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DIA
INTERNACIONAL DA PAZ
De:
PR Newswire Brasil
Para: THERESA CATHARINA DE GÓES CAMPOS
Assunto: Garson Entertainment produzirá concerto
internacional da paz no Dia Internacional da Paz das Nações
Unidas
Garson Entertainment produzirá concerto internacional da paz
no Dia Internacional da Paz das Nações Unidas
02 de junho de 2006 07:51 HORALOCAL
Garson Entertainment produzirá concerto internacional da paz
no
Dia Internacional da Paz das Nações Unidas
Cantores do mundo todo irão se unir para celebrar o dia
internacional
da paz das Nações Unidas em um evento que será transmitido
globalmente ao vivo em 21 de setembro de 2006
NOVA YORK, 2 de junho /PRNewswire/ -- Em comemoração ao 25º
Aniversário do Dia Internacional da Paz das Nações Unidas, a
Garson
Entertainment produzirá o primeiro concerto da paz global no
Dia
Internacional da Paz, 21 de setembro de 2006. O evento de
duas horas
para televisão será transmitido de um palco principal e com
artistas
em seus países respectivos atuando em palcos do mundo todo,
incluindo
Genebra, África, Estados Unidos, Jerusalém, a Grande Muralha
da
China, Índia, América do Sul e Canadá.
O Dia Internacional da Paz das Nações Unidas foi
estabelecido por
todos os países membros das Nações Unidas em 1981 como um
dia
dedicado a cessar-fogo e final de conflito. O Dia
Internacional da Paz
oferece uma oportunidade para pessoas, organizações e nações
criarem
atos práticos de paz em uma data determinada.
Rick Garson, produtor executivo deste evento, criará um
evento ao
vivo de três horas dos principais palcos do mundo todo, um
programa de
televisão extraordinário de duas horas celebrando a paz e
unidade
global. Um CD e DVD da transmissão ao vivo de duas horas
estarão à
venda e uma porção da receita irá beneficiar as iniciativas
para
promover a paz.
"O evento será apresentado por três personalidades mundiais
e deverá
atrair os mais famosos cantores, celebridades, dignitários e
líderes
mundiais, explicou Rick. Além de música, leitura e entrevistas
realizadas em palcos em várias partes do mundo, esperamos
criar uma
transmissão poderosa com um tema global e uma visão para o
mundo de
paz e unidade global".
O concerto do Dia Internacional da Paz das Nações Unidas
pretende
incentivar e inspirar a comunidade global a tomar medidas de
paz
significativas durante o ano todo. Das 12 às 12h01, horário
local no
dia 21 de setembro, as pessoas do mundo todo irão "dedicar
um minuto
para a paz" em reconhecimento ao Dia Internacional da Paz. A
resolução também estipula que cessar-fogo e não violência em
nível
mundial por um dia sejam observados.
Para mais informações sobre o concerto do Dia Internacional
da Paz,
favor acessar www.Internationaldayofpeaceconcert.com.
FONTE Garson Entertainment
02/06/2006
CONTATO: Dara Busch, +1-212-843-8079, ou dbusch@rubensteinpr.com
Web site: http://www.Internationaldayofpeaceconcert.com
BNED: NG
FONTE: PR NEWSWIRE LATIN AMERICA
CORAL GABLES - MIAMI-US
CONTATOS: USA-MARY D'LEON
BRASIL-NÉLIA GARCIA
TELS: USA:1-305-507-2550/BRASIL:55-21-2132-8461
FAXES: USA:1-305-461-8670/BRASIL:55-21-2132-8469
E-MAILS: nelia_garcia@prnewswire.com.br mary_dleon@prnewswire.com
PALAVRA-CHAVE: RJ
PALAVRA-CHAVE/RAMO DE ATIVIDADE: ENTRETENIMENTO
PALAVRA-CHAVE/EMPRESA: GARSON ENTERTAINMENT
O texto acima, distribuído pela PR Newswire Brasil, é de
inteira
responsabilidade de seu cliente. A utilização deste material
não
implica em custo. |
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LEITOR
APRECIA COMENTÁRIO SOBRE O FILME "BLADE RUNNER"
De: "Yan
Jacobina"
Data: Tue, 28 Mar 2006 20:41:16 -0300
Para: theca@....com.br
Assunto: BLADE RUNNER
Theresa:
Navegando pela web e pesquisando sobre "Blade Runner", li
seu artigo sobre o filme e quero dizer que nunca senti tanta
inveja, como senti de você por escrever tão bem e fazer tão
belo comentário sobre Blade Runner.
Você foi simplesmente Fantástica, parabéns...
Você escreveu tão bem, que deu vontade de ver de novo esse
filme, que para mim é realmente uma obra dos deuses.
Ouvi dizer, não sei se você está sabendo, que se planeja um
"Blade Runner" 2, baseado no livro que tem uma continuação
na qual o policial Deckard iria a julgamento por ter matado
um ser humano que ele julgou ser um replicante... é uma boa
premissa para uma continuação, mas o primeiro foi tão
perfeito para mim que se pudesse proibiria uma continuação
(nem que fosse o Spielberg) do Blade Runner, não acha?
Acho que, em DVD, só existe a versão do diretor, ou já saiu
a versão tradicional, cult? Se tiver, compro na mesma hora,
até vou pesquisar no site da locadora, pois eu tenho em VHS,
quando a Warner lançou seus primeiros filmes em VHS no
Brasil.
Para terminar , queria dizer que achei o máximo o trecho em
que você diz: " É uma obra-prima de imagens, sons e
palavras" .
Simplesmente você conseguiu resumir o que é o "Blade Runner"...
Bem, fiquei tão empolgado com seu texto que resolvi lhe
escrever, mesmo não tendo o seu talento de traduzir em forma
de palavras o sentimento do espetáculo que é este filme "BLADE
RUNNER".
Grande abraço e que Deus lhe abençõe, dando cada vez mais
inspirações
para outros textos tão lindos como esse...
Yan
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AGRADECIMENTOS AO LEITOR YAN JACOBINA
De:
"Theresa Catharina de Góes Campos"
Data: Thu, 30 Mar 2006 16:57:42 -0300
Para: "Yan Jacobina"
Assunto: Obrigada pelos elogios a meu texto sobre o filme "BLADE
RUNNER"
Prezado leitor Yan Jacobina:
Muito obrigada por suas palavras elogiosas. Escrevi com o
coração, reflexão crítica e genuíno entusiasmo pela
importância do filme, quanto ao conteúdo e à forma.
Vou fazer uma pequena edição de sua mensagem e mandar
colocar na próxima atualização de meus sites
www.arteculturanews.com (Arte e Cultura News)
www.noticiasculturais.com (Notícias e Textos Culturais)
www.theresacatharinacampos.com (Blog da Jornalista Theresa
Catharina)
Contudo, acho que você se equivocou num ponto - em nenhum
momento eu me refiro a DVD ou VHS, principalmente porque eu
não assisto a filmes em vídeo, apenas no cinema.
E, como destaquei logo no início de meu artigo, meus
comentários se referiram à versão do estúdio, a que foi
exibida no início (com a narrativa do Harrison Ford, os
travellings finais com a visão das árvores - o único
momento verde do filme, a conclusão romântica e lírica da
obra, etc.).
Assisti à tal versão, sem cortes, como o diretor queria,
também no cinema, quando posteriormente a pesquisa de um
estudante descobriu a obra original... e não gostei. Sobre o
filme original, penso que eu teria escrito com pouco
entusiasmo, devido ao pessimismo onipresente.
Quanto às continuações de obras cinematográficas, entendo
que cada filme é um filme - deve ser um filme diferente,
independente. E que, no vídeo, não se assiste a filmes,
assiste-se a vídeos, em DVD ou VHS. Cinema é cinema - exibe
filmes produzidos para o cinema.
Cordialmente,
Theresa Catharina |
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RODA
DE ORAÇÃO POR AMIGOS
Assunto: Orei por você
Orei por você. Reze por alguém.
Seja qual for sua crença, eleve o pensamento ao Criador e
peça por alguém.
RODA DE ORAÇÃO ENTRE AMIGOS!
Eis o significado desta Roda:
Quando receber esta mensagem, faça uma prece a DEUS, por
SEUS FAMILIARES E AMIGOS.
Basta isso, nada mais!
Você esteve nas orações de quem a enviou.
Verá como essa roda é poderosa.
Após a sua Oração, envie para os seus familiares e amigos, e
observe a resposta de DEUS através da ação das orações em
sua vida.
A Roda de Oração tem que girar.
NÃO INTERROMPA, por gentileza!
De todos os presentes que se pode receber, a prece é o
melhor deles.
Não custa nada e traz recompensas maravilhosas.
Vamos orar uns pelos outros!
"Peço a Deus que ilumine a todos nós para um caminho de mais
amor e
respeito à vida e à natureza. Que a Terra e os homens
reencontrem o
equilíbrio, com a extinção das guerras; que os homens se
conscientizem de
que somos todos irmãos pois somos filhos do mesmo Pai.
Senhor: Que neste dia nós Vos amemos mais e procuremos
sempre fazer Vossa
santa vontade.. Em nome de Jesus, Amém". |
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Data: Mon, 26 Jun 2006 15:33:59
-0300
De: "Edmur"
Para:theca@....com.br
Assunto: "Testemunha Ocular" de Howard Franklin
Olá, Professora Theresa Catharina:
Primeiramente, devo afirmar que é muito gratificante poder
lhe escrever e dizer que você é uma de minhas principais
referências para o jornalismo.
Estou fazendo um artigo de fotojornalismo referente ao filme
e gostaria de sua opinião sobre a temática dele para os dias
de hoje em que podemos fazer um paralelo do que aconteceu no
filme e o trabalho do fotojornalismo da atualidade.
Outra coisa interessante do filme está nos aspectos que
envolvem a atividade do fotojornalista, enfocando
principalmente a questão ética do trabalho do protagonista.
Qual a sua opinião nessa questão?
Grato pela atenção, agradeço atenciosamente.
meu e-mail é...
Edmur
Prezado Edmur:
Obrigada por valorizar a minha atuação profissional como
jornalista.
Sobre os princípios éticos, que devemos praticar
rotineiramente, em nossa vida pessoal e profissional, devem
guiar todos os nossos atos. É uma responsabilidade, um
parâmetro para nortear nossas decisões e atitudes. Em todas
as áreas de nossa atuação, inclusive no jornalismo,
tratando-se de imagens e/ou palavras.
Por favor leia meus artigos a respeito desse tema
fundamental, tanto na página de amostragem da [...], como nos meus sites e livros.
Posso afirmar, sem estar exagerando, que escrevo e comento,
sempre, de uma perspectiva ética, destacando os valores
morais nos textos sobre filmes, peças de teatro e outras
manifestações artísticas e culturais.
Cordialmente,
Theresa Catharina

O drama policial "Testemunha ocular"( The Public Eye - EUA,
1992 - 98 min. - de Howard Franklin), cujo protagonista é um
fotógrafo especializado em registrar cenas de crime, aborda,
também, alguns aspectos urbanos, existenciais e
psicológicos. Para ele, as vítimas, fotografadas em seus
cenários de morte, são os sujeitos de sua câmera, e não, os
problemas a serem solucionados, pelos detetives da polícia
local.
Na Nova York de 1942, Bernzy está entre os melhores do ramo.
Como repórter fotográfico, entretanto,tem pontos em comum
com os policiais: busca, supostamente, comportar-se com
objetividade, numa atitude de frieza profissional, diante de
cadáveres e tragédias.
Destaques: produção, direção, interpretação, roteiro;
fotografia; tema principal e personagens; reconstituição de
época (figurinos, adereços); o clima de romance policial "noir";
o amor numa perspectiva realista, naturalista, de atração
física e afetiva, amadurecida na vivência do dia-a-dia.
O êxito do diretor revela-se, é claro, na eficiência do
elenco: Joe Pesci, Barbara Hershey, Stanley Tucci.
Uma bela dona de boate pode comprometer a reputação
profissional de Bernzy. Ela quer saber quem sãos os homens
dispostos a tomar seu estabelecimento. Para isso, acredita
que o fotógrafo deveria usar, para ajudá-la, as suas
conexões...
Na interação com os detetives, em circunstâncias de sangue e
deformidade dos corpos das vítimas, o fotógrafo se torna,
igualmente, uma "testemunha ocular", embora o seu depoimento
não seja o que os detetives procuram, de início, para montar
as peças-chaves dos quebra-cabeças.
A protagonista se impõe como figura marcante de mulher -
numa história em que os homens predominam como personagens
sem sutilezas ou ambivalências (com exceção do fotógrafo).
Ela oferece, todavia, uma ambigüidade própria, burilada
pelas dificuldades vencidas com persistência, numa astúcia
aperfeiçoada pelos desafios enfrentados.
O roteiro difere de outros enredos policiais ao focalizar o
fotógrafo como foco principal, em nuanças de sombras e luz,
numa homenagem implícita aos caçadores de imagens...em
metáfora/símbolo que, por si só, remete ao cinema e seus
fotogramas que registram criativamente. O repórter, como
profissional, tem mais espaço para a sua individualidade,
exercendo, portanto, maior liberdade que a polícia. Daí a
importância do fotógrafo no plano da comunicação com o
público.Seu testemunho ocular não se expressa por meio de
palavras. Mas nem por isso deixa de ser valioso.
Na observação que o público é incentivado a fazer - numa
outra forma de testemunho ocular - a reflexão deve incluir
as questões éticas que envolvem as ações, atitudes e
decisões por parte da polícia e do fotógrafo.
Agindo a princípio como adversários, vão compreendendo,
depois, os limites do trabalho investigativo. Ângulos,
planos e perspectivas do repórter fotográfico também
despertam o público para a realidade. Uma visão mais
profunda, além da violência e das simples aparências: um
enigma pessoal e coletivo.
(Obs. Assisti ao filme no cinema, mas também pode ser
encontrado em vídeo CIC.)
( Fazer uma comparação e análise do assassino profissional e
fotógrafo, personagem interpretado por Jude Law, em outro
filme para adultos, com temática de violência, "Estrada para
Perdição". protagonizado por Tom Hanks e Paul Newman.)
Theresa Catharina de Góes Campos |
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RELATÓRIO DE NATAÇÃO - 28/06/2006
Data: Wed, 28 Jun
2006 18:53:06 +0000 (GMT)
De: Juliana Taroda
Para: Emerson Corona
CC: Theresa Catharina Góes Campos
Assunto: Sra. Theresa Catharina
(...)
A Sra. Theresa Catharina vai lhe surpreender, pois já está
nadando "crawl" com flexão de cotovelo e com muita
tranqüilidade.
Sua freqüência cardíaca já não se altera quando se trata do
estilo "crawl", pois além de ter melhorado, ela também criou
uma estratégia de pensar que é o estilo "peito" (ela vai lhe
explicar...).
Os exercícios de hidroginástica já são executados
corretamente e, quando eu demonstro o exercício, ela já
executa corretamente, sem hesitar; o que antes não acontecia
pela falta de costume e também pela falta de conscientização
corporal.
Hoje, seu condicionamento está muito melhor e, por isso,
também consegue assimilar mais rápido os exercícios.
Às terças e quintas-feiras, fazemos 10 min. de movimentos de
hidro e 5min. nadando qualquer estilo que relaxe e reduza a
freqüência cardíaca.
Está sempre progredindo e interessada em melhorar.
Como vc disse, ela é admirável.
(...)
Juliana Taroda Gomes
Health Club Academia
São Paulo |
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Resumo do Painel “A Consulta Médica: uma prática em crise?”
no dia 14 de setembro de 2005
A Associação de Ex-alunos dos Jesuítas em Brasília—ASIA
Brasiliae, e o Núcleo de Estratégias Organizacionais (NEORG/CEAM/UnB)
em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos,
ABRH/ D.F., realizou no dia 14 de setembro, com inicio às
19:30 hs, no Centro Cultural de Brasília, o terceiro painel
do 2° Ciclo de Palestras sobre Ética na Sociedade e nas
Profissões. Com o propósito de refletir sobre a relevância
do atendimento médico à população, em contraste com a
intensa crise ética porque passa o país, ofereceu-se aos
interessados um fórum adequado de discussão e debates sobre
a relação médico-paciente. O tema, versando sobre “A
Consulta Médica: uma prática em crise?”
, focalizou as origens da prática médica, seu contexto
atual, as diferentes orientações e perspectivas. A exposição
tratou também das dificuldades, avanços, retrocessos e
problemas específicos enfrentados por médicos, pacientes,
profissionais da área, segundo o estado da arte da
tecnologia médica, com seus impactos sobre os principais
interessados. O encontro foi coordenado pelo ex-aluno dos
Jesuítas, Dr. Alexandre Ayres, médico alergista do HUB da
Universidade de Brasília.
Compôs o painel representativa amostra dos interesses em
discussão: Dr. Leopoldo Luis dos Santos Neto, professor de
Clínica Médica da Universidade de Brasília, discursou sobre
aspectos acadêmicos e históricos da evolução do atendimento
médico. Ressaltou a complexidade do mundo atual, o
desenvolvimento tecnológico e os avanços na área da saúde,
pontuando as vantagens e as desvantagens dessa evolução.
DR Representando a Promotoria de Defesa da Saúde no Distrito
Federal, a cargo do Dr. Jairo Bisol, discursou o Dr. Franz
Rulli Costa, médico sanitarista pioneiro no D.F., que
apresentou o cenário atual do acesso ao Sistema Unificado de
Saúde (SUS), suas mazelas, problemáticas, fatores que
interferem no seu aperfeiçoamento e os que contribuem para o
desgaste do sistema.
O Dr. Eduardo Pinheiro Guerra,
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Distrito
Federal, apresentou o aspecto deontológico, os direitos e
deveres do médico para com seu paciente na consulta médica,
ressaltando as virtudes e os mitos em torno desse
atendimento, observando a necessidade de preparo acadêmico
para essa interação médico-paciente.
Theresa Catharina De Góes Campos, Jornalista, representando os pacientes,
falou sobre os cuidados e a atenção que se deve ter ao
programar uma consulta médica, para se conseguir o melhor
aproveitamento desse momento. Tanto fornecendo ao médico que
está atendendo as melhores informações sobre os sintomas
pessoais até ao cuidado de se elaborar lista com
questionamentos ou dúvidas que se tenha a respeito da
própria saúde. Observou que esta comunicação é de suma
importância para um diagnóstico preciso, tornando mais
eficaz e satisfatória essa interação, na busca da solução de
problemas pessoais de saúde.
Sumarizando as idéias desenvolvidas pelos panelistas, o
Coordenador Geral da Etical (Iniciativa Latino-americana
pela Ética), Emerson de Barros Aguiar, destacou aspectos
convergentes do painel, observando os aspectos éticos e
profissionais debatidos, analisando-os sob uma perspectiva
filosófica e analógica que ressaltava nossos anseios de
desenvolvimento e atendimento mais adequado ao gênero
humano, como propósito fraterno.
