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Jesus Cristo, Antoine de
Saint-Exupéry, Ana Nery, Joana D'Arc, Santa Isabel da
Hungria, Princesa Isabel, Sargento Sílvio Hollenbach, Madre
Teresa de Calcutá, Oskar Schindler, Visconde de Mauá,
Irmã Dulce, Frei Galvão, Marechal Rondon, Padre Donizetti, Minnie Vautrin, Dr. David Servan-Schreiber, Sophie e Hans Scholl, Beatrix Potter, Zumbi dos Palmares,
, Mestre Bimba, João Carlos Martins, Maria Lenk,
Marie e Pierre Curie, Prof. Paulo Servo da Costa, Bernardo
Sayão, São Francisco de Assis, Leonardo Da Vinci, Gabriela
Mistral, Santa Gianna Beretta Molla, Ricardo Semler, Nelson
Mandela, Santa Catarina de Sena, Ana Botafogo, Santa
Catarina de Alexandria, Lars Grael, Peter Wilhem Lund,
Carlinhos de Jesus, Louis Pasteur, Padre Antônio Vieira,
Heloísa Castro Guimarães, Ceres Alvim, Muhammad Yunus, Aracy
Carvalho Guimarães Rosa, Aleijadinho, Alberto Santos-Dumont,
Silvino Santos -o cineasta da selva, Nicolas Winton, Zilda
Arns Neumann, Duque de Caxias...
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"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam
sós. Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós."
(Antoine de Saint-Exupéry)
MINHA ADMIRAÇÃO POR SAINT-EXUPÉRY
Desde menina, sou grande admiradora de Antoine de
Saint-Exupéry (1900-1944) _ por suas obras literárias e como
pessoa, escritor sensível e pacifista (todos os seus livros
são maravilhosos, únicos!), aviador pioneiro e herói da
Segunda Guerra Mundial.
Theresa Catharina de Góes Campos
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Saint-Exupéry pousava no Campeche nos tempos em que o campo
de aviação era bem maior e ia até o outro lado da Avenida
Pequeno Príncipe e pombocas eram acesas no Morro do Lampião
para sinalizar a chegada à Planície, nos anos 30. Ali mesmo
o piloto foi apelidado Zé Perri, na mais genuina cultura
local.
A memória da passagem do escritor pelo Campeche mantém-se
viva graças ao seu Rafael Inácio (seo Deca) e a dona Chica.
Seo Deca foi um dos amigos mais próximos do escritor, e
acompanhou de perto suas passagens pela comunidade. Os dois
passaram bons momentos proseando, pescando e acompanhando
farinhadas no engenho nos intervalos entre os vôos.
Neste ano se comemora o centenário de nascimento do piloto e
escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. Por todos os
lugares, desde Paris até Buenos Aires, onde este piloto
passou ocorrem comemorações em sua homenagem. A celebridade
deste piloto deve-se aos seus escritos e livros que
descrevem viagens solitárias de um menino (Pequeno Príncipe)
e de um homem (Vôo Noturno, entre outros) que se aventuram
sem medo entre pequenos planetas, oceanos e montanhas. Festa
homenageia aviador francês
www.campeche.org.br
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PRECE DE MADRE TERESA
Madre Teresa acreditava na força dos pequenos gestos.
Oração é um dos melhores presentes que podemos receber.
Bênção de Madre Teresa:
Que a paz esteja dentro de você hoje.
Que você creia estar exatamente onde você deve estar.
Que você acredite nas infinitas possibilidades que nascem do
destino.
Que você usufrua as graças que recebeu e passe adiante o
amor que lhe foi
dado.
Que você seja feliz sabendo que é um filho de Deus.
Que você deixe a presença de Deus entrar em seu corpo e
permita à sua alma a liberdade de cantar, dançar,orgulhar-se
e amar.
Ele está lá, para cada um de nós.
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RECEITA DE VIDA
Madre Teresa de Calcutá
-Qual...?
-O dia mais belo? Hoje.
-A coisa mais fácil? Equivocar-se.
-O obstáculo maior? O medo.
-O erro maior? Abandonar-se.
-A raiz de todos os males? O egoísmo.
-A distração mais bela? O trabalho.
-A pior derrota? O desalento.
-Os melhores professores? As crianças.
-A primeira necessidade? Comunicar-se.
-Que mais faz feliz? Ser útil aos demais.
-O mistério maior? A morte.
-O pior defeito? O mau humor.
-A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
-O sentimento pior? O rancor.
-O presente mais belo? O perdão.
-O mais imprescindível? O lar.
-A receita mais rápida? O caminho correto.
-A sensação mais grata? A paz interior.
-O resguardo mais eficaz? O sorriso.
-O melhor remédio? O otimismo.
-A maior satisfação? O dever cumprido.
-A força mais potente do mundo? A fé.
-As pessoas mais necessárias? Os pais.
-A coisa mais bela? O amor.
(Publicada no livro “Amor, Arte e Beleza à Mesa” – editado
pela Associação Asa Branca - Recife: Shop Print Gráfica.
2002, 164 p.
Associação Asa Branca
Base Aérea de Recife – Av. Maria Irene, 22 – Jordão
Recife-PE CEP.: 51250-020 - Tel./Fax: (81) 3462-8854) |
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Theresa Catharina
Brasília DF
A Paixão
de Cristo
Theresa Catharina de Góes
Campos é jornalista, escritora e
professora universitária
Por ser falado em
aramaico e latim, o filme A
Paixão de Cristo, de Mel
Gibson, não foi considerado
para muitas premiações.
Entretanto, nas categorias
para o Oscar 2005 de Melhor
Fotografia (e Cinema é, em
síntese, Fotografia!),
Melhor Maquiagem e Melhor
Trilha Sonora, o filme
esteve entre os cinco
melhores.
“Ele foi ferido por nossas
transgressões.
Por seus suplícios, nossos
pecados foram perdoados.
Por suas feridas, fomos
curados “. (Isaías, 53)
Apenas esses versos do
Profeta, na tela, começam o
filme, num prólogo
comovente. Logo em seguida,
nos defrontamos com a noite
no Jardim das Oliveiras.
“Não fostes capazes nem de
vigiar uma hora comigo? “
Para os cristãos, a Paixão
de Cristo é um acontecimento
extraordinário, uma
experiência real a nos
acompanhar diariamente.
“Pai, Tu podes tudo. Se for
possível, afasta de mim este
Cálice. Mas se for da Tua
vontade, seja feita a Tua
vontade, e não a minha.”
Assistir a um filme que nos
guia com fé e sensibilidade
para acompanharmos, numa
sala de cinema, durante duas
horas e seis minutos, as
últimas 12 horas de Jesus de
Nazaré (Jim Caviezel), nos
mínimos detalhes, desde o
momento doloroso da traição
de Judas Iscariotes (Luca
Lionello) até a sua
crucificação no Gólgota,
representa vivenciarmos, com
o nosso Salvador, seu
percurso de sofrimento
voluntário, em todas as
estações dessa Via Crucis.
“Judas, entregas o Filho do
Homem com um beijo? “
Tenho orgulho por divulgar a
obra de Mel Gibson muito
antes do término do filme,
isto é, quando a obra ainda
estava sendo realizada, por
acreditar em sua proposta
inédita e nos sentimentos de
respeito e convicção do
diretor e produtor.
Admirável a sua coragem,
transpondo com audácia uma
história narrada tantas
vezes.
Acreditei na força mística
do projeto, na certeza
íntima de que a perturbação
de muitos também levaria à
conversão. E somente isso
bastaria para justificar a
exposição da violência de
que Cristo foi vítima – logo
Ele, com a sua mensagem de
amor e perdão.
Os maus-tratos, a agonia de
Jesus lembram como fomos
resgatados para a vida
eterna. Levam à reflexão
sobre a Cruz, onde a morte
se transformou em vida.Para
sempre.
Padre Jonas declarou: “
Entrei num cinema para
assistir ao filme. Saí de
uma igreja.”
O Pastor Clodomir
testemunhou na TV Record, em
20/3/04: “ Aquele sangue é
vida!”
Padre Quevedo, também numa
emissora de TV, afirmou que,
apesar do realismo da obra
cinematográfica de Mel
Gibson, “ na realidade,
Jesus Cristo sofreu muito
mais do que vemos na tela.”
Herodes pergunta ao
Nazareno:
“É verdade que devolves a
visão aos cegos? Que
ressuscitas os mortos? “
Dirigido e co-produzido por
Mel Gibson (também co-autor
do roteiro), o filme " A
Paixão de Cristo" (The
Passion of the Christ -EUA –
2004 – cor, scope, 126 min.
– dolby digital) é uma obra
de arte, realizada com
sensibilidade, eficiência e
sentimentos de fé.
“Se não queres ouvir a
verdade, ninguém pode te
dizer a verdade” (diz
Cláudia, ao marido Pilatos,
após interceder por Jesus)
Marido e mulher conversam.
Ele explica a Cláudia a
situação política e o seu
problema, como procurador
romano.
Mais tarde, pergunta Pilatos
aos judeus:
“- E o que vocês querem que
eu faça com Jesus, o
Nazareno?“
A multidão devolveu a
liberdade ao criminoso
Barrabás, mas exigiu a
crucifixão de Cristo. E
Satanás aparece na multidão,
se movimentando
maleficamente.
Em cena rápida, assistimos à
entrada festiva de Jesus em
Jerusalém (como relembramos
no Domingo de Ramos).
O caminho da Cruz revela-se
também o calvário de sua Mãe
(a atriz judia, romena,
Maria Morgenstern), de Maria
Madalena ( Monica Bellucci )
e de seu discípulo João. Que
interpretação admirável!
“Meu coração está pronto,
Pai“ – e começa a
flagelação.
Com excelência demonstrada
na produção, direção,
interpretação, fotografia,
trilha sonora original e
belíssima ( coro,
orquestração) _ de John
Debney _, (premiada com
Disco de Ouro, nos EUA ),
edição, direção de arte,
maquiagem e cenografia; no
roteiro, nas locações
externas; nos
figurinos,efeitos especiais,
penteados, adereços e
objetos de cena. Merece
destaque, ainda, o trabalho
dos 20 (vinte) dublês – e
dos figurantes também.
E tudo de acordo com os
Evangelhos e a tradição oral
cristã.
“Porque um dia fomos
escravos e agora não somos
mais.” (na cena em que
aparecem, pela primeira vez
no filme, expressivas e
belíssimas, a Mãe de Jesus e
Maria Madalena)
“Este é o meu Corpo,
entregue por vós. Este é o
meu Sangue, símbolo da Nova
Aliança e derramado por vós
para remissão dos pecados.
Fazei isso em memória de
mim.”
Filmado na Itália (em Matera
e Roma), inicia-se no Horto
das Oliveiras, com cenas
admiravelmente realizadas,
quando o Mestre aceita os
padecimentos do Calvário,
numa antevisão das traições.
A iluminação de sombras,
luzes e cores acentua a
figura de Jesus, ao mesmo
tempo abandonado e firme na
entrega de Sua vida.
“Confio em Ti. Em Ti busco
refúgio.”
Satanás é representado de
forma andrógina e sua
presença maligna demonstra a
origem dos males praticados
pelos homens que rejeitam o
bem.
À multidão, diz Pilatos:
“Sou inocente do sangue
deste homem.”
Na cena do Horto das
Oliveiras, Pedro corta a
orelha de um dos soldados.
Cristo a recoloca e admoesta
o seu discípulo (que mais
tarde iria nega-Lo três
vezes):
“Pedro, guarda a espada.
Quem vive pela espada, pela
espada morrerá.”
Católico praticante, Mel
Gibson há doze anos tentava
realizar o filme, falado em
aramaico e latim, mas não
conseguia apoio. Até que
decidiu produzir a obra com
os seus próprios recursos
(trinta milhões de dólares).
Terminada a filmagem,
procurou sacerdotes,
pastores evangélicos e
rabinos, buscando divulgar
“A Paixão de Cristo“ e
vender ingressos com
antecipação. Com a aprovação
de padres católicos e dos
evangélicos, obteve a
distribuição da Fox. Para a
estréia nos EUA, havia cinco
mil cópias disponíveis.
“Mãe, eu renovo todas as
coisas.”
Em dezembro de 2003, uma
cópia do filme foi levada ao
Papa João Paulo II, por
membros do Opus Dei,
organização católica de
leigos, que promove a
evangelização nas
respectivas áreas de atuação
profissional. O Sumo
Pontífice afirmou, ao
término da sessão: “Assim
foi.” Para o Chefe da Igreja
Católica, a obra de Mel
Gibson reproduziu fielmente
o que as Escrituras Sagradas
já nos ensinavam. Entre os
agradecimentos, nos créditos
finais, está citada a
colaboração dos Jesuítas e
dos Legionários de Cristo.
“Tumulto no templo. Caifás
mandou prender um profeta.
Os fariseus o odeiam.”
As qualidades do filme são
inegáveis, para os que se
dispuserem a fazer um
julgamento imparcial quanto
à forma e ao conteúdo.
Movimentação de câmera, com
emocionantes travellings e
belas panorâmicas
verticais/horizontais; ótima
reconstituição de época;
som, efeitos sonoros e
visuais, efeitos de
maquiagem; edição de som,
iluminação, ressaltam a
mensagem por sua moldura
estética, sua plasticidade
revelada a cada cena.
“– Ele se proclama rei dos
Judeus!
- Não, ele diz que é o Filho
de Deus.”
E até as crianças se mostram
cruéis, na perseguição a
Judas.
“O que fez este homem para
merecer esta pena? (...)
Alguém pode me explicar esta
loucura?”
“Ele seduziu o povo.(...)
Ele afirma que é o Messias
!”
O olhar de Jesus não deixa
dúvidas sobre a
interpretação magnífica de
Jim Caviezel, que teve um
“personal trainer“. Está
perfeito no papel!
“O ator que interpreta o
papel de Jesus Cristo, Jim
Caviezel, é aquele mesmo
dirigido por Terrence Malick,
como protagonista do seu
extraordinário "Além da
Linha Vermelha", um dos mais
belos filmes dos últimos
anos.” (...) “A paixão de
Cristo “é realmente um filme
emocionante.”
Reynaldo D. Ferreira
Ao Bom Ladrão, arrependido,
Jesus crucificado promete:
“Hoje mesmo estarás comigo
no Paraíso.”
Durante a narrativa da
Paixão, há alguns flashbacks
( Jesus menino, Jesus
carpinteiro,várias cenas da
Última Ceia ) que eu destaco
por sua beleza e
sensibilidade. No Sermão da
Montanha, Cristo ensina que
devemos amar aos inimigos (
em oposição aos ensinamentos
do Antigo Testamento – olho
por olho, dente por dente).
“Tenho sede.” ( e lhe dão
vinagre para beber!)
A ele que fez milagres,
curou os doentes, ensinou
amor e perdão.
“Eu sou o Bom Pastor. Eu dou
a vida por minhas ovelhas.”
(...)
“Ninguém toma a minha vida.
Eu tenho o poder de
entregá-la livremente.”
(...) (e na Última Ceia: )
“Vós sois meus amigos. Não
há maior amor do que dar a
vida por seus amigos.” (...)
“O meu mandamento é este:
amai-vos uns aos outros,
como eu vos amei.”
A crucificação de Jesus é
mostrada com essas cenas da
Última Ceia intercaladas.
“Eu sou o Caminho, a
Verdade, a Vida.” (...)
“Pai, perdoai-lhes! Eles não
sabem o que fazem. “
Ao pé da Cruz, a Mãe de
coração dilacerado:
“Carne de minha carne,
coração de meu coração,
deixa-me morrer contigo.”
Mas Jesus responde:
“Mulher, eis aí teu filho.
João, eis aí tua mãe.”
Pouco antes de morrer, as
palavras que parecem
encerrar todo o mistério da
Paixão de Cristo:
“Meu Deus, meu Deus, por que
me abandonaste? Tudo está
consumado. Pai, em Tuas mãos
entrego o meu espírito.”
A ventania, a tempestade no
Gólgota, envolvendo a terra
em trevas.
O corpo de Jesus é retirado
da Cruz .
Na última cena , depois que
se vê o túmulo vazio,
aparece, de perfil, o rosto
sereno do Nazareno. “ Eu
renovo todas as coisas.”
Durante os créditos finais,
a música maravilhosa nos
envolve de forma quase
mística.
Em algumas entrevistas, o
diretor revelou algo muito
significativo, sobretudo
para encerrar toda essa
polêmica sobre quem
crucificou Jesus Cristo (os
judeus? os romanos?): a mão
que coloca os cravos nas
mãos e pernas do Salvador é
a dele, Mel Gibson. Decidiu
com muita convicção que
seria ele, Mel Gibson – e
nenhuma outra pessoa do
elenco ou da equipe do filme
– a fazer esse papel. Porque
se confessou pecador...e por
quem Cristo morreu. Sim,
fomos todos nós, pecadores,
que O crucificamos.
Que filme extraordinário!
Uma obra-prima. Parabéns,
Mel Gibson!
Theresa Catharina de Góes
Campos é
jornalista, escritora e
professora universitária
Matéria editada em
27/08/05 às 13h01
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JESUS - A História do
Nascimento em Sessão Especial no Vaticano
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Los Angeles ( Nov, 9, 2006) - No domingo, 26
de novembro, o lançamento da New Line Cinema Jesus - A História do
Nascimento será o primeiro longa-metragem da história, a ter sua sua
estréia no Vaticano, segundo o anuncio feito hoje, pelo presidente da New Line
e chefe de Operações de Distribuição e Marketing Mundial, Rolf Mittweg.
Jesus - a História do Nascimento estréia nos EUA e no Brasil no próximo
dia 1° de dezembro.
O lançamento acontecerá no Salão Papa Paulo VI, com
a presença dos atores Shohreh Aghdashloo e Oscar Issac, os produtores Marty
Bowen e Wyck Godfrey, o roteirista Mike Rich, a diretora Catherine Hardwicke e
7 mil convidados do Vaticano. O evento será em benefício a construção da Escola
da Vila de Mulghar (Israel) - região localizada a 40 km. de Nazareth, com uma
diversidade religiosa de cristãos e mulçumanos.
"Estamos muito
orgulhosos de Jesus - A História do Nascimento e extremamente
agradecidos ao Vaticano por ter abraçado esta obra desta maneira" declarou
Mittweg. "Acreditamos que é a ocasião perfeita para que a mensagem universal de
esperança e fé, do filme, venha ressoar ao redor do
mundo",concluiu.
"Para Otelo Bettin Coltro, Vice-Presidente Executivo da
PlayArte Pictures, "JESUS - A História do Nascimento traz uma importante
mensagem de fé e esperança como a Bíblia nos ensina. A PlayArte se sente muito
feliz em por poder trazer para os cinemas de todo o Brasil esta importante
produção que é uma verdadeira lição de vida para toda a família, contando a
história do verdadeiro motivo do Natal: o Nascimento de Jesus."
Este
evento acontece graças a colaboração do Conselho Pontífice de Cultura, o
Conselho Pontífice de Comunicação Social, a Biblioteca Cinematográfica do
Vaticano, o Conselho Pontífice "Cor Unum" ( pelo desenvolvimento humano e
cristão), o Comissariado da cidade-estado do Vaticano e a Fundação de Arte e
Música Sacra. |
Copyright 2006
Grupo PlayArte - Todos os direitos
reservados. Desenvolvido por ConsCiência Consultoria & Sistemas |
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De: PR Newswire Brasil
Para: THERESA CATHARINA DE GÓES CAMPOS
Assunto: 'Nanquim' será filmado na China, recriando o ataque
japonês de 1937
31 de maio de 2006 11:49 HORALOCAL
'Nanquim' será filmado na China, recriando o ataque japonês
de
1937
* William Macdonald de 'Roma' da HBO está escrevendo o
roteiro.
* A falecida educadora americana Minnie Vautrin, que salvou
milhares
de pessoas, será destaque no filme.
* A data de lançamento será dezembro de 2007 em tempo para o
70º
aniversário do massacre.
LOS ANGELES, 31 de maio /PRNewswire/ -- O produtor Gerald
Green
anunciou hoje que um contrato foi assinado com o governo da
República
Popular da China para prosseguir com um filme baseado no
infame cerco
de Nanquim, capital da China naquela época, pelas forças
japonesas no
final de 1937 e início de 1938.
O filme será produzido pela empresa de Gerald, a Viridian
Entertainment e pelo Grupo da Indústria e Cultura Provincial
Jiangsu,
liderado pelo seu presidente, o Dr. Li Xiangmin.
A produção deverá começar no final de 2006 na China para ser
lançado
no 70º aniversário do início do ataque que começou no dia 19
de
dezembro de 1937.
Gerald disse: "Este filme será épico em escopo, mas também
uma
descrição realista e íntima de duas mulheres -- uma, mãe de
uma
família chinesa tradicional e a outra, uma figura histórica
real, a
heróica educadora americana Minnie Vautrin. As duas salvaram
300.000
chineses da morte e estupro".
William Macdonald, co-criador e produtor executivo sênior do
seriado
épico "Roma" da HBO, está escrevendo o roteiro.
William disse, "O filme re-introduzirá o mundo ao evento
brutal que
chocou o mundo no passado e foi conhecido como 'O Massacre
de
Nanquim'".
Disse Gerald: "Certos estudiosos asiáticos realizando as
suas
próprias agendas nacionalistas ousaram negar as tragédias
que
ocorreram em Nanquim há setenta anos, apesar da grande
quantidade de
história oral, filmada e registrada provando o contrário.
Queremos
consertar este erro usando as terríveis tragédias pessoais e
das
famílias que resultaram como a verdade do que aconteceu
aqui".
Sobre a Viridian Entertainment
A Viridian Entertainment pertence ao produtor Gerald Green e
possui
escritórios em Los Angeles, Londres e Bangcoc. Entre os
filmes
lançados no cinema e produzidos por Gerald Green estão
Salvador de
Oliver Stone, Paixões ao Vento dirigido por Bruce Beresford,
Meu
Primeiro Homem estrelando Albert Brooks e Leelee Sobieski e
Diamonds
estrelando Kirk Douglas, Dan Akroyd e Lauren Bacall.
Contato:
Scott Kelly
Escritório: 323-655-0844, ramal 5
Cel: 323-547-1039
scottk@creativeignition.com
FONTE Viridian Entertainment
31/05/2006
CONTATO: Scott Kelly da Viridian Entertainment,
+1-323-655-0844,
ramal 5, ou cel, +1-323-547-1039, ou scottk@creativeignition.com
BNED: NG
FONTE: PR NEWSWIRE LATIN AMERICA
CORAL GABLES - MIAMI-US
CONTATOS: USA-MARY D'LEON
BRASIL-NÉLIA GARCIA
TELS: USA:1-305-507-2550/BRASIL:55-21-2132-8461
FAXES: USA:1-305-461-8670/BRASIL:55-21-2132-8469
E-MAILS: nelia_garcia@prnewswire.com.br mary_dleon@prnewswire.com
PALAVRA-CHAVE: RJ
PALAVRA-CHAVE/RAMO DE ATIVIDADE: ENTRETENIMENTO
PALAVRA-CHAVE/EMPRESA: VIRIDIAN ENTERTAINMENT
O texto acima, distribuído pela PR Newswire Brasil, é de
inteira
responsabilidade de seu cliente. A utilização deste material
não
implica em custo. |
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MUSEUS
LEMBRAM A PRINCESA ISABEL
Data:
Wed, 26 Jul 2006 18:20:26 -0300
De: "Claudia"
Para:theca@[...].com.br
Assunto: Celebração em Petrópolis - Museu Imperial comemora
os 160 Anos da Princesa Isabel
160 Anos da Princesa Isabel
Dentre as iniciativas, será promovido um seminário de 26 a
28 de julho
Instituição
com o maior acervo de objetos da monarquia brasileira, o
Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), realizará o seminário A
Princesa das Camélias, em comemoração aos 160 Anos da
Princesa Isabel (1846-2006). O evento será promovido entre
os dias 26 e 28 de julho, sempre no período vespertino, na
Sala Multimídia.
Na quarta-feira (dia 26), às 14h, haverá a solenidade de
abertura.
Depois, serão realizadas as palestras Princesa Isabel e a
Abolição, com Eduardo Silva, e Herdeira do trono e do altar:
a Princesa Imperial entre heranças e projetos, com Robert
Daibert Júnior. No dia 27, O Universo Feminino, com Mary del
Priori, e Entre o Palácio e a Casa: o Público e o Privado
nas Residências da Princesa, Maurício Vicente Ferreira
Júnior.
No último dia do seminário, além os temas são Princesa
Isabel, retratos fotográficos nas Coleções Museu Imperial e
Arquivo Grão Pará, com Pedro Karp Vasquez e Maria de Fátima
Moraes Argon, e Princesa Isabel e seus biógrafos, com Bruno
Cerqueira. A solenidade de encerramento do evento terá a
participação de Pedro Carlos de Orleans e Bragança.
Veja a programação.
Informações:
www.museuimperial.gov.br, (24) 2237-8000, ramal 244, ou
princesaisabel@museuimperial.gov.br.
Exposição
Também em comemoração ao 160º aniversário de nascimento da
Princesa Isabel, o Museu da Cidade do Rio de Janeiro está
promovendo a exposição Isabel Cristina – Princesa Regente do
Império Brasileiro. Dentre os destaques da mostra - que
reúne documentos, livros, gravuras, pinturas a óleo, fotos e
peças de porcelana que retratam o modo de vida e os
principais fatos do Segundo Reinado - está o cartão da missa
de sétimo dia do falecimento de Isabel Cristina.
A exposição estará aberta ao público até 10 de setembro, no
museu que está localizado no interior do Parque da Cidade,
na Estrada de Santa Marinha, s/nº, na Gávea.
Princesa Isabel
Segunda filha de D. Pedro II e da imperatriz Maria Cristina,
Isabel Cristina Leopoldina de Bragança foi, por três vezes,
regente do Império. Em 1864, casou-se com o francês Luís
Gastão de Orleans, o Conde D'Eu.
