ÍNDICE POESIAS

Sabedoria

Como eu gosto de nadar?

Precisamos amadurecer!


Símbolos são poemas

Para caminhar sem medo

Hidden lights

Sarau nos campos de trigo

O coração vai responder

Trovas iluminadas

Canto de reconhecimento à amizade

Os que sofrem precisam de estrelas

 
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SABEDORIA
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SABEDORIA

A vida é uma peregrinação sem rota certa;
só Deus sabe! Sem a Sua estrela,
tudo é escuridão, incerteza, desilusão;
mas quando a Sua mão nos guia,
temos a certeza de um final feliz.

A vida é viagem num barco frágil,
agitado pelas vagas da dúvida e das incompreensões.
Com Deus, surge a esperança de um porto seguro,
a crença no arco-íris, depois do furacão.

A vida é caminhada por floresta desconhecida;
Os amigos que encontramos
São como anjos do Senhor.

Peregrinos como nós,
também procuram um poço no deserto.
Juntos, venceremos a tempestade.
Os amigos são nossos companheiros de viagem.

A vida é uma peregrinação sem rota certa;
só Deus sabe! Sem a Sua estrela,
tudo é escuridão, incerteza, desilusão;
mas quando a Sua mão nos guia,
temos a certeza de um final feliz.
THERESA CATHARINA DE GÓES CAMPOS
Brasília, 20 de julho de 1987.
Letra de balada, em gravação da Golden Music (RJ).

 

COMO EU GOSTO DE NADAR?
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(Poema dedicado aos meus professores de natação, Juliana Emiko Taroda Gomes e Emerson Corona - Health Club Academia - São Paulo)

Como eu gosto de nadar?
Tranqüilamente...
Lanço-me de peito
na água-espelho,
com o rosto mergulhado
e os braços como asas
impulsionadas,
ritmadas.


Como eu gosto de nadar,
é bem devagar,
lentamente,
tranqüilamente
reconquistando o silêncio
que chega bem devagar,
harmoniosamente,
em sintonia com a água
que recebe meu corpo
por inteiro.


Recebe, mas não retém,
nem aprisiona.
Abraça-me, beija-me...
Sustenta e acolhe
e logo me liberta
docemente,
com suavidade,
tranqüilamente.


Quando eu nado sem parar,
tranqüila e calmamente,
é como se, dentro de mim,
eu alçasse vôo!


E nadar deixa de ser exercício,
porque braços e pernas
magicamente,
lentamente,
transformam-se em asas,
emprestadas pelos anjos,
permitindo a contemplação
individual, escondida,
de paisagens íntimas,
interiores.


São asas e olhos,
impulsos e batidas
do coração e da alma
pulsando juntos!


Como eu gosto de nadar?
Vou repetir:
lentamente,
para ver melhor
as paisagens interiores
de minha alma
e me reconciliar com o mundo.
Para me perdoar e
perdoar ao próximo.


Porque só nadando lentamente,
suavemente,
harmoniosamente,
com o sorriso que ninguém vê,
enxergo a harmonia íntima
de meu corpo,
no seu potencial de comunicação.
Porque só então eu me aceito
(ainda que temporariamente)
como sou ...
nas imperfeições e
limitações
que devo corrigir.


Recebendo em troca
dessa minha aceitação
que é ponto de partida,
poder enxergar na água,
que acolhe o meu corpo,
sem me prender,
as asas dos anjos
e das borboletas
que recebi emprestadas.
Enxergo também
o rosto invisível de Deus,
na beleza indescritível da água,
fonte e caminho,
embarcação e porto,
oásis e viagem,
berço e canção de ninar,
espelho e reflexo de luz.


Como eu gosto de nadar?
Lentamente, suavemente.
Porque a velocidade
confunde a minha mente,
desconecta-me do corpo,
arranca de mim as asas
que os anjos me emprestaram!
Faz-me cair das mãos de Deus,
embora eu saiba:
continuo sob o Seu olhar.


A velocidade me torna
ansiosa e sobressaltada,
prisioneira de objetivos
que não são meus,
de pensamentos que rejeito.
Fico buscando, como louca,
sem foco nem rumo,
onde está meu coração!


Como nadar bem,
se meu coração
saiu pela boca?
Como gostar de nadar,
se não encontro
minha respiração?

[continuação...]

