado, entrelaçando os galhos de flor. Esplêndidos! Ah, Van Gogh, se você conhecesse nossos flamboyants! - Lore pensou. As três viajantes comentavam e se encantavam com as árvores. Em Brasília o flamboyant amarelo é mais raro. Aqui é maioria."

(...) "Um trator infatigável, arando, arando."

(...) "Hoje a paisagem está domesticada."

(...) "Voltaram a admirar as ondulações de terra vermelha, fazendas, flamboyants, mangueiras, rendadas de bilros, carregadas de frutos."

(...) "Velhas árvores frondosas. Uma delas, a mais bela, cantava alto. Voz de soprano, de alto registro. De periquitos e papagaios. A árvore vestia-se toda de verde e dourado, com florinhas amarelas. Cantava a bela feiticeira da cidade dos espíritos. Da cidade delirante: ESPERANÇA. Sara estacionou o carro à sombra da cantante e dirigiram-se à pensão, logo à frente."

(...) "O que me interessa e encanta é o dom da cura. Este dom, penso que é distribuído indiscriminadamente por Deus. A católicos, protestantes, espíritas, budistas. Quando menina, conheci em Belo Horizonte um padre que tinha este dom. Padre Eustáquio. Àquela época ele já era famoso. Estive com ele. Toda a sua figura era a de um santo. Tinha o dom da cura."

(...) "A árvore com voz de periquitos cantou. Um sabiá de papo-roxo cantou."

(...) "No telhado escurecido do Centro Espírita o sabiá de papo-roxo trinou. Com suas flautas acordou a manhã. Depois a pomba-rola cantou: -Fogo-pagou! Fogo-pagou! A prima-dona cantou, emitiu seus agudos na ópera sertaneja. De seus cabelos verdes, de seu decote, dos babados de seu vestido dourado de sol voaram seres alados: jandaias, periquitos, papagaios. As jandaias em formação, como pequenos aviões, gritando muito. O sabiá do papo-roxo desceu do telhado e começou a passear pela rua. Na lavanderia da pensão, oito beija-flores revezavam-se diante de uma garrafa de plástico, enfeitada de flores. Água com açúcar."

(...) "Ao mesmo tempo, os galos começaram a cantar, a festejar a noite. A árvore cantora estava vestida de verde escuro. O céu estrelado refletia-se, brilhava nos espaços vazios de sua folhagem. Resplandecia. Um vitral de folhas, flores e estrelas. Os pássaros verde-amarelos dormindo à sombra de seus esconderijos."

(...) "Belezinha queria que a mãe lesse alguma coisa para ela: - O Salmo 91 num livrinho que ela trouxera. Lore procurou o Salmo e leu: - "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente
descansará".

(...) "De repente, o assunto mudou de rumo, derivou. Chegou à encruzilhada do Ciúme. Neusa contou que as duas, ela e Lourdes, eram mulheres de cantores sertanejos famosos. Uma dupla caipira. E passou a relatar o assédio dos fãs e a luta diária das duas com o monstro de olhos verdes chamado Ciúme."

(...) "Belezinha sentia falta de cantos e orações."

(...) "Por trás dos varais, a mangueira do quintal vizinho, exibia suas mangas sobre o muro. A árvore resplandecia de beleza. Mangas verdes, comuns, compridas. Penduradas em longos cabos, como colares e brincos. Os frutos enfeitavam a vaidade da mangueira. Os beija-flores, grandes e negros, cobertos de purpurina dourada, revezavam-se diante da garrafa de plástico. E brigavam, perseguindo-se uns aos outros. O gato faraó esticava as pernas, andava sorrateiro, sabe-se lá com que pensamentos."

(...) "Ela foi até lá e sentiu-se em seu ambiente. Amava os bichos, a simplicidade das pessoas do meio rural, suas conversas, sua postura diante da vida. Integrou-se. Encantou-se com os beija-flores."

(...) "A mãe riu. A filha se parecia ao pai, não com ela. Aventurava-se por lugares primitivos, exóticos, impensáveis para Lore. Selva, cachoeiras, casas palafitas, macacos pendurados em seu pescoço. Afeição exagerada aos bichos. Só os insetos a perturbavam."