. Seguiram-se debates, com a participação de profissionais,
observações feitas por sanitarista presente ao debate, dessa
necessidade de maior solidariedade e aplicação de recursos
nessa área de saúde tão carente e maltratada em termos de
decisões políticas ineficazes. Várias outras questões foram
suscitadas que demonstravam a perplexidade do cidadão
perante um serviço essencial ao exercício da cidadania e do
respeito à dignidade humana que se deteriora ao invés de
expandir-se. As observações partidas da audiência, que se
prolongaram até quase às 23 horas, com interesse e
relevância, bem demonstram a importância da iniciativa e a
necessidade de abertura e realização de fóruns do mesmo teor
que estimulem a cidadania e permitam ao povo fazer ouvir a
sua voz e o seu clamor pelo adequado atendimento médico,
garantia de todos, constitucionalmente declarada. |
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MOVIMENTO QUERO MAIS BRASIL
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Data: |
Wed, 26 Apr 2006 02:48:17 -0400 (EDT) |
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Assunto: |
Quero mais Brasil |
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À PROCURA DE "ROMUALD E JULIETTE" EM VÍDEO
Data: Fri, 4 Aug
2006 09:30:40 -0300
De: Vânia Rall Daró
Para: theca@[...].com.br
Assunto: Re: Vi o filme no cinema, pois não utilizo vídeos
nem videolocadoras.Re: Filme
Cara Theresa,
Agradeço sua resposta atenciosa e amável. Graças à sua
generosidade, é possível que eu adquira ou pelo menos reveja
esse filme de que tanto gosto. Tentarei obtê-lo por meio de
"sites" franceses. Quem sabe a própria Fnac possa
consegui-lo para mim.
Mais uma vez, muito obrigada!
Retribuindo os votos de saúde e de alegria, aproveito para
lhe desejar muito sucesso.
Abraços.
Vânia
P.S.: a meu ver, o filme Romuald et Juliette deveria ser
passado nas escolas por causa da mensagem de tolerância que
transmite.
----- Original Message -----
From: Theresa Catharina de Góes Campos
To: Vânia Rall Daró
Sent: Thursday, August 03, 2006 10:42 PM
Subject: Vi o filme no cinema, pois não utilizo vídeos nem
videolocadoras.Re: Filme
Prezada Vânia:
Obrigada por suas palavras gentis sobre o meu texto
referente ao filme " Romuald e Juliette".
Informo, entretanto, que eu somente assisto a filmes no
cinema, não utilizando vídeos nem videolocadoras para
analisar produções cinematográficas, embora eu considere
que, para quem não vai com regularidade ao cinema, seja uma
solução assistir aos vídeos, para não deixar de assistir aos
filmes...
Acredito que, pesquisando na internet, você talvez consiga
adquirir uma cópia de " Romuald e Juliette", principalmente
em sites franceses. Ou talvez fazendo encomenda a amigos que
viagem ou estejam passando uma temporada na França.
Aliás, foi acessando a internet que eu identifiquei a
produtora do vídeo em questão, o que registrei em meu
comentário, no qual também expliquei ter assistido ao filme
no cinema.
Colocarei a sua mensagem nas seções Intercâmbio (noticiasculturais.com)
, assim como na seção Agenda (arteculturanews.com) e no meu
Blog ( theresacatharinacampos.com), esperando que alguém nos
envie informações sobre como encontrar " Romuald e Juliette
".
Ao mesmo tempo, como estou produzindo mais um cd-rom livro,
agora com o título " Existe vida sem poesia? ", numa
proposta de trabalho que inclui um tema central ( no caso,
poemas ) e várias seções com títulos diferentes, também
incluirei o seu e-mail, registrando sua opinião e seu apelo.
Abraços cordiais e votos de saúde e alegria.
Theresa Catharina
On Thu, 3 Aug 2006 01:18:37
-0300, Vânia Rall Daró escreveu:
De: Vânia Rall Daró
Data: Thu, 3 Aug 2006 01:18:37 -0300
Para: theca@[...].com.br
Assunto: Filme "Romuald et Juliette"
Prezada Theresa,
Tomei a liberdade de lhe escrever depois de ter lido
no"site" da [...] a crítica
sensível que faz do filme francês "Romuald et Juliette", que
já vi três vezes justamente pelos motivos que você menciona.
Na última vez em que tentei alugá-lo na videolocadora 2001,
em São Paulo, disseram-me que a cópia em VHS havia
extraviado. Fiquei desolada. Como você cita que ele pode ser
visto em vídeo da VTI, ficaria muito agradecida se me
dissesse em qual videolocadora o encontrou.
Muito grata pela atenção.
Vânia Rall Daró
Bauru - São Paulo
P.S.: gosto tanto desse filme que cheguei a sugerir em vão à
Versátil e à Aurora, distribuidoras de DVDs, que o
editassem. |
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Data: Sat, 5 Aug
2006 11:34:35 -0300
De: "Walter"
Para: theca@[...].com.br
Assunto: Os seus textos são...
Amiga Theresa:
Os seus textos são poéticos e inspiradores. Espero que
possamos transformá-los num projeto visual à altura da
mensagem que eles transmitem.
É sempre uma alegria poder participar de seus projetos.
Espero que realizemos ainda muito mais! (...)
Um forte abraço,
Walter
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Data: Mon, 27 Nov 2006 17:55:39
-0300
De: "Osvaldo Alencar"
Para: <theca@[...].com.br>
Assunto: Filme "O Pianista"
Prezada jornalista Theresa Catharina,
Li seus perfeitos e brilhantes comentários sobre o filme "O
Pianista".
Sou músico mas neófito em clássicos. (...)
Muito grato,
Osvaldo Alencar
Eng. Civil
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O PIANISTA |
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Com sensibilidade e realismo, o drama de
guerra " O Pianista " ( The Pianist –
França/ Inglaterra/ Alemanha/Polônia/Holanda
- 2002 – cor, scope, dolby digital - 148
min. - ), Palma de Ouro no Festival de
Cannes, demonstra as qualidades indubitáveis
do diretor Roman Polanski e lhe deu,
merecidamente, os prêmios: da Academia
Britânica de Artes, o César e o Oscar 2003.
Cercado por colaboradores de Andrzej Wajda,
um dos mentores de sua carreira, ele
alcançou, portanto, aos quase 70 anos de
idade, o reconhecimento de sua maturidade
profissional. Sua dedicação ao intérprete
principal fez com que filmasse isoladamente,
durante um mês, as cenas de Adrien Brody.
Aos sete anos, Polanski experimentou as
agruras do confinamento no gueto de
Varsóvia. Em campo de concentração nazista,
morreram sua mãe e sua irmã. " Quando eu
conseguia deixar o gueto, acabava voltando –
recapturado ou por opção minha. Não queria
viver afastado ( da família)." Lutou, sem
êxito, pela permanência de todos os
familiares unidos nos tempos do Holocausto.
" Se alguém salvou minha vida fisicamente,
se posso dizer que alguém salvou minha vida,
foi um jovem policial. Pedi para ir em casa
buscar pão, já que eu não comia há dois
dias, e ele, sabendo da minha necessidade de
fuga, disse: - Vá, mas não corra."
Vencedor, também, do César e do prêmio da
Academia Britânica de Artes na categoria de
Melhor Filme, " O Pianista" foi considerado
o melhor roteiro adaptado ( Oscar para
Ronald Harwood, de " O fiel camareiro"). O
norte-americano Adrien Brody ( de " Além da
Linha Vermelha " e " Pão e Rosas ") recebeu
o Oscar de melhor ator, precedido da
premiação do César. Para o Globo de Ouro,
recebeu duas indicações (filme/ator).
Fotografia ( a primeira indicação do diretor
de fotografia Pawel Edelman , de " Pan
Tadeusz"), montagem e figurino foram as
outras categorias indicadas para o Oscar (um
total de sete indicações para o Oscar 2003).
O compositor Wojciech Kilar, bastante
conhecido na Polônia, valoriza, com peças de
Chopin, a trilha sonora.
"Ninguém toca Chopin como você." (elogia a
estudante de violoncelo)
A história começa em Varsóvia, onde Wladek
toca o " Noturno Póstumo " de Chopin na
rádio local, quando a cidade onde mora com a
sua família é invadida pelas tropas de
Hitler, em 1939. O estresse provoca brigas e
discussões até na hora das refeições. A
emissora é bombardeada. O irmão, vendedor e
amante dos livros, não esconde sua revolta
diante das humilhações impostas aos judeus.
Mas a rebeldia mostra-se bastante perigosa,
quase suicida. A BBC de Londres informa
sobre a declaração de guerra da Grã-Bretanha
à Alemanha nazista. Os jornais, que só
trazem notícias ruins, são lidos com
ansiedade. A invasão da privacidade
prenuncia os horrores nunca antes
imaginados. A indignidade, o desrespeito
como algumas das muitas provas da insanidade
humana. A fome e o que se faz para aplacar o
estômago faminto. A todo momento, luta
desesperada para se manter um mínimo de
dignidade. Busca-se trabalho como se fosse o
pão e a água necessários à conservação da
vida.
"Fomos bombardeados. Precisamos ficar
juntos."
O pesadelo se revela nos atos de violência,
nas ações covardes que atingem os judeus de
todas as idades, obrigados a portar a
estrela de Davi bem visível em suas roupas.
Assustados, angustiados, vivem inúmeras
formas de restrições, além de espancamentos:
estão proibidos de sentar nos bancos da
cidade, não podem entrar nos cafés ou
parques, nem mesmo andar pela calçada! Em
caso de desobediência, punições severas. E
vem a ordem para 360 mil judeus morarem no
gueto de Varsóvia, enfrentando as mais
severas condições, como a fome e a falta de
dinheiro. Logo surgem os conspiradores
judeus, se agrupando, procurando aliciar
combatentes.
"É uma vergonha! (...) Um absurdo!"
Em 31 de outubro de 1940, famílias inteiras
são forçadas a sair de seus lares, na
capital polonesa. A realidade tem clima de
incerteza e corrupção; o sofrimento torna
pesados os corações daqueles cuja existência
passa a ser uma perspectiva de morte. A dor
de ignorarem o paradeiro de seus entes
queridos, sobre os quais nada mais sabem,
depois que foram separados à força. À volta,
crueldades de todos os tipos, perversidades
sem fim, tragédia contemporânea. As datas
assinalam situações piores, como se isso
fosse possível: 15 de março, 16 de agosto de
1942, 16 de maio de 1943. As execuções
diárias. As terríveis notícias sobre os
trens de Varsóvia para Treblinka. A corajosa
resistência dos judeus.
"Eles estão nos exterminando. Éramos 1
milhão, agora somos 60 mil!."(...)
"Matam principalmente os mais jovens." (...)
"Enforcam quem ajudar ou tentar ajudar os
judeus."
Famílias obrigadas a caminhar, famintas,
conduzidas como se fossem gado no pasto. No
caos, no inferno, a importância dos entes
queridos. O choro dos órfãos; as surras
impiedosas; a lama... O embarque nos trens
apinhados. As preocupações que não abandonam
a mente. A penúria, a carência de tudo.
Ameaças constantes, atrocidades, agressões
físicas e verbais. O medo que não pára de
aterrorizar os que nada mais têm. As
tentativas de fuga levam aos "buracos para
dormir". A corajosa resistência dos judeus.
A sobrevivência de Szpilman numa cidade sob
ocupação inimiga. A descoberta de um piano!
Todavia, não pode ser tocado...ou denunciará
a presença de Wladek.
" A música foi sua paixão. Sobreviver foi
sua obra-prima."
O pai deWladek compra um único
caramelo...tira um canivete e corta a bala
em pedaços, para oferecer a todos os membros
de sua família. Que cena linda e, ao mesmo
tempo, aterradora!
"- Tem um pouco d’água? Meu filho está
morrendo de sede!"
Thomas Kretchmann ( de " U-571 – A Batalha
do Atlântico ") e Frank Finlay também
integram o elenco dessa história real (
indicada para o público adolescente e para
adultos), adaptada da autobiografia ( "
Death of the City" ) do brilhante pianista
judeu-polonês Wladyslaw Szpilman, que
vivenciou, com os seus familiares e amigos,
todas as dimensões da tragédia em Varsóvia,
durante a Segunda Guerra Mundial.
"Você é um artista. Alegra as pessoas.
(...) Salvei sua vida! Vamos! Não corra!"
Merecem ser destacados, além da produção,
direção, interpretação e roteiro: temática e
personagens; a fotografia, cenografia
(dolorosamente realista, autêntica:
interiores e cenários externos), direção de
arte, reconstituição de época, montagem; a
trilha sonora, o figurino, a maquiagem e os
créditos finais, valorizados pelo concerto
emocionante, apreciado com emoção pela
grande maioria do público, como demonstra a
sala esvaziada somente quando os acordes
terminam.
(Presenciei a saída de algumas pessoas que,
de tão comovidas, precisaram de ajuda para
deixar a sala, esquecendo objetos como
óculos; algumas, trêmulas, em conversa com
outras, no saguão, não resistiram ao choro.
Encontrei um casal de jornalistas, sendo que
o marido passou vinte minutos relembrando a
guerra – suas experiências e memórias - e
soluçando. )
"Os Aliados desembarcaram na França."
Em troca de comida, Wladek entrega o seu
precioso relógio: "Comida é mais importante
que tempo."
Quando os seus salvadores precisaram fugir
para locais mais seguros, ele ficou sem
água. Como um rato encurralado, em meio à
destruição, não sabe como nem para onde
fugir daquele inferno. Continuar respirando
exige todos os sacrifícios, enquanto lhe
restarem forças.
O cinema não nos deixa esquecer as histórias
não mais recordadas nos jornais, nas
revistas e nos outros meios de comunicação.
Felizmente! É preciso lembrar! Prometer a
nós mesmos que não mais permitiremos que
essas atrocidades voltem a acontecer.
Pungente e chocante por cenas violentas que
relembram a crueldade do nazismo, "O
Pianista" emociona, inclusive, nos momentos
em que vemos o reconhecimento da importância
dos artistas para a sociedade. E quando
lembramos os sacrifícios de muitos, para
salvar seus amigos e, sobretudo, pessoas
desconhecidas, que se viram fragilizadas e
abandonadas, a depender totalmente da
bondade e coragem de estranhos.
O suspense do início ao fim faz com que os
espectadores possam, de um certo modo,
compreender um pouco a tragédia da separação
de familiares, o genocídio, os aspectos
sócio-econômicos da Segunda Guerra Mundial
(1939-1945), o medo, a covardia, a omissão
que permite/reforça o poder dos ditadores e
sua força civil e militar. Como sobreviver
em tal cenário real de desolação, ouvindo os
gritos lancinantes e testemunhando esse
quadro dantesco? Compreendendo que a sua
vida está à mercê de outrem, a todo momento?
"Sair é fácil. O difícil é sobreviver lá
fora."
A solidão, o estresse dos esconderijos. A
descrença, a desesperança, a ferir o coração
fragilizado.
(...) "Temos que continuar transferindo você
de esconderijo a todo momento. Os alemães
agora estão matando sem discriminação,
judeus e não-judeus."
A vida muda de forma tão drástica...o
desrespeito à dignidade humana se instala e
tudo se resume, para os mais fracos, a
tentativas de sobrevivência. Comer, saciar a
sede, dormir transformam-se em objetivos
fundamentais, diários. Passam a ser metas
difíceis, uma interrogação a cada minuto,
perguntas sem respostas, problemas sem
solução. Os absurdos tornam-se rotina. As
circunstâncias não têm sentido.
"– Toque! Toque alguma coisa! " (O oficial
alemão lhe ordena/pede.)
Quem estaria mais emocionado? O pianista ou
o militar? Este, senta-se para ouvir a arte
de um homem faminto e sedento, esfarrapado e
sujo, mas ainda assim, um pianista! A música
soberana e forte, sobrevivendo às explosões
e aos tiros de canhão! E a comunicação entre
seres humanos se estabelece. Ambos têm
necessidades profundas que, naquele
instante, são bem diferentes. A compaixão do
mais forte seria anterior ou posterior à
dádiva da música, em meio à devastação
espiritual e física? O que importa é que,
naquele momento sublime, eram irmãos da
mesma humanidade.
" – Como posso lhe agradecer?
_ Agradeça a Deus. Ele quis que nós
sobrevivêssemos."
Esse oficial alemão morreu num campo
soviético, em 1952. Wladek viveu em
Varsóvia, tocando com orquestras, até 6 de
julho de 2000, quando morreu, aos 88 anos.
Não se pode classificar " O Pianista ",
inteiramente rodado na Polônia, como
divertimento, e sim, como obra de
conscientização do que não devemos esquecer.
Para impedir que a história se repita, para
vergonha de todos nós! E lembrar, mais uma
vez, que a solidariedade na dor é dever de
todo ser humano.
" - Vocês me tiraram tudo que eu tinha.
Levaram meu violino. Levaram minha alma."
Como descrever o sentimento de ser salvo por
alguém? Que emoção profunda e perene
(indelével!) , experimentada por quem salvou
outra pessoa, arriscando a sua própria vida!
Theresa Catharina de Góes Campos |
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ELOGIOS A NOSSOS SITES
Data: Tue, 26 Dec 2006
14:54:25 +0000 (GMT)
De: Heloisa Guimaraes
Para: theca@[...]com.br
Brasília, 26.12.06.
Querida Theresa Catharina,
(...), desejando que o Ano Novo venha repleto de muita paz,
saúde e amizade, em que tenha prosseguimento o crescente
sucesso de seus preciosos "sites", tão generosos no
oferecimento de suas utilíssimas indicações e reflexões,
guiadas sempre por sentimentos de harmonia e fraternidade,
de que tanto carecemos nesta nossa trajetória.
Deus lhe cubra com todas as bênçãos.
Abraços afetuosos da amiga,
Heloisa Helena |
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EDITORA FAZ CITAÇÃO DE NOSSO BLOG
(ref. livro A Mulher de Lote )
Data: Tue, 20 Mar 2007 15:18:28 -0300
De: "Walter Rodrigues Ferreira"
Para:theca@[...].com.br
Assunto: Citação junto ao livro do Reynaldo
A Mulher de
Lote
Reynaldo Domingos Ferreira
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O Teatro da Vida,
por José Raymundo Martins*
Fiquei
maravilhado, navegando na "Mulher de Lote", de
Reynaldo Domingos Ferreira. Até onde alcanço,
gostaria muito de ver uma encenação à altura da
peça. Por que Lote? - é a pergunta que se faz.
Talvez porque Lote tivesse temor no coração,
respeito pelo Pai. No meu modo de pensar, eis
aqui a síntese de tudo: o temor de Deus. Lote é
escolha, preferência refinada, pré-consciência
do abissal enquanto ser humano. Ao contrário de
sua mulher, Lote é crescimento, progresso,
domínio das forças telúricas, tal como está na
peça. Enquanto ela ficou, ele foi... Ela
preferiu.
Assim, a mulher
de Lote é questão de alcance e visão. Ou
pré-destinação neste mundo protéico, carbônico?
Só Deus sabe. Quem louva e agradece,
conscientemente, agradece ao Pai. Acredito que
agradamos menos ao Autor, quando apenas o
templo, que somos, louva e agradece com seu
religioso cotidiano e perfeito desempenho. Penso
que a salvação está no fato de termos de crescer
por respeito a nós mesmos e aos outros que nos
cercam. A mulher de Lote é a raiz, a satisfação,
a sintonia sodômico-gomorriana. Lote é o
desconforto, a reação, a insatisfação com o
status quo. É o fascínio, o compromisso ou a
corrente que, implacável e imanente, corre para
o oceano da vida... para o retorno à Casa do
Pai.