Antes da Lei
Áurea, a Princesa Isabel sancionou as leis do primeiro
recenseamento do Império, naturalização de estrangeiros e
relações comerciais com países vizinhos.
Em 28 de setembro de 1871, sancionou a Lei do Ventre Livre,
que estabelecia que todos os filhos de escravos estavam
livres. Primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no
Brasil, a lei foi assinada na época em que D. Pedro II
viajou para a Europa e deixou, pela primeira vez, a Princesa
Isabel como regente.
No ano de 1888, a Princesa Isabel outorgou a Lei Áurea, que
aboliu de vez a escravidão no Brasil. Um ano depois, com a
Proclamação da República, ela partiu com toda a família
imperial para o exílio na Europa (Paris), onde faleceu, em
1921.
(Comunicação Social/MinC) |
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UMA
MULHER CONTRA HITLER
(Sophie Scholl - Die letzten Tage, ALE, 2005, Cor, 117')
Imovision – Cinema Europeu – 10 anos
De: Marc Rothemund
Com: Julia Jentsch, Fabian Hinrichs, Gerald Alexander Held
Em Munique, um grupo de jovens universitários apela para a
resistência como forma de conter a máquina de guerra
nazista. Assim, nasce o Rosa Branca e a única mulher que
participa do grupo, Sophie Scholl, é presa junto com o
irmão.
Comentário: A principal intenção do diretor do filme,
segundo ele mesmo, era tocar as pessoas e assim fazer com
que elas pensassem sobre a marca do nazismo na alma e
história alemãs. Nem todo alemão é nazista e nem todo
nazista assassino. O filme mostra as articulações de membros
do Rosa Branca, grupo de resistência ao Reich de Hitler, e a
prisão e interrogatório dos irmãos Scholl. Uma Mulher Contra
Hitler prende-se nos últimos seis dias na vida da corajosa
Sophie (Julia Jentsch, de Edukators), período de intenso
embate ideológico sobre o que era ser um alemão em 1943. O
filme foi rodado em sua ordem cronológica e, no final, são
exibidas fotos reais dos irmãos Hans e Sophie Scholl e de
Chritoph Probst.
* Indicado ao Oscar® de melhor filme estrangeiro * Prêmio
ecumênico do júri, Urso de Prata de melhor atriz e melhor
diretor no Festival de Berlim
www.2001video.com.br
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CINEMAS EMBRACINE CASAPARK
MISS POTTER
(Miss Potter) EUA/INGLATERRA, 2006, 1h33, Livre. Direção:
Chris Noonan
Com Renée Zellweger, Lucy Boynton, Ewan McGregor, Barbara
Flynn, Matyelok Gibbs, Jane How, Anton Lesser, Lloyd Owen,
Justin McDonald
Miss Potter recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor
Atriz - Comédia/Musical (Renée Zellweger). O filme conta a
história da escritora Beatrix Potter, que no início do
século XX foi um verdadeiro fenômeno da literatura.. Ela
criou uma série de livros e personagens infantis que são
amados até os dias atuais, além de serem adaptados para
outras mídias. Mas, apesar do sucesso de seu trabalho, ela
sempre manteve sua vida pessoal em segredo.
CINEMAS EMBRACINE
www.embracine.com.br
Adelaide Oliveira
Adilson Marcelino
Sebastião Ribeiro
Cinemas Embracine
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COMUNIDADE ESPORTIVA INTERNACIONAL DÁ PRÊMIO A PROFESSOR
BRASILEIRO
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PROFESSOR DE CURICICA (RJ) RECEBERÁ PRÊMIO DO COI POR
TRABALHO SOCIAL COMUNITÁRIO
30.11.2006 :: 11h28
RIO DE JANEIRO - A iniciativa pessoal de um professor de
Educação Física da Zona Oeste do Rio de Janeiro tinha o
objetivo de tirar crianças carentes das ruas e orientá-las
para o esporte. Passados 24 anos, a iniciativa cresceu e foi
reconhecida pela comunidade esportiva internacional. O
trabalho comunitário do professor Paulo Servo da Costa, na
Escola Municipal Silveira Sampaio, em Curicica, no Rio, será
reconhecido no próximo dia 12 de dezembro, no Teatro
Municipal do Rio, durante o Prêmio Brasil Olímpico. Por
indicação do Comitê Olímpico Brasileiro, Paulo Servo
receberá o Troféu Esporte e Comunidade, oferecido pelo
Comitê Olímpico Internacional.
Paulo transformou uma praça pública de Curicica em um
verdadeiro centro de treinamento de atletismo, com pista de
corrida e caixa de areia para saltos. O Projeto Lançar-se
para o Futuro conta com cerca de 500 crianças e jovens de
comunidades carentes dispostas a treinar atletismo, mas
também com o sonho de alcançar uma posição de destaque na
sociedade civil. "Jamais imaginei que esse trabalho fosse
algum dia refletir no Comitê Olímpico Internacional. O
reconhecimento do COI é uma honra muito grande e um
incentivo para todos que realizam trabalhos sociais ligados
ao esporte. Esse prêmio me dá mais força para continuar esse
projeto maravilhoso, que só me enche de orgulho e que ajuda
tanta gente".
A Escola Municipal Silveira Sampaio recebe por dia, em sua
clínica de atletismo, cerca de 500 crianças e jovens de 9 a
15 anos. Eles vêm de bairros pobres do Rio de Janeiro e a
maioria dos alunos é do sexo feminino. A escolinha oferece
às crianças alimentação diária, atendimento médico,
dentário, nutricionista e material esportivo para as
competições. O trabalho social da escola chamou atenção de
uma ONG suíça, que oferece ajuda de custo para os atletas da
equipe, e da Olympikus, patrocinadora e fornecedora oficial
de materiais esportivos do Comitê Olímpico Brasileiro, que
doou sapatilhas para os atletas, pois antes corriam
descalços.
A dedicação do professor Paulo ao projeto é tanta que ele
quebrou as paredes de sua casa para construir o refeitório,
onde alimenta cerca de 100 crianças por dia. "Começamos em
1982 fazendo corridas ecológicas, sem nenhum tipo de ajuda e
grandes pretensões, apenas tirar as crianças da ociosidade.
A nova direção da escola e os pais começaram a apoiar nossa
idéia. Treinávamos no chão de barro, descalços, sem nenhuma
estrutura. Não havia recursos, mesmo assim levávamos as
crianças para competições", conta o professor, de 68 anos e
48 de profissão.
Paulo Servo avalia a importância da inserção social através
do esporte. "O trabalho comunitário vem como resposta da
consciência de que é preciso fazer algo em prol da juventude
e da criança. Quando me aposentei, vi que todas aquelas
crianças e jovens que praticavam esporte no Núcleo de
Esporte da Escola iriam ficar sem atendimento. O bairro não
oferece opções de lazer como cinemas, clubes, teatros,
bibliotecas e fatalmente acabariam ficando a mercê dos
perigos das ruas, na ociosidade, alvos de toda espécie de
influência negativa. Sendo assim, dei continuidade ao
trabalho de atletismo e, dentro de um universo de
aproximadamente 500 jovens de 2005 para cá, tenho um saldo
de 0% de uso de drogas e de gravidez na adolescência.
Além disso desenvolvem responsabilidade, respeito,
disciplina e aprendem a estabelecer objetivos para suas
vidas com a elevação da auto-estima. Estamos formando
cidadãos. Isso reflete na formação de uma sociedade mais
justa e equilibrada, constituída por pessoas conscientes dos
seus direitos e deveres. Tenho vários exemplos de pessoas
que passaram pelo atletismo e hoje são profissionais em
outras áreas, mas que conseguiram tudo isso através do
esporte", comenta.
O trabalho de Paulo na Escola Silveira Sampaio é destaque
também nas competições que participa. A Escola Silveira
Sampaio atualmente é uma das grandes forças do atletismo
carioca, revelando talentos que possivelmente despontarão no
cenário esportivo nacional. Para as competições oficiais são
realizadas seletivas internas para definir os melhores
tempos. O sonho de Paulo é classificar atletas para os Jogos
Olímpicos de Londres 2010. A maior promessa da equipe é
Barbara Leôncio, de 15 anos. A jovem possui o melhor tempo
do mundo na categoria infanto-juvenil nos 100m rasos, com
11s62. No Troféu Brasil deste ano, Barbara ficou na quarta
colocação na final adulta dos 100m rasos.
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MARECHAL RONDON
Museu do Índio
www.museudoindio.gov.br
Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu, em 1865, em Mato
Grosso. Fez seus estudos elementares em Cuiabá, onde
ingressou no Exército, graduando-se em Ciências Físicas e
Naturais pela Escola Militar da Corte em 1890. Ocupou o
cargo de professor-substituto de Astronomia e Mecânica, logo
abandonado para engajar-se na Comissão Construtora de Linhas
Telegráficas de Cuiabá ao Araguaia (1890-1898). A comissão,
encarregada de construir 583 quilômetros de linhas de Cuiabá
a Registro, na margem esquerda do rio Araguaia, passava pelo
território dos índios Bororo que, vítimas de sucessivos
massacres, se constituíam no principal obstáculo às
comunicações entre Goiás e Mato Grosso. Nessa ocasião,
Rondon efetuou suas primeiras ações junto ao grupo indígena,
contatando os Bororo do rio Garças, com os quais manteve
estreitos vínculos por toda a vida. A carreira do
indigenista Rondon foi fortemente marcada pelas concepções
positivistas.
A necessidade de proteger militarmente as fronteiras
brasileiras e favorecer o progresso econômico resultou na
organização da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas
de Mato Grosso (1900-1906) e da Comissão de Linhas
Telegráficas de Mato Grosso ao Amazonas (1907-1915),
chefiadas por Rondon. Paralelamente aos seus objetivos
estratégicos, essas comissões tiveram um papel pioneiro
junto às populaçoes indígenas contatadas, demarcando suas
terras e assegurando aos índios trabalho nas obras para a
instalação das linhas. A segunda, conhecida por Comissão
Rondon, destacou-se pelo seu caráter científico, dando
origem a uma série de estudos elaborados pelos mais
importantes especialistas da época. A Comissão Rondon teve
sob seus cuidados o contato com grupos indígenas
desconhecidos, permitindo o estabelecimento de um padrão de
relacionamento com essas populações. Isso contribuiu para a
configuração de um corpo de normas e técnicas de
pacificação. Assim, foram "pacificadas" diversas tribos
consideradas hostis como os Kepkiriwát, Ariken e Nambikwara.
Estes tornaram-se exemplos de modelo rondoniano de
indigenismo, sintetizado na legenda "Morrer se preciso for,
matar nunca".
Evidenciava-se a necessidade da intervenção do Estado nas
relações entre populações indígenas e sociedade nacional,
intensificadas com a abertura de diversas frentes de
expansão capitalistas. A polêmica envolvendo amplos setores
da vida nacional sobre a regulamentação desses contatos
levou, em 1910, o governo a criar o Serviço de Proteção aos
Índios (SPI). Para a direção geral, foi convidado Cândido
Rondon, que conferiu à instituição as atribuições de
assistência e proteção aos grupos indígenas dentro do
princípio de respeito à diversidade cultural.
Em 1939, o General Rondon assumiu a presidência do
recém-criado Conselho Nacional de Proteção ao Índio,
retomando a orientação da política indigenista, a
fiscalização da ação assistencial do SPI e a vigilância dos
direitos indígenas.
Em 1952, Rondon apresentou ao Presidente Getúlio Vargas o
projeto de criação do Parque do Xingu e testemunhou a
criação, sob sua inspiração direta, do Museu do Índio,
destinado a coletar material sobre as culturas indígenas,
produzir conhecimento e repassá-lo à sociedade brasileira
como forma de combater os preconceitos existentes contra os
indígenas.
Morreu em 1958, deixando como principal contribuição ao
indigenismo nacional a formulação de uma política de
respeito ao Índio e de responsabilidade histórica da nação
brasileira pelos destinos dos povos indígenas que habitam o
território nacional.
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Serva de Deus Irmã Dulce
28 Fev 2007
A
trajetória de Irmã Dulce, que tem na dimensão e
sobrevivência de suas obras sociais sua face mais visível,
revela uma personalidade muito mais complexa do que a da
freira que foi declarada Serva de Deus pelo papa João Paulo
II e se encontra em processo de beatificação pelo Vaticano.
A abnegação e a coragem com que se dedicou aos pobres,
doentes, oprimidos e excluídos foi radical e não se
restringiu ao acolhimento.
Ao lado da fama de santidade persiste na memória dos que
acompanharam sua história, a mulher que aliava o idealismo e
a Fé a uma determinação e firmeza incansáveis, que não se
detinha frente a nenhum obstáculo e superava dificuldades e
incompreensões para salvaguardar a ação caritativa.
O destemor e o senso de justiça, traços marcantes revelados
quando ainda era menina e costumava atender aos mendigos em
frente à sua casa – que passou a ser conhecida como ‘A
Portaria de São Francisco’ – a ajudaram a enfrentar críticas
e oposições. Sua personalidade somada à identidade com o
carisma franciscano, alimentado pela devoção a Santo
Antônio, levou a jovem Maria Rita (nome de batismo) a
realizar peregrinações à invasão de palafitas dos Alagados.
A assistência aos que eram tratados como parias pela
sociedade fez com que passasse a ser chamada de "Anjo dos
Alagados". Irmã Dulce tinha um carinho especial pelos
excluídos.
Amparada por sua missão, enfrentou a censura da conservadora
sociedade baiana dos anos 50 quando decidiu fazer visitas
aos detentos do presídio da Coréia (que ganhou esse nome por
conta da guerra travada na época no país asiático), que só
cessaram quando ela foi proibida de levar conforto
espiritual, alimentos e remédios aos presidiários. A
proibição gerou protestos da imprensa liberal baiana, que
estampou sua indignação em manchetes como a da edição do
jornal A Tarde de 21 de junho de 1954: "Irmã Dulce não pode
entrar na Coréia: onde os presos não têm direito à
caridade".
Muitas das mais de 50 mil pessoas que compareceram a seu
funeral no dia 15 de março de 1992, dois dias após seu
falecimento, foram prestar homenagem àquela que consideravam
santa e também à corajosa visionária que foi pioneira em
áreas como a ação social voltada para as classes
trabalhadoras: Irmã Dulce, com apenas 22 anos, foi
responsável pela criação em 1936 do primeiro movimento
operário cristão da Bahia, décadas antes da eclosão, na era
pós Vargas, dos movimentos trabalhistas.
Seu senso prático e administrativo, que concentrava
habilidades de engenharia, planejamento e contabilidade,
raramente exercidas por mulheres na época, são
características também pouco conhecidas. Para subsidiar as
ações de assistência à classe operária e aos pobres e
doentes, ainda na década de 30 fundou três cinemas, os Cines
São Caetano, Roma e Plataforma, e em 1939, inaugurou o
Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para os
operários e seus filhos, no bairro popular de Massaranduba.
Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos
Ratos, área localizada na Cidade Baixa, para abrigar doentes
que recolhia nas ruas. A expulsão do local pelas autoridades
fez com que a freira peregrinasse por dez anos com seus
doentes, pobres e excluídos até abrigá-los em 1949 no
galinheiro do Convento Santo Antônio, onde improvisou em
albergue. O lugar deu origem ao Hospital Santo Antonio, um
dos núcleos de suas Obras Sociais que em 2003 realizaram
mais de 2 milhões de atendimentos em saúde, assistência
social e educação.
Amizade e Devoção
A perseverança com que defendeu o direito à saúde, educação
e dignidade aos miseráveis angariou ao longo de seus 78 anos
de vida a amizade e a admiração da gente simples e de
poderosos. Depois do susto de ter a comitiva paralisada pela
interposição de Irmã Dulce à frente de seu carro durante uma
visita oficial a Salvador, o presidente Eurico Gaspar Dutra
sanou as dívidas com a União e forneceu a ajuda oficial para
que ela inaugurasse o Círculo Operário em 1948; Juscelino
Kubistcheck e José Sarney também foram admiradores da
freira. Em 1988, Sarney a indicou para o Nobel da Paz, com o
apoio da Rainha Sílvia, da Suécia. Oito anos antes, no dia 7
de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na
sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com
a sua obra. Os dois voltariam a se encontrar em 20 de
outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao
Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua
agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce,
já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses
depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte da
'Mãe dos Pobres'.
Ação e Fé
Segundo o teólogo e consultor da Congregação para a Causa
dos Santos do Vaticano, Gaetano Passarelli, autor da
biografia de Irmã Dulce, a marca da iluminação da freira
baiana se mostra na potência de sua fé, caracterizada pela
firmeza em não se desviar de seus objetivos frente a
obstáculos tão grandes. "Ela não enxergava muros, era
completamente tomada e sustentada por sua fé, que a
encaminhava para o outro, para o objetivo de servir ao
próximo enxergando nele Deus”, diz. “Ela estava só e sua
evangelização se deu de forma ativa, ela levou a palavra aos
necessitados estendendo a mão à sua miséria”.
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PADRE DONIZETTI (Tambaú - São Paulo)
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Em 11 de outubro
de 1929 às oito horas da manhã, Tambaú
sofreu um grande susto, pois a Igreja Matriz
foi praticamente destruída por um grande
incêndio. Foram queimadas 22 imagens de
santos, todos os bancos e o altar mas,
milagrosamente só não foi destruída a imagem
de Nossa Senhora de Aparecida. O padre, no
livro que relatava a paróquia assim escreve:
"Atesto que a 11
de outubro de 1929, às 8 horas, irrompeu
pavoroso incêndio na Matriz local,
destruindo tudo, 22 imagens ficaram
reduzidas a cinzas, restando do edifício,
apenas as paredes revestidas de reboco.
Entretanto, ilesa ficou a imagem de Nossa
Senhora de Aparecida com o manto de seda, o
que causou profunda impressão a todos. Será
perpetuado o fato insólito em suntuosa
Igreja que será construída para a
conservação de sua imagem".
O documento foi
assinado pelo padre Donizetti e por um
grande número de testemunhas. Este
acontecimento triste para a cidade foi o
começo da força espiritual do Padre
Donizetti. A partir daí começava seu
trabalho junto aos menos favorecidos e sua
luta contra os fazendeiros que não pagavam
salários aos seus empregados.

Túmulo Padre
Donizetti no Cemitério de Tambaú
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Ele
levantava a voz contra os patrões que
atrasavam o pagamento de seus
empregados. Até no púlpito ele falava
contra os tais "pagamentos com ordem",
que ele considerava um verdadeiro roubo.
Era um "vale" dado pelos patrões,
obrigando os assalariados a comprar em
determinadas casa de comércio. Para o
padre, todos tinham direito de um
salário digno.
Seu trabalho
pastoral nas fazendas era muito grande e ele
considerou um milagre pregar o cristianismo
para um grupo de colonos japoneses que mal
falavam o português, conseguindo com que
todos se batizassem e freqüentassem as
missas dominicais.
As crianças eram
o alvo de todo o seu carinho. Ele gostava
muito de provar às suas crianças que nada
era impossível. Como exemplo, manda os
meninos pegarem uma taturana nas mãos, e ela
não queimava. Entretanto, era só o padre
sair de perto para que os meninos que se
atravessem a tentar repetir o gesto,
sentissem a ardência da defesa natural do
animal.
Com esta
demonstração de força espiritual, passou a
ser o grande líder de Tambaú. Toda e
qualquer decisão a ser tomada na cidade
teria que antes ser submetida ao padre
Donizetti que nem por isso, deixou de viver
humildemente. Sua casa só tinha o
estritamente necessário e tudo o que ganhava
era destinado aos pobres. Além de toda a sua
atividade em favor dos pobres, tinha uma
vida exemplar com muita sobriedade e
austeridade.
Em 1932, após a
Revolução Constitucionalista, padre
Donizetti já era a pessoa mais querida da
cidade, adorado pelos pobres e respeitado
pelos ricos. Participava ativamente de tudo.
Criou quermesses, festas juninas, construiu
asilo e, visando obras sociais, adquiriu
terrenos e casas. |
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SANTA JOANA D'ARC
Minha heroína Joana D´Arc, a quem evoco tão freqüentemente,
morreu pura e corajosamente aos dezenove anos de idade.
Analfabeta, deixou um nome bendito e honrado.Cumpriu sua
missão!
Theresa Catharina
Santa Joana D'Arc
Santa Guerreira
Comemoração: 30 de maio
Heroína
francesa (Domrémy, 6-I-1412 - Rouen, 3O-V-1431). Era uma
simples aldeã, filha de camponeses, que se dizia inspirada
por Deus para realizar a grande empresa de expulsar os
ingleses que ocupavam a maior parte do território de sua
pátria. Aos catorze anos passou a ouvir vozes celestiais,
acreditando que o arcanjo São Miguel, além de santa Catarina
e santa Margarida, com ela confabulavam. Suas numerosas
visões indicavam-lhe a missão que veio a realizar. Quando as
lutas entre franceses e ingleses se aproximaram do Barrois,
a exaltação da camponesa tornou-se mais intensa, e não pôde
retardar por mais tempo o cumprimento das ordens
sobrenaturais.
Partiu de sua aldeia e obteve de Robert de Baudricourt,
capitão da guarnição de Vaucouleurs, uma escolta para
guiá-la até Chinon, onde se achava Carlos VII, rei de
França, então escarnecido como 'rei de Bourges', pelo seu
reduzido domínio territorial. O país estava quase todo nas
mãos dos ingleses. Os borguinhões, seus aliados, com a
cumplicidade de Isabel da Baviera, entregaram a nação ao
domínio britânico, pelo tratado de Troyes. Inspirada por
extraordinário patriotismo, procurou Joana o rei Carlos Vll
e comunicou-lhe a insólita missão que recebera de Deus.
Nesse encontro de março de 1428, assombrou a todos a
segurança com que se dirigiu ao rei, que lhe entregou o
comando de um pequeno exército, para socorrer Orléans, então
sitiada pelos ingleses. A caminho, diante da atitude heróica
da humilde camponesa, as tropas se avolumaram.
Chegando a Orléans, Joana intimou o inimigo a render-se. O
entusiasmo dos combatentes franceses, estimulado pela
estranha figura da aldeã-soldado, fez com que os ingleses
levantassem o sítio da cidade. Em lembrança desse feito
glorioso Joana d'Arc foi cognominada a 'Virgem de Orléans' (Pucelle
d'Orléans). O êxito aumentou o prestígio da camponesa,
inclusive entre o exército inimigo, e despertou a crença em
seu poder sobrenatural. Realmente a coragem dessa heroína
realizou o desejado milagre: ergueu o espírito abatido da
França. Um sopro cívico perpassou pela nação. Nova missão,
porém, ambicionava Joana d'Arc: levar o rei Carlos VII para
ser sagrado na catedral de Reims, como era tradição na
realeza francesa. A sagração ocorreu a S-V- 1429. Na
tentativa que se seguiu, de retomada de Paris, a heroína foi
ferida. O sangue derramado aumentou o patriotismo de seus
conterrâneos. Caberia, contudo, a Joana d'Arc a palma do
martírio. No ataque que empreendeu a Complègne, em maio de
1430, foi aprisionada pelos borguinhões.
Nem estes nem os ingleses quiseram executá-la sumariamente,
como poderiam ter feito. Seu plano era privá-la da auréola
de santa, obtendo sua condenação num tribunal espiritual. No
jogo de interesses políticos que envolveu sua figura de
heroína, Joana d'Arc não encontrou nenhum apoio por parte do
rei. Em 14 de junho o bispo Pierre Cauchon surgiu no
acampamento de Jean de Luxemburgo, onde se encontrava a
prisioneira. Ambicioso e desejando obter o bispado de Rouen,
então vago, Cauchon faria tudo para agradar aos donos do
poder. Joana foi vendida aos ingleses. No processo que se
seguiu, e em que Cauchon foi um dos Juízes, Joana foi
condenada à prisão perpétua, 'ao pão da dor e à água da
agonia', fórmula empregada para entregá-la à justiça leiga.
Sentenciada a ser queimada viva como relapsa, foi supliciada
publicamente na praça do Mercado Velho, em Rouen. O
sacrifico da heroína despertou novas energias no povo
francês. Carlos VII, expulsando finalmente os ingleses de
Calais, foi chamado o Vitorioso. A figura de Joana foi
celebrada em centenas de obras de arte e muitas obras
literárias. A Igreja canonizou-a por ato do papa Bento V, em
1920.
Santa Joana d'Arc é, com Santa Teresinha, padroeira da
França.
ORAÇÃO: Concedei-me, Ó Pai a coragem e o espírito de
sacrifício de vossa serva Joana D`Arc, a fim de que, pelo
seu exemplo e fidelidade, seja eu também um soldado da Causa
do Evangelho. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Santa
Joana D´Arc, rogai por nós.
www.paideamor.com.br/santos |
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A paixão de
Joana D'Arc
Ficha técnica e sinopse -
A paixão de Joana D´Arc( La passion de Jeanne D´Arc), de
Carl Theodor Dreyer
França, 1928, 35mm, pb, 110'
Elenco: Maria Falconetti, Eugene Silvain, André Berley,
Maurice Schutz
Sinopse: Na França de 1431, Joana de Domrémy - uma mulher do
povo - luta heroicamente contra a ocupação do seu país. É
presa, torturada e queimada sob a acusação de blasfêmia. |
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Theresa Catharina
Brasília DF
Sabedoria é Visão e
Solidariedade
Theresa Catharina de
Góes Campos é jornalista, escritora
e professora
universitária
Considerando-se a
criatividade como um
recurso humano
multiplicador e crítico,
compreendemos que, ao
comentarmos sobre alguém
"de visão", estamos
reconhecendo a sua
capacidade para agir no
presente com
perspectivas futuras. Os
indivíduos que se
destacam, em sua
comunidade, por esse
conhecimento muito
especial, na realidade
atuam regularmente com
padrões tridimensionais,
pois se fundamentam nas
lições do passado,
próximo e remoto.