(...) " - Esta visão é muito triste, Belezinha! Prefiro o céu dos católicos, com anjos cantando músicas de Vivaldi e Bach. Talvez um anjo tocando um trompete..."

(...) "À noite o concerto é dos cachorros. Negrinha iniciou, latindo fino e demorado. O cachorro marrom, vizinho dela, latiu duas vezes. Bem rouco. Ela continuou, insistente. Outros cachorros responderam. Até que todos os da cidade do Além latiram em coro. Galos cantaram. Um cavalho relinchou duas vezes. Chuva. Às quatro da madrugada voltaram a cantar os galos. Um respondendo ao outro, em desafios. Uma vaca mugiu duas vezes. A árvore-laranjeira floresceu, desabotoou seus botões. Enfeitava-se de pequenos buquês brancos. De noivas. Abelhas e borboletas festejavam-na. Amanheceu."

Que sensação maravilhosa a que estou experimentando como leitora: estou na cidade, diante de um computador, apenas fisicamente...minha mente, o meu coração, estão nos lugares descritos por Ceres Alvim, junto às arvores, contemplando e ouvindo a natureza!

Respirando a magia lírica da autora, pareço estar compartilhando de seu "Delírio em Prosa"... E o que mais se pode esperar de uma
escritora?

Jornalismo com ética e solidariedade.
Theresa Catharina

 

O BANQUEIRO DOS HUMILDES
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O BANQUEIRO DOS HUMILDES

Le Banquier des Humbles (França/Índia, 2000).

De Amirul Arham. Cor. Duração: 52'.

Em Bangladesh, Muhammed Yunus, economista de renome, aceitou o desafio de só conceder empréstimos aos pobres, sem preconceitos econômicos ou políticos. Criou, assim, o primeiro banco de micro-crédito, o Grameen Bank. O princípio é simples: permitir que os mais desfavorecidos e em particular as mulheres possam ter acesso ao capital para financiar suas atividades. Esta formidável revolução silenciosa afeta milhões de indivíduos, reinventando duravelmente a relação entre o banqueiro e os seus clientes. Sondagem sobre um homem notável, este documentário oferece uma mensagem de esperança : e se a miséria deixasse de ser uma fatalidade?

www.cinefrance.com.br/cinemateca/documentarios/
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Nota da Editora:
Em 2006, Muhammed Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz.
Sociedade & Política
Nobel da Paz 2006 atribuído a Muhammad Yunus e ao Banco Grameen O Comité Nobel da Noruega decidiu atribuir o Prémio Nobel da Paz para 2006 a Muhammad Yunus e ao Banco Grameen
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17-10-2006 :: No seu anúncio, o Comité Nobel declara que "o Prémio Nobel da Paz para 2006 vai ser dividido em duas partes iguais, por Muhammad Yunus e pelo Banco Grameen pelos seus esforços para criar desenvolvimento económico e social a partir das bases. Uma paz duradoura não poderá ser alcançada até que grandes faixas da população encontrem maneiras de erradicar a pobreza. O microcrédito é uma dessas maneiras. O desenvolvimento a partir das bases também serve para fazer avançar a democracia e os direitos humanos."

O Primeiro Ministro da Noruega Jens Stoltenberg felicita Muhammad Yunus e o Banco Grameen do Bangladesh aos quais foi atribuído o Nobel da Paz 2006. "Durante 30 anos eles concederam empréstimos aos pobres, em particular a mulheres, dando-lhes a possibilidade de iniciarem novos empreendimentos e assim conseguirem sair da pobreza.", disse o Primeiro Ministro.

"Estou muito satisfeito por o Comité Nobel da Noruega ter prestado homenagem ao Professor Muhammad Yunus e ao Banco Grameen," disse o Ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros Jonas Gahr Støre. "Eles deram ajuda concreta terra-a-terra que possibilitou a milhões de pessoas sairem da pobreza. O Banco Grameen é um dos mais importantes exemplos de sucesso na assistência ao desenvolvimento. Criou um modelo de microcrédito que tem estado a ser copiado em todo o mundo."