Eis as
perguntas que se impõem depois da leitura da
peça: Você julga, absolvendo ou condenando a
mulher de Lote? Você enaltece a conduta de Lote?
Penso ser preciso ponderar que, na vinha do
Senhor, aquele que chega ao cair da tarde ganha
salário igual àquele que trabalha o dia inteiro.
Temos a impressão de que no teatro da vida todos
nós somos peças... cada qual no seu papel. Este
talvez seja o ponto de partida do
julgamento...final. Ele é o Pai de todos. É o
Autor. A figuração é Sua. Só Ele sabe. É o
Grande Dramaturgo. Sejamos justos, compreensivos
com a realidade, reconhecedores da baixa
freqüência dos cinco sentidos, do caráter do
indivíduo, não obstante sermos Uni/Verso - uma
individualidade sensibilizada, amorosa,
odorizada, um "sal" calcinado ou refinado,
teluricamente concentrado ou espiritualizado.
Lote foi o único justo encontrado em Sodoma e,
por isso, salvou-se, com os seus. E justo ele o
foi por temor à Divina Majestade.
*José Raymundo
Martins é jornalista, escritor, poeta e
pós-graduado em Ciências da Religião pela
Universidade Católica de Brasília.
Opções de compra:
Você também pode adquirir o livro "A Mulher de
Lote", do escritor Reynaldo Domingos Ferreira,
na:
[11] 3170-4033
A Mulher de Lote na Internet:
.
BLOG da Jornalista Theresa Catharina Campos
.
Biblioteca Demonstrativa de Brasília
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FOTOS ARTÍSTICAS, realizadas pelo fotógrafo MIGUEL
AUGUSTO
- São Paulo, 27 de abril de 2007
www.persona.fot.br
tel.(11) 4811-4637
REGISTRO FOTOGRÁFICO DE MEUS 62 ANOS
Sat, 28 Apr 2007 17:16:55 -0300
Assunto: fotos artísticas coloridas (4), em 27 de abril de
2007



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DOMÍNIOS, SITES e SEÇÕES
From: Walter
Date: 23/06/2007 09:56
Subject: Re: cd-rom Poesias(seção Anexos)
To: Theresa Catharina
Estimada Theresa Catharina:
A Senhora possui três domínios, com vários subdomínios:
1. Domínio
www.theresacatharinacampos.com (Blog da Jornalista Theresa
Catharina)
Seções:
Não possui seções formais, como os demais sites. O Espaço do
Rey é uma "área do site" em homenagem ao amigo e colaborador
Reynaldo Domingos Ferreira, também escritor e jornalista,
além de advogado, dramaturgo, crítico (literário e
cinematográfico) e poeta.
Subdomínios agregados: (Os subdomínios são como as seções
dos sites, só que têm um conteúdo todo diferenciado.
Funcionam como um site dentro de outro site. Podemos criar
quantos quisermos, mas atualmente não estão registrados nos
Estados Unidos, como os domínios.
- Site pessoal: www.theresacatharinacampos.com/pessoal
- CD-Rom/ Livro Pensamentos( Pensamentos para Ser, Agir e
Viver Melhor)
www.theresacatharinacampos.com/cdlivro
2. Domínio
www.noticiasculturais.com (Notícias e Textos Culturais)
Seções:
- Editoriais
- Calendário de Eventos
- Textos Culturais
- Intercâmbio
- Crônicas
- Documentos
- Citações
- Curriculum Vitae
- Artes em Exposição
- Cinema
- Espetáculos
- Soluções
- Terapias Complementares
- Atividades Físicas
Subdomínios agregados:
- Academia One Way: www.noticiasculturais.com/health
- CD-Rom/Livro Poesias (Existe Vida sem Poesia?):
www.noticiasculturais.com/poesias
3. Domínio
www.arteculturanews.com ( Arte & Cultura News )
Seções:
- Filmes - Comentários
- Artigos
- Poesias
- Pensamentos
- Traduções
- Saúde e Medicina
- Links
- Novidades
- Fundo Cristão
- Agenda
- Curriculum vitae
- Espiritualidade
- Telefones úteis
- Empregos
- Galeria de Arte
- Direitos Humanos
Subdomínios:
Nenhum até o momento.
Os subdomínios podem ser transformados em sites, mas teremos
que registrar nos Estados Unidos e pagar as taxas de
manutenção.
Um forte abraço,
Walter
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Banner da Seção Saúde e Medicina do site Arte
Cultura News
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REGISTRO DA PARTICIPAÇÃO de THERESA CATHARINA EM CICLO
DE PALESTRAS SOBRE ÉTICA NA SOCIEDADE
www.etical.org.br/arquivos
A Associação de Ex-alunos dos Jesuítas em Brasília—ASIA
Brasiliae, e o Núcleo de Estratégias Organizacionais (NEORG/CEAM/UnB)
em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos,
ABRH/ D.F., realizou no dia 14 de setembro, com inicio às
19:30 hs, no Centro Cultural de Brasília, o terceiro painel
do 2° Ciclo de Palestras sobre Ética na Sociedade e nas
Profissões. Com o propósito de refletir sobre a relevância
do atendimento médico à população, em contraste com a
intensa crise ética porque passa o país, ofereceu-se aos
interessados um fórum adequado de discussão e debates sobre
a relação médico-paciente . O tema, versando sobre "A
Consulta Médica: uma prática em crise?"
Focalizou as origens da prática médica, seu contexto atual,
as diferentes orientações e perspectivas. A exposição tratou
também das dificuldades, avanços, retrocessos e problemas
específicos enfrentados por médicos, pacientes,
profissionais da área, segundo o estado da arte da
tecnologia médica, com seus impactos sobre os principais
interessados. O encontro foi coordenado pelo ex-aluno dos
Jesuítas, Dr. Alexandre Ayres, médico alergista do HUB da
Universidade de Brasília.
Compôs o painel representativa amostra dos interesses em
discussão: Dr. Leopoldo Luis dos Santos Neto, professor de
Clínica Médica da Universidade de Brasília, discursou sobre
aspectos acadêmicos e históricos da evolução do atendimento
médico. Ressaltou a complexidade do mundo atual, o
desenvolvimento tecnológico e os avanços na área da saúde,
pontuando as vantagens e as desvantagens dessa evolução.
DR Representando a Promotoria de Defesa da Saúde no Distrito
Federal, a cargo do Dr. Jairo Bisol, discursou o Dr. Franz
Rulli Costa, médico sanitarista pioneiro no D.F., que
apresentou o cenário atual do acesso ao Sistema Unificado de
Saúde (SUS), suas mazelas, problemáticas, fatores que
interferem no seu aperfeiçoamento e os que contribuem para o
desgaste do sistema.
O Dr. Eduardo Pinheiro Guerra,
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Distrito
Federal, apresentou o aspecto deontológico, os direitos e
deveres do médico para com seu paciente na consulta médica,
ressaltando as virtudes e os mitos em torno desse
atendimento, observando a necessidade de preparo acadêmico
para essa interação médico-paciente.
Theresa Catharina De Góes Campos, Jornalista da [...], representando os pacientes,
falou sobre os cuidados e a atenção que se deve ter ao
programar uma consulta médica, para se conseguir o melhor
aproveitamento desse momento. Tanto fornecendo ao médico que
está atendendo as melhores informações sobre os sintomas
pessoais até ao cuidado de se elaborar lista com
questionamentos ou dúvidas que se tenha a respeito da
própria saúde. Observou que esta comunicação é de suma
importância para um diagnóstico preciso, tornando mais
eficaz e satisfatória essa interação, na busca da solução de
problemas pessoais de saúde.
Sumarizando as idéias desenvolvidas pelos panelistas, o
Coordenador Geral da Etical (Iniciativa Latino-americana
pela Ética), Emerson de Barros Aguiar, destacou aspectos
convergentes do painel, observando os aspectos éticos e
profissionais debatidos, analisando-os sob uma perspectiva
filosófica e analógica que ressaltava nossos anseios de
desenvolvimento e atendimento mais adequado ao gênero
humano, como propósito fraterno.
. Seguiram-se debates, com a participação de profissionais,
observações feitas por sanitarista presente ao debate, dessa
necessidade de maior solidariedade e aplicação de recursos
nessa área de saúde tão carente e maltratada em termos de
decisões políticas ineficazes. Várias outras questões foram
suscitadas que demonstravam a perplexidade do cidadão
perante um serviço essencial ao exercício da cidadania e do
respeito à dignidade humana que se deteriora ao invés de
expandir-se. As observações partidas da audiência, que se
prolongaram até quase às 23 horas, com interesse e
relevância, bem demonstram a importância da iniciativa e a
necessidade de abertura e realização de fóruns do mesmo teor
que estimulem a cidadania e permitam ao povo fazer ouvir a
sua voz e o seu clamor pelo adequado atendimento médico,
garantia de todos, constitucionalmente declarada.
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Mensagem de amizade
De: LUCI TIHO IKARI
Enviada: ter 14/8/2007 19:10
Para: Theresa Catharina G. Campos
Assunto: Muito obrigada! nós agradecemos...
Olá! Theresa Catharina:
Muito obrigada! É o que nós devemos a você, há algum tempo!
Pois, você vem agraciando-nos com tantos livros de
muitíssimo bom gosto e de variedades.
Isso é ótimo, para a nossa reciclagem. Faz bem para nossa
alma!. E, que lindo marcador de livro! Nunca havíamos visto
igual a esse. É artesanal, há um trabalho artístico de
criação do autor. Muito obrigada mesmo. Já estamos usando no
livro que você nos. A Sae está adorando.
O brinco foi adquirido na faculdade, pois tivemos nesse
início do semestre, 3 dias, de 8,9 e 10, com lojinhas
convidadas, em prol de obras assistenciais das "Damas da
Caridade São Vicente de Paulo". Achei a cor do cristal
discreto e bonito, e a minha irmã Sae achou que combina com
você. Até qualquer hora, atenciosamente, Luci
From: "Theresa
Catharina G. Campos"
To: "LUCI TIHO IKARI"
Subject: Muito obrigada pelos brincos tão lindos que você me
enviou de
presente. Saí para o teatro com eles, recebendo elogios.
Date: Mon, 13 Aug
2007 00:16:40 -0300
Prezada amiga, Professora Luci Tiho Ikari:
Sua irmã , minha amiga Sae, sempre me dá notícias suas,
especialmente sobre os seus estudos, agora visando aprovação
em novo concurso.
Bem sei o quanto vive ocupada, com tantas atividades,
portanto, ainda valorizo mais as suas atenções, escolhendo
lindos presentes para mim.
Embora você não devesse se preocupar, considerando eu que o
mais importante, sinceramente, é saber que você e Sae são
minhas gentis amigas.
Assim como aconteceu com outras lembranças (inclusive,
outros brincos de
bom gosto) que escolheu para mim, achei lindos, os brincos
prateados e com pedra na cor verde, que Sae me entregou
neste último sábado, dia 11.
Fui ao teatro no domingo, assistir à peça "Família muda-se",
um espetáculo dramático (comédia, drama familiar e romance,
com final feliz) que vale a pena ver, e recebi alguns
elogios aos brincos que você me ofertou - muito obrigada.
Desejo a você e a Sae, assim como a todos os seus
familiares, saúde, alegria e paz.
Afetuosamente,
Theresa Catharina |
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Código
de Ética dos Jornalistas Brasileiros
Capítulo I - Do direito à informação
Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem
como base o direito fundamental do cidadão à informação, que
abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter
acesso à informação.
Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse
público é um direito fundamental, os jornalistas não podem
admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse,
razão por que:
I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos
meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente
de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada -
e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.
II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar
pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse
público;
III - a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do
exercício do jornalismo, implica compromisso com a
responsabilidade social inerente à profissão;
IV - a prestação de informações pelas organizações públicas
e privadas, incluindo as não-governamentais, é uma obrigação
social.
V - a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da
informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura
são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à
comissão de ética competente, garantido o sigilo do
denunciante.
Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista
Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma
atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao
presente Código de Ética.
Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a
verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar
seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta
divulgação.
Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da
fonte.
Art. 6º É dever do jornalista:
I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem
como defender os princípios expressos na Declaração
Universal dos Direitos Humanos;
II - divulgar os fatos e as informações de interesse
público;
III - lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
IV - defender o livre exercício da profissão;
V - valorizar, honrar e dignificar a profissão;
VI - não colocar em risco a integridade das fontes e dos
profissionais com quem trabalha;
VII - combater e denunciar todas as formas de corrupção, em
especial quando exercidas com o objetivo de controlar a
informação;
VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à
honra e à imagem do cidadão;
IX - respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista
em todas as suas formas;
X - defender os princípios constitucionais e legais, base do
estado democrático de direito;
XI - defender os direitos do cidadão, contribuindo para a
promoção das garantias individuais e coletivas, em especial
as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos,
dos negros e das minorias;
XII - respeitar as entidades representativas e democráticas
da categoria;
XIII - denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às
autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética
competente;
XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por
motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de
gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou
mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com
o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por
sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente
para a precarização das condições de trabalho;
II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração
dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;
III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o
livre debate de idéias;
IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de
vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial,
pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou
residência, ou quaisquer outros sinais;
V - usar o jornalismo para incitar a violência, a
intolerância, o arbítrio e o crime;
VI - realizar cobertura jornalística para o meio de
comunicação em que trabalha sobre organizações públicas,
privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor,
empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem
utilizar o referido veículo para defender os interesses
dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;
VII - permitir o exercício da profissão por pessoas
não-habilitadas;
VIII - assumir a responsabilidade por publicações, imagens e
textos de cuja produção não tenha participado;
IX - valer-se da condição de jornalista para obter vantagens
pessoais.
Capítulo III - Da responsabilidade profissional do
jornalista
Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que
divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por
terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração
será de seu autor.
Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da
atividade jornalística.
Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve
ser exercida com responsabilidade.
Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
I - visando o interesse pessoal ou buscando vantagem
econômica;
II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos
valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e
acidentes;
III - obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso
de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones
ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e
quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;
Art. 12. O jornalista deve:
I - ressalvadas as especificidades da assessoria de
imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o
maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma
cobertura jornalística, principalmente aquelas que são
objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou
verificadas;
II - buscar provas que fundamentem as informações de
interesse público;
III - tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas
informações que divulgar;
IV - informar claramente à sociedade quando suas matérias
tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou
promoções;
V - rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a
realidade, sempre informando ao público o eventual uso de
recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição
de áudio ou quaisquer outras manipulações;
VI - promover a retificação das informações que se revelem
falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às
pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em
matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o
responsável;
VII - defender a soberania nacional em seus aspectos
político, econômico, social e cultural;
VIII - preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando
a diversidade e as identidades culturais;
IX - manter relações de respeito e solidariedade no ambiente
de trabalho;
X - prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição
ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.
Capítulo IV - Das relações profissionais
Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do
jornalista, podendo o profissional se recusar a executar
quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste
Código de Ética ou que agridam as suas convicções.
Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como
argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de
ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
Art. 14. O jornalista não deve:
I - acumular funções jornalísticas ou obrigar outro
profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou
supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões
justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma
empresa, o jornalista deve receber a remuneração
correspondente ao trabalho extra;
II - ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou
sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais
práticas à comissão de ética competente;
III - criar empecilho à legítima e democrática organização
da categoria.
Capítulo V - Da aplicação do Código de Ética e disposições
finais
Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão
apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos
sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional
de Ética.
§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco
membros.
§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas
por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão
escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente.
Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo
separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas
diretorias.
§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela
elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os
sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos
sindicatos.
Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:
I - julgar, em segunda e última instância, os recursos
contra decisões de competência das comissões de ética dos
sindicatos;
II - tomar iniciativa referente a questões de âmbito
nacional que firam a ética jornalística;
III - fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito
aos princípios deste Código;
IV - receber representação de competência da primeira
instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento
legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;
V - processar e julgar, originariamente, denúncias de
transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas
integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da
Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos
sindicatos;
VI - recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao
Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de
Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à
categoria ou à coletividade.
Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código
de Ética estão sujeitos às penalidades de observação,
advertência, suspensão e exclusão do quadro social do
sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em
veículo de ampla circulação.
Parágrafo único - Os não-filiados aos sindicatos de
jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação,
advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo
de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da
decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo,
temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o
representado, sujeita o autor à advertência pública e às
punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do
caso ao Ministério Público.
Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser
feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta
subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de
sindicatos de jornalistas.
Vitória, 04 de agosto de 2007.
Federação Nacional dos Jornalistas |
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RESPEITO AO DIREITO AUTORAL E INTELECTUAL
Todo o conteúdo de meus sites, cd-roms e livros pode ser
reproduzido...em todo e qualquer meio, desde que se atenda a
uma única exigência: a citação da autoria e fonte.
O jornalista deve respeitar o direito autoral e intelectual
em todas as suas formas.
Sinto-me orgulhosa deste aspecto de meu trabalho - a
disponibilidade, o intercâmbio e a partilha das informações,
uma postura motivada pela minha crença de que o acesso à
informação (com a citação de autoria e fonte) é um direito
democrático e um dever do jornalista, citados de forma
explícita no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros
(atualizado em maio de 2008).
No exercício de sua missão, o jornalista deve respeitar o
direito autoral e intelectual em todas as suas formas.
Aliás, a FENAJ e os nossos Sindicatos têm insistido na
orientação de que não devemos publicar nem divulgar qualquer
texto "anônimo" ou de autoria desconhecida.
Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 8 de janeiro de 2009
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AGRADECIMENTOS AO JOVEM ESCRITOR SÉRGIO CLEMENTE, por
suas palavras no livro "BONS TEMPOS AQUELES!", de sua
autoria
Em uma das páginas finais (Agradecimentos) de seu romance
"Bons tempos aqueles!", o jovem escritor Sérgio Clemente
registrou palavras bondosas, muito generosas, a meu
respeito, por isso lhe digo "Obrigada!".
Teve ainda a gentileza de informar, em seguida, os meus
sites na internet.
Quanto a mim, a emoção nem me permite adequadamente
expressar, como Sérgio Clemente bem merece, todo o meu
reconhecimento por seu depoimento de amigo.
Reproduzo, então, a seguir, o que ele escreveu, na íntegra:
"Theresa Catharina de Góes Campos, estou sem palavras para
defini-la; mas encontrei algumas: amiga, generosa,
solidária, justa, disciplinada, correta, bondosa, simpática,
cordial, discreta, profissional."
www.noticiasculturais.com
www.arteculturanews.com
www.theresacatharinacampos.com
Diante de tal estima por minha pessoa, reafirmo aqui serem
aqueles os meus ideais de vida, a determinação que eu devo
manifestar, todos os dias, para naquele sentido me
aperfeiçoar como ser humano e jornalista, assim me
relacionando com o próximo, de fato exigindo, por seu
direito, atitudes e comportamentos solidários.
Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 13 de dezembro de 2008
From: Telma
Sueli Aguilar
Date: 2009/2/3
Subject: RES: AGRADECIMENTOS AO JOVEM ESCRITOR SÉRGIO
CLEMENTE
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Bom dia, Theresa. Com certeza, o escritor Sérgio Clemente
não exagerou, você tem todas essas qualidades e muitas mais,
por isso eu te admiro tanto.
Um grande abraço.