Em contato com uma
realidade limitada,
insistem em examiná-la
até descobrirem o seu
potencial de
transformação e os
instrumentos de mudança
que deverão ser
utilizados, em sua
dinâmica e seu contexto
específicos. Ao
contrário do que pensam
os conformistas, eles
não vivem loucamente "em
outro mundo": pelo
contrário, inseridos na
sociedade, não se deixam
por ela dominar,
conservando, portanto, a
sua liberdade para
enxergar alternativas
que consideram
superiores. Assim, ao
invés de prisioneiros de
estruturas com as quais
não concordam,
mostram-se capazes de
visualizar, às vezes com
antecedência de séculos,
o mundo que vale a pena
ser construído.
Felizmente, com esta
visão interior que
mantêm de forma
permanente diante de
seus olhos (abertos ou
fechados), já começam a
construí-lo, sozinhos ou
com a ajuda de seus
companheiros.
Os artistas das cavernas
pré-históricas, por meio
de suas pinturas
rupestres, transmitiram
às gerações futuras um
testemunho de sua vida
primitiva: máscaras,
atividades culturais e
de sobrevivência. O fato
de que não dispunham de
escrita não se
constituiu um
impedimento a que
buscassem, de algum
modo, um instrumento de
comunicação. O teatro
grego da Antiguidade
Clássica, com
personagens da
mitologia, destacou a
figura de um cego,
Tirésias, porque a sua
sabedoria lhe dava uma
visão mais profunda:
conhecia a tragédia
pessoal de Édipo, assim
como os desígnios do
poder divino; não se
deixava intimidar pelo
fausto e poder humanos;
não hesitava em
advertir, revelar,
profetizar. Na Idade
Média, os monges
copistas que trabalharam
humilde e
exaustivamente, para que
a cultura greco-romana
fosse preservada para os
leitores dos séculos
seguintes, demonstraram
compreender a
importância das obras de
artistas, filósofos e
estudiosos.
Leonardo Da Vinci,
quando morreu, no ano de
1519, legou à humanidade
não somente a excelência
de suas pinturas, como
também, inventos
científicos os mais
diversos. Na literatura,
os romances de Jules
Verne deram a seu
público o encantamento
de viajar em balões,
descobrir o espaço,
descer ao fundo do mar,
lutar contra perigos com
recursos tecnológicos e
dispor da televisão
muito antes dessas
técnicas fazerem parte
do cotidiano da
sociedade.
Felizmente as
dificuldades do ensino
não desanimaram a
poetisa e professora
chilena Gabriela Mistral,
cujas obras foram
homenageadas com o
Prêmio Nobel. Ainda bem
que os rostos marcados
pela fome e a miséria de
multidões animaram
mulheres de visão, como
Madre Teresa de Calcutá
e Irmã Dulce, a
devotarem tempo e
esforços ao bem-estar
desses marginalizados
porque desamparados. Em
qualquer comunidade,
pessoas com essa força
interior para buscar
soluções (trabalhando
com situações
consideradas, no mínimo,
dificílimas) deixam um
exemplo a ser seguido.
Aliás, caso nos falte
coragem para tanto amor
ao próximo, não sejamos
omissos: ofereçamos o
auxílio que nos for
possível proporcionar.
Em todas as áreas
profissionais, a atuação
de indivíduos capazes de
pensar e forma
abrangente, em
profundidade, resultará
em benefícios superiores
aos obtidos por aqueles
acostumados a repetir ou
reproduzir sem
pensamento crítico. O
objetivo primordial de
todo processo de
educação, seja informal
ou acadêmica, deve ser,
de fato, adquirir esse
conhecimento lúcido,
inquiridor, criativo,
numa atitude de
permanente atualização e
busca de aperfeiçoamento
individual e coletivo.
Esclarecidas e
conscientes, as pessoas
de visão jamais se
acomodam, mesmo quando
aceitam e acatam; com
tranqüilidade ou numa
"santa agitação"
justificada pela
urgência, estão sempre
enfrentando novos
desafios, sem esperar
que os outros se dêem
conta e tomem as suas
decisões. Se o grupo se
apressa, aquele
determinado a refletir
sobre as implicações
talvez se reserve o
direito de ficar na
retaguarda, analisando o
passado, repensando o
presente, preparando-se
para o futuro.
Quando muitos se
refugiam na inércia, os
sábios percebem os
absurdos de tal
alienação e, decididos,
justificados por sua
visão tridimensional,
não-limitada e
não-alienada,
gesticulam, falam,
escrevem, atuam, como a
impulsionar a roda que
parece estar presa ao
chão. Afinal, suas mãos
estão guiadas por olhos
permanentemente fitos
nas estrelas do amanhã
desconhecido, mas
libertador. Visão
pioneira e desbravadora,
capaz de forjar o
porvir!
Theresa Catharina de
Góes Campos
é jornalista, escritora
e professora
universitária
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"ANA NERY - A Matriarca da Enfermagem no Brasil"
RESUMO BIBLIOGRÁFICO (*13/12/1814 + 20/05/1880):
A primeira escola oficial de enfermagem de alto padrão no
Brasil, fundada por Carlos Chagas em 1923, recebeu em 1926 o
nome de "Ana Néri", em homenagem à primeira enfermeira
brasileira, que serviu como voluntária na guerra do
Paraguai. Ana Justina Ferreira Néri nasceu na vila de
Cachoeira de Paraguaçu-BA, em 13 de Dezembro de 1814.
Viúva do capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri, viu seus
filhos, o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidora
Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo; seus
irmãos Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim Maurício Ferreira,
ambos oficiais do exército, serem convocados para a Guerra
do Paraguai.
Ana Néri escreveu então ao presidente da província uma carta
em que oferecia seus serviços como enfermeira enquanto
durasse o conflito.
Partiu da Bahia, de onde nunca saíra, em 1865, para auxiliar
o corpo de saúde do Exército, que era pequeno e contava com
pouco material. Começou seu trabalho no hospital de
Corrientes, onde havia, nessa época, cerca de seis mil
soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas.
Mais tarde, assistiu os feridos em Salto, Humaitá, Curupaiti
e Assunção.
Mulher de posses, com seus recursos montou na capital
conquistada, na própria casa onde morava, uma enfermaria
limpa e modelar. Ali trabalhou, abnegadamente, até o fim da
guerra, na qual perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho,
que se alistara como voluntário da pátria.
De volta ao Brasil, em 1870, Ana Néri recebeu várias
homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata
humanitária e da campanha e recebeu do imperador uma pensão
vitalícia, com a qual educou quatro órfãos que recolhera no
Paraguai. Seu retrato de corpo inteiro, obra de Vítor
Meireles, figura em lugar de honra no paço municipal de
Salvador. Ana Néri morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de
Maio de 1880.
Portal Nosso São Paulo -
www.nossosaopaulo.com.br
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www.exercito.gov.br/recrutinha
Sargento
Sílvio Hollenbach
Há
25 anos, um sargento do
Exército muito corajoso
salvou um menino no
zoológico de Brasília. O
nome dele era Sílvio
Delmar Hollenbach.
Um garoto de 13 anos caiu
num fosso de ariranhas, que
estavam nervosas e agitadas
porque tinham tido filhotes.
O sargento Hollenbach
pulou no fosso e tirou o
menino de lá. Tudo teria
terminado bem se os animais
não tivessem mordido o
sargento, que ficou muito
ferido. Infelizmente, ele
não conseguiu sobreviver e
acabou morrendo no hospital.
Por ter sido tão
corajoso, ele ganhou do
Exército a “Medalha do
Pacificador com Palma”. O
povo de Brasília homenageou
o sargento Hollenbach
dando o seu nome ao
zoológico da cidade. Além
disso, o presidente da
República o promoveu, após a
morte, por bravura, ao posto
de 2º tenente.
Um homem tão destemido
merece tudo isso e mais um
pouco. Vocês não acham? |
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BERNARDO SAYÃO
www.arpdf.gov.br
O Bandeirante do Século XX
"[...] o espírito deste destemido patrício, [Bernardo Sayão]
que a terra de Brasília acolhe [...] nos servirá de flâmula,
de incitamento e de fonte de ânimo."
Juscelino Kubitschek
Desbravador da mata, herói pioneiro, homem e a árvore,
bandeirante moderno, ou bandeirante do século XX são os
títulos atribuídos a Bernardo Sayão, que entrou para a
história com sua última e grande realização: a construção da
Belém-Brasília iniciada em 1958. A longa rodovia ligaria
definitivamente o Sul ao Norte do Brasil, com extensão de
2.169 quilômetros. A obra, antes com ares de utopia, hoje é
uma realidade que compreende o Distrito Federal e os estados
de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. Benificia as
populações do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Dirigiu a Colônia Agrícola de Goiás, cujo o trabalho foi tão
importante, que várias fazendas chegaram a um nível de
desenvolvimento que transformaram-se em núcleos formadores
de algumas cidades goianas, a exemplo de Ceres.
Entusiasta defensor da interiorização da Capital, Bernardo
Sayão foi um dos primeiros diretores da NOVACAP a
transferir-se para Brasília com sua família. Nos primeiros
meses da construção, foi responsável pela abertura da
primeira escola e dos cinemas pioneiros.
Nasceu no Rio Janeiro e diplomou-se pela Escola Superior de
Agronomia e Medicina Veterinária de Belo Horizonte. Vítima
de uma tragédia que mobilizou todo o poder público, a
imprensa e a população brasileira, Bernardo Sayão morreu em
1959, atingido por uma árvore no município de Açailândia
(Maranhão), quando faltavam apenas 50 quilômetros para a
conclusão da estrada.
CRONOLOGIA
Vera Catalão
1901 – Bernardo Sayão Carvalho Araújo nasceu em 18 de junho,
na cidade do Rio de Janeiro, filho de João Carvalho Araújo e
Alice Sayão Carvalho Araújo.
1920 – Iniciou estudos na Escola de Agronomia de Piracicaba
– SP e, em seguida, transferiu-se para a Escola Nacional de
Agronomia do Rio de Janeiro. Dois anos depois diplomou-se
pela Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária de
Belo Horizonte – MG.
1925 – Mudou-se para a Fazenda Santa Clara, no Paraná, onde
dedicou-se por sete anos à cultura do café. Casou-se pela
primeira vez com D. Lygia Mendes Pimentel, que faleceu em
1935. Desse casamento nasceram as filhas Léa e Lais.
1932 – Retornou ao Rio de Janeiro onde foi contratado como
assistente no Departamento Nacional de Produção Vegetal do
Ministério de Agricultura. Participou da Revolução
Constitucionalista de 32 ao lado do Partido Republicano
Paulista. Comprou a Fazenda Ribeirão das Flores, no interior
do Rio de Janeiro.
1937 – Passou a ocupar o cargo efetivo de Agrônomo
Cafeicultor no Ministério da Agricultura.
1941 – Casou-se com D. Hilda Fontenele Cabral, com quem teve
quatro filhos: Fernando, Bernardo, Lia e Lilian. Com o
lançamento, no Governo Vargas, da 'Marcha para o Oeste' foi
designado para dirigir a Colônia Agrícola Nacional de Goiás
(CANG), que deu origem a cidade de Ceres, onde fixou
residência com a família. Comandou a construção de 142 km da
Br – 14, ligando Anápolis a Ceres.
1942 – Tendo o homem como preocupação principal e visando
agilizar o cumprimento de suas tarefas, adotou diversas
soluções práticas e não burocráticas, como a construção de
uma ponte pênsil com tambores vazios de gasolina amarrados
com cabo de aço sobre o rio das Almas; trocou pneus por
combustíveis e outras providências imediatas, em situações
emergenciais, que renderam-lhe no ano seguinte um processo
administrativo.
1948 – Partiu do Rio de Janeiro, com toda a família,
conduzindo para Goiás um comboio de 72 máquinas agrícolas e
viaturas. A viagem durou 48 dias.
1950 – Exonerado do cargo de administrador da Colônia
Agrícola Nacional de Goiás em 30 de novembro, retornou para
a Fazenda Ribeirão das Flores, trabalhou fazendo frete
enquanto aguardava julgamento do processo administrativo de
1943.
1952 – Fixou residência em Belo Horizonte trabalhando como
empreiteiro na Colônia Agrícola de Jaíba.
1954 – Eleito vice-governador do Estado de Goiás pelo PSD,
no ano seguinte, durante três meses, ocupou o cargo de
governador, enquanto aguardava eleições suplementares que
legitimaram a posse do governador José Ludovico de Almeida.
1955 – Antes mesmo da decisão presidencial de transferir a
Capital para o interior goiano e da criação da NOVACAP,
construiu o primeiro campo de pouso da região escolhida
preparando a visita do Marechal José Pessoa, presidente da
Comissão de Localização da Nova Capital.
1956 – Nomeado diretor da Campanhia Urbanizadora da Nova
Capital do Brasil – NOVACAP, em 16 de setembro, dirigiu a
construção Anápolis- Brasília, concluída em junho de 1958, e
no mês de novembro, fixou residência na cidade em
construção, para atender prontamente as nessecidades das
primeiras obras.
1956/1958 – Comandou a abertura de grandes vias públicas,
ligando de extremo a extremo a cidade que nascia (Brasília).
Construiu no Núcleo Bandeirante, entre outras obras, o
Ginásio Brasília, Cine Brasília e o Cine Anápolis.
1958 – Designado pelo presidente JK, aceitou dirigir
pessoalmente a construção da Rodovia Belém-Brasília, com
2.169 quilômetros de extensão.
1959 - Morreu em plena floresta, atingido por uma árvore na
Rodovia Belém-Brasília, no Município de Açailândia-MA,
quando faltavam apenas cinqüenta quilômetros para a
conclusão desta que foi uma de suas obras mais audaciosas.
5O ANOS DA MORTE DO
ENGENHEIRO BERNARDO SAYÃO
(18 de junho de 1901 - 15 de janeiro de 1959)
Em homenagem a ele, reproduzimos estas palavras....
www.ampem.org.br
Inauguração da Promotoria de Justiça de Açailândia e a
Rodovia Bernardo Sayão
Hoje, com profunda emoção, nosso pensamento retorna àquele
dia abençoado e tão importante para o Maranhão. Lembro-me de
quando o engenheiro Bernardo Sayão, encarregado pelo
Presidente Juscelino Kubitschek de gerenciar a construção da
BR-010, a Belém-Brasília, disse ao chegar na cidade de
Céres-GO: "- Presidente, haveremos de fazer uma estrada
partindo o País ao meio, a quem chamaremos de espinha dorsal
do Brasil". Nesse momento, apontou para o Norte, dizendo: "-
A direção é esta". Na verdade, foi quando a história de
Açailândia teve início, em julho de 1958, momento em que os
índios Cutia e Cocranum procuravam água para a equipe de
trabalho de Bernardo Sayão e ao chegarem à cabeceira de um
riacho, beberam, tomaram banho e colheram aquele líquido
para os que ficaram no acampamento. No dia seguinte, na
companhia dos dois índios, 23 trabalhadores da linha de
frente da abertura da grande rodovia chegavam à cabeceira da
aguada, onde deram início à construção de 10 barracos de
taipa, cobertos com palha de açaizeiros.
Na gigantesca obra que seguia com destino ao Pará, ligando o
sul ao norte do Brasil, havia diversos trechos de serviços.
O comandante Bernardo Sayão supervisionava as 11
construtoras, distribuindo aproximadamente 3.400 homens em
11 forças tarefas, entre eles maquinistas, tratoristas,
candangos, engenheiros, mecânicos, trabalhadores braçais
(conhecidos como cassacos e arigós), topógrafos e geodéticos,
que chegavam à cidade de Imperatriz. Ele mobilizou uma frota
de 200 caminhões, tratores, aplainadeiras e solidificadoras,
dentre outras máquinas pesadas. A notícia da existência de
água, de terras férteis e de uma floresta densa, ignota, que
assustava e encantava, juntamente com o acesso dado pelas
obras da rodovia que já se encontravam em ritmo acelerado,
atraíram inúmeros exploradores e aventureiros; pioneiros que
apareciam à procura de trabalho e vislumbravam o provir de
um lugar pródigo em delícias e riquezas. Em agosto de 1958,
a RODOBRÁS (órgão administrativo criado por JK para cuidar
da abertura da estrada) montava seu escritório em Açailândia
– uma casa de alvenaria e madeira, coberta com telhas de
cimento e amianto, que teve a honra de hospedar ilustres
visitantes. JK, a 01.01.1959, esteve na região
supervisionando o seu segundo maior projeto, a rodovia
Belém-Brasília (o primeiro era a construção de Brasília). Em
suas dependências, foi também realizado o velório de
Bernardo Sayão, que faleceu no dia 15.01 daquele ano, em
decorrência de um imenso galho de árvore ter caído em
direção à barraca na qual se encontrava, ocasionando
fraturas na perna, no braço e na cabeça. A mata se vingou
dele como a Vupabuçu azul se vingou de Fernão Dias Paes
Leme. Tudo aconteceu em razão do compromisso firmado com JK,
que seria o dia do encontro das turmas Norte-Sul – a
"ligação" -, marcado para 31.01.59. Havia ainda muito
serviço em pouco tempo e o "chefe" estava afobado por
terminar o serviço. Puseram a maca em que seu corpo
descansava sobre dois tambores de óleo. Às três horas da
tarde do dia 16 chegou o avião da FAB, que levou o seu corpo
para Belém, a fim de que fosse embalsamado. Após, seguiu a
Brasília para ser sepultado e receber as justas homenagens.
Todavia, lá ainda não havia cemitério e tiveram que abrir,
durante toda a noite do dia 16, uma estradinha até o local
onde foi realizado o sepultamento, que só ocorreu em
17.01.59. Quando morreu Bernardo Sayão, na tarde de 15 de
janeiro de 1959, não se findou uma existência apenas.
Interrompeu-se, de maneira brusca, a marcha evolutiva da
Belém-Brasília, iniciada vigorosamente no momento em que
também estava em ritmo acelerado a construção da capital do
País. Foi a primeira pessoa a falecer em terras
açailandenses. Em 15.05.1968, o governador José Sarney
esteve naquela mesma casa, para o lançamento da pedra
fundamental da BR-222.
Registre-se que a história do progresso da cidade de
Açailândia teve início em janeiro de 1959, quando João Neves
de Oliveira (João Mariquinha) resolveu vir de Imperatriz com
a sua esposa, Maria Divina Oliveira, seus 4 filhos e uma
amiga, Maria Rosa. Foram elas as primeiras mulheres a pisar
em solo açailandense. Maria Rosa, porém, não viu a cidade se
desenvolver, pois foi acometida por malária 18 dias após sua
chegada, vindo a óbito em seguida.
Às margens do riacho encontrado pelos índios Cutia e
Cocranum, existia grande quantidade de açaizeiros, o que deu
origem ao nome do município. A palavra Açaí significa: fruto
do açaizeiro, palmeira da Amazônia, muito apreciado nos
Estados do Pará, Maranhão e São Paulo, sendo, hoje,
exportado, inclusive, para outros países. De acordo com o
linguajar indígena, teria o significado de haste comprida
que produz grãos miúdos. O sufixo Lândia provém do vocábulo
inglês Land (lénd), terra, região, ilha. Assim surgiu
Açailândia
Em solenidade realizada no dia 04.06.2008, o
Procurador-Geral de Justiça Francisco Barros entregou à
população de Açailândia as novas instalações da promotoria
de justiça daquela comarca.
Neste ano, em que comemoramos 60 anos da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, passamos a ter uma ação
prática do direito à vida, que é o acesso à justiça. É de
fundamental importância tratar dessa questão como um direito
humano, garantido e como responsabilidade do Estado. A
criação da Casa da Cidadania de Açailândia visa proporcionar
o maior acesso à Justiça aos cerca de 117 mil cidadãos do
município de Açailândia e seus termos (Cidelândia e São
Francisco do Brejão), por intermédio de serviços públicos de
qualidade para a população e o incentivo à cidadania
comunitária.
A sede está situada na av. José Dílson Caridade, s/n, num
terreno de 5.000m2, sendo 464,52m2 de área construída. Fica
próxima aos Fóruns Eleitoral e da Justiça Estadual,
possuindo cinco gabinetes para promotores de justiça, duas
salas para funcionários, recepção, sala de reunião,
secretaria, banheiros masculino e feminino, arquivo,
copa/cozinha, sala de reprografia, guarita, garagem e três
depósitos para guardar materiais diversos.
Durante a inauguração, a presidente da AMPEM, Fabíola
Fernandes, falou da necessidade da parceria entre os órgãos:
"Só poderemos garantir a cidadania para a população se
houver a união de todas as
instituições".
O diretor das promotorias, Marco Aurélio, prestou homenagem
à Procuradora Terezinha Bonfim pelo seu esforço dispendido
para que a promotoria de justiça de Açailândia fosse
entregue à população. "Aqui é o prédio do povo. Nosso
trabalho não tem sentido se não for para servir a
população", sintetizou.
As dificuldades orçamentárias foram o foco do discurso do
procurador-geral durante a solenidade. "Tivemos avanços com
a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas apenas 2% da Receita
Corrente Líquida do Estado é reservada ao Ministério Público
e isto limita nossa atuação", afirmou. Lembrou ainda que a
promotoria de Açailândia é a sétima a ganhar sede própria
durante sua gestão: "Fizemos a estruturação das promotorias,
para garantir melhores condições de trabalho aos servidores
e promotores de justiça, uma política institucional
permanente".
Referindo-se às dificuldades criadas pelo orçamento reduzido
do Ministério Público, a procuradora-geral de justiça
nomeada para o biênio 2008-2010, Fátima Cordeiro, lembrou
que hoje há uma defasagem de 52 promotores de justiça em
todo o Estado. Asseverou que "a estruturação das promotorias
de justiça é imprescindível para a prestação de um
atendimento eficiente à população". Em sua prédica,
comprometeu-se em continuar a política de aparelhamento das
promotorias de justiça durante sua gestão.
Prestigiaram a inauguração os procuradores Daniel Ribeiro,
Terezinha Bonfim, Regina Rocha e Teodoro Peres; os
promotores de justiça Alexandre Rocha, Cássius Chai, Aline
Guerra, Fernanda Helena, Marco Aurélio, Cláudio Rebelo,
Ilana Boueres e João Marcelo; os juízes Wilson Mendes,
Alessandra Arcangeli e Lívia Aguiar; o Presidente da Câmara
Júlio César; o Presidente da OAB, secção Açailândia, Ernos;
a edilidade; as polícias civil e militar; bem como a
comunidade em geral.
No ano de 2007 foram prestados mais de 2.400 atendimentos
aos munícipes, nas cinco promotorias que integram a comarca
de Açailândia e termos judiciários.
Teodoro Peres |
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São Francisco de Assis
São Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, na Itália,
em 1181, sendo batizado como GIOVANNI BERNARDONE e conhecido
como FRANCESCO BERNARDONE. Era filho de um rico comerciante
de tecidos e tirou todos os proveitos de sua condição social
vivendo entre os amigos boêmios. Tentou, como o pai, seguir
a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.
Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos,
alistou-se no exército de GUALTIERI DE BRIENNE que combatia
pelo Papa. Em Spoleto, porém, teve um sonho revelador. Foi
convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo".
Suas revelações não parariam por aí.
Na cidade de Assis, dedicou-se ao serviço de doentes e
pobres. Um dia de outono do ano de 1205, enquanto rezava na
igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer:
"Francisco, restaure minha casa decadente". O chamado, ainda
pouco claro para Francisco, foi tomado no sentido literal.
Ele vendeu todas as mercadorias da loja do pai para
restaurar a igrejinha. Como resultado, seu pai, indignado
com o ocorrido, deserdou-o.
Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos,
Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã
Pobreza". Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos
anos se transformou numa das maiores da Cristandade. Fundou,
com CLARA DE ASSIS, o ramo feminino da mesma Ordem, a
Segunda Ordem Franciscana, a das Irmãs Clarissas. Clara
nasceu em 1194 e entrou na vida franciscana em 1212, com 18
anos de idade. Foi viver em São Damião, onde estava a mesma
igrejinha onde São Francisco teve seu encontro místico.
Morreu em 1253, aos sessenta anos, na cidade de Assis, sendo
canonizada em 1255.
Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis
ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios
da espiritualidade franciscana, fundou a Ordem Terceira.
A devoção de Francisco a Deus não se resumiria em
sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava
no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no
corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado "estigmatização".
Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua
grande fonte de fraqueza física e, em 1226, São Francisco de
Assis faleceu.
O amor de Francisco tem um sentido profundamente
universalista. Ninguém como ele irmanou-se tanto com todo o
universo: foi irmão do sol, da água, das estrelas, das aves
e dos animais. O "Cântico ao Sol", em que proclama seu amor
a tudo que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia
cristã. São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por
Gregório IX e sua festa é celebrada no dia 4 de outubro.
www.assisbrasil.org/sfranc.html
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FREI GALVÃO
www.paroquiameninojesus.com.br
Conheça Frei Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil
11/05/2007 11:25
Assessoria
O Vaticano reconheceu o segundo milagre do Frei em dezembro
do ano passado.
O religioso nascido em Guaratinguetá é venerado pelo exemplo
e pelos dons.
Frei
Galvão nasceu em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em
1739 (Foto: Divulgação)
Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, o primeiro santo nascido
no Brasil, nasceu em Guaratinguetá, em 1739. Permaneceu até
os 13 anos de idade na cidade, depois foi estudar na Bahia.
O frei foi ordenado sacerdote em 1762 e completou os estudos
teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo. Viveu
durante 60 anos na capital, até morrer em 23 de dezembro de
1822.
A canonização dependia de o Vaticano reconhecer dois
milagres. A confirmação final ocorreu em dezembro de 2006,
próximo à semana do Natal, com a autenticação do segundo
milagre: salvar a vida da mãe e de seu bebê há sete anos, em
São Paulo, 177 anos após a morte do religioso, em 1822.
Orações ao beato teriam garantido que um parto de altíssimo
risco fosse bem-sucedido.
A vida de Sandra Grossi de Almeida e de seu filho Enzo de
Almeida Gallafassi corriam risco porque a mãe tinha útero
bicorne: duas cavidades de dimensões muito pequenas e
assimétricas. Com isso, o feto não tinha espaço para
crescer.