"Este é um contributo extremamente criativo para o debate sobre o desenvolvimento. É óbvio que melhorar as condições de vida é um factor importante para a criação da paz. Por isso estou muito satisfeito por o Comité Nobel estar a direccionar o seu enfoque para este assunto. O microcrédito é algo a que este governo atribui prioridade – e atribuirá ainda maior prioridade no futuro," disse o Ministro norueguês para o Desenvolvimento Internacional Erik Solheim.

O Banco Grameen está representado em todo o Bangladesh, e 97 por cento do total dos 6 milhões que pedem empréstimos são mulheres. O seu modelo de empréstimo baseia-se no respeito e confiança nas capacidades destas mulheres pobres e na sua habilidade de criar um melhor futuro para si próprias desde que lhes seja dada uma oportunidade. Trata-se de um conceito que está a fazer impacto em muito lugares.

A Noruega concedeu 400 milhões de coroas norueguesas ao Banco Grameen num período de 10 anos. Foi um dos primeiros países a acreditar nesse conceito e atribuíu fundos ao banco até que ele foi capaz de se suster nos próprios pés.
Ministério dos Negócios Estrangeiros
www.noruega.org (Embaixada da Noruega em Portugal)

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Sociedade e Política
Solenidade de entrega do Prêmio Nobel
Muhammad Yunus e o Banco Grameen receberam o Prêmio Nobel da Paz de 2006 sob efusivos aplausos na Câmara Municipal de Oslo, no domingo, dia 10 de dezembro.

11/12/2006 :: O Prêmio Nobel da Paz deste ano foi igualmente dividido entre Muhammad Yunus e o Banco Green por seu trabalho em gerar desenvolvimento econômico e social junto às classes mais pobres.

- Com a divisão e entrega do prêmio deste ano, o Comitê Nobel Norueguês deseja chamar a atenção para o diálogo com o mundo islâmico, para a perspectiva da mulher e para a luta contra a pobreza, diz o líder do Comitê Nobel, Ole Danbolt Mjøs.

O Prêmio Nobel da Paz foi entregue pelo chefe do Comitê durante cerimônia na Câmara Municipal de Oslo. O evento contou com a presença da família real norueguesa, representantes do governo e do parlamento e convidados.

Ministério Norueguês das Relações Exteriores
www.noruega.org.br

 

A ESPERANÇA INVENCÍVEL
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A ESPERANÇA INVENCÍVEL

Conhecemos alguns caminhantes
de esperança invencível,
fortalecidos por uma energia
que,dentro de si mesmos,
movimenta seus corpos,
impelindo-os a caminhar
enfrentando ventos e neve.

Homens e mulheres a buscar um ideal
ao qual se dedicam
porque lhes sintetiza a vida.
Um poder imperecível,
uma crença
a iluminar cada vereda
com uma alegria independente
de qualquer recompensa material.

Um escândalo para o mundo!
Uma bênção para nós!

Theresa Catharina de Góes Campos
Gruyères, Suíça, agosto de 1960.



Versão original:



THE UNFAILING HOPE

We know a few people
who walk with unfailing hope,
a force inside moving their body,
forcing them to walk
against wind and snow.

Men and women searching,
giving themselves to an ideal
that summarizes life to them.
An imperishable power,
an ideal,
brightening up any path,
giving joy,
independent of any material reward.

A scandal to the world!
A blessing to us!

Theresa Catharina de Góes Campos
Gruyères - Switzerland, August, 1960.

 

CRIAR EM MEIO À DESESPERANÇA
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CRIAR EM MEIO À DESESPERANÇA

CRIAR, realizar, construir,
malgrado a repetição
dos gestos maquinais.

Sonhar, perdoar, mesmo chorando,
apesar da mediocridade
aparentemente onipresente,
falsamente onipotente.

Criar, refazer, renovar, reavivar,
em meio à desesperança,
ao desespero que reaparece,
ao desamor insistente.

Avançar, em meio a tantos perigos.
Rezar, quando a fé vai se apagando.
Criar o bem tão essencial,
nos momentos mais cruéis.
Tudo para que a graça da Fé renasça!

CRIAR: eis a vitória luminosa
dos heróis, santos e poetas!

Theresa Catharina de Góes Campos
Québec City - Província de Québec, Canadá, 13/01/1973.