Telma
From: REYNALDO
FERREIRA
Date: 2009/2/3
Subject: RE: AGRADECIMENTOS AO JOVEM ESCRITOR SÉRGIO
CLEMENTE
To: Theresa Catharina Campos
Prezada Theresa Catharina,
Você merece essa justa manifestação de amizade e admiração
do Sergio Clemente, meu companheiro de editora. Gostaria
muito de conhecê-lo também, pois vi uma reportagem sobre ele
na TV Cultura. E foi ele o primeiro a escrever um comentário
sobre "A Mulher de Lote" no site da Livraria Cultura. Agora,
tomo conhecimento de que nos identificamos ainda mais pela
admiração que temos por uma excelente criatura, a
jornalista, escritora, poetisa, revisora,tradutora,
cinéfila, blogueira, que guarda sempre um amplo sorriso nos
lábios para receber os amigos, chamada Theresa Catharina de
Góes Campos. Fortíssimo abraço para ambos!... Reynaldo
From: Luci Tiho
Ikari
Date: 2009/2/3
Subject: Endosso e ratifico as palavras do JOVEM ESCRITOR
SÉRGIO CLEMENTE
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Theresa Catharina:
Eu endosso e ratifico as palavras escolhidas a seu respeito
pelo escritor. Pois, de fato, você representa essas
qualidades. Luci
From: Sergio
Luiz Clemente Ferreira
Date: 2009/2/5
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Olá, Theresa Catharina,
Olá, Reynaldo Ferreira,
Muito obrigado pelas palavras.
Sim... Temos uma excelente amiga em comum.
Reynaldo... Gosto muito do seu estilo literário e tenho
muito para aprender com você e a Theresa.
Abraços,
Sérgio Clemente.
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4a. EDIÇÃO DO CD-ROM "PENSAMENTOS para SER, AGIR e VIVER
MELHOR"
de Theresa Catharina de Góes Campos
Com a capa impressa em papel reciclado, como já tinha sido
confeccionada a capa da terceira edição, pela Editora
Guanabara, os cd-roms trazem mais textos, inclusive de
colaboradores; além da prévia do próximo livro " Existe Vida
sem Poesia? " , com destaque para versos escritos em
diferentes épocas, cidades e países.
Esta edição recente saiu pouco antes da comemoração do
aniversário natalício da autora, que completou 64 anos em 13
de janeiro/2009.
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MENSAGEM DO ESCRITOR PAULISTA JOSÉ ARAÚJO
From: artes.j.araujo
Date: 2009/1/27
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Cara amiga Theresa,
Obrigado pelas mensagens que tem me enviado e saiba que é
sempre um prazer enorme ser lembrado por uma pessoa tão
especial como você. Agradeço pelo carinho, pelo respeito e
pela amizade que tem me feito um bem enorme, visto que temos
muito em comum quando o assunto é amor, fé e esperança de
que um dia ,este mundo ainda possa ser melhor para todos
nós.
Segue em anexo meu mais recente conto, criado como sempre no
intuito de levar o leitor à reflexão. (...)
Espero que goste, é mais um dos meus contos escritos com o
coração.
Um abraço com muito carinho, amizade e profunda admiração,
Do amigo sincero,
José Araújo
Autor e escritor paulista
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O EDUCADOR E SEU PRÓXIMO
O tempo, a atenção e o espaço
que dedicamos aos outros enriquecem
a nossa existência.
A experiência humana de olhar,
ver e sentir com intensidade amplia-se
e se aprofunda quando nos valemos das
experiências igualmente ricas de outras
pessoas, que expressam
a sua vivência de modo particular
e nos comunicam o que aprenderam, contribuindo,
assim, para a nossa educação
como indivíduos inseridos num contexto
social.
A arte, além de ser criação por
essência, também é, fundamentalmente,
CRIADORA... e, sendo criadora,
EDUCA: eleva, liberta, faz crescer, sublima.
O educador estabelece a comunicação e
conduz à criação. Os olhos do educador
vêem muito além das aparências; o educador
vê e pressente o que os outros não parecem
enxergar, perceber... ou fingem ignorar; o educador apóia
antes dos aplausos da multidão: quem exerce a missão de
educar, não
inveja, disciplina, critica de forma generosa e numa
perspectiva do
crescimento possível;
faz sugestões, bate palmas com entusiasmo, admira
no íntimo, e também, externamente.
O educador é aquele que vê, nos outros, as potencialidades
de cada um e, ao invés de ignorá-las ou negligenciá-las por
inveja
ou comodismo, se empenha para não deixar que morram no
silêncio:
procura ajudar... para que as qualidades se transformem
em realizações.
Para quem educa, todo amanhecer é um
caminhar em direção à beleza arrebatadora (e inquietante) do
pôr-do-sol.
E o educador repete, sem jamais se fatigar ou desistir: o
que temos pertence
aos outros – daí o dever de partilharmos... Com
exclusividade,
só nos pertence o que ainda não conquistamos. Cabe a nós a
visão do
trabalho associada aos sonhos e ideais.
O esforço é de cada um; a vitória ilumina todos nós,
irmãos e parceiros, na caminhada pela vida.
Theresa Catharina de Góes Campos
Rádio Universitária, da Universidade Federal de Pernambuco.
Recife- PE, agosto de 1969.
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SOBRE A EXPERIÊNCIA DE ATUAR EM DUAS CIDADES
From: adfalcao
Date: 2008/8/20
To: "theresa.files"
Theresa, acho ótimo que você possa compartilhar experiências
em duas cidades (Brasília e São Paulo). Com sua
sensibilidade, gentileza, seu trato amável para quem quer
que seja, certamente cativa os que têm o privilégio de
conviver com você.
Apóio totalmente sua maneira de ser e de lidar com as
dificuldades que surgem, independentemente de sua vontade.
Temos algo em comum, por exemplo, a curiosidade intelectual.
(...) Abraços, Ana
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RECOMENDAÇÕES DE FILMES
From: Luci Tiho Ikari
Date: 2009/2/5
Subject: Re: neste sábado, os dois filmes do Clube do
Professor,
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Muitíssimo agradecida, Theresa Catharina!
Você nos dá referências ótimas sobre filmes. Luci
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From: Faustino
Vicente
Date: 2009/2/6
Subject: RES: cd poesias - Mais Pensamentos))++SITES))Há
pessoas que,
......Theresa Catharina
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Dra. Theresa Catharina de Góes Campos:
Grato pelas suas (sempre) bem-vindas mensagens.Um ótimo fim
de semana.
Faustino Vicente - Jundiai (Terra da Uva) SP
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From: walter
ferreira
Date: 2009/2/7
Subject: Sobre as nossas realizações e os nossos projetos de
trabalho
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Estimada Theresa Catharina:
Obrigado pela atenção e carinho. Gosto muito do trabalho que
realizamos!
Espero que a Senhora se mantenha cheia de projetos ,sempre.
Um abraço,
Walter
2009/2/1
Theresa Catharina de Goes Campos
Amigo Walter:
Agradeço a sua atualização.
Saiba que você está sempre em dia comigo - quem fica devendo
sou eu, muitíssimo grata por sua valiosa colaboração, sem a
qual eu não conseguiria realizar todos esses inúmeros
projetos de trabalho, profissionais e pessoais.
(...) Espero que você não se sinta jamais estressado por
causa do trabalho comigo.
Para mim, enviar todos esses e-mails ref. sites, cd-roms/livros,
e muitos outros projetos de trabalho, é uma atuação
profissional diária, uma vocação que eu vou realizando e
representa a razão de minha existência, talvez o único
motivo pelo qual eu mereço estar viva, com 64 anos. Faço a
minha parte, também quando tenho condições. Mas não quero
exigir nada em excesso de você, um jovem adulto que tem
tantas responsabilidades e, como ser humano, tem muitas
outras razões para viver , trabalhar e se divertir...sem
estresse, sem pressão, cuidando de sua saúde, de sua
família, etc.
Aqui em SP, graças a Deus, tudo me corre maravilhosamente
bem: os compromissos pessoais e profissionais, os eventos,
as atividades físicas na academia One Way, as Missas
dominicais nas Paróquias São Luís Gonzaga e na Divino
Espírito Santo ( ambas, de comunidades bastante
participativas, me deixam emocionada até as lágrimas). Só
posso agradecer muito a Deus por estar com saúde, podendo
ser tão produtiva (tanto no DF como em SP ), encontrando
tantas pessoas amigas e gente interessante.
A quarta edição do cd-rom "Pensamentos para Ser, Agir e
Viver Melhor" continua fazendo muito sucesso... Obrigada a
você e ao sr. Alberto, da Gráfica e Editora Guanabara.
Com o meu muito obrigada, e grande estima, e abraços
carinhosos para você e minha querida sobrinha Elizabeth
Fernanda.
Theresa Catharina |
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SOBRE AS RELAÇÕES HUMANAS NA INTERNET
From: artemis coelho
Date: 2009/2/9
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Olá amiga,
É muito bonito ver se estabelecer uma ligação de carinho e
gratidão de forma tão singela através dessa máquina fria,
mas que, ao emprestarmos a ela nossa alma e nosso coração,
pode operar maravilhas em tantos outros corações.
Certamente não substitui o abraço e a presença, mas é um
instrumento abençoado para fazer 'navegar' o que também não
tem fronteiras nem aceita limitações: o amor.
Agradecendo o agradecimento do Reynaldo, agradeço a vc esse
prazer.
Artemis
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From: Luci Tiho
Ikari
Date: 2009/2/12
Subject: Re: agradecimentos por seu incentivo
To:Theresa Catharina de Goes Campos
Theresa Catharina:
Para nós, você é uma pessoa nota dez. Luci
From: Theresa Catharina de Goes Campos
Date: 2009/2/11
Subject: agradecimentos por seu incentivo
To: Luci Tiho Ikari
Amiga Luci:
(...) Obrigada por suas bondosas palavras sobre as minhas
poesias.
Seu incentivo , para mim, significa muito. Meus poemas
viviam, na maioria, bem escondidos, exatamente por falta de
incentivo. Reconheço que minha auto-estima era baixa, a esse
respeito.
Agora, já autorizei a edição do cd-rom e do livro com
destaque para as minhas poesias (Existe Vida sem Poesia?) -
a produção começou - espero que não demore!
Na segunda edição de "Pensamentos para Ser, Agir e Viver
melhor", com mais páginas, também há um espaço maior ref. ao
cd-rom/livro Existe Vida sem Poesia?, com a publicação de
algumas páginas especiais sobre esse nosso próximo trabalho
a ser produzido em cd-rom e livro.
Sae lhe contou o que disse a ela sobre o maravilhoso cartão
que vocês duas me deram, naquele nosso almoço
agradabilíssimo e delicioso na Cantina Gigio? Até hoje conto
às pessoas e todas ficam encantadas - a cápsula retirada do
miolo da flor, ao ser colocada numa tigela com água quente,
se transforma numa mensagem em esponja, com a frase Você é
dez...
Para você e Sae, que sempre estão no meu pensamento, abraços
muito afetuosos, da amiga de sempre, para quem as duas são
dez,
Theresa Catharina
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INCENTIVO ABRIU PORTA A MEUS VERSOS
From: adfalcao
Date: 2009/2/25
Subject: Re: Ótimo saber que você apreciou a leitura,
afinal, você, com a sua cultura e inteligência, merece o
melhor
To: "theresa.files"
Bom-dia, Theresa,
Fiquei feliz ao saber que a incentivei a divulgar suas
poesias.
Quanto à paciência a que você se refere, posso substituí-la
por prazer
em conhecer seu trabalho sempre extremamente sensível.
Quanto ao cd, tive a idéia de procurá-lo após ouvir a
declaração de
amor a Guiomar Novais feita por Nelson Freire no
documentário de João
Moreira Sales.
Nele, Guiomar executa a peça "extraprograma" de Gluck, por
ele
mencionada e intrepretada no filme.
Veja a importância dessa pianista na formação de outro
grande
intérprete. O CD é apenas saudosista: gravado em "bolacha"
há tantos
anos, não tem os recursos mais recentes. Mas vale a pena
ouvi-lo, como
você reconheceu.
Abraços
Ana
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De:"Theresa Catharina de
Goes Campos"
Para:"adfalcao"
Cópia:
Data:Tue, 24 Feb 2009 12:42:10 -0300
Assunto: Ótimo saber que você apreciou a leitura, afinal,
você, com a sua cultura e inteligência, merece o melhor
Ana:
foi ótimo saber que você apreciou a leitura que escolhi para
ofertar aos amigos, comemorando a amizade , nos meus 64
anos.
Afinal, com a sua cultura e inteligência, você merece o
melhor.
Aproveito para dizer que você, ao me escrever que também
gostaria de conhecer os meus poemas...me deu coragem para
lhe enviar as poesias de minha autoria. Portanto, o seu
incentivo e a sua paciência de leitura abriram uma porta
para os meus versos.
Meus agradecimentos, também, pelo cd de Guiomar Novaes, uma
de nossas mais competentes pianistas - que peças lindas ela
escolheu para interpretar! Já ouvi mais de uma vez...e vou
continuar a sentir emoção...
Abraços carinhosos de quem a estima,
Theresa Catharina
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2009/2/23 adfalcao:
Theresa,
Ao final da leitura de "Cristóvão Colombo", posso dizer-lhe
como foi prazeroso recordar o aprendizado do colégio, agora
com muito mais detalhes e muito mais sabor. Trata-se de uma
obra de Jules Verne, não de um "reles" autor didático.
Obrigada pelo presente. Abraços Ana
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"ROSÁCEA
DE ESTRELAS" TAMBÉM PUBLICADA NA EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL "LEGIS"
Esta é a versão em pdf do arquivo
http://www.sindilegis.org.br/adm/jornalegis/
arqupload/ano2008/80jornalAgostoEsp-2008827171044.pdf.
JORNAL "LEGIS" - Ano VIII - Número 80 - EDIÇÃO ESPECIAL -
Agosto de 2008
Page 3
LEGISLEGISCARTAR
Rosáceas de estrelas. Contam. Como foi, não sei. As
palavras, as circunstâncias, há muito derraparam no tempo.
Hoje, não consigo nem mesmo a promessa de um retorno àqueles
dias agora relembrados. Retorno ao passado, volto à
infância. A custo, posso apenas concordar com a minha avó
materna. Ela me conta que eu, com uns três anos de idade, já
opinava sobre as eleições presidenciais. Repetindo conversas
de adultos, eu dizia, até com uma certa segurança na voz
infantil, mas confundindo a noção de realidade:
- Eu votei no “Duta”.
Outro fato perdido no recuo dos anos refere-se à ocasião em
que papai beijou minha irmãzinha caçula,Victoria, três anos
mais nova que eu, e, depois, encostou seu rosto no dela por
alguns minutos. Ao presenciar tal cena, prontamente pedi:
- Papai, me beije como o senhor beijou Victoria. Faça no meu
rosto o mesmo que o senhor fez, igualzinho...
Se, um dia, eu beijasse com os olhos o infinito do céu e
então sentisse nos lábios o esplendor de mil rosáceas de
estrelas, ainda imaginaria minha infância um baú
preciosíssimo, repleto de lendas verdadeiras. (Ah, a
meninice que escorregou com o crescimento de nossas mãos!)
As rosáceas de estrelas não poderiam mesmo competir. Existem
há séculos e pertencem a todos.
Mas a simplicidade é própria das crianças , crédulas e
crentes, para quem tudo existe como possibilidade.
E o valor de um carinho de pai prolonga-se em nossa vida,
repetindo-se e se fazendo presente por toda a eternidade. A
filha que muito o ama, Therezita.
O pai da autora faleceu em 2000 e a mãe em 14 de junho de
2008. O manuscrito original deste texto foi encontrado por
Theresa entre algumas cartas que sua mãe guardava. Ao meu
querido Pai, no dia do seu aniversário.
Rio, 07 de julho de 1963
Por Theresa Catharina de Góes Campos

Page 10
Jornalista, escritora, professora universitária (cursos de
graduação e
pós-graduação), tradutora e intérprete do Senado Federal,
Theresa
Catharina de Góes Campos nasceu em 13 de janeiro de 1945, em
Natal,
Rio Grande do Norte. Traduziu, da versão francesa, Sons e
sinais da
linguagem universal, de a. Kondratov, 1972, da Editora
Coordenada. Com
artigos publicados no Brasil e no exterior em inglês e
francês, também
participou, com suas poesias, de muitas edições coletivas.
Escreveu
prefácios para livros dos escritores Ceres alvim, Reynaldo
Domingos
Ferreira, Elvira Werneck e Sérgio Clemente. É editora
dos sites
arteculturanews.com, noticiasculturais.com e
theresacatharina-campos.com. |
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AUTORIZAÇÃO PARA PUBLICAR MEUS TEXTOS (prosa e verso)
De:"theresa.catharina"
Para:"redacao"
Cópia:"theresa.files"
Data:Fri, 5 Dec 2008 18:41:56 -0300
Assunto:Obrigada digo eu, por você ter apreciado os meus
textos! Re: Re:Autorização para publicação de seus
textos,com citação de autoria e fonte.
Prezada colega jornalista:
Muitíssimo obrigada digo eu, Daniella, por você ter
apreciado os meus textos, sempre escritos de forma
consciente e segundo a minha experiência de vida pessoal e
profissional, com a mente guiada pelo coração.
(...)
Abraços cordiais de
Theresa Catharina
---------------
De:"Daniella - Qualibet"
Para:"theresa.catharina"
Data:Fri, 5 Dec 2008 11:08:32 -0300
Assunto:Re: Re:Autorização para publicação de seus textos
Obrigada, Theresa.
Estamos muito felizes com a sua autorização e gostaríamos de
parabenizá-la pela qualidade dos textos.
Mais uma vez, obrigada pela parceria e sucesso.
Abraços.
Daniella Carvalho
Qualibet Propaganda
Rua Goiás, 405 . Jardim dos Estados
CEP 79020-100 . Campo Grande . MS
Telefone: (67) 3326-5793
redacao@qualibet.com.br
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RELACIONAMENTO COM A GRÁFICA E EDITORA GUANABARA
From: Alberto dos Santos
Meira
Date: 2009/3/26
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Estimada Sra. Theresa Catharina,
(...)
Quanto à leitura dos seus e-mails, não é trabalho nenhum: é
sempre positivo fazer a leitura dos mesmos, pois aprendo um
pouco mais a cada dia, e com sua experiência, honestidade e
seriedade só tenho a ganhar. Um abraço e providenciarei as
etiquetas o mais rápido possível.
Alberto dos Santos
Gráfica e Editora Guanabara
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E-MAIL DE SONIA ESPOSITO
From: Sonia M.Esposito
Date: 2009/4/29
Subject: Theresa Catharina de Góes Campos
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Suas poesias são lindas!...
Beijos no coração!!!
Sonia*
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EXPERIÊNCIAS PESSOAIS NA LUTA
CONTRA O CÂNCER
Amiga ......,
VOCÊ VENCERÁ O CÂNCER com as suas forças e seguindo a
orientação dos
médicos, todos sob as bênçãos de Deus!
From: ...
Date: 2009/5/5
Subject: Re: Você vencerá, com as suas forças e seguindo a
orientação
dos médicos, sob as bênçãos de Deus!