Sandra engravidou em 1999, mas a gravidez era considerada de
alto risco, com possibilidade de morte por hemorragia no
momento do parto. A gravidez deveria ir até o quinto mês,
por causa do pequeno espaço para a formação do feto, mas a
gestação evoluiu até a 32ª semana. Sandra tomou as “pílulas
de Frei Galvão” e a criança nasceu no dia 11 de dezembro,
com quase dois quilos e 42 centímetros. Médicos consideraram
o caso raro.
Primeiro milagre
Outro milagre reconhecido pelo Vaticano – o primeiro - foi a
cura da menina Daniela Cristina da Silva, de 4 anos. Em 1990
ela estava internada em coma no Hospital Emílio Ribas, na
capital paulista, com hepatite B. Desenganada pelos médicos,
a menina tomou a “pílula de Frei Galvão”, dada pela própria
mãe, e foi curada. Como a medicina não conseguiu explicar a
cura, a Santa Sé aprovou o milagre de autoria de Frei Galvão
e ele foi beatificado.
Reuters
Os defensores da causa da canonização de Frei Galvão afirmam
que ele tinha dons sobre-humanos. Beatificação
Há quase nove anos, o frei brasileiro que curava as pessoas
em vida foi beatificado e reconhecido pelo papa João Paulo
II. Para se tornar beato, foram 11 anos de estudos de cerca
de 30 mil milagres avaliados. Desta enorme quantidade de
graças relatadas por fiéis, cinco foram escolhidas e uma
enviada para Roma.
Pílulas
O mais importante trabalho que contribui diariamente para a
divulgação do poder divino de Frei Galvão é a distribuição
gratuita da oração em papeizinhos: as “pílulas de Frei
Galvão”. Nos papeizinhos picados, fabricados por 17
voluntárias, está escrito: “Depois do parto permanecestes
Virgem, Mãe de Deus, intercedeis por nós”.
A frase era escrita pelo próprio beato, que a distribuía às
pessoas que o procuravam no Mosteiro da Luz, no Centro de
São Paulo, enquanto ainda era vivo. Hoje são distribuídas
cerca de 60 mil pílulas por mês por meio dos Correios.
O último religioso brasileiro a receber o título de beato
foi padre Mariano, do dia 5 de novembro de 2006. Era
espanhol e morou no Brasil de 1931 até o ano de sua morte,
em 1983. Além de Padre Mariano, Frei Galvão e Madre Paulina,
há outros dois beatos que atuaram no Brasil: Padre Anchieta
e Padre Reus.
Santa
A imigrante italiana Madre Paulina foi a primeira religiosa
que morou no Brasil a tornar-se santa. Ela foi beatificada
em 1991 e canonizada em 2002, como Santa Paulina do Coração
Agonizante de Jesus pelo Papa João Paulo II. A religiosa
mudou-se para o país com a família em 1875, quando tinha 10
anos. Ela trabalhou em Santa Catarina e São Paulo e morreu
em julho de 1942.
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FREI GALVÃO - ARQUITETO, MESTRE DE OBRAS e PEDREIRO do
Mosteiro da Luz, obra declarada Patrimônio Cultural da
Humanidade pela UNESCO
www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
Antônio Galvão de França, nome de batismo de frei Antônio de
Sant'Anna Galvão, o Frei Galvão
(1739 - 1822)
Sacerdote brasileiro nascido na cidade de Guaratinguetá,
interior do estado de São Paulo, a poucos quilômetros do
Santuário de Aparecida, o primeiro santo nascido no Brasil.
De uma família de boas posses e de profunda tradição
católica, era filho de Antônio Galvão de França, um
imigrante português e Capitão-mor da cidade, e de Dona
Isabel Leite de Barros, uma filha de fazendeiros,
bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o
caçador de esmeraldas. Educado para adquirir uma formação
humana e cultural, com a idade de13 anos foi enviado para o
Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia. Depois de
quatro anos (1752-1756) decidiu renunciar a um futuro
promissor e influente para seguir a carreira religiosa.
Pretendia ser jesuíta, mas por causa da perseguição movida
contra os jesuítas pelo Marquês de Pombal,
entrou para o convento franciscano de Taubaté. Aos 21 anos,
entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de
Janeiro, onde (1761) fez seus votos solenes e um ano após
foi ordenado sacerdote (1762). Foi para o Convento de São
Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos
de filosofia e teologia. Terminados os estudos foi nomeado
Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento e,
depois (1769-1770) como Confessor de um Recolhimento de
piedosas mulheres, as Recolhidas de Santa Teresa, em São
Paulo. Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado
a aumentar o recolhimento e durante 14 anos (1774-1788)
cuidou da nova construção e outros 14 para a construção da
igreja (1788-1802), da qual foi arquiteto, mestre de obras e
até pedreiro, uma obra, hoje conhecida como Mosteiro da Luz
e declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. A
pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa
Clara em Sorocaba, SP (1811), onde permaneceu por 11 meses
para encaminhar a nova fundação e comunidade. Considerado
santo já em vida, o povo católico não deixou que ele saísse
da cidade, assim, viveu durante 60 anos no Convento de São
Francisco, na capital paulista, até sua morte, em 23 de
dezembro, e foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz,
que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de
contínuas peregrinações. Posteriormente, após a sua morte,
outros mosteiros foram fundados por essas duas comunidades,
seguindo assim, a orientação deixada. Ficou conhecido
popularmente pelas pílulas de Frei Galvão, orações em
papeizinhos distribuídas gratuitamente, que trazem a
inscrição Depois do parto permanecestes Virgem, Mãe de
Deus, intercedei por nós. Elas são confeccionadas até
hoje, pelas freiras do Mosteiro da Luz. Foi beatificado pelo
Vaticano (1998). Para virar santo é necessária a confirmação
de dois milagres, o que aconteceu no final do ano (2006). Em
16 de dezembro (2003) foi feito o lançamento do livro de
Eva Luzia Feliciano, Novena com as Pílulas do Beato
Frei Galvão, Edições Loyola, São Paulo, no Instituto
Itaú Cultural, Av. Paulista, 149. Seu processo de
canonização foi iniciado na década seguinte (1938) e
retomado duas vezes (1949 / 1969) e retomados os estudos
(1980) com o Cardeal Arns. O Processo
Informativo na Arquidiocese de São Paulo foi reaberto (1986)
e concluído cinco anos depois (1991) sob a orientação
(1990-1991) da Irmã Célia Cadorin. O
Decreto das Virtudes Heróicas (1996) quando passou a ser
chamado de Venerável, e um Decreto sobre um Milagre
(1998). Beatificado em Roma pelo PapaJoão Paulo
II (1998) e após um novo Decreto sobre outro milagre
(2006), foi feito o anúncio oficial da canonização do beato
pelo Papa Bento XVI em 23 de fevereiro (2007).
A cerimônia de Canonização foi programada para o dia 11 de
maio (2007), em São Paulo, durante a visita do Papa ao
Brasil. Madre Paulina foi a primeira santa que morou
no Brasil, mas era migrante italiana e chegou no país aos 9
anos de idade (1875). Foi beatificada (1991) e canonizada
(2002), como Santa Paulina do Coração Agonizante de
Jesus, pelo papa João Paulo II.
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FREI GALVÃO - Místico e Contemplativo -
www.diocesefranca.org.br
Santo Antônio de Sant'Ana
Galvão
(São Frei Galvão),
"Post partum, Virgo, inviolata
permansisti. Dei Genitrix, intercede pro nobis"
(Depois do parto, ó Virgem,
permaneceste inviolada. Mãe de Deus, intercede por nós)
(Pílulas de Frei Galvão)
No Boletim do mês passado
apresentei alguns dados biográficos do futuro santo e um
pouco de história (Primeira Parte), agora apresento nesta
edição a segunda parte: "Alguns aspectos da
espiritualidade e apostolado de Frei Galvão".
FREI ANTÔNIO SANT'ANA GALVÃO - 1739
a 1822
Segunda parte: Alguns aspectos da espiritualidade e
apostolado de Frei Galvão
-
Místico e Contemplativo: Homem de
oração e devoto de Nossa Senhora
Frei Galvão distingui-se,
primeiramente, por uma rica "espiritualidade franciscana
e mariana". Um verdadeiro filho de São Francisco: homem
de oração, de vida simples e penitente. Um devoto apaixonado
de Nossa Senhora: no dia em que professou na Ordem, fez
"juramento de defesa à Imaculada Conceição" como era
costume naquele tempo. Os Frades eram defensores do
privilégio da Conceição Imaculada, cujo dogma só foi
proclamado em 1854. Mas, 4 anos depois da ordenação, Frei
Galvão aprofundou aquele compromisso, assinando com o
próprio sangue uma "Cédula irrevogável de filial entrega
a Maria Santíssima, minha Senhora, digna Mãe e Advogada",
pela qual consagrava-se "como filho e perpétuo escravo"
da Mãe de Deus.
Era uma espiritualidade que nasceu e se alimentava
de uma forte experiência de Deus. E se manifestava em
convicções e atitudes muito claras e firmes: absoluta
confiança na Providência Divina e submissão total à vontade
de Deus.
A partir dessa base, dá para entender bastante bem
de seu comportamento e ações. Era de obediência irrestrita.
Nomeações e transferências: logo as assumia e se punha a
cumprir. Decisões de autoridades a seu respeito: obedecia
sem pestanejar. Vejam-se, por exemplo, a nomeação e
transferência para o Noviciado de Macacu, a ordem do
Governador quanto ao fechamento do Mosteiro e quanto a sua
expulsão da cidade, etc. O que entendia ser vontade de Deus,
como as inspirações da Irmã Helena, corria para pôr em
prática. Por traz havia sempre a serenidade de quem confia
em Deus.
Podem ser vistas como expressões fortes da mística e
contemplação de Frei Galvão sua luta e empenho, por mais de
40 anos, em favor da fundação do Recolhimento da Luz e da
formação e direção espiritual das Irmãs para a vida
contemplativa, e sua fidelidade, por 60 anos, ao juramento
de servir à causa da Conceição Imaculada e propagar sua
devoção.
A quem lhe pedia uma graça, Frei Galvão recomendava
invocar a Imaculada Mãe de Deus, engolindo um papelzinho com
a invocação a Maria, sempre Virgem, em sinal de confiança
nela e de proclamação da mensagem da Conceição Imaculada,
escrita no papel. Como é sabido, a pílula por si mesma não
tem nenhum poder miraculoso, ela só produz efeito se for
tomada não como uma forma de magia, mas como sinal e
expressão da fé e confiança em Deus por Maria. É assim que
ainda hoje as pílulas de Frei Galvão têm ajudado muita
gente.
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Pregador e Missionário Itinerante:
Apóstolo de São Paulo
Impulsionado pelo amor de Deus, que
trazia no coração, Frei Galvão foi o grande pregador e
anunciador da Palavra de Deus, tendo como centro de sua ação
evangelizadora a cidade de Paulo. Logo que terminou os
estudos, foi eleito em Capítulo Provincial "Pregador,
Confessor e Porteiro" no Convento São Francisco. A sua
pregação estava sempre aliada com o contato direto com o
povo: a acolhida no Confessionário e Portaria, sua bondade e
compreensão, seus conselhos e orientações, seu socorro e
ajuda aos necessitados, enfermos e sofredores. Pouco a pouco
sua fama atravessou fronteiras.
Sempre a pé, andou a pregar por muitas localidades
fora da cidade: Sorocaba, Porto Feliz, Itu, Taubaté,
Parnaíba, Indaiatuba, Mogi das Cruzes, Paraitinga,
Pindamonhangaba, Guaratinguetá. A serviço da Província,
viajou para mais longe: ao Rio de Janeiro, mais de uma vez,
e chegou até Castro, Paraná, como Visitador da Ordem. As
viagens, feitas a pé, se transformavam em roteiros
missionários de pregação às diversas localidades. Em todos
os lugares anunciava o Evangelho e a devoção à Imaculada. Ao
passar por Piraí do Sul, indo para Castro, deixou a estampa
de Nossa Senhora das Brotas, que lá se encontra na Capela
das Brotas, e é venerada até os dias de hoje. Não seria
exagerado dizer que a devoção à Nossa Senhora da Imaculada
Conceição de Aparecida, a partir de seu Santuário na pequena
cidade do Vale do Paraíba e ao lado de Guaratinguetá,
tivesse sido alimentada pelo trabalho de difusão desta
devoção por parte de Frei Galvão.
Frei Galvão foi chamado "Apóstolo de São Paulo".
Sua pregação tocava as pessoas e era acolhida pelo povo de
todos os lugares, que para ouvi-lo se reunia em multidão.
Como Comissário da Ordem Terceira de São Francisco,
eleito por duas vezes, cuidou de formar os Irmãos na
vivência do ideal franciscano como caminho de santificação e
de verdadeiro apostolado leigo.
-
Confessor e Conselheiro: Missionário
da paz e da caridade
O maior bem que Frei Galvão trazia no
coração era Deus. Este bem ele distribuía a quem o
procurava. As pessoas da cidade e de longe vinham a procura
de Frei Galvão para se confessar, para buscar seu conselho e
orientação de vida. Ele se destacou como confessor e
conselheiro do povo. Portador da bênção e do perdão de Deus,
só podia mesmo trazer a paz: a paz da reconciliação com
Deus, a paz da pessoa com outra pessoa, a paz na família, a
paz na sociedade. Em Itu, deu-se o caso de pacificação de
uma família que se costuma contar. Ele era um conselheiro
sábio, prudente, maduro, mais do que isso, cheio de Deus.
Por isso mesmo era considerado "Homem virtuosíssimo"
e foi chamado "Homem da paz".
Além de Confessor do povo, dedicou parte importante
de sua vida, primeiro como Confessor e Atendente das Irmãs
Carmelitas, no Recolhimento Santa Teresa, depois, até o fim
da vida, como Confessor e Diretor espiritual das Irmãs
Concepcionistas do Recolhimento da Luz. Para o Recolhimento
da Luz foi tudo: co-fundador com a Irmã Helena, construtor,
arquiteto, pedreiro, esmoler, sustentador, Confessor,
Capelão e Orientador espiritual.
Embora sendo pacífico e pacificador, era defensor da
justiça. Basta lembrar o caso da condenação à morte do
soldado conhecido pelo nome de "Caetaninho". Frei
Galvão não hesitou em pôr-se declaradamente em sua defesa,
não obstante o confronto inevitável com o Governador da
Capitania que ordenara a condenação, uma condenação injusta
e arbitrária.
Se era todo amor para Deus, era-o também para os
necessitados. Aprendera em família dar esmolas. Conta-se
que, em criança, dera uma toalha de crivo e bordado da mãe a
um pobre que pedia esmolas. Acostumara a ser generoso,
sobretudo com os pobres e necessitados. Fala-se também que
ao tempo da construção do Mosteiro da Luz passava toda
semana pelos bares das proximidades e pagava as dívidas dos
serventes da obra, que eram negros escravos.
O povo o amava e o defendia. Assim aconteceu quando
o Governador por vingança decretara o desterro de Frei
Galvão. O povo cercou a casa do Governador que se viu
obrigado a revogar a sentença. Com razão o povo distinguiu-o
com o nome de "Homem da caridade".
Por todos estes títulos, o povo considerava Frei
Galvão um santo e sendo assim, ainda em vida, todos o
chamavam "Padre Santo". Fama esta que não se
extinguiu depois da morte, mas perdurou por todo o tempo e o
levou primeiramente à Beatificação no Vaticano, em 1998, e
agora à Canonização em São Paulo, no dia 11 de maio de 2007.
Para a glória da Santíssima Trindade, o louvor da
Imaculada Conceição, a honra de São Francisco e o bem de
todos nós brasileiros e de todo o santo povo de Deus. Assim
Seja!. |
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FREI GALVÃO - PADROEIRO DOS PROFISSIONAIS DA CONSTRUÇÃO
CIVIL
www.iabbauru.org.br/freigalvao.html
Santo Antônio de Sant'Ana Galvão
Arquiteto, construtor e Pedreiro
Venerável Franciscano Fiel Servo de Deus Frei Antônio de
Sant'Ana Galvão nasceu em Guaratinguetá, Estado de São
Paulo, no ano de 1739.
Frei Galvão faleceu com fama de santidade em 1822, na cidade
de São Paulo e foi sepultado na Capela-Mór do Mosteiro da
Luz. A partir dessa data o povo já passou a considerá-lo
como santo, conseguindo, através dele, graças e milagres.
Em 1939, nos 200 anos de seu nascimento, Frei Adalberto
Ortmann passou a reunir material para dar início à sua
beatificação em Roma.
O processo estava pronto quando Frei Adalberto faleceu, sem
ter tido a oportunidade de enviá-lo à Itália.
Em 1991 D. Evaristo Arns interessou-se pelo processo e não o
encontrou no Tribunal dos Santos, em Roma.
Buscou nos arquivos eclesiásticos de São Paulo e encontrou a
documentação que nunca tinha sido enviada.
Em 1990 teve então início o processo de beatificação, tendo
por postuladora a Irmã Célia Cadorin.
Em 1997 foi emitida, por unanimidade, a aprovação e a
autenticidade do milagre de Frei Galvão, relativo à menina
Daniella, então com quatro anos e em fase terminal, com
hepatite galopante tipo B, quatro infecções hospitalares e
complicações, internada na ocasião em São Paulo no Hospital
Emílio Ribas.
Após a comprovação do milagre, complementada com o novo
Decreto sobre as virtudes heróicas do venerável Frei Galvão,
foi beatificado em ato oficial pelo papa João Paulo II na
Basílica de São Pedro, em Roma.
A beatificação do Bem-aventurado Frei Galvão, ocorreu dia 25
de outubro de 1998 e sua Canonização em 11 de maio de 2007
sob o nome de Santo Antonio de Sant'Ana Galvão. É também o
padroeiro dos profissionais da construção civil, pois foi o
arquiteto de vários projetos, incluindo o Mosteiro da Luz
que construiu e onde trabalhou como pedreiro.
Frei Galvão , portanto, acaba de ser declarado Santo, com o
processo de canonização concretizado agora pelo papa Bento
XVI. É o primeiro santo nascido no Brasil. O local da
canonização, em evento inédito, foi o Campo de Marte, na
zona norte da capital paulista, cercado por mais de um
milhão de pessoas. A cerimônia contou com a presença dos
cerca de 400 bispos brasileiros todos em branco, no altar ao
lado do papa Bento XVI. O papa teve a saudação de D. Odilo
Scherer, novo bispo da Arquidiocese de São Paulo. A
cerimônia de canonização do beato Frei Galvão, teve a
narrativa de sua história por D. José Saraiva, prefeito da
Congregação da Causa dos Santos, responsável pelo setor no
Vaticano que comprovou seus milagres, e no dia 23 de
fevereiro último, foi decidido finalmente que
ele seria Santo, mais um entre os 6.700 Santos da Igreja
Católica.
A canonização foi realizada fora do Vaticano, como uma
homenagem aos católicos do País, disse um integrante da
comitiva papal. No total, são cinco passos para a
canonização. Primeiramente, o candidato a santo deve ter
morrido, pelo menos, cinco anos antes da abertura do
processo. Depois é nomeado um postulador, que fica
responsável por organizar a documentação exigida. É possível
tornar-se santo pela virtude ou pelo martírio. Após isso, os
documentos são avaliados por historiadores, teólogos e uma
comissão de cardeais do Vaticano. Se houver aprovação, o
candidato ganha o título de venerável. Depois destes
trâmites, os mártires veneráveis são nomeados beatos. Já os
veneráveis por virtude, devem ter um milagre de cura
comprovado para se tornar beatos. Em seguida, o caso passa
pelo crivo do Vaticano, que incluem peritos e uma comissão
médica. Quem dá o decreto é o papa. Se o milagre for aceito,
ele anuncia a beatificação. No caso de Frei Galvão, a
beatificação foi anunciada pelo então papa, em 1998, João
Paulo II. Por fim, para a canonização, deve ser comprovado
um segundo milagre. Ele tem que ter ocorrido,
necessariamente, após a beatificação. O processo acontece
nos mesmos moldes do primeiro. O papa anuncia a canonização
depois do consistório, uma consulta final a todos os
cardeais.
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Zumbi dos Palmares
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A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do africano quimbundo "nzumbi",
e significa, grosso modo, "duende". No Brasil, Zumbi
significa fantasma que, segundo a crença popular
afro-brasileira, vagueia pelas casas a altas horas da noite;
1 Histórico
2 Cronologia
3 Tributo
4 Referências bibliográficas
5 Ver também
6 Ligações externas
Histórico
O Quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União
dos Palmares , Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável,
um reino (ou república na visão de alguns) formado por
escravos negros que haviam escapado das fazendas
brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de
Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje
estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava
por volta de trinta mil pessoas.
Zumbi nasceu livre em Palmares, Pernambuco, no ano de 1655,
mas foi capturado e entregue a um missionário português
quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado
"Francisco", Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu
português e latim, e ajudava diariamente na celebração da
missa. Apesar das tentativas de torná-lo "civilizado", Zumbi
escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de
origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e
astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável
quando chegou aos vinte e poucos anos.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco
cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se
aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta
de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos
fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa
Portuguesa; a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os
portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a
liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros
eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e
desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a
resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o
novo líder do quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o
bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para
organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a
capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido.
Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares.
Zumbi é surpreendido pelo cap. Furtado de Mendonça em seu
reduto (talvez a Serra Dois Irmãos).
Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase
dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695.
Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e
Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública,
visando desmentir a crença da população sobre a lenda da
imortalidade de Zumbi.
Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de
Melo e Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua
cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para
satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar
os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal,
para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os
Palmares."
Zumbi é hoje, para a população brasileira, um símbolo de
resistência. Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o
dia da Consciência Negra.
É também um dos nomes mais importantes da Capoeira.[ carece
de fontes?]
Cronologia
Mais ou menos em 1600: negros fugidos do trabalho escravo
nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de
Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o
Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de
resistência, seguiam os moldes organizacionais da república
e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para
muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da
escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já
contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções
dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus
habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e
milícias.
1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro.
O que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas
dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa
de aniquilar com o quilombo de Palmares, que como nas
investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas
defesas dos quilombolas.
1654: Os portugueses expulsam os holandeses do nordeste
brasileiro.
1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares, neto da
princesa Aqualtune.
Por volta de 1662 (data não confirmada): Criança ainda,
Zumbi é aprisionado por soldados portugueses e levado a
Porto Calvo, onde é "dado" ao padre jesuíta António Melo.
Este o batizou com o nome de Francisco. Zumbi passou a
ajudar nas missas e estudar português e latim.
1670: Zumbi aos quinze anos de idade foge e regressa a
Palmares. Neste mesmo ano de 1670, Ganga Zumba, filho da
Princesa Aqualtune, tio de Zumbi, assume a chefia do
quilombo, então com mais de trinta mil habitantes.
1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo
Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro
e organizador militar. Neste ano, a tropa portuguesa
comandada pelo Sargento-mor Manuel Lopes, depois de uma
batalha sangrenta, ocupa um mocambo com mais de mil
choupanas. Depois de uma retirada de cinco meses, os negros
contra-atacam, entre eles Zumbi com apenas vinte anos de
idade, e após um combate feroz, Manuel Lopes é obrigado a se
retirar para Recife. Palmares se estendia então da margem
esquerda do São Francisco até o Cabo de Santo Agostinho e
tinha mais de duzentos quilômetros de extensão, era uma
república com uma rede de onze mocambos, que se assemelhavam
as cidades muradas medievais da europa, mas no lugar das
pedras haviam paliçadas de madeira. O principal mocambo, o
que foi fundado pelo primeiro grupo de escravos foragidos,
ficava na Serra da Barriga e levava o nome de Cerca do
Macaco. Duas ruas espaçosas com umas 1500 choupanas e uns
oito mil habitantes. Amaro, outro mocambo, tem 5 mil. E há
outros, como Sucupira, Tabocas, Zumbi, Osenga, Acotirene,
Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche.
1678: A Pedro de Almeida, governador da capitania de
Pernambuco, mais interessava a submissão do que a destruição
de Palmares, após inúmeros ataques com a destruição e
incêndios de mocambos, eles eram reconstruídos, e passou a
ser economicamente desinteressante, os habitantes dos
mocambos faziam esteiras, vassouras, chapéus, cestos e
leques com a palha das palmeiras. E extraiam óleo da noz de
palma, as vestimentas eram feitas das cascas de algumas
árvores, produziam manteiga de coco, plantavam milho,
mandioca, legumes, feijão e cana e comercializavam seus
produtos com pequenas povoações vizinhas, de brancos e
mestiços. Sendo assim o governador propôs ao chefe Ganga
Zumba a paz e a alforria para todos os quilombolas de
Palmares. Ganga Zumba aceita, mas Zumbi é contra, não admite
que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos.
Além do mais eles tinham suas próprias Leis e Crenças e
teriam que abrir mão de sua cultura.
1680: Zumbi assume o lugar de Ganga Zumba em Palmares e
comanda a resistência contra as tropas portuguesas. Ganga
Zumba morre assassinado com veneno.
1694: Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo
comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal
mocambo de Palmares e onde Zumbi nasceu, cercada com três
paliçadas cada uma defendida por mais de 200 homens armados,
após 94 anos de resistência, sucumbiu ao exército português,
e embora ferido, Zumbi consegue fugir.
1695, 20 de Novembro: Zumbi foi traído e denunciado por um
antigo companheiro, ele é localizado, preso e degolado aos
40 anos de idade. Zumbí ou "Eis o Espírito", virou uma lenda
e foi amplamente citado pelos abolicionistas como herói e
mártir.
Tributo
Atualmente, o dia 20 de novembro, feriado em mais de 200
cidades brasileiras, é celebrado como Dia da Consciência
Negra. O dia tem um significado especial para os negros
brasileiros que reverenciam Zumbi como o herói que lutou
pela liberdade e como um símbolo de liberdade. Hilda Dias
dos Santos incentivou a criação do Memorial Zumbi dos
Palmares.