 

A HEROÍNA ARACY CARVALHO GUIMARÃES ROSA
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A HEROÍNA ARACY CARVALHO GUIMARÃES ROSA

A coragem de uma mulher que salvou vidas
04/11/08
Renata Mielli

Poucos conhecem ou ouviram falar de dona Aracy, a não ser pelo sobrenome, Guimarães Rosa. Esposa de um dos maiores escritores brasileiros, passou sua vida ocultada pela grandiosidade do autor de Grande Sertão Veredas. Mas Dona Aracy tem luz própria. Como o Sol, seus raios demoraram alguns anos para brilhar. Mas enfim brilharam e já conquistaram seu lugar próprio na história.

Por quê? Aracy Carvalho Guimarães Rosa enfrentou o nazismo e ajudou a salvar dezenas de judeus como funcionária do consulado brasileiro, conseguindo vistos para que eles pudessem ingressar no Brasil. Por sua coragem e solidariedade ela é a única mulher citada no Museu do Holocausto, de Jerusalém, como um dos escassos 18 funcionários diplomáticos que ao longo da perseguição nazista se empenharam em ajudar judeus fugitivos (é a única funcionária consular, não cônsul ou embaixador, nessa relação). Seu nome também está relacionado no Museu do Holocausto, em Washington.

Aracy ainda dá nome a um bosque do Keren Kayemet, nas redondezas da cidade, trata-se de uma homenagem e um reconhecimento que o Estado de Israel presta aos góim (não-judeus) que ajudaram judeus a escapar do genocídio. Entre os mais famosos estão o empresário alemão Oskar Schindler - que inspirou o filme A lista de Schindler, de Steven Spielberg . Apenas outro brasileiro, o embaixador Luiz de Souza Dantas (1876-1954), recebeu a mesma honraria, em 2003. "Discreta, sem jamais ter caído na tentação de se promover por ter sido quem foi, Aracy paga hoje o preço do esquecimento", diz o historiador e escritor René Daniel Decol, empenhado no resgate dessa personagem. "Até sua influência sobre o escritor tem sido negligenciada pela crítica, pelos historiadores da literatura e pela mídia".

Paranaense, nascida em 1908, Aracy sempre foi uma mulher destemida. Na década de 30, transgrediu costumes ao separar-se do primeiro marido, numa época em que tal atitude era condenada por toda a sociedade. Mudou-se com o filho para a Alemanha em 1934, onde conseguiu trabalho no consulado brasileiro na cidade de Hamburgo, como chefe do setor de vistos. Conhece, em 1938, o diplomata João Guimarães Rosa, nomeado cônsul-adjunto em Hamburgo. Apaixonam-se e vivem uma história de amor para toda a vida.

É ai que começa a trajetória de bravura de dona Aracy, que enfrentou o nazismo alemão e o Estado Novo de Getúlio Vargas. Foi quando Hitler endureceu sua perseguição aos judeus e aprofundou a política de eugenia e branqueamento da Alemanha e Getúlio Vargas aderiu abertamente às políticas de "branqueamento" no Brasil, restringindo, em 1937 o ingresso de todos os judeus no país, proibindo as embaixadas brasileiras na Europa de concederem vistos. O chefe de Aracy, o cônsul-geral do Brasil em Hamburgo, Joaquim de Souza Ribeiro, era um diplomata disciplinado e acatou as determinações. Dificultava ao máximo a concessão de vistos a judeus para não desagradar ao embaixador e ao governo.

Aracy ignorou as determinações do Itamaraty e criou mecanismos para conceder vistos aos fugitivos do nazismo. Em entrevista à revista Isto É, em 2007, o filho de Aracy, o advogado Eduardo de Carvalho Tess contou que sua mãe achava aquilo tudo muito injusto "com a maior discrição, (ela) continuou a preparar os processos de vistos para judeus, à revelia de seus superiores", e conta como: "ela enfiava os vistos no meio da papelada que despachava com o cônsul-geral, que os assinava sem ver".

Eduardo Tess contou, também que a mãe transportou, muitas vezes, judeus no porta-malas do carro do consulado. "Eu me lembro que era um Opel Olympia alemão. Chegou a levar uma pessoa até a Dinamarca", disse.

João Guimarães Rosa sabia da ousadia da mulher e a apoiava,