Theresa Catharina de Góes Campos
To: Theresa Catharina de Goes Campos
querida Theresa, obrigada pelo retorno e pelas explicações q
vc me
mandou, me deixaram mais fortalecida. Estou fazendo tudo q
os médicos
estão pedindo. Deus me mostrou, foi tudo por acaso, uma
clínica, o
IPC, Instituto Paulista de Cancerologia, onde trabalham de
forma
multidisciplinar, todos os profissionais envolvidos se
encontram no
mesmo lugar, super atenciosos e carinhosos, estou sendo
assistida por
eles, pelos amigos e, principamente pela minha familha!!!
Ontem fiz a 1ª sessão de químio, apesar de alguns efeitos
colaterais q
tô sentindo hoje, correu tudo bem!!!
Agradeço o carinho ..................
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Em ter, 28/4/09, Theresa Catharina de Goes Campos escreveu:
De: Theresa Catharina de Goes Campos
Assunto: Você vencerá, com as suas forças e seguindo a
orientação dos
médicos, todos sob as bênçãos de Deus!
Para: ...........
Data: Terça-feira, 28 de Abril de 2009, 23:34
Querida amiga ...........:
Confesso que eu bem sei o quanto você está sofrendo, ou
melhor, talvez
nem tanto, pois não retirei um dos seios, considerando que
meu câncer
foi ginecológico, pélvico, e o que retirei foram o útero e
os ovários
e, em seguida, o meu primeiro oncologista e cirurgião, Dr.
Eliomar
Francisco Gomes de Oliveira, retirou tudo o que parecia
suspeito,investigando até uma área quase junto a meu busto,
extirpando
glândulas linfáticas (realizou uma histereoctomia radical,
mais uma
linfodectomia em uma área maior).
Antes de prosseguir enfatizo que minhas palavras são uma
descrição
pessoal, de leiga, segundo a minha limitada compreensão do
que me foi
explicado de forma competente, mas talvez eu não esteja
reproduzindo
de maneira tão correta como eu gostaria. Entretanto, foi o
que eu
entendi, das explicações que me foram dadas...
Como o meu tumor de ovário maligno foi do tipo bem agressivo
e "fatal "
(meus oncologistas nunca usaram essa palavra, mas outros
médicos me
disseram isso, à medida que fui sobrevivendo...) além de
recidivo,
depois dessa cirurgia tão radical, em 1998, o câncer voltou
a ocorrer , e fiz nova cirurgia ,três anos depois, em
outubro de 2001,
já sob os cuidados de Dr. João Nunes de Matos Neto. Os
tumores, de um
lado e de outro da região pélvica, não poderiam ser
retirados porque
estavam localizados nos vasos sanguíneos, em ambos os lados
da região
pélvica, junto ao fêmur...Dr. Eliomar, meu primeiro
cirurgião e médico
oncologista, naquele ano estava ausente do Brasil, fazendo
uma longa
especialização em hospital da Universidade de Harvard
(Boston,
Massachusetts - EUA) .
Quando soube estar de novo com câncer, eu me encontrava
ausente de
Brasília, tendo viajado para SP, sem esperar os resultados
dos exames
de acompanhamento oncológico. Minha mãe obrigou a minha
sobrinha (que
demorou um pouco para ceder à vontade da avó...) a lhe
entregar os
resultados ...ao ler , viu que o CA 125 indicava o retorno
da doença,
e logo me avisou, exigindo que eu retornasse ao DF sem
demora...e não
esperou a minha chegada à cidade. Escolheu, ouvindo as
melhores
referências, o meu novo médico. Marcou consulta com Dr. João
e a ele
foi mostrar os tais resultados assustadores. Regressei sem
demora a
Brasília, para marcar aquela
segunda cirurgia. Dr. João Nunes me explicou que o objetivo
não seria
a retirada dos tumores, porque, se tentasse retirá-los,
devido à
localização, posteriormente haveria a necessidade de amputar
as
pernas!
Por isso a cirurgia foi realizada, mas para localizar os
tumores,
fazer biopsia ,
antes de, um mês depois, em outra cirurgia, colocar um
cateter para
eu fazer a quimioterapia. Durante seis meses, me submeti à
quimio. A
cada sessão, passava três semanas em casa, sem sair,
seguindo as
ordens do médico, por eu ter ficado sem imunidade devido à
quimioterapia. Terminada a quimio, em maio de 2002, o câncer
já estava
voltando, de
acordo com a biopsia, pela terceira vez. Esperamos, seguindo
as
instruções de Dr. João, mais dois meses e novo exame foi
realizado, em
outro laboratório. Entretanto, a conclusão foi idêntica: "NIVA
de alto
grau ", indicando que havia células pré-câncer se
desenvolvendo, rumo
a uma nova ocorrência de câncer.Os tumores continuavam nos
mesmos
locais e do mesmo tamanho. Felizmente não se espalharam (metástese)
nem aumentaram de tamanho.
Assim, a realidade estava confirmada: eu já tinha células
pré-câncer, que se desenvolveriam em câncer, se nada fosse
feito.
Como você sabe, cada paciente é diferente e, para cada
pessoa, os médicos
decidem o que será melhor, o tratamento mais apropriado, o
método mais
conveniente para cada situação...Meu médico oncologista e
cirurgião,
aqui em Brasília, Dr. João Nunes, do Centro de Câncer (CETTRO
) e do
Hospital Universitário de Brasília (HUB), considerou que
seria melhor
não me submeter a outra quimioterapia, encerrada há poucos
meses e,
como os exames ( tomografia computadorizada, inclusive)
indicavam
que meus rins,baço e fígado tinham sido preservados, estavam
normais,
ele decidiu também não me indicar a radioterapia. Aceitei a
solução
escolhida por ele: uma nova cirurgia, quando foram separadas
as
células normais das células pré-câncer, retirando apenas
estas e
deixando as outras, sadias. Isso foi em outubro de
2002...até hoje,
Dr. João Nunes, o corajoso realizador da "façanha"
(linguagem
minha...), em nossas
consultas mais recentes costuma repetir, levando as mãos à
cabeça
para rememorar comigo: "ah, d. Theresa Catharina, aquela
cirurgia.....foi muito complexa, difícil. Não
esqueço aquela sua cirurgia..." .
Como o cateter da quimioterapia não pode permanecer mais de
dois anos
e meio (depois desse prazo o corpo rejeita, causando
infecção), em maio de 2004 Dr. João Nunes fez a cirurgia
para a retirada do meu cateter .
De seis em seis meses faço uma série de exames para
acompanhamento
oncológico, todos aqui em Brasília, cidade onde resido e
tenho meus
familiares. Sei, entretanto, que a medicina em SP é muito
adiantada,
dispõe de mais recursos, aparelhagem moderníssima,etc.
Após lhe dar esses detalhes, explico : essa longa mensagem
foi para
lhe dizer que, na
luta contra o câncer, existe a possibilidade de vitórias.
Nós,
pacientes, amparados por todos os recursos possíveis,
precisamos
ajudar os médicos, seguindo as instruções e sendo otimistas,
porque
isso aumenta a nossa imunidade, reforça as energias do nosso
corpo.
Você vai vencer, tenho certeza - sob os cuidados médicos e
as bênçãos de
Deus. Viva cada dia com imensa esperança e grande
determinação -
porque qualidades humanas você tem !
Se tudo correr bem, voltarei a SP no próximo dia 7 de maio,
aí
permanecendo até 9 de agosto.
Por favor, estou às ordens para o que você precisar.
Você está sendo amparada nos seus direitos como paciente de
câncer?
Nos meus sites, tenho algumas matérias importantes sobre o
assunto.
Veja se lhe interessam.
Beijos e abraços muito carinhosos da amiga
Theresa Catharina
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2009/4/28
Querida Theresa, falando em vida, eu estou passando por um
momento
muito difícil, estou lhe escrevendo porque eu sei q voce
passou por
isto. Faz, mais ou menos 2 meses q descobri um nódulo no meu
seio
esquerdo,
infelizmente foi detectado como malígno. Dia 7 de abril,
operei,
tiraram o nódulo e esvaziaram a axila, já estava positivo.
Agora
estarei enfrentando a 2ª fase do tratamento, tenho q fazer
químio e
rádio.
Abraços da amiga ...
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Em seg, 27/4/09, Theresa Catharina de Goes Campos escreveu:
De: Theresa Catharina de Goes Campos
Assunto: EXISTE VIDA SEM POESIA? - Theresa Catharina de Góes
Campos
EXISTE VIDA SEM POESIA?
Rasgando minha carne,
atravessando o coração,
os poemas saíram de mim.
Espirrando sangue,
explodindo em dores,
libertaram-se meus poemas.
Transformaram células,
me viraram de cabeça
para baixo, estes poemas.
Mudaram o metabolismo,
chamaram as lágrimas,
fizeram de tudo, estes poemas!
Para vir à luz,
meus poemas rebeldes
convocaram o coração.
Com a sua sensibilidade,
alteraram meus hormônios,
irritaram, agitaram meu cérebro,
estes poemas insistentes,
que desvendaram minh'alma.
Não tenho mais segredos,
nem confidências:
meus versos disseram tudo!
Da infância à terceira idade,
em corpo e alma,
os poemas me revelaram.
De surpresa em surpresa,
de susto em susto,
o corpo não me dá trégua.
De imprevisto em imprevisto,
fico em sobressalto, sou
conduzida a médicos e hospitais.
Às vezes meu corpo
até expulsa de mim
a vida da minha vida,
a poesia redentora.
Ou será que ela,
por decisão própria.
consciente, prefere,
percebendo a situação
acima de suas forças,
sair de mim, discreta
e serena, de mansinho,
talvez para não atrapalhar
os tratamentos...ela,
a poesia que tudo parece
ver e compreender ?
Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília-DF, 13 de abril de 2009 |
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GENEROSIDADE DE AMIGO ESCRITOR
From:
Theresa Catharina de Goes Campos
Date: 2009/5/14
Subject: Obrigada por ter me atendido prontamente....
To: Jose Araujo
Estimado amigo, escritor José Araújo:
Nem sei como lhe agradecer por você ter um coração tão
bondoso e me
agraciar com palavras por demais afetuosas, fruto de sua
generosidade
natural. Deus lhe pague!
Obrigada por ter me atendido prontamente e reenviado os dois
e-mails. (...)
Meus agradecimentos, também, por suas ótimas notícias. que
comprovam o sucesso de seus textos publicados em nove
antologias! Quanto ao novo
livro de sua autoria, que título maravilhoso você escolheu -
parabéns!
"Por um mundo melhor - Contos para Reflexão " já começa
transmitindo
mensagem positiva, uma proposta de atitude humana perante a
sociedade!
Quanto ao filme "Star Trek", na versão atual (2009), não
decepciona a quem se tornou fã do antigo seriado na tv e no
cinema, inclusive porque apresentou uma história com
personagens mais jovens - a nova geração. Ficção e aventura
no futuro, infelizmente tem algumas cenas de violência
explícita e uma certa apelação, em outros momentos. No
entanto,
predomina a mensagem de coragem, trabalho, dedicação e
solidariedade.
A trilha sonora - de Michael Giacchino - é nota dez! (...)
Abraços cordiais de
Theresa Catharina
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2009/5/13 Jose Araujo:
Querida amiga Theresa,
Ter sua amizade, para mim é verdadeiramente uma dádiva de
Deus!
Cada vez que converso com alguém que a conhece, não me canso
de falar sobre a pessoa maravilhosa que você é.
Sempre fico muito feliz em ter noticias suas e poder
compartilhar consigo um pouco de meus pensamentos através de
meus humildes textos.
(...)
Quando estive na Web Space (a matriz que funciona no
Shopping Frei Caneca- SP), precisei imprimir uma prova de
meu novo livro para correções e nunca fui tão bem atendido
como naquele dia.
(...)
Quando o proprietário soube que eu era escritor, pegou da
gaveta o livro que você deu a ele e perguntou se eu a
conhecia... e minha resposta, minha amiga, foi que você "não
existe", pois há muitos anos eu não encontrava uma pessoa
com seus princípios, que por sinal são os mesmos que os
meus.
Quero lhe contar que estou muito feliz, pois até setembro
estarei
participando de 9 antologias entre São Paulo, Rio e Belém do
Pará, além de um livro solo que terá o titulo "Por um mundo
melhor- Contos para reflexão".
É uma antologia, contendo 22 de meus contos reflexivos, que
será lançada
na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em setembro próximo.
Sempre que eu estiver com data e local definidos para os
lançamentos, faço questão de lhe enviar um convite, mesmo
sabendo que, por questões
profissionais, talvez você não possa comparecer, mas
compartilhar esses eventos, que me são de extrema
importância, é um grande prazer.
Falando em filme, estou muito curioso para assistir a Star
Trek - Jornada nas Estrelas, uma série de meus tempos de
juventude que nunca vou esquecer. Caso assista, me diga o
que achou e, se publicar em seus sites a sua opinião sobre o
filme, me diga também, pois irei ler com todo o prazer.
Estarei reenviando a você com todo o carinho o e-mail
perdido, minha amiga!
Obrigado pelo carinho de sua amizade!
Do amigo sincero e verdadeiro,
José Araújo
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2009/5/13 Theresa Catharina de Goes Campos
Caro amigo José Araújo:
Estou em SP desde o último dia 07 e só regressarei ao DF, se
Deus
quiser, no início de agosto próximo.
Pouco antes de viajar, li o e-mail que você gentilmente me
enviou,
juntamente com texto de sua autoria...acontece que, ao
começar a lhe
responder,houve um problema sério nesta caixa
postal...agora, está OK,
mas não consegui recuperar a sua atenciosa mensagem,nem o
seu texto,
apesar de minhas inúmeras tentativas.
Se for possível, gostaria que você me reenviasse o referido
e-mail ,
assim como o seu texto, considerando que, para o trabalho
que eu
desenvolvo, não importa a data, é sempre tempo de divulgar e
registrar
textos de conteúdo importante, como os que você escreve.
Desculpe-me o
incômodo!
Desde ontem, voltei a usar a internet lá no Web Space
(Shopping Frei Caneca-) e soube,
pelo dono, o sr. Alexandre (que me trata maravilhosamente!
fico muito
sensibilizada) que você ali estivera - pena que não nos
encontramos!
Sábado passado, estive no Center 3 porque tive outros
compromissos nas
proximidades. O uso da internet foi um "desastre " - tecados
de muitos
computadores com linhas inteiras apagadas...e a funcionária
que
deveria sair às 16 h falou que há uma semana pedia à dona
para não
comparecer por ser o aniversário dela...foi-lhe prometido
que um
colega seu viria rendê-la, às 16 h. Ela esperou até meia
hora depois
e, telefonando para a sua empregadora, soube que ele estaria
doente e
ela precisaria ficar. Como você bem pode imaginar, a moça
estava
aborrecidíssima e não queria ficar. Dei razão a ela e falei
que eu
compreenderia, pois estava sentindo o desespero e a decepção
dela, que
tinha outros planos já combinados com antecedência para a
data de seu
aniversário natalício. Fui obrigada, então, a mudar a minha
programação e desistir de usar a internet no local, onde eu
assistiria
ao filme Star Trek...
Abraços cordiais da amiga de sempre,
Theresa Catharina
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CORRESPONDÊNCIA DE SÃO PAULO
From: Jose Araujo
Date: 2009/5/2
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida amiga Theresa,
Após longo período sem dar notícias por absoluta falta de
tempo pelo
fato de ter estado trabalhando sete dias por semana, envolto
com as
obrigações em minha atividade principal e a escrita,
preparando os
próximos lançamentos que se darão em São Paulo, Belém do
Pará e na
Bienal do Rio de Janeiro, cá estou para lhe dizer que tenho
sentido
muita falta de encontrá-la como antes e saber noticias suas,
minha
amiga.
Saiba que jamais vou esquecer de seu apoio no lançamento do
livro
Universo Paulistano e não me canso de dizer aos amigos e
pessoas que
conheço que tive o prazer de conhecer você pessoalmente
enquanto
trabalhávamos lado a lado em São Paulo. Digo tambem a eles,
que o
mundo em geral, precisaria ter muito mais pessoas como você,
minha
amiga, pois honestidade, profissionalismo e solidariedade
são as suas
marcas registradas.
Hoje, minha amiga, sábado dia 02/05/2009, estou no
escritório
trabalhando, e aproveitei alguns momentos mais tranquilos
para ler
seus e-mails, e agradeço muito por nunca se esquecer de mim.
Como sempre, sua sensibilidade, seu talento e a sua arte de
escrever
me encantam e peço a Deus que um dia eu consiga ao menos ser
10% da
escritora maravilhosa que você é.
Nosso Criador sabe o que faz e quando Ele lhe deu este dom
da
escrita, não foi sem motivos, pois na minha humilde opinião,
você é um
instrumento que Ele usa para nos trazer a cada dia mais
esperanças de
que um dia este mundo possa mesmo ser um pouco melhor para
todos nós.
Aproveito para enviar-lhe um conto que escrevi - O QUE VOCÊ
QUER
SER QUANDO CRESCER ? - para o dia das mães e que também é
destinado
a todos aqueles que têm a felicidade de ter a sua pessoa ao
seu lado,
para que reflitam sobre alguns aspectos muito importantes,
aos quais a
maioria das pessoas não dá a devida importância.
Obs.: (...) se achar que vale a pena, pode publicar e enviar
a quem
você desejar, pois foi algo que escrevi com o coração
aberto, após
anos de observação das vidas de muitas mães que conheço e de
pessoas
que, como a minha personagem Luísa, a certa altura da vida,
acabaram
por esquecer ou abdicar de seus própríos sonhos, anseios e
desejos,
apenas se dedicando a atender às necessidades dos filhos e
de outras
pessoas, achando que têm de se conformar com a vida que
levam e que
não lhes resta mais nada, até o fim de seus dias, o que na
minha
opinião, jamais deve acontecer.
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O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER?
Um conto para o Dia das Mães
"Não se pode deixar de sonhar. Se não tivermos sonhos, como
vamos
torná-los realidade?"
José Araújo
Luísa era casada há muitos anos, tinha dois filhos, Marisa
de 20 anos
e Joãozinho de apenas quatro anos de idade, que eram a
alegria do
casal. Antes de se casar, ela trabalhava fora e estudava.
Quando ela
se casou não foi diferente até a chegada de sua primeira
filha, mas
quando ela completou seis anos de idade, Luísa resolveu
parar de
trabalhar e se dedicar ao lar, ao marido e sua filha. O
tempo passou,
sua vida era cuidar dos afazeres domésticos que tomavam seu
dia
inteiro e ela dividia seu tempo entre eles e cuidar de
Marisa enquanto
ainda era pequena. Seu marido trabalhava muito. O serviço
dele exigia
um período maior de sua ausência em casa e Luísa sentia-se
por vezes,
mesmo sem perceber, um tanto só e desmotivada, sentindo um
vazio
enorme dentro de si, coisa que por mais que ela tentasse,
não
conseguia descobrir exatamente o que causava aquela
desagradável
sensação. A rotina e monotonia em que vivia, mesmo sem que
ela
percebesse, a estava deixando transtornada ao longo dos anos
sem ter
noção disso. Apesar de cansada, física e emocionalmente, ela
jamais se
deixou esmorecer, nem transparecer o que a incomodava tão
profundamente ao ponto de não conseguir ter uma boa noite de
sono.