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Oskar Schindler
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A fábrica de Oskar Schindler em Brnenec
Oskar Schindler nasceu em Zwittau-Brinnlitz, na Morávia,
atual República Tcheca, em 28 de Abril de 1908 e faleceu em
Hildesheim, Alemanha em 9 de Outubro de 1974.Como empresário
de cidadania alemã (Sudetos), ele se tornou célebre por ter
salvo 1.100 trabalhadores judeus do Holocausto, durante a
Segunda Guerra Mundial.
Tornou-se membro do Partido Nazista após a anexação dos
Sudetos em 1938. No início da Segunda Guerra Mundial,
mudou-se para a Polônia a fim de ganhar dinheiro
aproveitando-se da situação. Em Cracóvia, abre uma fábrica
de utensílios esmaltados, onde passa a empregar
trabalhadores judeus. A origem destes trabalhadores era o
Gueto de Cracóvia, local onde todos os judeus da cidade
foram confinados. Em março de 1943, o gueto foi desativado e
os moradores que não foram executados no local foram
enviados para o campo de concentração de Plaszow. Os
operários de Schindler trabalhavam o dia todo em sua fábrica
e à noite voltavam para Plaszow. Quando, em 1944, os
administradores de Plaszow receberam ordens de desativar o
campo, devido ao avanço das tropas russas - o que
significava mandar os seus habitantes para outros campos de
concentração onde seriam mortos - Oskar Schindler
convenceu-os através de suborno que necessitava desses
operários "especializados" e criou a famosa Lista de
Schindler. Os judeus integrantes desta lista foram
transferidos para a sua cidade natal de Zwittau-Brinnlitz,
onde colocou-os em uma nova fábrica adquirida por ele (Brnenec).
Ao término da guerra, 1200 judeus entre homens , mulheres e
crianças foram salvos de perecer em um campo de concentração
nazista. Nos últimos dias da guerra, antes da entrada do
exército russo na Morávia, Schindler conseguiu ir para a
Alemanha, em território controlado pelos Aliados. Ele
livrou-se de ser preso devido aos depoimentos dos judeus a
quem ajudara. Passada a guerra, ele e a esposa Emilie foram
agraciados com uma pensão vitalícia do governo de Israel em
agradecimento aos seus atos humanitários. O seu nome foi
inscrito, junto a uma árvore plantada por ele, na avenida
Dos Justos do museu do holocausto em Jerusalém, ao lado do
nome de outras cem personalidades não judias que ajudaram os
judeus durante o Holocausto. Durante a guerra tornou-se
próspero, mas gastou o seu dinheiro com a ajuda prestada aos
judeus que salvou e com empreendimentos que não deram certo
após o término da guerra. Morreu pobre em Hildesheim na
Alemanha no dia 9 de outubro de 1974, com 66 anos de idade.
Foi enterrado no cemitério cristão (ele era católico) no
Monte Sião em Jerusalém com honras de herói.
A sua história foi contada em livro (Schindler's Ark) por
Thomas Keneally e, posteriormente filmada por Steven
Spielberg (A Lista de Schindler) no ano de 1993. Este filme
é considerado pelo próprio Spielberg e pela crítica como sua
obra-prima, e apontado entre os dez melhores filmes da
história de Hollywood. O filme foi filmado em preto-e-branco
para criar um efeito sombrio e ambientar-se à história
retratada. O filme foi o vencedor do Oscar de 1994 e Steven
Spielberg levou a estátua (Oscar) de melhor direção.
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www.joaocarlosmartins.com.br
JOÃO CARLOS MARTINS - PIANISTA E MAESTRO -
www.joaocarlosmartins.com.br
Contraponto - notícias do mundo musical
A Paixão segundo Martins
Aconteceu no último dia 29 de março, na Sala São Paulo, a
pré-estréia nacional do documentário realizado pela cineasta
alemã Irene Langemann sobre a vida e a obra do cultuado
pianista João Carlos Martins. "Martins Passion", como o
filme se chama no original, traça o perfil do brilhante
artista, sua determinação inabalável, seu sofrimento físico
– que por fim o obrigou a abandonar o piano – e seu
envolvimento nas áreas empresariais e políticas. O filme,
que deve ser apresentado nas salas de cinema no segundo
semestre, venceu recentemente o Prêmio de Melhor
Documentário no 17º Festival de Biarritz, na França. Este
mês, João Carlos Martins está na Inglaterra, onde rege a
English Chamber Orchestra em uma gravação dos Seis Concertos
de Brandenburgo de Bach.
www.concerto.com.br |
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MARIE E PIERRE CURIE
www.medicina.ufmg.br
Visita de M.Curie, aos 58 anos de idade,e sua filha Irène
ao Instituto do Radium de Belo Horizonte, em agosto de
1926. Esta fotografia faz parte do acervo da Sala Borges
da Costa do CEMEMOR.
M. CURIE E O INSTITUTO DO RADIUM
O Instituto do Radium, primeiro centro destinado à luta
contra o câncer no Brasil, foi inaugurado no dia 7/9/1922,
em Belo Horizonte, ocupando área doada pela Prefeitura nos
fundos do Parque Municipal e limitando-se com os terrenos da
Faculdade de Medicina. Para sua criação, foi fundamental a
participação do Prof. Eduardo Borges da Costa, então diretor
da Faculdade de Medicina, que conseguiu sensibilizar as
autoridades constituídas, obtendo dessas o imprescindível
apoio para a execução do projeto. Segundo Pedro Salles, 1 o
Instituto "custou ao Estado Cr $ 550.000, fora o preço de 25
centrigramas de radium adquiridos nas usinas da Societé
Française d'Energie et Radio-chimic de Courbevoie, por Frs.
276.459". Do conjunto ao detalhe, o Instituto do Radium
confirma o propalado senso estético de Borges da Costa - um
belo estilo arquitetônico, com a fachada ornada de colunas
gregas, e uma instalação primorosa. O Instituto foi
concebido como fundação autônoma e tinha por objetivo o
estudo do radium e dos Raios X; o estudo, pesquisas
científicas e o tratamento do câncer, moléstias afins e
afecções pré-cancerosas. O serviço de Roentgenterapia foi
confiado ao Dr. Jacyntho Campos e o de Curieterapia foi
confiado ao Dr. Mário Penna (por Curieterapia entendia-se a
irradiação dos tumores por meio de agulhas de platina
carregadas de radium). Segundo Guilherme Halfeld, 2 em 1923
(ano seguinte ao da inauguração do Instituto), Eduardo
Borges da Costa participou da delegação brasileira enviada à
França para as comemorações do centenário de nascimento de
Pasteur, ao lado de Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas,
Eduardo Rabelo, Gustavo Riedel e Eurico Villela,
acompanhados das respectivas esposas. Na grande exposição
comemorativa, além das contribuições científicas levadas de
Manguinhos, figurou uma maquette do recém-inaugurado
Instituto do Radium, acompanhada de fotografias e dados
esclarecedores sobre seu funcionamento e suas finalidades.
Aproveitando a viagem, Borges da Costa permaneceu por algum
tempo em Estrasburgo, especializando-se com o grande
cirurgião Sancert, e, em Paris, com Nageotte;
posteriormente, em Copenhague, fez curso de anatomia
patológica dos tumores com o Prof. Fieberger. A partir de
1950, o Instituto do Radium passou a chamar-se Instituto
Borges da Costa, em homenagem a seu fundador e primeiro
diretor, falecido no dia 5 de setembro daquele ano. Há cerca
de uma década, boa parte de suas instalações foi ilegalmente
ocupada por alunos da UFMG e o Instituto transformado em
"moradia estudantil"; mesmo assim, ainda funciona ali um
ambulatório de cirurgia. O Instituto Borges da Costa
representa, hoje, a última relíquia arquitetônica do Campus
da Saúde, que passou por inúmeras transformações desde a
fundação da Faculdade em 1911; por conseguinte, sua
demolição (ou mesmo a mudança de sua fachada) seria algo
inaceitável por parte de quantos sabem de seu inestimável
valor histórico.
Conforme se comentou acima, um momento marcante para a
história do Instituto foi representado pela visita de Marie
Curie e sua filha Irène, em agosto de 1926; mãe e filha aqui
chegaram após uma viagem de trem, procedentes do Rio de
Janeiro, e, no dia 17, foram conhecer o Instituto, deixando
as respectivas assinaturas no livro de registro de visitas.
No dia 18, na Faculdade de Medicina, Marie Curie pronunciou
uma conferência sobre a radioatividade e suas aplicações na
Medicina.
Marie Curie (l867-1934), nascida Marya Sklodowska, de origem
polonesa, já era viúva quando de sua visita a Belo Horizonte
(pois o marido Pierre Curie falecera em 1906, vítima de um
atropelamento) e, por essa ocasião, já recebera por duas
vezes o Prêmio Nobel em reconhecimento a seus estudos sobre
a radioatividade. Assim, em 1903, junto com o marido Pierre
e com A.H.Becquerel, Marie Curie recebeu o Nobel de Física.
Becquerel descobriu, em 1896, a propriedade de certos
minerais de urânio de emitirem raios semelhantes aos Raios
X, descobertos por Roentgen no ano anterior; Marie e Pierre
Curie descobriram a radioatividade do tório, isolaram, em
1898, o polônio (um novo elemento radioativo, 400 vezes mais
poderoso que o urânio) e descobriram, ainda em 1898, o
radium, elemento ainda mais ativo que o polônio. Em 1911,
Marie Curie foi distinguida com o Nobel de Química por suas
investigações sobre as propriedades do radium e as
características de seus compostos.
A filha de Marie e Pierre, de nome lrène (l897-1956), foi
assistente da própria mãe no Institute Radium de Paris e ali
conheceu o físico Jean Frédéric Joliot, com quem se casou em
1926. Após defender tese sobre os raios alfa do polônio,
lrène formou-se, em 1925, pela Faculdade de Ciências de
Paris; em 1936 foi nomeada subsecretária de Estado para
pesquisas científicas; a partir de 1937, lecionou na
Sorbonne e, em 1946, tornou-se diretora do Institute Radium.
Foi membro da Comissão de Energia Atômica, do Comitê
Nacional de União de Mulheres Francesas e do Conselho
Mundial de Paz.
Jean Frédéric Joliot-Curie (l900-l958) também foi assistente
de Marie Curie e, curiosamente, adotou seu sobrenome após
desposar, em 1926, sua filha lrène. Formou-se em ciências,
em 1930, com tese sobre a eletroquímica do polônio. Em 1935,
recebeu, juntamente com a esposa, o Prêmio Nobel de Química.
A descoberta que lhes valeu tal distinção surgiu da seguinte
experiência: bombardeando boro, alumínio e magnésio com
raios alfa, obtiveram isótopos radioativos de elementos
normalmente não radioativos, ou seja, nitrogênio, fósforo e
alumínio. Foi revelada, assim, a possibilidade de se
empregarem elementos radioativos produzidos artificialmente
para acompanhar mudanças químicas e processos fisiológicos.
Jean Frédéric Joliot-Curie e lrène participaram também da
construção da primeira pilha atômica francesa. Do exposto,
resulta claro um fato inédito, ou seja, cinco ganhadores do
Prêmio Nobel numa mesma família: Pierre, em 1903; Marie, em
1903 e, depois, em 1911; lrène em 1935 e Jean Frédéric (que
entrou para a família em 1926), também em 1935. Esse fato dá
a exata dimensão da importância da visita que Marie Curie e
sua filha fizeram ao Instituto do Radium em 1926 - ocasião
em que foram fotografadas ao lado de Carlos Pinheiro Chagas,
um dos antecessores de Bogliolo à frente da Cátedra de
Anatomia Patológica.
Notas:
1- Salles, P.: Contribuição para a história da Medicina de
Belo Horizonte. Revista da AMMG 17:54, 1996. O autor, Pedro
Drummond de Salles e Silva, misto de médico e historiador,
formou-se em Medicina pela UMG em 1927. Foram seus colegas
de turma Flávio Marques Lisboa (pioneiro, junto com José
Ferola, da Radiologia em Minas Gerais), Pedro Nava (médico
reumatologista e memorialista) e Juscelino Kubitschek de
Oliveira (Prefeito de Belo Horizonte, Governador de Minas
Gerais e Presidente da República). É também de sua autoria o
livro História da Medicina do Brasil (Belo Horizonte,
Editora G. Holman Ltda., 1971), com prefácio de Pedro Nava.
Aliás é justamente nesse prefácio que o memorialista cita
uma frase de Littré capaz de estimular o historiador da
Medicina: "Il n'est rien dans la plus avancée des médecines
modernes dont on ne puisse trouver l'embryon dans la
médecine du passé".
2- Halfeld, G.: Um pouco da vida de Borges da Costa. Revista
da AMMG 22:169, 1971.
Fonte: Vida e Obra de Luigi Bogliolo
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VISCONDE DE MAUÁ
Patrono do Ministério
dos Transportes
VISCONDE DE MAUÁ
(1813-1889) é o patrono
do Ministério dos
Transportes.
Em qualquer setor de
sua atividade, o
pioneirismo é a
característica
principal.
De ascendência
humilde, Irineu
Evangelista de Sousa
nasceu em Arroio Grande,
município de Jaguarão
RS, em 28 de dezembro de
1813.
Não é fácil delimitar
a área da ação de Mauá,
industrial e banqueiro
(feito Barão em 1854 e
Visconde em 1874).
Em 1845, à frente de
ousado empreendimento,
levanta os estaleiros da
Companhia Ponta de
Areia, Niterói, com que
inicia a indústria naval
brasileira. Em 11 anos,
o estabelecimento
fabrica 72 navios, a
vapor e a vela.
Destruído por incêndio (
1857) e reconstruído
três anos depois, é
derrotado por problema
mais sério: a lei de
1860, isentando de
direitos a entrada de
navios construídos no
estrangeiro, arruinaram
a empresa, que faliu.
Entusiasta dos meios
de transporte,
especialmente das
ferrovias, a ele se
devem os primeiros
trilhos lançados em
terra brasileira e a
primeira locomotiva -a
Baronesa-, ligando o Rio
de Janeiro à raiz da
serra de Petrópolis. A
estação de onde partiu a
composição inaugural (30
de abril de l854)
receberia mais tarde o
nome de Barão de Mauá.
O espírito público de
Mauá leva-o a apoiar
financeiramente a
Estrada de Ferro Dom
Pedro II (depois Estrada
de Ferro Central do
Brasil), mesmo sabendo
que, pelo seu traçado,
iria desfechar golpe
mortal na chamada
Estrada de Ferro de
Petrópolis. Além dessas
duas, Mauá participou
direta ou indiretamente
na construção das cinco
primeiras ferrovias
inauguradas no Brasil:
no norte, a Recife - São
Francisco (Recife and S.
Francisco Railway) e a
Bahia - São Francisco
(Bahia and S. Francisco
Railway Co.). Obra
inteiramente sua, como o
foi a primeira dessas
estradas, é a Santos -
Jundiaí (depois S. Paulo
Railway), a quinta
inaugurada no Brasil (16
de fevereiro de 1867).
Também no setor
bancário desempenha Mauá
papel pioneiro. Em 1851
organiza o Banco do
Brasil e, em 1852, funda
a casa bancária Mauá,
Mac Gregor & Cia., com
agência em Londres. A
ele se deve, ainda, o
primeiro desses
estabelecimentos fundado
no Uruguai - o Banco
Mauá Y Cia. (1857), com
autorização para emitir
papel-moeda. O Banco
Mauá Y Cia. estendeu-se
a Buenos Aires. Júlio
Verne, no romance "De la
Terre à la Lune" (da
Terra à Lua), escrito em
1873, cita o Banco Mauá
Y Cia. entre as
principais casas
bancárias da América do
Sul, com capacidade para
financiar o
empreendimento de uma
viagem espacial.
Ocorre, em 1864, a
primeira crise econômica
no Segundo Reinado, em
conseqüência de
especulação de
investidores
estrangeiros e agravada
pela guerra do Paraguai.
Cinco bancos vão à
falência. Entres eles,
em 1866, o Banco Mauá,
Mac Gregor & Cia., que
prospera, no entanto, da
mesma forma que as
filiais, do mesmo nome,
no Prata. Segue-se, no
Brasil, um período de
relativo progresso, após
a guerra do Paraguai. Em
1873, sobrevém nova e
mais séria crise
econômica e Mauá é
forçado a pedir
moratória, a que se
seguiu longa demanda
judicial.
Em
sua famosa "Exposição
aos credores e ao
público" (1878),
Mauá faz um relato
detalhado dos
empreendimentos em que
se lançou, a partir de
1846. Considerado como
sua autobiografia, o
trabalho é escrito em
estilo objetivo, mas não
lhe faltam passagens de
um certo amargor. A
falência é por Mauá
atribuída,
principalmente, à
hostilidade dos novos
governantes uruguaios e
brasileiros, que não
teriam procurado
facilitar-lhe os
negócios do difícil
transe por que passava,
mas, ao contrário,
impuseram-lhe exigências
momentaneamente
insuperáveis. Outra
causa, segundo Mauá, foi
a decisão do Supremo
Tribunal de Justiça, em
1877, de reconhecer o
foro de Londres como o
competente para julgar
sua ação contra a
empresa S. Paulo
Railway, devedora de
soma considerável, à
organização por ele
dirigida. A justiça
inglesa considerou
prescrita a dívida.
A simples enumeração
dos empreendimentos em
que se lançou Mauá,
feita na "Exposição ao
Credores", demonstra sua
participação e
influência na vida
nacional e, mesmo,
internacional. Além dos
já referidos, podem ser
citados: Rebocadores do
Rio Grande (1849-1850),
Cia. de Gás do Rio de
Janeiro (1851-1855),
Cia.Fluminense de
Transportes (1852),
Diques Flutuantes
(1852), Luz Esteárica
(1854-1864), Canal do
Mangue (1855-1858),
Montes Áureos (1862),
Cia.de Curtumes
(1860-1869), Cia. de
Carris Jardim Botânico
(1861-1868),
Abastecimento de Água
(1874-1877), Cia. de
Ferro do Rio Verde
(1875), colaborando,
assim, de forma
preciosa, para a solução
do problema do
abastecimento de água à
capital do Império, à
organização de empresa
de transportes urbanos,
devendo-se-lhe à criação
do serviço de bondes à
tração animal. Destaque
especial merece a
instalação do primeiro
cabo submarino
(1872-1874), ligando o
Brasil ao resto do
mundo, e a Cia. de
Navegação do Amazonas
(1852-1872). Sobre esta
última, reafirma ainda
em 1878, sua esperança
de que o governo "...não
recuse dar àquele mundo
de riquezas naturais o
impulso que ele está
reclamando".
Foi deputado pelo Rio
Grande do Sul, nas
legislaturas de 1856,
1859-60, 1861-64,
1864-66 e 1872-75.
Renunciou ao mandato em
1873, para atender aos
seus negócios, ameaçados
desde a crise bancária
de 1864.
Doente, minado pelo
diabetes, só descansou
depois de pagar o último
vintém, vindo a falecer
em 21 de outubro de
1889.
www.transportes.gov.br

MAUÁ
- O
IMPERADOR
E O
REI
Drama
biográfico
sobre
o
Barão
de
Mauá,
desde
a
sua
infância,
"Mauá
- o
Imperador
e o
Rei"
(Brasil,
1999
- de
Sergio
Rezende
-
132
min.
)
conta
a
trajetória
pessoal
e
sócio-econômica
de
Irineu
Evangelista
de
Souza,
capaz
de
sonhar
e
realizar
com
entusiasmo,
ousadia
e
competência.
Seu
maior
ideal
era
o
progresso
do
Brasil.
Nascido
em
Arroio
Grande,
no
Rio
Grande
do
Sul,
em
1813,
demonstrou
eficiência
comercial,
destacou-se
na
indústria,
nos
campos
da
economia
e da
política.
Com
muita
sensibilidade,
ainda
jovem
se
declarou
profundamente
contrário
à
escravidão.
Acreditava
nos
estudos,
no
trabalho
honesto,
em
negócios
éticos.
Tornou-se
o
homem
mais
rico
do
Império,
dono
de
tal
poder
que
provocou
conflitos
entre
os
membros
da
corte
de
D.
Pedro
II e
os
banqueiros
ingleses.
Chegou
a
perder
tudo
que
obtivera
com
o
fruto
de
seu
trabalho
árduo,
inclusive
o
registro
comercial.
Dez
anos
depois,
conseguiu
se
reerguer,
pagar
as
suas
dívidas
e
recuperar
a
honra
de
seu
nome.
Ao
morrer,
com
76
anos,
era
um
dos
homens
mais
ricos
do
país.
Paulo
Betti
e
Malu
Mader
são
os
protagonistas.
No
elenco,
também
se
destacam
Othon
Bastos,
Antônio
Pitanga
e
Roberto
Bomtempo,
além
de
atores
ingleses,
como
Michael
Byrne.
O
filme
foi
rodado
no
Brasil
e na
Inglaterra.
Destaques:
produção,
direção,
interpretação;
roteiro,
direção
de
arte,
reconstituição
de
época,
figurinos,
maquiagem
e
adereços;
fotografia
e
trilha
sonora.
(Obs.
Assisti
ao
filme
no
cinema,
mas
pode
ser
encontrado
em
vídeo
Columbia
TriStar
do
Brasil.)
Theresa
Catharina
de
Góes
Campos
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SANTA ISABEL DA HUNGRIA, padroeira da Ordem Terceira
Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer.
Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que
nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se
irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei
da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach
(Alemanha).
De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e
da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança
foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de
Isabel, que significa repleta de Deus.
Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o
governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato
repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce
espírito de oração e pela profunda compaixão para com os
sofredores.
Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a
longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís,
nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia.
Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um
matrimônio feliz para seu filho.
Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da
corte, concluíram que a menina não seria companheira para
Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do
palácio.
Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o
grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão
dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que
aconteceu em 1221.
A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por
mais penosas que fossem as situações, e isso em grau
heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto
de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele,
delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas
brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma
delas.
Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha
que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além
disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e
Gertrudes, de 1227.
Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque
Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir
para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova
renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o
duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à
luz a menina.
Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach
alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por
ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um
conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de
Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo
membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira
que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era,
pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de
presente o manto do próprio São Francisco!
Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra
ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma
apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem
de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno.
Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.
De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de
Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida
simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da
corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos
pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para
doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os
franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas
fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos
filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a
vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A
mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e
acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de
todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente
na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira
veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André
mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato
feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda
revertida para os pobres e sofredores.
Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo
defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e
abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha,
mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento
aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no
palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900
pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia
mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava
sempre que trabalhassem e procurava criar condições para
isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade
pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus
milagres em favor dos pobres!
De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do
que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas
servas atestam que, nos últimos meses de vida,
frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou
serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para
o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos
enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a
dispor sobre herança, respondeu tranqüila: "Minha herança é
Jesus Cristo !" E assim nasceu para o céu! Era 17 de
novembro de 1231.
Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o
Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em
Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26
de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada
Padroeira das Irmãs da Ordem Franciscana Secular.
FREI CARMELO SURIAN, O.F.M.
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De: liliamh - formigas@estacaovirtual.com
MARIA LENK
( curta )
De SONIA NERCESSIAN (Brasil, 2006).
Pioneira da natação. Nadava ainda no Rio Tietê, foi a várias
Olimpíadas e aperfeiçoou o nado borboleta. Professora,
escritora, aos 92 anos nadava 2 horas por dia. Faleceu em
abril de 2007, como queria, nadando. Cor 10min (Ver Original
s/ leg).
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Morre a brasileira Maria Lenk,
a primeira atleta olímpica
sul-americana
Data 17/04/2007 | Assunto: Natação
pioneira da natação brasileira, Maria Lenk, morreu nesta
segunda-feira, no Rio de Janeiro. Primeira mulher brasileira
e sul-americana a competir em uma Olimpíada, ela tinha 92
anos e sofreu um mal súbito quando treinava no Clube de
Regatas do Flamengo. Encaminhada ao hospital Copa D'Or, no
bairro de Copacabana, Maria Lenk não resistiu.
O boletim médico assinado por Marcelo Franco, gerente médico
da emergência, informa que Maria Lenk chegou ao hospital com
"alteração do nível de consciência, insuficiência
respiratória e quadro compatível com choque circulatório."
Exames complementares apontaram um aneurisma e, durante a
preparação para a cirurgia de emergência, a nadadora teve
parada cardíaca, morrendo às 13 horas.
No último dia 12 de fevereiro deste ano, Maria Lenk foi
homenageada pelo Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, que
deu seu nome para o novo Parque Aquático que vem sendo
construído no autódromo do Rio de Janeiro para receber as
provas de natação, nado sincronizado e saltos ornamentais
nos Jogos Pan-Americanos.
Em 2004, Lenk recebeu o troféu Adhemar Ferreira da Silva, na
cerimônia de entrega do Prêmio Brasil Olímpico, destinado
aos melhores atletas do ano. Com a morte da nadadora, o
Comitê Olímpico Brasileiro (COB), decretou luto oficial de
três dias.
"Felizmente pudemos homenageá-la ainda em vida, com a
entrega do Troféu Adhemar Ferreira da Silva, e recentemente
ficamos muito felizes com a homenagem que a Prefeitura do
Rio fez ao dar o nome de Maria Lenk ao Parque Aquático da
Cidade dos Esportes, que será o palco da natação, dos saltos
ornamentais e da natação sincronizada durante os Jogos
Pan-americanos. Este é um momento de luto para todos nós",
disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.
Trajetória
Filha de alemães que imigraram para o Brasil em 1912, Maria
Emma Hulga Lenk nasceu em 15 de janeiro de 1915, em São
Paulo. Aos 17 anos, tornou-se a primeira mulher brasileira a
integrar uma delegação olímpica, nos Jogos de Los
Angeles-1932. Nas Olimpíadas seguintes, em Berlim-1936, ela
estava de volta, desta vez acompanhada por mais três
nadadoras.