Onde estão as asas
a mim emprestadas
pelos anjos?
Bem, se não foram os anjos,
foram as borboletas...
Onde estão, pergunto, ansiosa,
essas asas emprestadas?


Subitamente rebelde,
intimamente
não aceito essa dicotomia
entre o corpo e minha alma.
Nadar assim, não posso!
Nem gosto!


Sim, é verdade
que eu devo
e posso aprender...
exercitando uma análise mental,
até mesmo em contexto de
dicotomia...
desde que seja temporária...
como se fosse a busca da utopia
a permitir meu crescimento
como pessoa,
mesmo rebelde,
pesada
e limitada.


Envolvida, embalada
pela água,
posso me acalmar,
para fragmentar
e decupar
os movimentos da natação.


O melhor pode vir depois,
realizando a montagem final
dos movimentos.
Perceber que a água
é comunhão
e livre arbítrio,
e comunicação
do corpo com a água
que recebe, acolhe,
sem reter, nem prender.


Ao invés de aprisionar,
a água liberta,
emprestando as asas
de anjos e borboletas.


Lá vou eu, consciente,
singrando, vencendo as águas,
sem ser navio nem barco,
praticando silenciosamente
a maiêutica das perguntas fundamentais.


Perguntando para aprender
avançar e crescer,
chego ao porto da hermenêutica,
ainda que resmungando
íntima e silenciosamente,
fotogramas de rebeldia.


Afinal, para que serve
essa velocidade toda
nos exercícios de natação?
Eu nem vou competir!
Nem sou atleta...
Porque meu exercício do coração
é a leitura,
é escrever
com a inspiração
dos "travellings" cinematográficos
e as lentes anamórficas da alma.


Mesmo assim, aprisionada
em rebeldia pouco inteligente,
procuro raciocinar
tranqüilamente,
lentamente -
devo reconhecer
o indiscutível...


Toda essa velocidade,
que eu preciso praticar,
é para fugir
do excesso de peso,
escapar das doenças,
ficar bem distante
dos hospitais.


E fugir também,
(quem sabe, no futuro,
nas possíveis aventuras),
de tubarões velozes, famintos
e das baleias assassinas.


Em paz com a verdade -
irrefutável porque racional -

volto ao lirismo da natação.
Inegável ser a água libertadora.
Não aprisiona, acolhe,
sustenta e liberta!
Empresta-nos
os movimentos mais belos
que expressam,
na lentidão e
na velocidade,
as asas invisíveis
de anjos e borboletas.


Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 28 de fevereiro de 2006 (Terça-feira de Carnaval)

 

PRECISAMOS AMADURECER
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PRECISAMOS AMADURECER
Theresa Catharina de Góes Campos

Pedimos demais,
depois desistimos!
Por que ser menos
do que sonhamos?


Precisamos crescer,
precisamos amadurecer.


Nós começamos
amando demais,
depois desistimos.
Por que não crescemos
com os nossos sonhos?


Muito raramente oferecemos
o perdão que sempre
esperamos.
Esquecemos os sonhos,
as promessas -
deixamos de amar.


Fazemos tantas promessas,
depois falhamos...
Por que não realizamos,
por que não somos
ainda melhor
que os nossos sonhos,
por que não vamos além
de nossas promessas?

São Paulo, 02 de fevereiro de 2006

GROWING UP WE MUST
Theresa Catharina de Góes Campos

We ask so much
then we give up!
Why to be less
than our dreams?


Growing up
we must.


We begin loving so much,
then we give up.
Why not grow up
with our dreams?


We seldom forgive
though we always expect
to be forgiven.
We forget promises
and dreams -
we forget to love.


We promise so much
then we fail.
Why not to accomplish...
and be our best?
Better than our dreams,
beyond our promises?

São Paulo, February 2, 2006

 
SÍMBOLOS SÃO POEMAS
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SÍMBOLOS SÃO POEMAS
Theresa Catharina de Góes Campos

Os símbolos devem ser
muito apreciados,
ou melhor, profundamente
amados.


Um símbolo define
e sintetiza
o que nós evitamos
facilmente revelar.


Porque os símbolos
expressam e cantam
mil imagens,
mil sombras,
desde as cavernas e
épocas
que pretendemos
não esquecer.


Brasília, 01 de janeiro de 2006

SYMBOLS ARE POEMS
Theresa Catharina de Góes Campos

Symbols are to be
much cherished
if not deeply
loved.