Quando Marisa tinha 16 anos, chegou Joãozinho. Ele veio para
a alegria
de todos na família. Depois que ele nasceu, Luísa teve carga
dobrada
de responsabilidades e deveres a cumprir. Ela sempre foi uma
mãe e uma
esposa exemplar, uma pessoa que não era capaz de colocar
nenhum de
seus interesses pessoais em primeiro lugar. Tudo que ela
fazia era em
prol unicamente de sua família. Assim, atendendo às
necessidades de
todos, menos as dela mesma, como não poderia deixar de
acontecer, com
o passar dos anos, sua desmotivação chegou a um ponto em que
ela
acabou por achar, que viver aquela vida era seu destino, que
ser uma
boa mãe, esposa e dona de casa era só o que ela podia fazer
na vida e
nada mais. Em seus pensamentos, para ela não havia outro
futuro, a não
ser terminar seus dias assim. Como ela, há milhões de
pessoas neste
mundo, homens e mulheres, que acham que, a certa altura, têm
que se
conformar com a vida que se leva e deixar de lado os seus
sonhos, seus
anseios e suas aspirações. Perdem a noção do verdadeiro
significado da
palavra sonho e vão definhando por dentro, e muitas vezes,
quem está
ao lado dessas pessoas, mesmo notando diferenças de
comportamentos
nelas, não têm sensibilidade para compreender o que acontece
com elas.
Contudo, a vida é uma escola e muitas vezes nos
surpreendemos com os
professores que ela usa para nos ensinar a viver. Numa manhã
no Dia
das Mães, Luísa tinha acabado de dar banho em Joãozinho, que
na época
estava com apenas quatro anos de idade. Enquanto ela o
enxugava, ele
não parava de falar, enquanto fazia caretas por ela estar
secando seus
cabelos. Como todas as crianças na idade dele, de vez em
quando ele a
bombardeava com perguntas e muitas vezes ela era pega de
surpresa pela
questão e demorava um pouco a responder. Naquele dia muito
especial
ele lhe fez uma pergunta que iria mudar totalmente a sua
vida. Em dado
momento, ele segurou a mão dela para que parasse de esfregar
a toalha
em seus cabelos e olhando seriamente em seus olhos, ele
perguntou o
que ela queria ser quando crescesse. Meio que sem prestar a
devida
atenção à pergunta que ele tinha feito, Luísa imaginou que
ele poderia
estar querendo brincar de algum jogo de palavras e respondeu
sem
pensar, que gostaria que quando ela crescesse, pudesse ser
uma mãe.
Com um olhar reprovador, Joãozinho balançou a cabeça com um
ar sério e
disse que ela não podia.
Quando ela perguntou por que não poderia, ele respondeu que
era porque
ela já era uma e refez a mesma pergunta de novo. Mãe, o que
você quer
ser quando crescer? Pela segunda vez ela respondeu a ele,
dizendo que
talvez ela pudesse ser uma esposa e uma boa dona de casa. De
novo ele
disse que ela não podia ser porque já era uma. Um tanto
desconcertada,
ela disse a seu pequeno filho que, sendo assim, ela não
tinha a menor
idéia do que mais poderia ser. Foi então que ele colocou
suas duas
mãozinhas em seus ombros, e olhando bem dentro dos olhos
dela, de uma
maneira que nunca tinha feito antes, lhe disse que era
simples
responder. Que a mãe deveria apenas dizer sinceramente, o
que ela
queria ser quando crescesse, porque poderia ser qualquer
coisa que ela
quisesse ser. Com lágrimas nos olhos, emocionada pela
experiência
vivida naqueles poucos momentos, ela não conseguiu
responder.
Joãozinho já estava seco e vestido quando a conversa chegou
a esse
ponto e, quando viu que a mãe estava demorando muito a
responder, saiu
do banheiro sem olhar para trás, dizendo que ia ver TV.
Foi uma experiência que durou no máximo 5 minutos, mas tocou
no mais
fundo de seu ser e isso aconteceu por causa da maneira como
ele lhe
fez a pergunta. Pela esperança que viu claramente em seu
olhar de que
ela respondesse o que ele tanto queria ouvir. Parada, ainda
com a
toalha úmida em suas mãos, ela refletiu sobre sua vida,
sobre a
maneira como ela vivia, dedicando-se unicamente ao marido,
aos filhos,
à sua casa. Aquela pergunta feita de uma maneira tão simples
e tão
natural a fez enxergar que, apesar da idade, a qualquer
tempo,
qualquer um de nós pode ser o que quiser. Naqueles momentos
de
reflexão, causada pela pergunta feita por um garotinho de
quatro anos
de idade, ela soube, do fundo de seu coração, que apesar de
até então
ela ter se considerado uma mulher feliz pela vida que
levava, com um
marido honesto, que a amava do jeito dele, tendo filhos
lindos, com
saúde e que a amavam muito, ela tinha se esquecido dela
mesma. Que,
com a dificuldade da vida, com a luta para manter a casa em
ordem, os
filhos bem tratados e educados, ainda fazendo o que podia
para que,
quando seu marido chegasse cansado do trabalho pudesse
descansar em
paz, ela se esqueceu de sonhar, de fazer planos para o
futuro.
Mas depois do que aconteceu, ela verdadeiramente passou a
acreditar
que ainda era tempo para ela ser o que quisesse ser na sua
vida. Nos
pequeninos olhos de seu filho ela pode ver que seu futuro
não estava
resumido no que ela fazia, mesmo sendo com muito amor e
carinho. Lá,
naquele brilho de olhar, enquanto ele lhe fez aquela
pergunta, ela
pode ver que ainda podia sonhar e até mesmo tocar as
estrelas do céu
se assim fosse o seu desejo. Luísa sentiu dentro de seu
coração, que
se ela quisesse, ela poderia mesmo ser ainda, qualquer coisa
que
desejasse. Uma cantora, uma atriz, uma expert em medicina
nuclear, uma
trapezista de circo. Qualquer coisa que ela quisesse de
verdade. Era
só querer e correr atrás da realização de seus sonhos.
Finalmente,
graças a Joãozinho e sua inocência, ela descobriu que por
detrás de
seu olhar carinhoso de mãe e esposa, ainda havia muitos
sonhos e muita
coisa para ser na vida, além de ser a mãe, esposa e dona de
casa
impecável que sempre foi.
A beleza real daqueles momentos mágicos vividos ao lado de
seu filho,
seu pequeno professor, foi quando ela percebeu que ele, em
toda a sua
inocência e honestidade infantil, poderia ter feito a aquela
mesma
pergunta, a qualquer outra pessoa que estivesse com ele.
Envolvida
pelo encantamento da descoberta de que mesmo "crescida" ela
ainda
podia ser o que quisesse na vida, enquanto lágrimas da mais
pura
emoção corriam livres de seus olhos, ela disse a si mesma,
que a velha
mulher que um dia no futuro ela ainda ia ser, iria ser muito
diferente
da mulher que ela tinha sido até então. A outra mulher, a
verdadeira
Luísa, que estava apenas escondida por trás do olhar meigo e
carinhoso
de uma mãe, esposa e dona de casa, que acima de tudo era um
ser humano
que tinha sonhos e anseios de realização pessoal, estava
apenas
começando a sair de seu esconderijo naquele momento.
Ela pegou a toalha, pendurou no suporte ao lado da pia do
banheiro,
parou em frente ao espelho, sorriu e perguntou a si mesma:
E então, Luísa? O que você quer ser quando crescer?
Naquele dia das mães, apesar de ter recebido como sempre os
presentes,
beijos e abraços dos filhos, do marido e dos amigos, o maior
presente
que ela pode receber em toda a sua vida, foi aquela pergunta
que
Joãozinho lhe fez.
Quando crescemos, muitas vezes nos deixamos levar pelas
circunstâncias
da vida, de tudo que nos rodeia, sejam responsabilidades ou
obrigações
e acabamos por esquecer que, quando éramos pequenos, sempre
havia
alguém para nos fazer a mesma pergunta que Joãozinho fez à
sua mãe. A
grosso modo, ela até nos parece uma pergunta banal, tão
comum, mas na
verdade, mesmo esquecida em nossas mentes, ela está presente
em nosso
subconsciente por toda a vida, à espera de que, em algum
momento como
aquele em que ela viveu com seu filho, a gente acorde para a
realidade
de que sempre é tempo de sonhar, de correr atrás da
realização de
nossos sonhos, para que possamos alcançar nossa realização
pessoal.
Ser mãe é uma coisa mais do que especial, é uma dádiva de
Deus, mas
não se pode esquecer de que a qualquer tempo na vida, não
importa qual
seja a nossa idade, ou quais sejam as nossas
responsabilidades,
deveres ou obrigações e até mesmo sob certas circunstâncias
não muito
favoráveis, ainda podemos ser, na vida, tudo aquilo que
quisermos ser.
É só querer.
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Espero que sua semana seja cheia de muita luz e repleta de
realiazações em todas as àreas de sua vida.
Um grande abraço, minha amiga querida e que nossa amizade
seja
eterna, pois são pessoas como você que fazem a gente crer
que a
humanidade ainda não está ao todo perdida.
Obrigado pelo carinho, respeito e apoio de sempre ao meu
humilde
trabalho de escritor.
Do amigo sincero de sempre,
José Araújo
Autor e escritor paulista
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ANIVERSÁRIO DE AMIGA DE INFÂNCIA
Querida amiga Tânia:
No próximo dia 10 deste mês de julho, como sempre aconteceu,
todos os
anos, desde que nos tornamos amigas de infância,em Natal,
estarei
lembrando muito especialmente de seu aniversário natalício e
lhe
desejando toda a felicidade deste mundo.
Como você bem sabe, o coração fala e grita em silêncio, voa
distâncias, vence as inseguranças e traumas, até que um dia,
libertado
de prisões e algemas escondidas, se apresenta iluminado pela
amizade
que não mudou, o sentimento constante em nossa vida.
E, saindo do silêncio de inúmeros significados, o coração -
um
guerreiro sobrevivente - se manifesta de modo audível, de
forma clara,
objetiva, mostra que sabe falar também como a maioria espera
e faz.
Revela-se frágil, comovido, mas forte na emoção.
Feliz aniversário! Nestas minhas saudações antecipadas,
saiba que
também estão as preciosas recordações que preservei, ainda
vivas na
memória sentimental e afetiva dos tempos de outrora, das
comemorações
de seu natalício com a presença maravilhosa (antes mais
visível,
aparentemente mais concreta ) de seus pais amorosos e tão
orgulhosos
de você! Ah, a celebração dos seus quinze anos, entre muitos
outros
festejos (com lindo bolo, na mesa de salgados e doces
deliciosos, um prazer para todos os familiares e amigos
convidados) !
Aliás, seus bondosos pais continuam a seu lado, embora na
dimensão da
eternidade, velando por você, orgulhosos da filha querida
que tanto
amam.
Votos de muita saúde e paz, muitos anos de vida próspera,
contínuas realizações!
Beijos e abraços carinhosos de
Therezita
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MENSAGEM CARINHOSA DE EX-ALUNA
From: Theresa Catharina de Goes Campos
Date: 2009/7/22
Subject: Agradeço, bastante comovida, MENSAGEM CARINHOSA DE
EX-ALUNA
To: aninha
Querida Ana Cláudia Gomes:
Respondo o seu e-mail com grande emoção, comovida e grata
por sua mensagem tão carinhosa.
É bom saber que apreciava as minhas aulas pois, como você
podia constatar, havia sempre muito empenho de minha parte
para cumprir o dever sagrado de lhes ensinar com dedicação.
Por isso eu fazia questão de preparar cada aula
cuidadosamente, oferecendo o que de melhor a turma precisava
receber, a cada um de nossos encontros letivos.
Espero que continue me honrando com a leitura de meus blog e
sites, também produzidos visando à excelência de qualidade
no exercício de minha vocação jornalística.
Que Deus abençoe você e seus familiares.
Abraços e beijos da professora que teve prazer em lhe
ensinar...e agora se comunica pela internet com você.
Theresa Catharina
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Date: 2009/7/22
From: Ana Cláudia Gomes
Subject: Professora inesquecível
Cara Professora Theresa Catharina,
Venho, neste email, dizer o quanto suas aulas fizeram a
diferença. Fui sua aluna na Faculdade Católica de Brasília,
no curso de Economia, em 1989. Logo no meu primeiro ano,
tive a sorte de tê-la como professora e suas aulas me
entusiasmavam... Era como se eu estivesse em outro mundo.
Agora, 20 anos depois, residindo em Portugal, encontro seu
blogue, e vejo que ainda semeia em muitos corações e, por
onde passa, deixa marcas eternas. Saiba que tudo o que faz
tem a mão de Deus, e os seus dons, fazem com que as pessoas
que a conhecem não a esqueçam.
Tenho guardado, em minha memória, a sua presença sempre
repleta de vida e entusiasmo para com seus alunos e suas
aulas. O importante, é que tudo o que faz, não morre!
Obrigada por fazer parte do meu percurso acadêmico.
Abraços,
Ana Cláudia
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DEPOIMENTO DE EX-ALUNA E AMIGA
Cara amiga Dora:
Quanta gratidão eu sinto por você ter me escrito seu
afetuoso depoimento, recordando o quanto significou para nós
- e continua a significar - a imagem que permaneceu de minha
presença de outrora, e as lembranças do meu testemunho de
vida pessoal e profissional, ao longo de tantas décadas (43
anos - quase meio século!) Com certeza, o carinho expressado
por alunos pela atuação de seus mestres dedicados, que
demonstram viver o que ensinam em sala e por seu
comportamento, incentiva a continuidade do trabalho honesto
de muitas outras pessoas.
MUITO OBRIGADA ! Que Deus conceda, a você e à sua família,
todas
as bênçãos !
Abraços de quem a estima,
Theresa Catharina
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Date: 2009/7/22
Subject: Re: MENSAGEM CARINHOSA DE EX-ALUNA
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Também muito querida ex-professora e amiga
Faço minhas todas as palavras e sentimentos de Ana Claudia.
Retrocedo 43 anos atrás quando, cheia de sonhos e utopias,
tive a felicidade em tê-la como professora na Universidade
de Brasilia*. Desde lá, seu sorriso e sua crença na vida e
nas pessoas me acompanham e me ajudam a continuar
acreditando na humanidade, apesar de tudo. Além de sua fé
que, para mim, é manancial de realidade e transcendência
solidária, que irradia e potencializa a possibilidade da
orientação no tempo e sobre o tempo, para a minha vida como
mulher, esposa, mãe e
professora.
Com carinho,
Dora
* Faculdade de Comunicação ( Disciplinas: História das
Comunicações
Gráficas e Audiovisuais // Ética e Legislação da Imprensa e
Radiodifusão)
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Em 22/07/2009 20:03,
Theresa Catharina de Goes Campos
theresa.files escreveu:
MENSAGEM CARINHOSA DE EX-ALUNA
From: Theresa Catharina
de Goes Campos
Date: 2009/7/22
Subject: Agradeço, bastante comovida, MENSAGEM CARINHOSA DE
EX-ALUNA
To: aninha
Querida Ana Cláudia Gomes:
Respondo o seu e-mail com grande emoção, comovida e grata
por sua mensagem tão carinhosa.
É bom saber que apreciava as minhas aulas pois, como você
podia constatar, havia sempre muito empenho de minha parte
para cumprir o dever sagrado de lhes ensinar com dedicação.
Por isso eu fazia questão de preparar cada aula
cuidadosamente, oferecendo o que de melhor a turma precisava
receber, a cada um de nossos encontros letivos.
Espero que continue me honrando com a leitura de meus blog e
sites, também produzidos visando à excelência de qualidade
no exercício de minha vocação jornalística.
Que Deus abençoe você e seus familiares.
Abraços da professora que teve prazer em lhe ensinar...e
agora se comunica pela internet com você.
Theresa Catharina
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To: Theresa Catharina de
Goes Campos
From: Ana Cláudia Gomes
To: theresa.catharina@terra.com.br
Sent: Seg 6/07/09 16:03
Subject: Professora inesquecível
Cara Professora Theresa Catharina,
Venho ,neste email, dizer o quanto suas aulas fizeram a
diferença. Fui sua aluna na Faculdade Católica de Brasília,
no curso de Economia, em 1989. Logo no meu primeiro ano,
tive a sorte de tê-la como professora e suas aulas me
entusiasmavam... Era como se eu estivesse em outro mundo.
Agora, 20 anos depois, residindo em Portugal, encontro seu
blogue, e vejo que ainda semeia em muitos corações e, por
onde passa, deixa marcas eternas. Saiba que tudo o que faz
tem a mão de Deus, e os seus dons, fazem com que as pessoas
que a conhecem não a esqueçam.
Tenho guardado, em minha memória, a sua presença sempre
repleta de vida e entusiasmo para com seus alunos e suas
aulas. O importante, é que tudo o que faz, não morre!
Obrigada por fazer parte do meu percurso acadêmico.
Abraços,
Ana Cláudia
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MENSAGEM DE MINHA IRMÃ VICTÓRIA ELIZABETH, A QUEM DEVO
MUITA GENEROSIDADE E BONDADES
From: VICTORIA ELIZABETH
Date: 2009/7/25
Subject: Re: Truth
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida irmã Therezita, suas mensagens são sempre muito
apreciadas e úteis para o nosso aprendizado diário, levando
a uma reflexão de nossa vida e atitudes para com o nosso
próximo. Este final de semana, entrou na programação o filme
que você já tinha recomendado e elogiado - Tinha que ser
Você- com ótimos artistas, que parece ser uma comédia
romântica, leve e divertida para ver e curtir com o marido.
Tínhamos pensado em ir hoje à tarde mas, William está se
recuperando de um resfriado e achamos melhor deixar para o
domingo após o almoço. Esta semana fui todos os dias ver
Samuel e ficar um pouco com ele, segurá-lo nos braços,
conversar um pouco e esperar que ele retribua com aquele
inesperado e lindo sorriso que tanto me encanta e me deixa
feliz! Amanhã, quando estaremos festejando o dia dos AVÓS e
dia de SANT'ANA e SÃO JOAQUIM, estaremos com muita alegria
comemorando a data e pedindo pela sua saúde.
Na terça-feira, dia 28 faremos um passeio para conhecer a
cidade de Pirenópolis e nos hospedaremos na Pousada dos
Pireneus, regressando no dia seguinte . Você foi realmente
muito bondosa (...) Sua generosidade foi imensa (...).
Nós temos a certeza de que seu gesto espontâneo e despojado
foi fruto de uma pessoa que ama sua família e valoriza os
laços fraternos e verdadeiros sem maiores ambições
materiais, querendo ver as pessoas que você ama felizes .
Sua irmã Victoria
From: Heloisa
Guimaraes
Date: 2009/7/26
Subject: Re: eu me sinto muito comovida com mensagens assim
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida Theresa Catharina,
Muito compreensível sua emoção por este
afetuoso retorno, vindo de parte de sua agradecida mana. É a
justa colheita dos bons frutos de sua aplicada semeadura.
Deus a abençoe sempre.
Abraços da amiga e admiradora,
Heloisa Helena
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QUANDO A REVISÃO É BEM-VINDA
From: Tereza Lúcia Halliday
Date: 2009/9/28
Subject:Re: Informo ref. erro de digitação...OBRIGADA POR
SEU EXCELENTE ARTIGO
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Gratíssima, Therezita.
Em você tenho "olhos de lince" de que todo artesão de textos
precisa.