O pioneirismo não ficou restrito às Olimpíadas. Ela também
bateu o primeiro recorde mundial para o Brasil, foi a
primeira a nadar borboleta, aplicando o estilo ao nado
peito, prova que disputou nos Jogos de Berlim - o nado
borboleta só foi introduzido nos Jogos Olímpicos de
Melbourne, em 1956 - e foi a primeira a trazer o nado
sincronizado para o país. Em 1942 ajudou a fundar a Escola
Nacional de Educação Física, da Universidade do Brasil,
atual UFRJ.
Seu auge foi no final da década de 30, quando se preparava
para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O cancelamento das
Olimpíadas, por causa da Segunda Guerra Mundial, foi a maior
decepção da atleta.
De qualquer forma, em 1939, ela havia batido os recordes
mundiais dos 200 e 400m peito, tornando-se a única nadadora
sul-americana recordista mundial. O recorde dos 400m peito,
6min15s80, foi registrado em 11 de outubro daquele ano, na
piscina do Botafogo. No mês seguinte, Lenk nadou 2min56s90
na piscina do Fluminense.
A expectativa de uma medalha olímpica foi frustrada com a
interrupção das Olimpíadas durante a Segunda Guerra Mundial.
Lenk deixou a carreira em 1942, mas não abandonou o esporte.
Além da carreira acadêmica, ela escreveu vários livros sobre
natação e voltou a competir, na categoria masters.
Em sua faixa etária, ela detém os recordes mundiais em três
provas de nado peito, em piscina longa (50 metros). É a mais
rápida nos 50m, com 1min26s91, nos 100m, com 3min12s88, e
nos 200m, com 6min57s76.
A brasileira entrou para o Hall da Fama da Federação
Internacional de Natação (Fina) em 1988. No mesmo ano, foi
homenageada com o "Top Ten" da Fina por ser uma das dez
melhores atletas masters (masculino e feminino) de natação
no mundo.
Confira entrevista que a nadadora concedeu à revista
"Aventuras na História", 75 anos depois de ter sido a
primeira brasileira a ter competido nos Jogos Olímpicos.
No bate-papo, Maria Lenk disse que "não conseguia passar um
dia sem nadar". Seguia uma rotina diária na piscina. Todas
as manhãs, durante uma hora, a paulistana que adotou o Rio
nos anos 30 percorria cerca de 2 quilômetros na piscina do
Flamengo.
Fonte: UOL Esporte / Foto: Divulgação
Está notícia foi publicada no Secretaria de Estado do
Esporte e do Lazer
http://www.seel.se.gov.br
Endereço desta notícia:
http://www.seel.se.gov.br/modules/news/article.php?storyid=59
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De: liliamh [mailto:formigas@estacaovirtual.com]
Enviada: sex 27/7/2007 12:38
Para:theca@senado.gov.br
Assunto: Cabine de MESTRE BIMBA, seg, 10h30, espaço de
cinema
Riofilme e Lumen Produções convidam para a cabine de
MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA, de Luiz Fernando
Goulart,
Segunda, 30/07, às 10h30, no Espaço de Cinema,
O filme estréia dia 10 de agosto, no Rio, São Paulo, e
Brasília.
Mais informações: Paulo Henrique Souto. / Tels. 2525 1883
9644 1764
SINOPSE
MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, conta, através de
depoimentos de antigos alunos e imagens inéditas em cinema,
a história de Mestre Bimba, Manuel dos Reis Machado (1899 –
1974), que dedicou a vida a dar dignidade e luz à capoeira.
De origem humilde, grande jogador de capoeira e,
principalmente, um extraordinário educador, seu nome é a
primeira referência do aluno de capoeira, em qualquer país
que esteja. A ele são dedicadas milhares e milhares de
músicas, cantadas em todas as rodas de capoeira, nos cinco
continentes.
MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada, inspirado no livro
MESTRE BIMBA – Corpo de Mandinga, de Muniz Sodré, conta sua
comovente trajetória de vida e mostra a arte e o
encantamento da capoeira que Bimba iluminou, tornando o
Brasil uma referência mundial, conquistando adeptos e
admiração em todo o mundo.
Calcula-se que a capoeira, - esporte, arte luta e/ou jogo -
criada no Brasil por brasileiros afros-descendentes, seja
hoje praticado por cerca de 8 milhões de homens e mulheres
de todas as idades, credos e descendências em mais de 160
países em aulas ministradas por milhares de mestres
brasileiros, a maioria vinda das camadas mais humildes da
nossa sociedade. A capoeira é, ainda, um dos principais
fatores de expansão da língua portuguesa em todo o mundo,
pois suas aulas são ministradas em português, suas músicas
são cantadas em português e a sua história conta fatos
relacionados à vida e aos costumes do povo brasileiro.
Tudo isto é a concretização do sonho de um visionário da
década 30, que se impôs como um dos maiores educadores
populares do Brasil. É dele toda a didática e toda a
metodologia de ensino atualmente adotada pela grande maioria
dos praticantes da capoeira em todo o mundo.
Sinopse curta: MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada,
inspirado no livro MESTRE BIMBA – Corpo de Mandinga, de
Muniz Sodré, conta a comovente história de vida e mostra a
arte e o encantamento da capoeira de Bimba, hoje presente em
mais de 160 países.
FICHA TÉCNICA
DIRETOR: Luiz Fernando Goulart
ROTEIRISTA: Luiz Carlos Maciel
BASEADO NO LIVRO: Mestre Bimba – Corpo de Mandinga de Muniz
Sodré PRODUÇÃO: Lumen Produções Ltda
CO-PRODUÇÃO: Publytape Comunicação Ltda.
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Nina Luz e Claudia Castello
FOTOGRAFIA: Rivaldo Agostinho de Lima Filho (Dody)
CÂMERA: Rivaldo Agostinho de Lima Filho (Dody)
MONTAGEM: Daniel Nobre
SONORIZAÇÃO E MIXAGEM: Fernando Ariani
PÓS PRODUÇÃO: Publitape
ELENCO
Ângelo Augusto Decânio (Decânio), Almir Ferreira da Silva
(Escurinho), Professor Carlos Eugênio Líbero Soares,
Professor Cid Teixeira, Frederico José de Abreu, Muniz
Sodré, Antonio Ribeiro da Conceição (Bule Bule), Raimundo
César (Mestre Itapoan), Hélio José Carneiro de Campos
(Mestre Xaréu), Fernando Vasconcelos (Arara), Sérgio
Fachinetti Dória (Cafuné), Francisco de Assis (Gigante), Boa
Ventura Batista Sampaio (Boinha), Renato Souza da Silva (Sariguê),
Manoel Nascimento Machado (Mestre Nenel), Alice Maria
Machado (Mãe Alice), Anita Valdemira de Santana (Mãe Anita),
Berenice da Conceição Nascimento (Mãe Bena), Marinalva
Nascimento Machado (Nalvinha), José Tadeu Carneiro Cardoso
(Mestre Camisa), Ubirajara Guimarães Almeida (Mestre
Acordeon), Giovani Alexandre da Silva (Mestre Pequeno) e
Raimundo Oton Figueiredo(Piloto).
INFORMAÇOES TÉCNICAS
DURAÇAO: 78 minutos COR
SOM: Stereo
JANELA : 16 X 9
PRODUTO FINAL: HD
EXIBIÇÃO em FORMATO DIGITAL/RAIN
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES, por Luiz Fernando Goulart -
diretor
A CAPOEIRA, juntamente com outros conceitos - Energia -
Juventude - Música - Vida Saudável - Ritmo - Beleza - Paz -
Amizade - Movimento – Bem estar - Esporte - Dança e Cultura
– são associados, por cada vez mais consumidores, nos cinco
continentes, ao Brasil.
Presente em mais de 160 países, seu crescimento tem sido
exponencial e constante. Suas aulas, onde quer que estejam
acontecendo, são ministradas no português que é falado no
Brasil, seguem ritos, metodologia de ensino e regras criadas
em nosso país. Todo aluno, ao ser introduzido, recebe um
“Nome de Capoeirista” em nossa língua. Além disso, seguindo
uma tendência iniciada por Mestre Bimba, dentro das
academias de capoeira de qualquer país procura-se também
incentivar a prática de danças e rituais folclóricos
brasileiros como o Maculelê, o Samba de Roda, Jongo e tantos
outros.
Essa força de comunicação já foi utilizada por instituições
como a BBCTV de Londres, que recentemente, durante todo um
ano abriu e fechou sua programação com um clipe de capoeira
sendo jogada em diversos países do mundo.
“Qualquer que seja a sua idade, onde quer que você viva,
quem quer que você seja, e onde quer que você esteja, ritmo
e movimento são comuns a todo mundo. A BBC 1 terá que ter
esse mesmo apelo universal.” (LORRAINE HEGGESSEY, Controller
da BBC 1, Inglaterra, justificando a inclusão de spots
promocionais da CAPOEIRA na programação da importante rede
mundial, sob o título: CAPOEIRA, a arte que muda a vida).
No verão de 2005, uma das mais presentes campanhas nas
diversas mídias francesas comunicava o lançamento de um
desodorante, com características de entrega energética,
produzido a partir de sementes de guaraná. Toda a campanha
foi baseada num jogo de capoeira entre um francês e um
brasileiro. Na Espanha foi recentemente lançado, com muito
sucesso, o DORITOS sabor CAPOEIRA, destinado ao mercado de
jovens adultos e com uma ligeira nota de pimenta.
O cinema americano também vem utilizando, cada vez mais,
como em “A Mulher Gato”, elementos acrobáticos da capoeira
como forma de luta, buscando uma forte identificação com o
público jovem, ligado a movimentos que requeiram destreza e
habilidade, na contramão da violência atual.
Reverenciados diariamente, em todo o mundo, através de
músicas e aulas teóricas de capoeira, Mestre Bimba – criador
da capoeira regional - e Mestre Pastinha – responsável pela
capoeira Angola - são os maiores e mais importantes nomes da
capoeira mundial. E foi a Bimba que eu quis homenagear com
MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA.
Bimba e Pastinha foram agraciados, post mortem, no dia 08 de
Novembro de 2005, em cerimônia no Palácio do Planalto, com a
ORDEM DO MÉRITO CULTURAL BRASILEIRO, a maior comenda
cultural do país, em reconhecimento ao seu imenso trabalho
pela imagem do nosso país.
A Capoeira está hoje em fase de preparação para o seu
Tombamento, pelo IPHAN, como Patrimônio Cultural Imaterial
do Povo Brasileiro, etapa que deverá anteceder ao seu
posterior reconhecimento pela UNESCO como patrimônio da
Humanidade.
O Comitê Olímpico Internacional incentiva atualmente a
organização da Capoeira em nível mundial para que ela possa
já participar, como esporte exibição, dos JOGOS OLÍMPICOS DE
2012.
Ela também está presente em grande parte das Universidades
americanas, através dos mais de 480 grupos oficialmente
registrados, e em todas as Universidades de Israel, país
onde é mais praticada, proporcionalmente à população.
Luiz Fernando Goulart
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CURAR... O STRESS, A ANSIEDADE E A DEPRESSÃO SEM MEDICAMENTO
NEM PSICANÁLISE
David Servan-Schreiber
www.saeditora.com.br
Após um ano de sucesso ininterrupto na Europa - na
França já chega à marca de 480.000 exemplares vendidos,
sempre no topo da lista dos best-sellers - lançamento de
peso nos Estados Unidos (pela respeitável editora Rodale) e
com direitos vendidos para mais de 20 países, chega ao
Brasil CURAR... O STRESS, A ANSIEDADE E A DEPRESSÃO SEM
MEDICAMENTO NEM PSICANÁLISE, do neuropsiquiatra David
Servan-Schreiber. O título reflete a provocação feita pelo
autor aos "usuários" - médicos e pacientes - da medicina
tradicional para o tratamento das doenças emocionais, tão em
voga na era moderna. Em seu livro CURAR..., uma visão
holística e integradora da medicina das emoções, David
consagra a prática de tratamentos alternativos conhecidos,
mas que até agora não tinham o referencial estabelecido pela
ciência. Segundo David, o corpo tem um instinto básico que o
inclina para a cura, profundamente ligado ao nosso próprio
instinto de sobrevivência.
Confiar nesse instinto é se conhecer e se ajustar
integralmente para ser feliz. Seguindo as teorias do
reputado neurologista português Antonio Damásio,
Servan-Schreiber divide o cérebro em duas partes: a
cognitiva - ligada à linguagem - e a emocional - responsável
pelo controle da fisiologia do corpo (ritmo cardíaco, tensão
arterial, apetite, sono, libido e sistema imunológico). A
partir daí, ele monta suas bases de uma medicina integral (mind
and body medicine), composta por sete passos regeneradores:
coerência cardíaca, ajuste do relógio biológico, nutrição
balanceada, atividade física, relações afetivas, hipnose,
com movimento rítmico dos olhos, e acupuntura. São métodos
naturais, alguns conhecidos há muito tempo, mas pela
primeira vez comprovados em sua eficácia por testes
realizados durante cinco anos no Centro de Medicina
Complementar da Universidade de Pittsburgh.
Para mais informações consulte:
http://www.guerir.fr
ANTI-CÂNCER - PREVENIR E VENCER USANDO NOSSAS DEFESAS
NATURAIS
Dr. David Servan-Schreiber
Aos 31 anos de idade, o Dr. David Servan-Schreiber, um
brilhante psiquiatra e pesquisador na área da neurociência,
teve o diagnóstico de um tumor no cérebro. Depois de vencer
um segundo câncer, através da cirurgia e quimioterapia,
perguntou ao seu oncologista quais as precauções de deveria
tomar para evitar uma recaída: "não há nada em especial a
fazer, siga sua vida normalmente".
A partir daí, fez um extensivo levantamento de estudos
científicos e terapias alternativas que resultou num livro
com uma proposta prática de prevenção e terapias
complementares aos tratamentos convencionais contra o
câncer.
A seguir, passamos a listar os pequenos e grandes
transformadores de vida, para aumentar as defesas naturais
do nosso organismo, proposta pelo Dr. David Servan-Schreiber,
através de seu livro: "Anticâncer - Prevenir e vencer usando
nossas defesas naturais":
Proteger-se
Evitar os produtos químicos industriais quando for fácil:
Arejar as roupas depois da lavagem a seco.
Evitar os pesticidas e inseticidas.
Evitar os produtos de limpeza químicos.
Evitar alumínio em contato com a pele.
Evitar os parabenos e os ftalatos nos cosméticos.
Evitar os cremes que contém estrógenos ou hormônios
placentários.
Comer
Comer comida orgânica ou Bleu-blanc-coeur*:
Carne, ovos, manteiga, leite, iogurte (preferencialmente
orgânicos, mas menos importante para legumes, frutas e
cereais).
Reequilibrar a alimentação:
Reduzir o açúcar, as farinhas brancas, as fontes de ômega-6:
óleo de girassol, de milho, de soja, de cártamo, margarinas,
gorduras hidrogenadas, gorduras animais não orgânicas ou
Bleu-blanc-coeur* (carne, ovos, laticínios).
Aumentar as fontes de ômega-3: peixes e crustáceos, produtos
animais orgânicos ou Bleu-blanc-coeur*.
Aumentar os alimentos anticâncer: cúrcuma, chá verde, soja,
frutas, legumes.
Filtrar a água da torneira:
Com um filtro a carvão ou de osmose invertida ou utilizar
água mineral ou de fonte.
Mexer-se
Fazer de 20 a 30 minutos de atividade física diariamente.
Tomar sol 20 minutos por dia quando for possível: produz
vitamina D.
Meditar
Praticar um método de autocentragem e tranqüilidade:
Ioga, coerência cardíaca, meditação em plena consciência,
qigong, tai chi, etc.
Libertar-se do sentimento de impotência
Resolver os traumas passados.
Aprender a acolher as próprias emoções: inclusive o medo, a
tristeza, o desespero, a raiva.
Aprender a deixar as emoções se dissiparem sem se prender a
elas.
Encontrar uma pessoa com quem possa compartilhar as emoções.
Extraído do livro: Anticâncer - Prevenir e vencer usando
nossas defesas naturais, David Servan-Schreiber, Editora
Objetiva
*Bleu-Blanc-coeur é uma associação francesa criada em 2000
e que agrupa agricultores e também membros da cadeia
agroalimentar da linhaça. Segundo ele, os ômega-3 contidos
na linhaça da ração dos animais encontram-se nos tecidos do
gado e outros animais e são assimilados pelo corpo humano.
Os produtos derivados de animais alimentados com linhaça
levam um selo da associação e podem ser carnes, laticínios,
pães, biscoitos, ovos, etc.
www.mamainfo.org.br
NOTA DA
EDITORA:
Dr. David Servan-Schreiber teve que lutar contra o câncer
duas vezes -aos 31 anos, um tumor no cérebro. Nove anos
depois, aos 40 anos, outra vez!
Com a sua experiência de sobrevivente, relatada nos livros
de sucesso que escreveu, vem ajudando a pacientes e médicos. |
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Santa Gianna Beretta Molla
(o Papa João Paulo
II canonizou a mãe e mártir da vida)
No
dia 16 de maio de 2004, o Papa João Paulo II
canonizou, isto é, incluiu no catálogo dos
santos, a médica italiana Gianna Beretta
Molla (1922-1962), que deu a vida por sua
filha, preferindo morrer a praticar um
aborto. Eis o trecho da homilia do Santo
Padre relativo a essa mãe e mártir, que se
tornou símbolo da luta pró-vida.
Do amor
divino, Gianna Beretta Molla foi uma
mensageira simples, mas mais significativa
do que nunca. Poucos dias antes do
matrimônio, numa carta enviada ao futuro
marido, escreveu:
"O amor é o sentimento mais bonito que o
Senhor colocou na alma dos homens".
Seguindo o
exemplo de Cristo, que "tendo amado os
seus... amou-os até ao fim" (Jo 13,
1), esta santa mãe de família manteve-se
heroicamente fiel ao compromisso assumido no
dia do matrimônio. O sacrifício eterno que
selou a sua vida dá testemunho de que
somente quem tem a coragem de se entregar
totalmente a Deus e aos irmãos se realiza a
si mesmo.
Possa a
nossa época descobrir de novo, através do
exemplo de Gianna Beretta Molla, a beleza
pura, casta e fecunda do amor conjugal,
vivido como resposta ao chamamento divino!
Breve
história de Santa Gianna Beretta Molla
Gianna
Beretta nasce em Magenta (Milão, Itália) aos
04 de outubro de 1922. Desde sua primeira
juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a
educação cristã, recebidas de seus ótimos
pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a
considerar a vida como um dom maravilhoso de
Deus, a ter confiança na Providência e a
estimar a necessidade e a eficácia da
oração.
Durante os
anos de estudos e na Universidade, enquanto
se dedicava diligentemente aos seus deveres,
vincula sua fé com um compromisso generoso
de apostolado entre os jovens da Ação
Católica e de caridade para com os idosos e
os necessitados nas Conferências de São
Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em
1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em
1950 abre seu consultório médico em Mêsero
(nos arredores de Milão). Especializa-se em
pediatria na Universidade de Milão em 1952
e, entre seus clientes, demonstra especial
cuidado para as mães, crianças, idosos e
pobres.
Enquanto
exercia sua profissão médica, que a
considerava como uma «missão», aumenta seu
generoso compromisso para com a Ação
Católica, e consagra-se intensivamente em
ajudar as adolescentes. Através do alpinismo
e do esqui, manifesta sua grande alegria de
viver e de gozar os encantos da natureza.
Através da oração pessoal e da dos outros,
questiona-se sobre sua vocação,
considerando-a como dom de Deus. Opta pela
vocação matrimonial, que abraça com
entusiasmo, assumindo total doação «para
formar uma família realmente cristã».
Inicia seu
noivado com o engenheiro Pedro Molla.
Prepara-se ao matrimônio com expansiva
alegria e sorriso. Ao Senhor tudo agradece,
e ora. Na basílica de São Martinho, em
Magenta, casa aos 24 de setembro de 1955.
Transforma-se em mulher totalmente feliz. Em
novembro de 1956, já é a radiosa mãe de
Pedro Luís; em dezembro de 1957 de Mariolina
e, em julho de 1959, de Laura. Com
simplicidade e equilíbrio, harmoniza os
deveres de mãe, de esposa, de médica e da
grande alegria de viver.
Em setembro
de 1961, no final do segundo mês de
gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e
pela dor. Aparece um fibroma no útero. Antes
de ser operada, embora sabendo o grave
perigo de prosseguir com a gravidez, suplica
ao cirurgião que salve a vida que traz em
seu seio e, então, entrega-se à Divina
Providência e à oração. Com o feliz sucesso
da cirurgia, agradece intensamente a Deus a
salvação da vida do filho. Passa os sete
meses que a distanciam do parto com
admirável força de espírito e com a mesma
dedicação de mãe e de médica. Receia e teme
que seu filho possa nascer doente e suplica
a Deus que isto não aconteça.
Alguns dias
antes do parto, sempre com grande confiança
na Providência, demonstra-se pronta a
sacrificar sua vida para salvar a do filho:
«Se deveis decidir entre mim e o filho,
nenhuma hesitação: escolhei - e isto o exijo
- a criança. Salvai-a». Na manhã de 21 de
abril de 1962 nasce Joana Manuela. Apesar
dos esforços para salvar a vida de ambos, na
manhã de 28 de abril, em meio a atrozes
dores e após ter repetido a jaculatória
«Jesus eu te amo, eu te amo» morre
santamente. Tinha 39 anos. Seus funerais
transformaram-se em grande manifestação
popular de profunda comoção, de fé e de
oração. A Serva de Deus repousa no cemitério
de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta,
nos arredores de Milão (Itália).
«Meditata
immolazione» (imolação meditada), assim
Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna
recordando, no Ângelus dominical de 23 de
setembro de 1973, «uma jovem mãe da Diocese
de Milão que, para dar a vida à sua filha
sacrificava, com imolação meditada, a
própria». É evidente, nas palavras do Santo
Padre, a referência cristológica ao Calvário
e à Eucaristia.
Foi
beatificada por João Paulo II no dia 24 de
abril de 1994, no Ano Internacional da
Família.
Fonte:
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20040516_beretta-molla_po.html
Anápolis,
06 de junho de 2004
Pe. Luiz
Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis |
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Ricardo Semler
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ricardo Frank Semler (São Paulo, 1959) é um empresário
brasileiro, chefe-Executivo (CEO) e sócio majoritario da
empresa Semco S/A, empresa brasileira conhecida pela sua
implementação radical dos conceitos da democracia industrial
e reengenharia corporativa. Suas políticas de gestão
empresarial inovadoras foram difundidas entre empresas ao
redor do mundo. Sob sua gestão, os rendimentos cresceram de
US$ 4 Milhões, em 1982, para US$ 212 Milhões em 2003.
A revista TIME o apontou entre os "100 Jovens Líderes
Globais", em uma série de reportagens sobre perfis de
executivos publicada em 1994. O Fórum Econômico Mundial
também o apontou em trabalhos semelhantes. Também foi citado
em publicações do Wall Street Journal America Economia e
revista "Wall Street Journal Latin America" como "Empresário
do Ano na América Latina", em 1990 e "Empresário do Ano no
Brasil", em 1992.
Ricardo Semler formou-se em Direito pela Universidade de São
Paulo e estudou Administração de Empresas em Harvard, escola
em que, ironicamente, só conseguiu ingressar depois de
escrever uma carta criticando a instituição. Ricardo Semler
também escreveu livros que se tornaram sucesso em vendas no
Brasil e exterior, como o Virando a Própria Mesa, seu
primeiro livro, publicado em 1988, e Seven-days Weekend
publicado em 2003.
Foi ainda vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo) e o fundador da "Fundação SEMCO",
cujo objetivo inicial é criar escolas de ensino básico
voltadas para a educação infantil, com uso das técnicas
inovadoras de participação democrática. Atualmente Ricardo
Semler é diretor da FIESP e articulista do jornal Folha de
S. Paulo e Sócio da Tarpon Investimentos em São Paulo,
Brasil.
Índice
1 Semco 1982-1990
2 Semco 1990-2004
3 Outras Atividades
4 Referências
5 Ligações externas
6 Bibliografia
Semco 1982-1990
Semler iniciou sua carreira na empresa de seu pai,
originalmente chamada Semler & Company, que atuava no ramo
de suprimentos na construção naval em São Paulo. Entrou em
conflito com seu pai, Antônio Semler, que mantinha uma
estrutura autocrática tradicional na gestão dos negócios.
Ricardo era a favor da descentralização e de uma gestão
participativa. Favoreceu, ainda, sob oposição de seu pai, a
diversificação dos negócios da empresa.
Com o aumento dos atritos com seu pai, Semler ameaçou deixar
a companhia. Antônio Semler preferiu renunciar a liderança
da SEMCO, permitindo que Ricardo chegasse a presidência aos
21 anos. Em seu primeiro dia como CEO, Ricardo Semler
demitiu seis porcento de toda alta-gerência. Começou a
trabalhar em um programa de diversificação e salvamento da
companhia. Uma Síncope aos 25 anos o inspirou a querer mais
qualidade de vida para si e seus empregados.
As tentativas de introduzir uma Departamentalização
Matricial em 1986 não conseguiram melhorias desejadas. No
final da década de 1980, três engenheiros da SEMCO
propuseram a formação de núcleos de Inovação Tecnológica
para o desenvolvimento de novas linhas de produtos, com o
apoio de Semler. Após o sucesso desta iniciativa, unidades
satélites foram encorajadas por toda a SEMCO e em pouco
tempo passou a responder por dois terços dos empregados e
novos produtos.
Semco 1990-2004
Após as restrições econômicas impostas pelo Plano Collor, a
economia brasileira entrou em uma severa recessão, forçando
muitas companhias à falência. Trabalhadores da SEMCO
concordaram com cortes de 40% nos salários e passaram a ter
o direito de aprovar cada item de despesa da empresa.
Gerir muitas regras durante o período de crise deu aos
trabalhadores grande conhecimento em suas operações e
possibilitou uma série de sugestões de como melhorar os
resultados da empresa. Reestruturações implementadas neste
período permitiu a redução em 65% de patrimônio, redução dos
prazos de entrega e praticamente a eliminação do índice de
produtos defeituosos. Estas medidas melhoraram sensívelmente
o perfil e o rendimento da SEMCO.