Um abraço, Tereza Lúcia.
Tereza Lúcia Halliday, Ph.D.
Artesã de Textos
www.terezahalliday.com
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AJUDA HUMANITÁRIA: DEVER DE NOSSA CONDIÇÃO HUMANA
From: Luci Tiho Ikari
Date: 2009/11/27
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Olá, Theresa Catharina
Mais uma vez, meus parabéns pela sua personalidade voltada
para ajuda
humanitária. Qualidade difícil nos tempos atuais.
Luci
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PROFESSORA COM DOUTORADO AGRADECE INFORMAÇÕES
From: Luci Tiho Ikari
Date: 2009/12/21
Subject: Re: O CLUBE DO IMPERADOR
To: Theresa Catharina de Goes Campos
Prezada Theresa Catharina
Muitíssimo obrigada pelas informações. Pretendo procurá-los
nas locadoras. Mais uma vez, te desejo o melhor Natal de tua
vida e que em 2010 continues exercendo tuas atividades com a
competência que tem.
Atenciosamente,
Luci
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EM "DONA BÁRBARA", REYNALDO SINTETIZA COM MAESTRIA...
From: Ana Falcão
Date: 2009/12/12
Subject: Dona Bárbara
Querida Theresa,
Em "Dona Bárbara", numa ação que transcorre em apenas um
dia, Reynaldo sintetiza, com maestria, vários aspectos: o
social, o econômico, o psicológico, refletido na modificação
de atitude de cada personagem retratado na peça.
Ressalto a descrição inicial do cenário que nos remete a
vislumbrar a encenação a que você teve o privilégio de
assistir.
Imagino também como a música barroca e o figurino de gosto
apurado ajudaram a compor o clima da época.
Tenho certeza de que suas observações cheias de entusiasmo
me despertaram a curiosidade de ler o texto imediatamente.
Agradeço-lhe o presente, que me proporcionou a oportunidade
de conhecer, quase em "avant-première", a reconstituição
particular e consistente feita pelo amigo Reynaldo.
Abraços
Ana
NOTA DA EDITORA:
Sem qualquer dificuldade para fazer a escolha, decidi que o
livro "Dona Bárbara", a premiada peça teatral de Reynaldo
Domingos Ferreira, em sua nova versão, é o livro que
distribuirei aos queridos familiares e amigos, para
comemorar o meu próximo aniversário natalício, em 13 de
janeiro de 2010, quando completarei 65 anos.
Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 12 de dezembro de 2009
From: REYNALDO FERREIRA
Date: 2009/12/13
Subject: RE: SOBRE "DONA BÁRBARA"
To: theresa.files@gmail.com
Prezada Theresa Catharina,
Mais uma vez, lhe agradeço por tanto empenho na divulgação
de meus trabalhos. Você é uma amiga ímpar e muito querida.
Graças ao prestígio de seus websites, meus comentários sobre
filmes já são hoje reproduzidos até no exterior,
identificados na Itália e nos EUA. Agora, essa deferência
que me dá de presentear amigos, por ocasião de sua data
natalícia (13 de janeiro de 2010), com o meu livro, "Dona
Bárbara", me honra e sensibiliza. Gostaria de lhe dizer
também da minha satisfação ao saber do elogioso comentário
que fez a nossa amiga - cinéfila e tradutora de Marguerite
Duras - Ana Maria Falcão, sobre a minha peça, por você doada
a ela nessa nova edição. Obrigado por tudo. Forte abraço,
Reynaldo
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Date: Sun, 13 Dec 2009 00:12:29 -0200
Subject: SOBRE " DONA BÁRBARA"
From: theresa.files@gmail.com
Prezado Reynaldo:
Esta noite, na Academia de Tênis, presenteei Francisco Leite
Filho com um exemplar de "Dona Bárbara", aproveitando para
mencionar o comentário de Ana Falcão, que prometi lhe
enviar.
Como você bem sabe, se eu prometo, cumpro o que prometi.
Abraços cordiais de
Theresa Catharina
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EM DEFESA DOS
MEUS POEMAS LONGOS
De:
Theresa Catharina de Goes Campos
Enviada em: quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 21:21
Para: terezahalliday@
Assunto: EM DEFESA DOS MEUS POEMAS LONGOS...
Cara Tereza Lúcia:
Gratíssima por você ter reservado tempo e palavras de
especialista em comunicação, jornalista, escritora e poeta,
para me enviar seu comentário sincero, algo realmente
precioso, uma bondade para comigo. MUITO OBRIGADA.
Como não precisei responder a diversas mensagens elogiosas
que recebi, também assinadas por especialistas em áreas
diversas, já encaminhei a você algumas, para que as conheça.
Neste momento venho lhe explicar o seguinte, exatamente
porque as pessoas nos surpreendem em seus gostos e suas
preferências...
Dr. Faustino Vicente, consultor organizacional para empresas
e órgãos públicos, advogado, professor e palestrante, vem
prestigiando regularmente os sites que produzo com o envio
de artigos sobre temas atuais, também publicados em muitos
países e outros continentes. Não nos conhecemos
pessoalmente, entretanto, às vezes comenta os meus poemas
longos.
Ana Falcão, tradutora e revisora, com todas as qualificações
e uma competência inegável na área linguística e literária,
costuma opinar com palavras que demonstram objetividade e
conhecimento. Avisa-me, generosamente , sobre as
necessidades de revisão nos textos e versos.
Reynaldo Domingos Ferreira , advogado, dramaturgo e
jornalista (autor, inclusive, do "Dicionário da Dívida
Externa Brasileira", com várias edições publicadas, apesar
de ser um livro bem volumoso, mais romances, livros de
poesias e peças de teatro, como a premiadíssima "Dona
Bárbara"), além de colunista, costuma ser bastante objetivo
e um analista de "cabeça fria". Somos amigos desde 1983,
embora tenhamos algumas características pessoais (e
profissionais) praticamente opostas. Desde 1983, ele insiste
comigo para escrever um livro sobre a minha vida, repetindo
que "daria um ótimo romance!".
Quanto a Luci Tiho Ikari, conheço aqui de São Paulo, sendo
uma professora com doutorado em ciências sociais da
Universidade de São Paulo, filha de imigrantes japoneses.
Membro de um grupo de haikai, convidou-me a fazer o mesmo.
Fui uma única vez...Pela troca assídua de correspondência, e
meus encontros em SP com ela e a irmã, em algumas
oportunidades, penso que tem personalidade semelhante à de
Reynaldo, não sendo, porém, brilhante nem tão culta como
ele. Não voltei ao grupo de haikai porque, embora apreciando
os haikais desses poetas, publicando alguns versos de seus
integrantes, divulgando notícias e artigos sobre o assunto
em várias seções de meus sites, detestei a idéia de fazer
poesia seguindo tantas regras, desde o tipo de papel à
colocação da escrita, a contagem rígida de sílabas de uma
forma incompreensível até hoje para mim (uma contagem por
sons, que não consigo entender e, por essa razão, não posso
obedecer...porque sou incapaz de compreender, não sei
escrever haikai assim.) E os temas seriam unicamente
"voltados para a natureza", jamais para fatos, experiências
ou sentimentos.
Quando regressei da reunião, estava decidida a não escrever
mais os meus poemas pequenos, sucintos, praticando o que eu
pensava ser a essência do haikai: um poema de três linhas,
com assunto iniciado e concluído nessas três linhas. Aliás,
quando reúno os haicais, minha intenção é economizar espaço
e papel, inclusive para os que se interessam em copiar.
Estou ciente, é claro, de que os japoneses escrevem um
haicai ocupando uma página inteira, o que encarece a
publicação em livros. Como depois que escrevo o que seria
definitivo e acordado, sinto total repulsa a uma posterior
rejeição ("quanto tempo precioso joguei fora!"), fui
realmente incapaz de apagar os meus haicais que não tratavam
de temática ligada à natureza. Juntei alguns haicais para
ter poesias mais longas, com um número maior de versos e me
dei por satisfeita. No "baú" do que seria um trabalho
"inútil", ainda ficou uma quantidade considerável de versos.
Aí, pensei que uma boa providência seria retirar do título a
palavra tradicional "haikai", mesmo que eu conservasse as
tais três linhas como 3 versos, etc.
Antes de tomar essa última decisão, fui pesquisar, em
dicionários comuns e literários, assim como em poetas,
japoneses e brasileiros publicados. Aí, experimentei uma
agradável surpresa: lá estavam os haikais "diferentes" dos
que seriam os tradicionais, haikais bem do jeitinho que faço
os meus 3 versos:sentimentos, emoções também, assuntos
diversificados, ao lado de temas ligados à natureza,
respeitando as 3 linhas e o assunto único para cada haikai,
o espaço econômico. Daí, ergui a cabeça, abri os braços para
acolher meus haikais que não paravam de chegar, e continuei
praticando o meu mais recente aprendizado, uma surpresa para
mim - sempre quis fazer haicai, achava dificílimo, comecei a
fazer sem parar no centenário da imigração japonesa para o
Brasil - 2009, incentivada, com certeza, pelos eventos
culturais aos quais compareci e sobre os quais depois fiz
textos noticiosos.
Vou lhe falar do fundo de meu coração, porque me é difícil,
em certos assuntos, fazê-lo de forma objetiva...
Pretendo, logo depois de lhe enviar este e-mail, publicar na
íntegra, em várias seções de meus sites, o seu comentário
impecável. Quanto à minha resposta, talvez elabore antes uma
edição do texto longo (desculpe!), de modo a dar uma
satisfação aos leitores de modo geral.
Admiro a postura de Graciliano Ramos, um exemplo de
correção, precisão e arte literária. Recordo e relato a
muitas pessoas, igualmente, o seu depoimento de que revisava
e reescrevia TODOS os seus textos, página por página, cada
sentença e palavra, "umas vinte vezes" - sim, 20 (vinte)
vezes, até encontrar a linguagem "definitiva"... Bem, penso
que, se ele decidisse revisar e reescrever menos vezes,
conseguiria ter publicado muito mais obras, todas
"clássicas". Quantas mais deixou de escrever, enquanto
reescrevia quase compulsivamente ? Por que só ele julgar?
Não contariam as opiniões - nenhuma ? - dos outros?
Apenas para citar a "epopéia" desta eterna aprendiz ,
confidenciando sobre " ..... rompimentos de afetos profundos
", alguns fatos começaram em 1971 ...é, datam dessa década
distante, do século passado. Rejeitei primeiro os textos em
prosa e, depois, os versos...até que, em 31 de janeiro
último, após não mais expulsar essa "poesia" que chegava
"quase completa", reescrever e reescrever (tarefa que
empreendi sem sucesso, de acordo com a sua análise
competente, de especialista, com mais estudos acadêmicos ,
mestrado e doutorado - títulos que eu não tenho, o que
admiro e não deixo de reconhecer como valiosa credencial e
qualificação maior do que a minha, uma jornalista adepta,
desde o início, do que alguns profissionais competentíssimos
chamam de "jornalismo subjetivo", porque escrevem sobre as
suas experiências pessoais ... Pode crer: estou muito bem
acompanhada, nesta escolha de atuação.
Conscientemente, procuro identificar o que seria um "espaço
vazio", para eu ocupar com a minha "trouxinha", o meu
diferencial, com a esperança de que os meus sentimentos
ofereçam uma opção a tudo o mais que existe de valor,
seguindo a utopia, o ideal individual que abracei buscando
integrar-me ao TODO reconhecido e mais valorizado do que a
pequenina, minúscula "pedra" que venho oferecer para
"construir o mundo". Lembro as palavras de Saint-Exupéry, em
"Terra dos Homens" (na tradução de Monteiro Lobato), quando
define: "Ser homem é..........(...) sentir, colocando a sua
pedra, que contribui para construir o mundo."
Alguns poemas que agora divulgo sem destaque especial,
jamais foram mostrados a ninguém (há um longo poema sobre
celular, também! que decidi não enviar aos amigos e
conhecidos para evitar ser indelicada, agressiva...) -
encaminhei ao Walter Rodrigues Ferreira ( tecnólogo em
processamento de dados, webmaster/webdesigner de meus sites
e principal colaborador na realização de meus projetos na
internet, livros e cd-roms), para "registrá-los" nas seções
Poesias (arteculturanews) e Documentos (noticiasculturais),
certa de que ninguém notaria, mas dali não seriam ausentes.
Funcionou. Ninguém parece ter observado, porque ninguém
reagiu. Nem comentou...Se não gostaram, nem mesmo se deram
ao trabalho de reclamar. Bem, o meu trabalho foi realizado,
com objetivos específicos. Se os versos derem frutos,
vivendo no silêncio, será por misericórdia divina,
certamente, e não, por mérito meu, pois não despertaram
qualquer reação.
Para gravarmos o cd-rom e dele editarmos em livro "Existe
Vida sem Poesia?", a orientação ao Walter (responsável,
desde 2001, por toda a concretização tecnológica de meus
trabalhos na internet e seus desdobramentos - desculpe-me a
linguagem, que não sei se é inadequada...) foi
"copiar/gravar" todas as poesias de minha autoria. Senti
vergonha de identificar as tais "poesias malditas", que não
mereceriam ser publicadas, mas o pensamento me incomodava.
Sobretudo porque não sabia como transmitir a ele essa
determinação. O mesmo problema enfrento, há quase uma
década, no que se refere a um determinado conteúdo exibido,
desde o início, em meu site pessoal - não sei como lhe dizer
para retirar...mal posso olhar, não consigo ler, nem pedir a
retirada do que me atinge dolorosamente.
Ceres Alvim, amiga queridíssima desde 1965, autora de 13
livros, ao lhe confidenciar sobre o meu dilema para não
incluir os poemas difíceis, compostos no sofrimento, não
hesitou em me declarar sua opinião: "inclua todas essas
poesias, porque fazem parte de sua vida!" Surpreendeu-me sua
determinação, ao falar tão decidida!
Jamais pensei sobre a escritora Ceres como a minha
orientadora, pelo fato de considerá-la, na verdade, uma
grande amizade, uma carinhosa incentivadora que me recebe em
sua casa e juntas partilhamos experiências e opiniões.
Nós duas costumamos ler e reler o que escrevemos, buscando
aperfeiçoar cada texto o máximo a nosso alcance.
Ambas acreditamos não escrever em consequência da atividade
de nossos hormônios, uma hipótese que você considera como
possível explicação de um texto medíocre (por isso
inaceitável, destinado a ser jogado fora), aceitando o
conselho de sua orientadora acadêmica para rejeitar
posteriormente os resultados de tais emoções
endocrinológicas, o que não é nosso caso. Não conquistamos
Mestrado, nem Doutorado, como você o fez, merecidamente.
Ceres e eu nunca pretendemos escrever com objetividade, e
sim, transmitir aos leitores nossa vivência pessoal,
subjetivamente. A nós, "fazer uma leitura mais distanciada"
não serviria a nossos propósitos. Para muitos outros, com
ideais literários diferentes, sim. Sabemos que os seres
humanos têm, cada um, a riqueza de sua individualidade.
Seguem cada um o "seu" caminho, um destino pessoal no
labirinto da vida. As semelhanças não impedem a
originalidade, apenas a complementam. Os autores objetivos
seguem a sua motivação específica. Entretanto, a
subjetividade apresenta a sua qualidade própria. No tempo de
Mozart, o público admirava Salieri... As obras de Van Gogh,
na época em que viveu, expressavam os sentimentos que ele
abrigava em seu íntimo e nenhum sucesso alcançavam... Arte é
valor artístico, não depende de crítica favorável.
Sobre a eventualidade de transformar as minhas poesias em
crônicas, confesso que, há vários anos, não para eliminar os
poemas, mas visando atingir o público que não gosta de
leituras versificadas, já planejo um livro e cd-rom de
Crônicas, como se pode ver na primeira edição do livro e
cd-rom "Pensamentos para ser, agir e viver melhor", em Novos
Projetos, informação repetida no cd-rom e livro ("boneca" já
pronta, esperando meu regresso a Brasília para revisar): o
título do referido projeto é:
CRÔNICAS LÍRICAS OU POEMAS EM PROSA?
Assim, antecipei-me, de certa forma, à sua orientação no
sentido de preferir o formato de crônica. No entanto, nada
de perseguir e matar os meus versos. Ou jogá-los no lixo,
igualando-os a detritos indesejáveis. No mínimo, são
recicláveis e, como tais, com utilidade. Se nasceram, que
vivam, mesmo que não sejam apreciados. Não quero
asfixiá-los. Vou deixá-los viver, em sua plenitude, apesar
das imperfeições. Afinal, todos nós devemos enfrentar a
existência em meio a opiniões desfavoráveis. Por falta de
tempo, e por eu não ter encontrado, até o momento, quem
simplesmente reproduza em prosa todas as minhas poesias, sem
cortar palavras ou pontuação, eliminando somente o
alinhamento como estrofes e o posicionamento dos versos como
linhas incompletas no espaço.
Pode não parecer, o que talvez seja uma qualidade literária,
contudo, meu hábito de, como você acertadamente me
aconselhou, "reler e reler", aplica-se até nos e-mails que
escrevo, relidos e relidos, revisados, corrigidos para que
saiam melhores para os seus destinatários. Isso, a maioria
das pessoas não costuma fazer, enviando as mensagens por
internet apressadamente, não se importando com a digitação
ou com as regras gramaticais.
Minhas poesias chegam de repente, sem me avisar. Trajam
vestidos longos, como se viessem a convite, atendendo a
recomendação de traje a rigor. Outras vezes, os poemas se
apresentam de vestido curto, com ou sem bainhas, algumas,
evidentemente precisando de acabamento, outras, com
acabamento "perfeito". Como ter coragem para fechar-lhes a
porta de meu coração?
Recebo todas de braços abertos e sorriso largo! Cantamos
juntas, mesmo sendo eu desafinada. Pequenas ou longas,
minhas poesias refletem situações rotineiras ou inesperadas.
No íntimo, respeito a ambas - aquelas com discrição nas
confidências, tanto quanto as que despejam no mundo seus
intermináveis lamentos...
Espero ter defendido bem os meus poemas longos, uma conversa
com os leitores sem pressa (Tenho fé: eles existem!). Às
vezes me parecem baladas, cantadas com as repetições dos
estribilhos, recorrendo a refrões líricos ou engraçados,
talvez simplórios, no entanto, sempre muito sinceros na
crença e nos sonhos. Não são como literatura de cordel,
merecedora de reconhecimento crítico, porém, não rejeitariam
a identificação como poesia... Se for chamada assim, por
outros além de mim, valeu a pena!
Isso porque lembro de sua competência, Tereza Halliday,
desde os anos pré-universitários, quando saiu vitoriosa
naquele embate filosófico diante de nossos mestres e
professores. Num julgamento simulado, eu me mostrei incapaz
na defesa de Sócrates, na ocasião também condenado, como
resultado de sua eficiência como advogada de acusação.
Deus permita que os meus versos tenham mais sorte agora,
escapando da "condenação à morte" que julgo imerecida, nesta
sociedade em que tantas diferenças precisam conviver,
tentando encontrar uma solução para a sobrevivência humana.
(Ah, Tereza Lúcia, agradeço-lhe por me ter enviado a sua
crítica! Que oportunidade maravilhosa para eu assumir a
defesa dos meus poemas plenos de estrofes! MUITO OBRIGADA.)
Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 24 de fevereiro de 2010
INFORMAÇÕES
SOBRE A MESTRA E DOUTORA LUCI TIHO IKARI
De: Luci
Tiho Ikari
Data: 26 de fevereiro de 2010 23:45
Assunto: Re: EM DEFESA DOS MEUS POEMAS LONGOS ...
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Cara Theresa Catharina:
Obrigada pelos comentários. Esclareço que a minha formação
no mestrado e doutorado foi na linha de pesquisa em "turismo
e lazer" na ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP, e
não, em Ciências Sociais. O meu interesse pela prática do
haicai ocorreu pela curiosidade e aprendizagem dessa
modalidade dos imigrantes japoneses, em seus momentos de
lazer. Também, como os momentos serviram para externar suas
vivências em terra brasileira, ainda desconhecida, em um
tempo de incertezas e dificuldades. Mais tarde, divulgados
também, em língua portuguesa. Pratico como lazer e
aprendizagem, sem a intenção de alcançar brilhantismo ou
erudição poética, qualidade e competência que você sempre
tem para escrever.
Até, Luci
De: Tereza
Lúcia Halliday
Data: 21 de fevereiro de 2010 14:42
Assunto: Re: HAIKAIS DO SORRISO e outros poemas.
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida Therezita:
Se você sabe criar haikais tão lindos, saberá condensar seus
poemas mais longos!
Sua criativa e experiente amiga Ceres Alvim deve ser sua
conselheira mor, por sua grande criatividade em Literatura.
Mas, compartilho, afetuosamente, o que aprendi ao estudar
análise da argumentação - de um texto nosso ou de outros:
1)Primeiro, derramar tudo o que a alma quer jogar pra fora.
2) Reler e reler.
3) Deixar o texto marinando. Deixar passar uma ou duas
noites sobre ele. Aí já podemos fazer uma leitura mais
distanciada.
4) Reescrever o texto burilando e cortando. A emoção bruta
do início deve entrar como tempero bem temperado.
5) Lembrar do conselho de Gaciliano Ramos: reescrever,
reeescrever, reescrever e, finalmente, reescrever.
6) Isto leva à dica de minha orientadora Kathleen Jamieson
na hora de avaliar o texto. Pergunte: Isto é apenas um
retrato do estado dos meus hormônios na hora em que escrevi,
ou, além e acima disto, é um bom texto?
Com carinho,
Tereza
P.S. Sobre alguns textos revelando experiências muito fortes
de vivências e sentimentos seus, que tanto ajudam a outros
sofredores:
se quiser deixá-los inteiros, como na primeira versão, então
transforme em prosa, em vez de poemas. Ainda assim,
carecerão de reescrita numa postura mais distanciada. O
velho Graciliano é quem o diz.
De: Tereza
Lúcia Halliday
Data: 26 de fevereiro de 2010 19:45
Assunto: Re: SEU TEXTO EM DEFESA DOS SEUS POEMAS LONGOS
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida Theresita:
Que magnífica defesa!
Só que não houve "acusação".
Partilhei fraternalmente o que aprendi sobre edificação de
textos, muito mais na área de análise dos discursos, sem
arvorar-me a querer entender de produção literária. Para
isto você tem competentíssimos amigos.
Graciliano deve ter mesmo exagerado. Mas o conselho dele
serve para sacudir "aprendizes preguiçosos" das oficinas
literárias. Não para veteranos que já internalizaram "a
medida certa" do burilamento do texto.
Como você.
São admiráveis a sua destreza de escritora, seu esmero em
tudo o que escreve e seu senso de responsabilidade em tudo o
que faz.
Em Literatura, sou leitora, não analista.
E como leitora, curto seus poemas e outros textos seus, como
"Pensamentos para Ser, Agir e Viver Melhor" - uma grande
lição!
Continuo a gostar dos seus haikais, quer continuem a ser
produzidos ou não. Quer levem este nome ou não.
Quanto aos poemas longos, é sua prerrogativa. Eles têm uma
"missão" curativa da autora e dos leitores que trilham
sendas de sofrimento no delicado território dos afetos.
Eu me debruço sobre eles com imenso respeito e empatia.
Talvez a maior dor de todas num ser humano seja ser acusado
de algo que não fez.
Como sobrevivente dessa dor, você tomou a si a tarefa de
compartilhar suas vivências para que outros possam
beneficiar-se delas. Para que nasçam lírios do pântano dos
corações sofridos de leitores seus...
Abençoada seja, amiga!
E grata pela positividade que você espalha pelo mundo.
Tereza Lúcia
P.S. Gostaria que você partilhasse estas minhas palavras com
seus outros amigos-comentaristas.
Tereza Lúcia Halliday, Ph.D.
Artesã de Textos
www.terezahalliday.com
De: Theresa
Catharina de Goes Campos
Data: 26 de fevereiro de 2010 21:19
Assunto: Renovo meus agradecimentos a você, Tereza Lúcia,
pela generosidade da sua atenção ref. ..... EM DEFESA DOS
MEUS POEMAS LONGOS
Para: terezahalliday
Cc: Luci Tiho Ikari, Faustino Vicente
Caríssima Tereza Lúcia:
Renovo meus agradecimentos a você, pela generosidade da sua
atenção ref. EM DEFESA DOS MEUS POEMAS LONGOS.
E, por favor, não se preocupe. Sei que você me aconselhou,
não foi "acusação"!, estou consciente disso. Você me
transmitiu carinhosamente os seus conhecimentos específicos
e qualificados. Antes de entrar na universidade, desde que
estudávamos juntas, na mesma turma do Curso Clássico
(Colégio de São José, Recife-PE), participando de atividades
culturais, movimentando o Grêmio, editando o jornal "O
Farol", você já demonstrava, com nitidez, o seu perfil
acadêmico, paralelamente aos dotes jornalísticos. Era
metódica, sistemática nos estudos, como que anunciando sua
dedicação posterior à ciência da comunicação. Produzia
textos precisos, "enxutos" até no humor.
Recorri a metáforas, usei de minha liberdade poética -
ilimitada, não é mesmo? - para redigir um artigo de
explicação, na crença de que o porquê das minhas poesias
longas justifique a sua existência, defendendo a companhia
desses versos "intermináveis" que sobrevivem na minha vida.
Enfim, até explicitei o processo de composição, essa
experiência de escrever que talvez possa se resumir na
pergunta-título do meu próximo livro: "Existe Vida sem
Poesia?"
Para responder com sinceridade, reconheço a possibilidade de
se fazer poesia em separado, longe da existência pessoal,
buscando uma linguagem objetiva, termos exatos, temas
nacionais e internacionais, lições cívicas, heróis e
acontecimentos históricos. Nomes famosos assinam esses
poemas, celebrados por gerações, e que eu também admiro.
Confesso que não sei fazer poesia assim...Preciso ligar os
versos à vida, compreendida unicamente pelo viés pessoal,
sem distanciamento (por mais que eu tente!), o que talvez
seja uma posição indefensável. Seria a imparcialidade...um
valor elogiado. Parece que não tenho essa qualidade. Posso
agir racionalmente, com imparcialidade por princípio ético.
Mas, dentro de mim, no meu âmago, o que existe é por demais
subjetivo, uma realidade que não posso (nem devo!) negar,
para ser honesta nos sentimentos, como tanto desejo. Mesmo
ao escrever textos e poemas sobre personalidades como o
Aleijadinho, Santos-Dumont e Saint-Exupéry, por exemplo, a
inspiração se fundamenta no entusiasmo de meu coração.
Não se preocupe...Terminando de lhe enviar este e-mail, de
imediato estarei encaminhando a sua mensagem, como você
solicitou, a meus "outros amigos-comentaristas". Enviarei
cópia a você, com os nomes e e-mails dos que divulgam
regularmente os respectivos endereços de suas caixas
postais. Há duas exceções, porém. A ausência de seus nomes
não significa que eu não lhes remeti o e-mail que você me
escreveu com tanta generosidade, em tempo e atenção, pelo
que lhe fico muito grata.
Na verdade, estamos todos partilhando, compartilhando na
convivência pela escrita, o que considero maravilhoso!
Se Deus quiser, em dezembro próximo, terei a oportunidade de
lhe convidar para repetirmos aquele almoço tão agradável em
que nos encontramos com Ana Maria e Sé. Já anotei na minha
agenda!
Abraços carinhosos de
Therezita
De: Faustino
Vicente
Data: 26 de fevereiro de 2010 06:57
Assunto: RES: EM DEFESA DOS MEUS POEMAS LONGOS ...
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Bom dia, Dra. Theresa Catharina:
Parabéns pelas suas competências ecléticas e um ótimo fim de
semana.
Faustino
De: RAQUEL DE
ALMEIDA PRADO CRUZ
Data: 26 de fevereiro de 2010 18:42
Assunto: Re: EM DEFESA DOS MEUS POEMAS LONGOS ...
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Theresa querida,
O que tenho a dizer é apenas isso: você escreve
magistralmente. Os seus textos são claros, coesos e plenos
de conteúdo. Além disso, seus poemas são belíssimos e devo,
ainda, acrescentar que há muita beleza na tristeza também.
Beijo enorme da amiga e admiradora Raquel.
De: Luci Tiho
Ikari
Data: 27 de fevereiro de 2010 00:43
Assunto: Re: EM DEFESA DOS MEUS POEMAS LONGOS ...
Para: Theresa Catharina de Goes Campos theresa.files@
Olá, Theresa Catharina
Tudo bem com você?
Não sou especialista em haicai, pois você já sabe, que estou
tentando aprender há algum tempo e pratico como lazer. Até
hoje, sinto que não consegui dominar todos os conhecimentos
para escrever. Você é uma pessoa diferente, pois escreve com
muita competência poemas originais, sensíveis e de rápida
transmissão. Nem todos têm essa facilidade. Você cria e
recria livremente, o tempo todo aquilo que passa em sua
mente, com muita perspicácia. Qualidade, que só você tem.
Valorize o que você tem de melhor e continue divulgando seus
trabalhos. Você estará criando sua marca registrada. Luci
De: walter
ferreira
Data: 28 de fevereiro de 2010 11:32
Assunto: Re: EM DEFESA DOS MEUS POEMAS LONGO
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Estimada Theresa Catharina:
A Senhora é uma escritora brilhante. Seria uma pena
perdermos esses textos, ainda que seja doloroso publicá-los.
Entretanto, entendo sua decisão em manter algumas memórias
em caráter mais reservado, ou mesmo não divulgá-las! Quando
a Senhora julgar adequado, retiro qualquer material que
venha a me indicar.
Obrigado por fazer parte de sua equipe. Este ano
completamos, com muita satisfação, 09 anos de trabalho!
Obrigado por todo o carinho e a sua atenção.
Um forte abraço,
Walter |
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PRIMEIRAS POESIAS ENCONTRADAS (1955-1958)
De: Theresa Catharina de Goes Campos
Data: 18 de março de 2010 16:12
Assunto: encontrei hoje, aqui em casa, meu primeiro caderno
manuscrito com poesias, de 1955 -1958
Para: VICTORIA ELIZABETH BARROS
Querida irmã Victória:
Hoje, encontrei aqui em casa um caderno de poemas de minha
autoria, todos manuscritos, datados de 1955 a 1958, inúmeros
deles dedicados amorosamente a meus pais. Na época, eu lia
esses versos para eles, felizmente! Foram guardados e
transportados por meus pais a diferentes cidades e países -
o caderno ainda está em ótimo estado - sinto-me
emocionadíssima com essa descoberta.
Beijos afetuosos de
Therezita
De: elizabeth
barros
Data: 18 de março de 2010 17:21
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Re: encontrei hoje, aqui em casa, meu primeiro caderno
manuscrito com poesias, de 1955 -1958
Tia, que maravilha esta descoberta, parabéns. Tenho muita
vontade de conhecer este caderno.
De: VICTORIA
ELIZABETH BARROS
Data: 18 de março de 2010 19:57
Assunto: Re: encontrei hoje, aqui em casa, meu primeiro
caderno manuscrito com poesias, de 1955 -1958
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Querida Therezita,
Li seu e-mail e também fiquei feliz e emocionada com sua
grande descoberta, pois sei da importância desses
manuscritos da sua infância e do seu grande valor
sentimental. Mamãe guardava esses papéis com carinho e você
agora, após tantos anos, vai ter oportunidade de reviver
esses momentos e lembrar que a poesia sempre ocupou um lugar
especial na sua vida, desde os primeiros anos.
Parabéns pelo seu talento e por sua sensibilidade de
coração! No sábado poderemos conversar com mais calma e
saber mais detalhes do que poderá ser feito com esse
material literário precioso. Com carinho, a irmã
Victoria
De: aureo Cesar
do Valle
Data: 19 de março de 2010 10:49
Assunto: Re: encontrei hoje, aqui em casa, meu primeiro
caderno manuscrito com poesias, de 1955 -1958
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Teresita, realmente é emocionante ver algo que se tenha
escrito, outrora, há tanto tempo. Acresce, ainda, ter sido
um exemplo de poesias para teus pais. Maravilhoso! Abs.
Aureo Cesar
De: Theresa
Catharina de Goes Campos
Data: 19 de março de 2010 08:59
Assunto: Muito obrigada por suas mensagens úteis, belas e
carinhosas! Re: encontrei hoje, aqui em casa, meu primeiro
caderno manuscrito com poesias, de 1955 -1958
Para: Rosa Meire Amaral
Prezada Rosa Meire:
Você é uma pessoa educada e muito atenciosa, de coração
bondoso e lhe agradeço todas as mensagens que costuma ter a
gentileza de me enviar.
A saudade dos momentos agradáveis em que nos encontramos,
mesmo rapidamente, aí em SP, na Academia One-Way, é
recíproca.
Desejo a você tudo de bom, na vida pessoal e profissional.
Fique com Deus!
Abraços cordiais de
Theresa Catharina
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Em 19 de
março de 2010 08:17, Rosa Meire Amaral escreveu:
Que bom, D. Theresa, realmente é muito emocionante fazer
essas descobertas pessoais.
Um abraço.
Rosa Meire. |
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SOBRE O NOVO PROJETO, DEDICADO A CRIANÇAS E JOVENS
De: elizabeth barros
Data: 23 de abril de 2010 17:40
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Tia, amei o título que a senhora escolheu para a sua nova
obra literária:
VAMOS BRINCAR DE OUVIR SONS E LETRAS?
Prosa e versos para crianças e jovens inteligentes
É um projeto maravilhoso, que está trazendo muitas alegrias
para a senhora e também para nós todos, como familiares. É
como se fosse um presente para a família e os amigos.
Parabéns.
Muitos beijos, da sobrinha Elizabeth.
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Theresa Catharina de Góes Campos |
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ENCANTADA COM O MARCADOR DO LIVRO DE POESIAS
De: Theresa
Catharina de Goes Campos
Data: 14 de maio de 2010 14:39
Assunto: FIQUEI ENCANTADA com o MARCADOR, e por
muitas razões!
Para: Alberto dos Santos Meira
Cc: walter ferreira
Estimados colaboradores Walter e Alberto:
FIQUEI ENCANTADA com o MARCADOR, que acabei de
ver pela PRIMEIRA VEZ - há muito que procurava,
em suas mensagens referentes ao livro de
poesias, e não encontrava o marcador!
Eu não poderia sonhar melhor, com um MARCADOR
MAIS BONITO E, POR TANTAS RAZÕES, MUITO
SIGNIFICATIVO E IMPORTANTE PARA MIM!
Vejam alguns dos motivos de meu encantamento com
o MARCADOR...(Ah, prefiro o MARCADOR DE TAMANHO
MAIOR, DE 25 cm, é claro, onde as letras ficaram
também maiores, facilitando a leitura.).
É uma poesia bem especial, pela mensagem e
palavras, inspirada em um filme espanhol de arte
que mais parece uma visita a museu de lindos
quadros...uma obra cinematográfica a cores que
parece um poema, do início ao fim: "De Profundis".
Resume o meu pensamento, em todas as épocas e
idades, inclusive a atual.
A FOTO registra UM MOMENTO FELIZ DEMAIS PARA
NOSSA FAMÍLIA - O CASAMENTO DE WALTER E
ELIZABETH, com a presença de MINHA MÃE E MEU
IRMÃO antes de falecerem...( ele, nove meses
depois; e minha mãe, menos de um ano depois da
morte de seu único filho) e eu vestia um traje
escolhido por mamãe, usando colar que recebi de
presente da noiva, e tantas outras razões...
Minha irmã Victória e seu esposo William, os
pais da noiva, orgulhosos da filha, recebendo
familiares e amigos. Ninguém chorou! Estávamos
todos esbanjando alegria, por justas razões.
Reafirmando o meu MUITO OBRIGADA por tudo, envio
cordiais abraços.
Theresa Catharina
A LUZ DO AMOR COMO FAROL GUIANDO OS BARCOS
Inspirado no filme (animação) "De Profundis" (De
Profundis - Espanha/ Portugal, 2007 - cor, 80
min.), de Miguelanxo Prado.
Admirando o mar, ela espera, confiante,
aquele que partiu para voltar ...
mas não regressou!
Não se cansa de admirar o mar...
berço, habitat e palco envolvente
onde os peixes quase se revelam
em dança de coreografia harmoniosa,
desfilando com naturalidade e talento,
bailando nas águas, cruzando as ondas
como se exibindo num espetáculo visual
repetidas vezes ensaiado.
A espera vivenciada como se fosse
uma eternidade próxima, presente.
Os dias são noites sem estrelas.
Até os segundos nada prometem.
Quem partiu para ter,
sentir o momento da volta,
perdeu a luz dos olhos,
não está conseguindo retornar.
Quem espera aquele que não voltou,
envelheceu a sua juventude.
A mocidade experimenta uma vivência...
de desencontros tão sucessivos
quanto os sonhos cultivados,
no coração abrigados e renovados.
Nas palavras de despedida,
agora compreendidas, uma experiência.
Retornou apenas o eco das promessas
cantadas, repetidas, nos sons múltiplos do mar.
Quem espera, gostaria muito de ter, sentir
a certeza da volta e do reencontro.
Mas eis que, em um novo dia,
as árvores ganharam folhas
e parecem festejar aquele que partiu...
Num dia cujo alvorecer nada prometia,
do silêncio sem promessas nasceu
um novo sorriso, uma palavra a mais,
que adormecera naquela cujo pranto,
sem mais esperança, ainda esperava
e tremia no bater das horas...
porque o olhar não mais pressentia,
o coração deixou de enxergar
a luz do amor se acender como farol
guiando os barcos na tempestade e na escuridão.
Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, novembro de 2009
De: Juliana
Taroda
Data: 17 de maio de 2010 10:14
Assunto: Res: FIQUEI ENCANTADA com o MARCADOR do
livro de poesias!
Para: Theresa Catharina de Goes Campos
Dona Theresa Catharina:
Parabéns a todos!
E obrigada por essas maravilhas.
Abraços
Juliana Emiko Taroda Gomes
De: REYNALDO
FERREIRA
Data: 18 de maio de 2010 14:48
Assunto: RE: FIQUEI ENCANTADA com o MARCADOR do
livro de poesias!
Para: theresa.files
Parabéns, Theresa Catharina, o marcador de
páginas está muito bom Cumprimente por mim os
autores. Forte abraço, Reynaldo
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Jornalismo com ética e solidariedade. |
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