Em 2003, SEMCO teve rendimento anual de 212 milhões de
dólares americanos, frente aos US$ 35 milhões, em 1994 e US$
4 milhões de dólares em 1982. A quantidade de empregados
aumentou dos 90 em 1982 para 3 mil em 2003. As unidades da
empresa incluem:
Unidade de Máquinas Industriais, que hoje fabrica um mix de
produtos ao invés de apenas bombas
Sembobac, parceria com a Baltimore Air Cooler para torres de
refrigeração
Cushman and Wakefield SEMCO, uma parceria com a Cushman and
Wakefield para gerenciamento de propriedades no Brasil e
América Latina.
Semco Johnson Controls, parceria com a Johnson Controls,
gerenciando facilidades em larga escala para aeroportos e
hospitais.
ERM, parceria com Environmental Resources Management, uma
das maiores consultorias ambientais.
Semco Ventures, oferecendo soluções em alta-tecnologia e
serviços de internet.
SemcoHR, firma de recursos humanos.
Semco-RGIS, firma de controle de patrimônio
Com o Crescimento da SEMCO, Ricardo Semler recebeu grande
reconhecimento pelo seu trabalho. Foi nomeado "Empresário
Brasileiro do Ano" em 1990 e 1992. O Fórum Econômico Mundial
o nomeou um dos "Líderes Globais de Amanhã". Um colegiado de
especialistas, através da CIO Magazine, apontou a SEMCO como
o caso de maior sucesso no mundo em re-engenharia de
companhias.
Outras Atividades
Semler reduziu seu envolvimento na SEMCO a partir da década
de 1990 para se dedicar a outras atividades. Escreveu um
livro, Virando a própria mesa, contando sua experiência na
SEMCO, que se tornou um sucesso mundial. Seu segundo livro,
The Seven Day Weekend: Changing the Way Work Works foi
editado em 2003.
Tem feito aparições na mídia em vários paises e é
palestrante em cursos de negócios e grupos que promovem a
filosofia da "Democracia Industrial". Também é professor
visitante na Harvard Business School.
Ricardo Semler se tornou Vice-Presidente da FIESP, Federação
das Indústras do Estado de São Paulo, e membro da ONG SOS
Mata Atlântica - referência em defesa ambiental no Brasil.
Através da Fundação SEMCO, fundou a escola Lumiar, aplicando
a filosofia da "Democracia Industrial" à educação básica de
crianças.
Referências
Ligações externas
Página da Semco na Internet
Fundação SEMCO
CNN Business Profile of Ricardo Semler - Em Inglês
Inc excerpt of The Seven Day Weekend - Em Inglês
sbs.com.au - Transcript - Ricardo Semler - Brazil's Caring
Capitalist - Em Inglês
Ricardo Semler's Talk at MIT - Em Inglês
strategy+business article on Semler - Em Inglês
Bibliografia
SEMLER, Ricardo. Virando a própria mesa. São Paulo : Best
Seller, 1988.
SEMLER, Ricardo. The Seven Day Weekend: Changing the Way
Work Works. 2003
SEMLER, Ricardo. Você está louco!: uma Vida Administrada de
outra forma. 2006
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Semler"
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www.bbc.co.uk
NELSON MANDELA passou 27 anos na prisão
Atualizado às: 28 de outubro, 2005 - 08h56 GMT (05h56
Brasília)
Mandela lança biografia em quadrinhos
Nelson Mandela durante show para vítimas da Aids na África
do Sul
O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, lança
nesta sexta-feira o primeiro de uma série de nove livros de
histórias em quadrinhos que contam sua biografia.
Seis artistas sul-africanos produziram os quadrinhos para
ajudar jovens a redescobrirem a história do país.
Um milhão de cópias do primeiro volume, chamado Um Filho do
Cabo Leste, estão sendo enviadas para escolas e jornais para
distribuição gratuita.
O primeiro capítulo da biografia em história em quadrinhos
mostra as condições de vida da maioria dos sul-africanos,
retratando Nelson Mandela como uma pessoa normal, que viveu
em uma cabana de barro e que conseguiu grandes feitos.
História
O artista gráfico liderando o projeto, Nic Buchanan, afirmou
à agência de notícias Reuters que o objetivo é denunciar a
imprecisão da história ensinada nas escolas durante a época
do regime do apartheid.
"A história que nos ensinaram começou com a chegada de Jan
van Reibeeck em 1652", disse Buchanan, se referindo ao
primeiro colono holandês branco a chegar à África do Sul.
"Tudo o que aconteceu antes disse era descrito como
selvageria ou barbárie. Todas as histórias sobre heroísmo
envolviam apenas os brancos", afirmou.
Buchanan se refere às civilizações africanas como o reino
Mapungubwe, que chegaram ao apogeu por volta do ano 1200 na
área onde atualmente as fronteiras entre a África do Sul,
Zimbábue e Botswana se encontram.
Segundo a agência Reuters, arqueólogos descobriram os
tesouros com ouro desta civilização em 1933.
O governo branco da África do Sul manteve este fato
escondido até 1994, quando Nelson Mandela, depois de ter
ficado preso durante 27 anos, foi eleito para ser o primeiro
presidente negro do país.
MANDELA -
LUTA PELA LIBERDADE
(Goodbye Bafana)
(Mandela: meu prisoneiro, meu amigo)
Biografia/Drama/História – Alemanha/França/Bélgica/África do
Sul/Itália/Reino Unido/Luxemburgo 2007 – 125 min. – versão
original em
inglês/xhosa
realização: Bille August
argumento: Bob Graham e James Gregory
produção: Andro Steinborn, Jean-Luc Van Damme, David Wicht
fotografia: Robert Fraisse
música: Dario Marianelli
actores: Joseph Fiennes (James Gregory), Dennis Haysbert
(Nelson Mandela), Diane Kruger (Gloria Gregory), Shilih
Henderson (Brett Gregory), Patrick Lyster (Mai Pieter
Jordaan)...
Baseado nas memórias do guarda prisional de Nelson Mandela,
o filme acompanha a improvável mas profunda relação de
amizade que se estabeleceu entre Mandela e o seu carcereiro.
África do Sul, 1968. Vinte e cinco milhões de negros vivem
sobre o domínio de uma minoria de quatro milhões de brancos.
Os negros não têm direito de voto, liberdade de movimento,
não podem possuir terras ou habitação e não têm acesso à
educação. James Gregory é um guarda prisional, afrikaaner
típico e racista, que desde muito novo aprendeu a falar
xhosa, tendo crescido numa quinta em Transkei. Isso o torna
o homem perfeito para ser o guarda prisional responsável por
vigiar Nelson Mandela em Robben Island. Mas o convívio
diário com Mandela altera a forma de Gregory pensar, para
quem a luta por uma África do Sul livre começa a deixar de
ser uma idéia absurda, ainda que os colegas e a sua mulher o
tentem convencer do contrário...
www.cineclube-tavira.com |
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SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA
www.fundasantos.org.br
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| Santa Catarina
nasceu no ano 300, em Alexandria, no Egito, numa
época em que existia uma forte perseguição aos
cristãos. Pertencente a uma família nobre,
estudou filosofia, teologia e outras ciências.
Além de muito inteligente e culta, era dotada de
singular beleza.
Fascinado por seus encantos, o imperador
Maximino Daia procurou divorciar-se de sua
esposa a fim de se casar com Catarina. Diante de
sua recusa, ele convocou cinqüenta sábios com o
objetivo de convencê-la de que Jesus não tinha
poderes e fazê-la abandonar a sua fé.
Entretanto, a Santa não somente refutou as
posições dos sábios, como converteu-os ao
cristianismo.
Furioso pela derrota, Maximino mandou
executar todos os sábios e torturá-la sob uma
roda com pontas de ferro que, em contato com o
seu corpo, quebrou-se ao meio e nada fez contra
ela - por causa disso, Santa Catarina é invocada
pelos que trabalham com rodas. Foi ordenado,
então, que ela fosse decapitada. Quando
deceparam sua cabeça, do seu pescoço começou a
brotar leite ao invés de sangue -daí, ser ela
invocada pelas mães que, tendo pouco leite,
precisam amamentar seus filhos.
Os relatos de seu martírio continuam. Contam
que os anjos desceram dos céus e levaram seu
corpo para o Monte Sinai, onde mais tarde teria
surgido um mosteiro consagrado à sua memória.
Em exaltação à Santa Catarina, foram
levantadas numerosas igrejas em toda a Europa.
Por sua sabedoria, a Santa é invocada como
protetora pelos estudantes, intelectuais e
filósofos. Literatura e arte celebraram os
louvores e imortalizaram sua figura. A
Universidade de Paris escolheu-a como padroeira.
E o Brasil honra-se em tê-la protetora de um
Estado, que leva seu nome.
O dia 25 de novembro é dedicado a Santa
Catarina de Alexandria.
A Santa Catarina do Outeiro
A imagem de Santa Catarina de Alexandria foi
colocada na capela construída em Santos por
volta de 1540, no sopé do outeiro que recebeu o
seu nome, pelo casal Luiz de Góes e Catarina de
Aguillar
Em 1591, a capela foi parcialmente destruída
e a imagem foi lançada ao mar pelos corsários de
Thomas Cavendish e, após 72 anos, em 1663,
recolhida casualmente por escravos de jesuítas.
Por iniciativa do Padre Alexandre de Gusmão e
com a ajuda do povo, a capela foi reedificada,
desta vez no alto do outeiro. No século XIX, a
capela foi demolida para a abertura da Rua Santa
Catarina, hoje Visconde do Rio Branco.
A imagem de Santa Catarina de Alexandria,
peça em madeira do século XVI, medindo
aproximadamente 90 cm de altura, hoje pertence
ao acervo do Museu de Arte Sacra de Santos e é a
mais antiga do local, possuindo grande valor
artístico, histórico e afetivo. |
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Lars Grael - A saga de um campeão - www.larsgrael.com.br
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Lucila Godoy Alcayaga, a Gabriela Mistral
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(1889 - 1957)
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Escritora
e poeta chilena nascida em Vicuña, Chile, ganhadora do
Prêmio Nobel de Literatura (1945) o primeiro concedido a um
escritor latino-americano, pela poesia lírica, inspirada em
poderosas emoções que fizeram desta escritora o símbolo das
aspirações da corrente idealista da América Latina. Filha de
um poeta menor, foi educada em sua cidade natal e começou a
fazer poemas ainda criança. Começou a trabalhar como
professora primária (1904) e ganhou renome ao vencer os
Juegos Florales de Santiago (1914) com Sonetos de la muerte,
com o pseudônimo Gabriela Mistral, em homenagem aos poetas
prediletos: o italiano Gabriele D'Annunzio e o provençal
Frédéric Mistral. A notoriedade a obrigou a abandonar o
ensino para desempenhar diversos cargos diplomáticos na
Europa. O Prêmio Nobel transformou-a em figura de destaque
na literatura internacional e a levou a viajar por todo o
mundo e representar seu país em comissões culturais das
Nações Unidas, até falecer em Hempstead, estado de Nova
York, Estados Unidos. Tida como um exemplo de honestidade
moral e intelectual e movida por um profundo sentimento
religioso, a tragédia do suicídio do noivo (1907) marcou
toda a sua poesia com um forte sentimento de carinho
maternal, principalmente nos seus poemas em relação às
crianças. Sua obra permanece como tema recorrente o amor
pelos humildes e um interesse mais amplo por toda a
humanidade e entre seus livros citam-se Desolación (1922),
Ternura (1924), Tala (1938), Lagar (1954), Poema de Chile
(1960), Motivos de san Francisco (1965).
Foto copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
www.nobel.se
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www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos
LOUIS PASTEUR:
UM CIENTISTA HUMANISTA
Agnaldo
Arroio
Faculdade de Educação - USP

"A
imaginação deveria dar asas
aos nossos pensamentos, mas
nós sempre precisamos de uma
prova experimental decisiva,
e no momento de refletir,
interpretar nossas
observações e concluir, a
imaginação deve ser
verificada e documentada
pelos resultados do
experimento", desta forma
Louis Pasteur mudou a nossa
vida.
Cada
descoberta no conjunto dos
trabalhos de Pasteur
representa um elo de uma
corrente que não se
interrompeu, iniciando pela
assimetria e terminando pela
vacina anti-rábica.
Louis
Pasteur nasceu em 27 de
dezembro de 1822 em Dole na
região de Jura na França.
Suas descobertas tiveram um
impacto muito grande na
medicina, seus trabalhos
tornaram-se o início do que
chamamos de microbiologia.
Sua Teoria Germinal das
doenças infecciosas diz que
a maioria das doenças
infecciosas são causadas por
germes, sendo uma das mais
importantes na história da
medicina. Segundo Pasteur,
era necessário estudar e
identificar cada micróbio
responsável por cada doença
infecciosa, pois somente
assim seria possível
desenvolver métodos e
técnicas para combater este
agente infeccioso.
Em 1847, o
jovem químico com apenas com
26 anos de idade realizou
seu primeiro trabalho que já
revolucionou o que hoje
conhecemos por
estereoquímica, ao
estabelecer relações entre a
cristalografia, a química e
a óptica falando sobre
assimetria molecular.
Pasteur já
se destacava por seus
trabalhos quando foi
incumbido de examinar o
porquê da contaminação do
álcool durante o processo de
fermentação. Foi assim que
demonstrou que cada tipo de
fermentação está relacionado
com a existência de um
microorganismo ou fermento
específico, um ser vivo que
poderia ser estudado por
meio do cultivo em um meio
de cultura apropriado.
"A
fermentação é uma
conseqüência da vida sem
oxigênio" foi uma afirmação
de Pasteur, durante seus
trabalhos em que descobriu
que seres vivos podem viver
por processos anaeróbicos,
onde não necessitam de
oxigênio para sobreviver, e
por este caminho, estudando
os germes, descobriu a causa
de muitas infecções. Assim
foi possível desenvolver
técnicas que eliminariam
micróbios sendo possível
controlar as contaminações.
O próprio Pasteur se engajou
em uma campanha para que os
médicos dos hospitais
militares fervessem seus
instrumentos e bandagens que
seriam utilizados em
procedimentos cirúrgicos.
Mais de uma
vez Pasteur foi solicitado
para investigar as "doenças"
que atacavam os vinhos e que
estavam causando enormes
prejuízos aos fabricantes.
Fruto destes estudos, ele
sugere que para combater
este problema causado por
microorganismos, o vinho
deveria ser aquecido a 55 0C
por alguns minutos para
destruir estes
microorganismos. Este
processo foi também aplicado
na cerveja e no leite e
denominado pasteurização em
sua homenagem, processo este
utilizado até hoje e que se
propagou pelo mundo todo.

Pasteur em seu
laboratório
Em 1865,
Pasteur iniciou um estudo
sobre a doença do bicho da
seda que estava dando
prejuízos aos fabricantes de
seda na França. Neste estudo
ele descobriu o agente
infeccioso e também a
maneira como este agente era
transmitido e inclusive como
prevenir. Dando
prosseguimento aos trabalhos
sobre fermentação, ele
confirmou que cada doença é
causada por um micróbio
específico e que estes
micróbios eram agentes
externos. Com esses
conhecimentos Pasteur foi
capaz de estabelecer as
noções básicas de
esterilização e assepsia,
com conseqüências na
prevenção de contaminações e
infecções na cirurgia e
obstetrícia.
Cada vez
mais engajado em pesquisas
de doenças infecciosas,
entre 1877e 1887 Pasteur
descobriu três bactérias
responsáveis por doenças nos
homens: estafilococos,
estreptococos e pneumococos.
Pasteur
descobriu que formas fracas
de micróbios poderiam ser
usadas como agente
imunizante contra uma forma
mais virulenta deste
micróbio, o que resultou nas
técnicas de vacinação como
forma de prevenção de
doenças. Outra contribuição
muito importante dada por
Pasteur, foi a descoberta do
agente transmissor da raiva
que na época não podia ser
visto no microscópio
mostrando assim o mundo dos
vírus.
Em março de
1886, Pasteur apresentou os
resultados para o tratamento
da raiva na Academia de
Ciências Francesa e foi
então convidado a criar um
centro para produção de
vacina anti-rábica. Foi
construído o Instituto
Pasteur, idealizado para ser
um centro de tratamento da
raiva, de doenças
infecciosas e educação.
O trabalho
de Pasteur não foi somente a
soma de seus estudos e
descobertas. Este trabalho
representou uma revolução na
metodologia científica. As
principais características
que marcaram o seu legado e
ficaram de herança para a
Ciência foram a liberdade de
pensamento na utilização da
imaginação e criatividade e
a necessidade de uma
experimentação rigorosa.
Pasteur dizia que "Não
prossiga em seus trabalhos
se você não pode prová-los
com a experimentação".
O que mais
motivava Pasteur era seu
caráter humanista, todo seu
trabalho foi desenvolvido
com o intuito de melhorar a
condição humana. Ele é tido
com um benfeitor da
Humanidade, pois seus
esforços mudaram o mundo,
por isso é um dos mais
reconhecidos cientistas da
história.
Sua
genialidade estava em sua
habilidade de estudar e
aprender com o conhecimento
existente e estabelecer
relações com suas hipóteses,
com paciência e muita
dedicação com seus
experimentos rigorosos ele
brilhantemente encontrou as
respostas para seus
questionamentos.
O Museu
Pasteur está localizado no
primeiro prédio onde foi
construído o Instituto
Pasteur inaugurado em
novembro de 1888, onde
Pasteur trabalho até 1895,
quando faleceu. O museu
inclui uma coleção de
objetos científicos
ilustrando o trabalho do
cientista e também uma
capela bizantina onde
Pasteur foi sepultado. Este
museu vai além de uma
homenagem ao grande
cientista, ele mostra a luta
da humanidade pela
sobrevivência, luta esta que
teve uma contribuição única
de Louis Pasteur.
Musée Pasteur
http://www.musee-pasteur.com/
25, rue du Docteur Roux
75015 Paris
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LUND, O PESQUISADOR PIONEIRO DE GRUTAS BRASILEIRAS
From: REYNALDO FERREIRA
Date: 19/05/2008 10:38
Subject: FW: Lund
To: Theresa Catharina Campos
Repassando,
Subject: Lund
Peter Wilhem Lund, dinamarquês, chegou ao Brasil em 1826
financiado pelo governo de seu país, para trabalhar em
pesquisa botânica. Três anos depois voltou à Europa e em
1833 regressou definitivamente ao Brasil para continuar o
trabalho que já realizara anteriormente. Nesse mesmo ano,
juntamente com um botânico alemão, Ridel, iniciou uma longa
e arriscada viagem de pesquisa: partindo de são Paulo iriam
até Goiás realizando levantamentos e estudos a respeito da
flora do sertão. Após um ano, quando já estavam no estado de
Goiás, doenças e cansaço interromperam a viagem, o que fez
com que entrassem em Minas Gerais, dirigindo-se a Paracatu.
A fim de regressar ao distante Rio de Janeiro, a martirizada
expedição atravessou o São Francisco e prosseguiu ao longo
do percurso do Rio das Velhas, caminho natural para
atingirem Ouro Preto. Desde lá a viagem prosseguiria com a
comodidade da Estrada Real.
Foi por acaso que Lund encontrou em Curvelo um compatriota,
Peter Claussen, ficando hospedado na fazenda do mesmo.
Claussen mostrou-lhe, então, uma série de ossos frágeis
coletados em diversas cavernas das numerosas que havia na
região, os quais vendia para alguns museus da Europa.
Iniciavam-se, desta maneira casual, três ciências até então
desconhecidas na América: a paleontologia, a arqueologia e a
espeleologia. Todas elas relacionadas com as grutas que, em
grande número, espalham-se por diversos municípios de Minas
Gerais, especialmente os situados à margem esquerda do Rio
das Velhas.
Lund tivera contato durante sua estada na Europa com uma
nova ciência, a paleontologia, que estuda a vida do passado
por meio de fósseis. Ao perceber a novidade que estava
escondida à beira do Rio das Velhas, o naturalista
dinamarquês foi intuitivo e radical: mudou de especialidade,
abandonando o trabalho de pesquisa botânica, acompanhou
Ridel até Ouro Preto, de onde este seguiu para o Rio de
Janeiro, e regressou à bacia do Rio das Velhas para realizar
sua primeira escavação em uma gruta. Ao longo de dez anos
acabaria explorando mais de duzentas e cinqüenta, sempre no
entorno do Rio das Velhas, em territórios dos atuais
municípios de Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matozinhos,
Confins, Prudente de Morais, Cordisburgo e Lagoa Santa,
cidade que escolheu para residir e onde viveu até sua morte
em 1880.
A primeira escavação, na mágica Gruta de Maquiné, ocorreu em
1835. Ela situa-se no município de Cordisburgo e ficou
eternizada nos escritos de um filho da terra, o genial e
inimitável Guimarães Rosa. Lund narrou a nova experiência
redigindo longo trabalho no qual já citava as três ciências
das quais, na América, deve ser considerado como o pioneiro.
Assinalou, nesse trabalho, que a gruta encontra-se à beira
de um regato chamado Córrego do Cuba, que desemboca no
Ribeirão do Onça o qual, por sua vez, é afluente do Rio das
Velhas.
No amplo trabalho interpreta que o Córrego do Cuba, num
distante passado, teria escavado a rocha calcária compacta
formando a gruta. Descreveu com precisão os magníficos
salões e formações (espeleotemas) que neles encontrou e
chega a confessar "que nunca meus olhos viram nada de mais
belo e magnífico nos domínios da natureza e da arte". Chegou
a denominar um dos salões, admirado pela beleza que
presenciava, de Castelo das Fadas. Além de descrever o
entorno da Lapa e o calcário de que foi formada, calculou a
sua localização e atitude, fez observações relacionadas com
a atividade da água na caverna, a respeito da umidade, da
conformação dos solos, da orientação dos salões, forneceu
medidas e, inclusive, realizou o desenho de um mapa. Foi o
primeiro registro topográfico de uma caverna na América. O
trabalho a respeito de Maquiné pode ser considerado como a
primeira publicação sobre a espeleologia americana.
Ainda nesse seu primeiro trabalho da nova fase de
pesquisador encontra-se, também, a sua primeira observação
arqueológica ao indicar que achou no salão de entrada na
gruta um objeto lítico "trabalhado com arte, o que prova que
a entrada da caverna foi visitada por habitantes selvagens".
Posteriormente, faria registros de pinturas rupestres (uma
figura publicada por ele seria a primeira do gênero) e
descreveria ossadas humanas. Voltaremos a este ponto mais
adiante.
Cástor Cartelle
Lund, o coletor do passado
em Navegando o Rio das Velhas das Minas aos Gerais
volume 2: Estudos sobre a Bacia Hidrográfica do Rio das
Velhas
org. por Eugênio Marcos Andrade Goulart
Projeto Manuelzão – Faculdade de Medicina da UFMG.
Belo Horizonte. 2005.
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27/06/2008 - 18h39
Reportagem da TV Senado registra 400 anos de nascimento de
Padre Antônio Vieira
Neste
final de semana, a TV Senado veicula reportagem especial em
homenagem aos 400 anos de nascimento do Padre Antônio
Vieira. A produção viajou até São Luís (MA) e Salvador (BA)
para reconstituir a trajetória do padre jesuíta português,
que se tornou conhecido pela defesa dos direitos humanos dos
povos indígenas e judeus e pela luta pela abolição da
escravatura.
www.senado.gov.br
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HOMENAGEM ESPECIAL - Heloísa Helena Castro Guimarães
Por seu coração bondoso e solidário; por sua generosidade e
competência. Anjo que Deus colocou em meu caminho, para agir de imediato,
com eficiência e altruísmo, quando eu mais precisava...
Theresa Catharina de Góes Campos
HELOÍSA HELENA DE CASTRO GUIMARÃES
(Acróstico)
HELOÍSA HELENA DE CASTRO GUIMARÃES
(Acróstico)
Heloísa
respira e vive uma
Existência
orientada pela caridade.
Lá
no seu íntimo, sensível às artes,
O
norte e o sul, tão atentos,
Igualmente
indicam, sem dúvida,
Seu
foco no ser humano -
A
preocupação permanente.
Há
na sua vida o sofrimento
Em fases,
estágios prematuros.
Legado
de saudades antecipadas
Em
que a ausência materna
Não
pôde acompanhar sua infância e
Adolescência
sob a proteção paterna,
Dádivas
afetivas Heloísa recebeu
Em
abundância: muito amor e carinho.
Caminhos
de luta, acertos e realizações
A
seus passos determinados, conscientes,
Se
abriram para a sociedade e o mundo.
Trilhas,
estradas iluminadas pela ética.
Rompendo
os obstáculos com seus ideais,
Onde
ela estivesse, com seus princípios.
Ganhou
muita gratidão, amizades, admiração.
Uma
vida dinâmica e produtiva, generosa.
Intensa
e profunda em sua disposição
Magnânima,
de atitudes compreensivas.
As
pessoas que encontra, conquista...
Reconhecendo
necessidades e carências,
A
todos se mostra prestativa, cordial...
E
procura atender com bondade,
Sem
jamais aceitar esmorecer.
Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo-SP, 29 de janeiro de 2009.
From: Heloisa Guimaraes
Date: 2009/2/18
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Prezada Thereza Catharina,
(...) Hoje que me deparo com o seu correio, com tantos
lindos textos, de que já pude desfrutar uma primeira
leitura, mas a merecerem ainda um aproveitamento mais
aprofundado. Ficamos, os seus amigos e leitores,
viciados no lirismo dessa maravilhosa "cesta básica",
nutrientes que você nos oferta para suavizar a nossa
lida, com o encaminhamento que nos faz de seus belos
poemas, tão sensíveis e sábios no versar aspectos
relevantes dos sentimentos, das situações que permeiam a
trajetória humana...
Mais uma vez agradecida pela preciosa homenagem que me
faz ao incluir-me naquele seu honroso "pantheon", com as
gratas expressões do seu dadivoso poema, cujas palavras
laudatórias certamente brotam de um afetuoso coração.
Espero oportunidade de nos encontrarmos brevemente por
aqui, agora que retornamos à Capital.
Com a amizade de sempre,
Heloisa Helena
From: Heloisa Guimaraes
Date: 2009/2/19
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida amiga Theresa Catharina,
Que maravilhosos dons você ostenta!
O poema ficou sublime, na gentileza de suas
carinhosas palavras, agora mais ainda enriquecido com os
inspirados
retoques finais, em tudo a realçar em mim virtudes que
só a amizade
atribui.
Um afetuoso abraço, da
Heloisa Helena,
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OS ONZE LIVROS DE CERES ALVIM
São todos obras autênticas, bem pessoais, sensíveis e muito
criativas: nos temas, no vocabulário, nas metáforas
delicadas; na prosa de linguagem lírica e nas imagens
poéticas. Uma escritora por vocação.
Consciente de sua missão no mundo. Sabe o porquê de sua
existência.
Os onze livros de Ceres Alvim têm personalidade própria. Na
verdade, ela faz o seu projeto, para cada livro, como um
pintor executa um imenso painel artístico.
Escrevendo cada frase como se fosse um quadro a merecer uma
moldura diferente, para as ilustrações que recebeu nos
sonhos, vestidas de palavras, idéias e cores. Quando os
personagens assumiram formas a se revelarem nas páginas
preenchidas com emoções e sentimentos. Como se as lágrimas
tivessem sombras permanentes, delineadas nas paredes da
mente, sob a luz da percepção. Como se a vida humana e a
natureza à sua volta se fundissem num único ser.
E o Tempo, como infinito, já estivesse transformado em
Eternidade.
Brasília, 02 de setembro de 2006
Theresa Catharina de Góes Campos
NOTA DA EDITORA:
Ceres Alvim lançou sua décima-segunda obra - "Vertigem", no
outono de 2009, como ela quis registrar na publicação. São
páginas abençoadas pelo talento e, por isso, muito
bem-vindas, um testemunho de sua inspiração no percurso de
seu viver. As belas ilustrações, assim como a capa e a
contracapa, são de Pablo Alvim.
Theresa Catharina
São Paulo, 13 de junho de 2009.
NOTAS DA
EDITORA:
1) "Pau-de-arara do Céu" (1a. edição - 1977; 2a. edição -
2007)
O belo livro de Ceres Alvim "Pau-de-arara do Céu" tem
ilustrações de Rosane Marie muito atraentes para as
crianças... e os adolescentes e adultos que conservam a
infância em seu coração. E na verdade, o texto encantador,
de lírica prosa, homenageia o Correio Aéreo Nacional e as
suas missões de apoio às populações isoladas pela distância
e carentes de recursos. A competência da autora, ao narrar
com graça, originalidade e bastante informação, inclui
pensamentos de reflexão crítica e profundidade, o que indica
o "Pau-de-arara do Céu" para leitura de todas as idades.
Como outros clássicos da literatura
universal.
Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 31 de maio de 2007
2) Cândida
Severiana foi o pseudônimo usado, nas primeiras obras
literárias, pela escritora Ceres Alvim, mãe de cinco filhos
e avó de Pablo Alvim, que ilustrou a maioria de seus onze
livros. Amiga, colaboradora e incentivadora de Theresa
Catharina, desde 1965, já nessa época a chamava de "Therezita",
como até hoje, seus familiares e amigos mais íntimos.
3) - Quem
leva a Esperança?
Therezita.
A Terra está em grande perigo. Precisa de sua Voz, para
salvá-la.
Desejo que este aviãozinho de papel seja o arauto de um
futuro
brilhante, criativo e muito Verde para você.
Você que viu e aplaudiu o nascimento de "Pau-de-arara do
Céu".
Meu abraço e amizade de sempre,
Ceres
Brasília, 7/5/2007
(Dedicatória de Ceres Alvim, no exemplar que me ofertou, da
segunda
edição de "Pau-de-arara do Céu".)
A CASA DO
RELÓGIO DE SOL - prefácio para Cândida Severiana
Pelas mãos de fada da autora, os leitores têm o privilégio
de viajar – no tempo e no espaço – literalmente, com emoção
e sensibilidade. Encontram seus personagens
multidimensionais, autênticos e de grande personalidade –
tanto a narradora como eles não se perdem na multidão ou
agem como carneirinhos liderados cegamente (destacam-se,
deixam a sua marca individual, independente, na esfera em
que atuam) – e com eles experimentam os lugares e a sua
cultura própria, vistos de uma perspectiva mais profunda:
uma visão espiritual, enriquecida pelos laços afetivos,
duradouros.
Nestas páginas escritas com sinceridade em uma linguagem de
prosa que soa como poesia, a realidade não se mostra
limitada, mas de acordo com a sua riqueza de tempo e de
espaço; e vemos que não se pode chamar de irreal, absurdo e
fantasioso aquilo que, na verdade, é simplesmente mais
profundo, complexo e se desenrola no meio ambiente do
espírito, que não conhece barreiras materiais ou fronteiras,
sejam estas de países ou épocas. Se não somos os senhores da
vida e da morte, apenas instrumentos ou marionetes nos
termos do plano especial de nosso Criador, por que
estabelecer limites rígidos até mesmo à nossa imaginação?
Que estas páginas sejam folheadas com carinho e lidas com
gratidão – pois muitos sentem e se acovardam, desistindo de
registrar publicamente a riqueza de sua sensibilidade e
expressão. Esta narrativa atrai pela sua originalidade nas
descrições e pela ausência de uma estrutura formal de
enredo; os adjetivos não foram escolhidos por acaso e sim,
com a preocupação semântica do artista no sentido de que
realmente expressem plástica e graficamente a percepção
intelectual da autora, ao contar suas experiências como ser
humano que, eventualmente, assume o papel de turista e
hóspede. Além de contribuir para o nosso enriquecimento
espiritual, através de exercício intelectual que nos convida
à reflexão, Cândida Severiana também se une aos que,
conscientes e responsáveis, não aceitam a guerra ou
quaisquer conflitos armados. A Casa do Relógio de Sol se
deixa visitar pelos leitores e se revela pela simpatia de
seus habitantes tanto quanto pelo que oferece com habitação;
e Cândida Severiana deixou registrado que se trata de
moradia que respira, vibra e adormece, com uma existência
tão VIVA
como a de seus moradores.
Comecemos a leitura. Podem entrar. A casa é sua...
THERESA CATHARINA DE GÓES CAMPOS
Brasília, 31 de julho de 1987.
(Prefácio do livro “A Casa do Relógio de Sol”, de Cândida
Severiana)
O "Delírio em
Prosa" de Ceres Alvim
Theresa Catharina de Góes Campos é
jornalista, escritora e professora universitária
Há mais de três décadas Brasília tem uma ilustre residente:
a escritora Ceres Alvim, admirada e amada por seus leitores
e amigos, gratos porque persistiu em encontrar o tempo e a
determinação necessários para produzir obras publicadas
como: "Lágrima Comprida" (1960), "Adivinhão" (1973),
"Pau-de-arara do céu" (1977), "A Casa do relógio de sol"
(1988), "Cantata de Natal" (1991), "Poema dentro da xícara
de chá" (1992), "Matinas no portão do céu" (1993), "Um
minuto celestial" (1994), "Serenata para a Boneca" (1995) e
"Um navio no telhado". O delírio dos seus fãs, encontrados
no Brasil e no exterior, começa pela leitura dos títulos e
continua até a última página.
As quatro primeiras obras foram assinadas com o pseudônimo
Cândida Severiana - homenagem à sua querida avó e madrinha.
A partir de "Cantata de Natal", Ceres assinou seu nome
verdadeiro e contou com a colaboração do neto Pablo Alvim de
Miranda na criação das capas e ilustrações dos livros,
passando a oferecê-los como presentes natalinos à sua
família e a seus muitos amigos. Para o Natal de 1998,
entregou-nos mais uma preciosidade literária, o "Delírio em
Prosa", com projeto gráfico de Mário Viggiano.
Considerando que foi uma edição particular, com poucos
exemplares, com a permissão da autora selecionamos vários
trechos desse lançamento sem alarde...
É uma história de pessoas que sofrem e buscam livrar-se das
dores por meio do espiritismo, da mediunidade, entretanto, o
texto mostra-se religiosamente eclético, alternando
realidade, surrealismo, visão interior, magia ocular que se
manifesta em descrições de um lirismo encantador, o que
suaviza a temática e o drama dos personagens. A minha
escolha foi propositadamente subjetiva e católica romana,
espelhando-se na dedicatória de Ceres no livro que recebi de
suas mãos abençoadas de escritora. ("Para Therezita, um
retrato de nossa gente, um pedaço de nosso Sertão. /Deus é
Beleza, é Formosura!/ Um abraço e Feliz Natal 98. Da amiga e
do amigo, Ceres e Pablo / Brasília, 24/12/98") Que outros
leitores encontrem, também, os seus parágrafos preferidos!
(...)"Seguiram uma placa indicando Vianópolis e passaram a
contornar velhos quintais, até saírem do perímetro urbano.
Aí descortinaram uma linda paisagem dos dois lados da
estrada reta e bem conservada. Flamboyants vermelhos
floridos, fazendas organizadas, cercas bem feitas. Grandes
áreas de terra sendo aradas para o plantio. A cor da terra
impressionava pela beleza. Vermelha arroxeada de beterraba.
Uma única árvore frondosa em toda a extensão de terra
revolvida. Flamboyants amarelos começaram a surgir. Na
porteira de uma fazenda, dois flamboyants floridos: um
vermelho, um amarelo. Lado a lado, entrelaçando os galhos de
flor. Esplêndidos! Ah, Van Gogh, se você conhecesse nossos
flamboyants! - Lore pensou. As três viajantes comentavam e
se encantavam com as árvores. Em Brasília o flamboyant
amarelo é mais raro. Aqui é maioria."
(...) "Um trator infatigável, arando, arando."
(...) "Hoje a paisagem está domesticada."
(...) "Voltaram a admirar as ondulações de terra vermelha,
fazendas, flamboyants, mangueiras, rendadas de bilros,
carregadas de frutos."
(...) "Velhas árvores frondosas. Uma delas, a mais bela,
cantava alto. Voz de soprano, de alto registro. De
periquitos e papagaios. A árvore vestia-se toda de verde e
dourado, com florinhas amarelas. Cantava a bela feiticeira
da cidade dos espíritos. Da cidade delirante: ESPERANÇA.
Sara estacionou o carro à sombra da cantante e dirigiram-se
à pensão, logo à frente."
(...) "O que me interessa e encanta é o dom da cura. Este
dom, penso que é distribuído indiscriminadamente por Deus. A
católicos, protestantes, espíritas, budistas. Quando menina,
conheci em Belo Horizonte um padre que tinha este dom. Padre
Eustáquio. Àquela época ele já era famoso. Estive com ele.
Toda a sua figura era a de um santo. Tinha o dom da cura."
(...) "A árvore com voz de periquitos cantou. Um sabiá de
papo-roxo cantou."
(...) "No telhado escurecido do Centro Espírita o sabiá de
papo-roxo trinou. Com suas flautas acordou a manhã. Depois a
pomba-rola cantou: -Fogo-pagou! Fogo-pagou! A prima-dona
cantou, emitiu seus agudos na ópera sertaneja. De seus
cabelos verdes, de seu decote, dos babados de seu vestido
dourado de sol voaram seres alados: jandaias, periquitos,
papagaios. As jandaias em formação, como pequenos aviões,
gritando muito. O sabiá do papo-roxo desceu do telhado e
começou a passear pela rua. Na lavanderia da pensão, oito
beija-flores revezavam-se diante de uma garrafa de plástico,
enfeitada de flores. Água com açúcar."
(...) "Ao mesmo tempo, os galos começaram a cantar, a
festejar a noite. A árvore cantora estava vestida de verde
escuro. O céu estrelado refletia-se, brilhava nos espaços
vazios de sua folhagem. Resplandecia. Um vitral de folhas,
flores e estrelas. Os pássaros verde-amarelos dormindo à
sombra de seus esconderijos."
(...) "Belezinha queria que a mãe lesse alguma coisa para
ela: - O Salmo 91 num livrinho que ela trouxera. Lore
procurou o Salmo e leu: - "Aquele que habita no esconderijo
do Altíssimo, à sombra do Onipotente
descansará".
(...) "De repente, o assunto mudou de rumo, derivou. Chegou
à encruzilhada do Ciúme. Neusa contou que as duas, ela e
Lourdes, eram mulheres de cantores sertanejos famosos. Uma
dupla caipira. E passou a relatar o assédio dos fãs e a luta
diária das duas com o monstro de olhos verdes chamado
Ciúme."
(...) "Belezinha sentia falta de cantos e orações."
(...) "Por trás dos varais, a mangueira do quintal vizinho,
exibia suas mangas sobre o muro. A árvore resplandecia de
beleza. Mangas verdes, comuns, compridas. Penduradas em
longos cabos, como colares e brincos. Os frutos enfeitavam a
vaidade da mangueira. Os beija-flores, grandes e negros,
cobertos de purpurina dourada, revezavam-se diante da
garrafa de plástico. E brigavam, perseguindo-se uns aos
outros. O gato faraó esticava as pernas, andava sorrateiro,
sabe-se lá com que pensamentos."
(...) "Ela foi até lá e sentiu-se em seu ambiente. Amava os
bichos, a simplicidade das pessoas do meio rural, suas
conversas, sua postura diante da vida. Integrou-se.
Encantou-se com os beija-flores."
(...) "A mãe riu. A filha se parecia ao pai, não com ela.
Aventurava-se por lugares primitivos, exóticos, impensáveis
para Lore. Selva, cachoeiras, casas palafitas, macacos
pendurados em seu pescoço. Afeição exagerada aos bichos. Só
os insetos a perturbavam."
(...) " - Esta visão é muito triste, Belezinha! Prefiro o
céu dos católicos, com anjos cantando músicas de Vivaldi e
Bach. Talvez um anjo tocando um trompete..."
(...) "À noite o concerto é dos cachorros. Negrinha iniciou,
latindo fino e demorado. O cachorro marrom, vizinho dela,
latiu duas vezes. Bem rouco. Ela continuou, insistente.
Outros cachorros responderam. Até que todos os da cidade do
Além latiram em coro. Galos cantaram. Um cavalho relinchou
duas vezes. Chuva. Às quatro da madrugada voltaram a cantar
os galos. Um respondendo ao outro, em desafios. Uma vaca
mugiu duas vezes. A árvore-laranjeira floresceu, desabotoou
seus botões. Enfeitava-se de pequenos buquês brancos. De
noivas. Abelhas e borboletas festejavam-na. Amanheceu."
Que sensação maravilhosa a que estou experimentando como
leitora: estou na cidade, diante de um computador, apenas
fisicamente...minha mente, o meu coração, estão nos lugares
descritos por Ceres Alvim, junto às arvores, contemplando e
ouvindo a natureza!
Respirando a magia lírica da autora, pareço estar
compartilhando de seu "Delírio em Prosa"... E o que mais se
pode esperar de uma
escritora?
Jornalismo com ética e solidariedade.
Theresa Catharina |
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O BANQUEIRO DOS HUMILDES
Le Banquier des Humbles (França/Índia, 2000).
De Amirul Arham. Cor. Duração: 52'.
Em Bangladesh, Muhammed Yunus, economista de renome, aceitou
o desafio
de só conceder empréstimos aos pobres, sem preconceitos
econômicos ou
políticos. Criou, assim, o primeiro banco de micro-crédito,
o Grameen
Bank. O princípio é simples: permitir que os mais
desfavorecidos e em
particular as mulheres possam ter acesso ao capital para
financiar
suas atividades. Esta formidável revolução silenciosa afeta
milhões de
indivíduos, reinventando duravelmente a relação entre o
banqueiro e os
seus clientes. Sondagem sobre um homem notável, este
documentário
oferece uma mensagem de esperança : e se a miséria deixasse
de ser uma
fatalidade?
www.cinefrance.com.br/cinemateca/documentarios/
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Nota da Editora:
Em 2006, Muhammed Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz.
Sociedade & Política
Nobel da Paz 2006 atribuído a Muhammad Yunus e ao Banco
Grameen
O Comité Nobel da Noruega decidiu atribuir o Prémio Nobel da
Paz para
2006 a Muhammad Yunus e ao Banco Grameen
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17-10-2006 :: No seu anúncio, o Comité Nobel declara que "o
Prémio
Nobel da Paz para 2006 vai ser dividido em duas partes
iguais, por
Muhammad Yunus e pelo Banco Grameen pelos seus esforços para
criar
desenvolvimento económico e social a partir das bases. Uma
paz
duradoura não poderá ser alcançada até que grandes faixas da
população
encontrem maneiras de erradicar a pobreza. O microcrédito é
uma dessas
maneiras. O desenvolvimento a partir das bases também serve
para fazer
avançar a democracia e os direitos humanos."
O Primeiro Ministro da Noruega Jens Stoltenberg felicita
Muhammad
Yunus e o Banco Grameen do Bangladesh aos quais foi
atribuído o Nobel
da Paz 2006. "Durante 30 anos eles concederam empréstimos
aos pobres,
em particular a mulheres, dando-lhes a possibilidade de
iniciarem
novos empreendimentos e assim conseguirem sair da pobreza.",
disse o
Primeiro Ministro.
"Estou muito satisfeito por o Comité Nobel da Noruega ter
prestado
homenagem ao Professor Muhammad Yunus e ao Banco Grameen,"
disse o
Ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros Jonas Gahr
Støre. "Eles
deram ajuda concreta terra-a-terra que possibilitou a
milhões de
pessoas sairem da pobreza. O Banco Grameen é um dos mais
importantes
exemplos de sucesso na assistência ao desenvolvimento. Criou
um modelo
de microcrédito que tem estado a ser copiado em todo o
mundo."
"Este é um contributo extremamente criativo para o debate
sobre o
desenvolvimento. É óbvio que melhorar as condições de vida é
um factor
importante para a criação da paz. Por isso estou muito
satisfeito por
o Comité Nobel estar a direccionar o seu enfoque para este
assunto. O
microcrédito é algo a que este governo atribui prioridade –
e
atribuirá ainda maior prioridade no futuro," disse o
Ministro
norueguês para o Desenvolvimento Internacional Erik Solheim.
O Banco Grameen está representado em todo o Bangladesh, e 97
por cento
do total dos 6 milhões que pedem empréstimos são mulheres. O
seu
modelo de empréstimo baseia-se no respeito e confiança nas
capacidades
destas mulheres pobres e na sua habilidade de criar um
melhor futuro
para si próprias desde que lhes seja dada uma oportunidade.
Trata-se
de um conceito que está a fazer impacto em muito lugares.
A Noruega concedeu 400 milhões de coroas norueguesas ao
Banco Grameen
num período de 10 anos. Foi um dos primeiros países a
acreditar nesse
conceito e atribuíu fundos ao banco até que ele foi capaz de
se suster
nos próprios pés.
Ministério dos Negócios Estrangeiros
www.noruega.org (Embaixada da Noruega em Portugal)
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Sociedade e Política
Solenidade de entrega do Prêmio Nobel
Muhammad Yunus e o Banco Grameen receberam o Prêmio Nobel da
Paz de
2006 sob efusivos aplausos na Câmara Municipal de Oslo, no
domingo,
dia 10 de dezembro.
11/12/2006 :: O Prêmio Nobel da Paz deste ano foi igualmente
dividido
entre Muhammad Yunus e o Banco Green por seu trabalho em
gerar
desenvolvimento econômico e social junto às classes mais
pobres.
- Com a divisão e entrega do prêmio deste ano, o Comitê
Nobel
Norueguês deseja chamar a atenção para o diálogo com o mundo
islâmico,
para a perspectiva da mulher e para a luta contra a pobreza,
diz o
líder do Comitê Nobel, Ole Danbolt Mjøs.
O Prêmio Nobel da Paz foi entregue pelo chefe do Comitê
durante
cerimônia na Câmara Municipal de Oslo. O evento contou com a
presença
da família real norueguesa, representantes do governo e do
parlamento
e convidados.
Ministério Norueguês das Relações Exteriores
www.noruega.org.br
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A ESPERANÇA INVENCÍVEL
Conhecemos alguns caminhantes
de esperança invencível,
fortalecidos por uma energia
que,dentro de si mesmos,
movimenta seus corpos,
impelindo-os a caminhar
enfrentando ventos e neve.
Homens e mulheres a buscar um ideal
ao qual se dedicam
porque lhes sintetiza a vida.
Um poder imperecível,
uma crença
a iluminar cada vereda
com uma alegria independente
de qualquer recompensa material.
Um escândalo para o mundo!
Uma bênção para nós!
Theresa Catharina de Góes Campos
Gruyères, Suíça, agosto de 1960.
Versão original:
THE UNFAILING HOPE
We know a few people
who walk with unfailing hope,
a force inside moving their body,
forcing them to walk
against wind and snow.
Men and women searching,
giving themselves to an ideal
that summarizes life to them.
An imperishable power,
an ideal,
brightening up any path,
giving joy,
independent of any material reward.
A scandal to the world!
A blessing to us!
Theresa Catharina de Góes Campos
Gruyères - Switzerland, August, 1960.
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CRIAR EM MEIO À DESESPERANÇA
CRIAR, realizar, construir,
malgrado a repetição
dos gestos maquinais.
Sonhar, perdoar, mesmo chorando,
apesar da mediocridade
aparentemente onipresente,
falsamente onipotente.
Criar, refazer, renovar, reavivar,
em meio à desesperança,
ao desespero que reaparece,
ao desamor insistente.
Avançar, em meio a tantos perigos.
Rezar, quando a fé vai se apagando.
Criar o bem tão essencial,
nos momentos mais cruéis.
Tudo para que a graça da Fé renasça!
CRIAR: eis a vitória luminosa
dos heróis, santos e poetas!
Theresa Catharina de Góes Campos
Québec City - Província de Québec, Canadá, 13/01/1973.
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A HEROÍNA ARACY CARVALHO GUIMARÃES ROSA
A coragem de uma mulher que salvou vidas
04/11/08
Renata Mielli
Poucos conhecem ou ouviram falar de dona Aracy, a não ser
pelo sobrenome, Guimarães Rosa. Esposa de um dos maiores
escritores brasileiros, passou sua vida ocultada pela
grandiosidade do autor de Grande Sertão Veredas. Mas Dona
Aracy tem luz própria. Como o Sol, seus raios demoraram
alguns anos para brilhar. Mas enfim brilharam e já
conquistaram seu lugar próprio na história.
Por quê? Aracy Carvalho Guimarães Rosa enfrentou o nazismo e
ajudou a salvar dezenas de judeus como funcionária do
consulado brasileiro, conseguindo vistos para que eles
pudessem ingressar no Brasil. Por sua coragem e
solidariedade ela é a única mulher citada no Museu do
Holocausto, de Jerusalém, como um dos escassos 18
funcionários diplomáticos que ao longo da perseguição
nazista se empenharam em ajudar judeus fugitivos (é a única
funcionária consular, não cônsul ou embaixador, nessa
relação). Seu nome também está relacionado no Museu do
Holocausto, em Washington.
Aracy ainda dá nome a um bosque do Keren Kayemet, nas
redondezas da cidade, trata-se de uma homenagem e um
reconhecimento que o Estado de Israel presta aos góim
(não-judeus) que ajudaram judeus a escapar do genocídio.
Entre os mais famosos estão o empresário alemão Oskar
Schindler - que inspirou o filme A lista de Schindler, de
Steven Spielberg . Apenas outro brasileiro, o embaixador
Luiz de Souza Dantas (1876-1954), recebeu a mesma honraria,
em 2003. "Discreta, sem jamais ter caído na tentação de se
promover por ter sido quem foi, Aracy paga hoje o preço do
esquecimento", diz o historiador e escritor René Daniel
Decol, empenhado no resgate dessa personagem. "Até sua
influência sobre o escritor tem sido negligenciada pela
crítica, pelos historiadores da literatura e pela mídia".
Paranaense, nascida em 1908, Aracy sempre foi uma mulher
destemida. Na década de 30, transgrediu costumes ao
separar-se do primeiro marido, numa época em que tal atitude
era condenada por toda a sociedade. Mudou-se com o filho
para a Alemanha em 1934, onde conseguiu trabalho no
consulado brasileiro na cidade de Hamburgo, como chefe do
setor de vistos. Conhece, em 1938, o diplomata João
Guimarães Rosa, nomeado cônsul-adjunto em Hamburgo.
Apaixonam-se e vivem uma história de amor para toda a vida.
É ai que começa a trajetória de bravura de dona Aracy, que
enfrentou o nazismo alemão e o Estado Novo de Getúlio
Vargas. Foi quando Hitler endureceu sua perseguição aos
judeus e aprofundou a política de eugenia e branqueamento da
Alemanha e Getúlio Vargas aderiu abertamente às políticas de
"branqueamento" no Brasil, restringindo, em 1937 o ingresso
de todos os judeus no país, proibindo as embaixadas
brasileiras na Europa de concederem vistos. O chefe de
Aracy, o cônsul-geral do Brasil em Hamburgo, Joaquim de
Souza Ribeiro, era um diplomata disciplinado e acatou as
determinações. Dificultava ao máximo a concessão de vistos a
judeus para não desagradar ao embaixador e ao governo.
Aracy ignorou as determinações do Itamaraty e criou
mecanismos para conceder vistos aos fugitivos do nazismo. Em
entrevista à revista Isto É, em 2007, o filho de Aracy, o
advogado Eduardo de Carvalho Tess contou que sua mãe achava
aquilo tudo muito injusto "com a maior discrição, (ela)
continuou a preparar os processos de vistos para judeus, à
revelia de seus superiores", e conta como: "ela enfiava os
vistos no meio da papelada que despachava com o
cônsul-geral, que os assinava sem ver".
Eduardo Tess contou, também que a mãe transportou, muitas
vezes, judeus no porta-malas do carro do consulado. "Eu me
lembro que era um Opel Olympia alemão. Chegou a levar uma
pessoa até a Dinamarca", disse.
João Guimarães Rosa sabia da ousadia da mulher e a apoiava,
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