A symbol defines
and resumes
what we would dislike
too easily reveal.


Because symbols
express and sing
a thousand images,
a thousand shadows,
from caves and ages
we do not want
to forget.
Theresa Catharina de
Góes Campos

Jornalismo com Ética e Solidariedade
Brasília, January 1, 2006

 
PARA CAMINHAR SEM MEDO
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PARA CAMINHAR SEM MEDO
(Haicais)


Seja manhã ou de noite,
meu coração a cantar
segue a gemer e pulsar.


Harpas e bandolins
tocaram as estrelas
como se fossem sinos.


Para o céu ser luz
e música, dos sonhos
eu fiz muitas canções.


Com as lágrimas, escrevi
poemas e partituras...
E caminhei sem medo!


Theresa Catharina de Góes Campos
São Paulo, 31 de janeiro de 2006
(No formato de haicais: São Paulo, 20 de julho de 2007)

 
 HIDDEN LIGHTS
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HIDDEN LIGHTS
(Luzes Escondidas)

Tell me why
my heart
aches and shines!


Diga-me por que
meu coração
me dói e se ilumina!


Dare to tell me
how my heart
dreams and shines!


Tenha a ousadia de me dizer

como este meu coração

sonha e brilha!


Dare to love me...
so you will know
my dreams
and my hidden lights!


Ouse me amar...
para que você conheça
os meus sonhos
e minhas luzes escondidas!


Let´s have the courage
to face our dreams
(so full of questions,
so full of doubts)
so our thoughts
will change...
and move towards the reality
we try to avoid.


Vamos ter a coragem
para enfrentar nossos sonhos
( com tantas perguntas,
tão cheios de dúvidas )
para que nossos pensamentos
se transfigurem...
e caminhem para a realidade
que tentamos evitar.


Let's say "yes"
to life, at last!


Vamos dizer " sim "
à vida, finalmente!


Brasília, 01 de janeiro de 2006

 
SARAU NOS CAMPOS DE TRIGO
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SARAU NOS CAMPOS DE TRIGO

Os campos de trigo
reluziam naquela noite
porque os vagalumes
lhes emprestaram a luz
que lhes dava brilho
e matizes de cores
todas as noites.


Sons do vento e da chuva
tocaram as canções
que os músicos ainda desconheciam.


Ensaiando com o luar,
os sapos coaxaram
seu concerto diário
para saudar as estrelas
convidadas ao sarau.


No berço das sementes
e no alvorecer das flores,
a vida respirou,
insistente, determinada...


Ora, se a vida insiste,
como dizer não à vida?


Se a vida chama,
por que recusar,
como haveria razões
para não dizer sim?


Os sons do riacho
tranqüilizaram
o coração medroso,
cauteloso e temeroso...
para atravessar as águas.


O balanço das folhas,
dançando, faceiras,
vestidas de cores e nuanças
nas copas das árvores,
despertou e movimentou
o corpo desanimado.


A gruta revelou seus segredos
ao coração que se abriu...


São Paulo,
01 de fevereiro de 2006

 
O CORAÇÃO VAI RESPONDER
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O CORAÇÃO VAI RESPONDER

Vales são precipícios
ou desafios a superar?


As montanhas são inacessíveis
ou fronteiras sem limites?


As pontes podem ser destruídas...
ou multiplicadas?


O mar acalma ou perturba?
É partitura a cantar...
Ou labirinto sem fim?


Não tenha pressa.
Espere, tranqüilo.
O coração vai responder!


Brasília, 06 de janeiro de 2006

 
TROVAS ILUMINADAS
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Theresa Catharina de Góes Campos
TROVAS ILUMINADAS***

Theresa Catharina de Góes Campos

Brilhe a lua ou venha o sol...
A luz maior,
noite e dia,
está no meu coração.


Haja lua
ou faça sol,
a luz maior é
do meu coração.


Querem saber
de onde vem
e quando começou
essa luz tão intensa?


Ofuscando o sol e a lua,
vem do coração de Deus,
o Criador dos raios de luz,
que criou meu coração.


São Paulo, 03 de dezembro de 2005

***
Obs.

EM AULA DE NATAÇÃO, NASCERAM AS " TROVAS ILUMINADAS "

Hoje, durante a aula individual de natação com o Prof. Emerson Corona, ele me fez uma solicitação inusitada, mas profundamente agradável para mim: fazer uma frase com as palavras sol e lua.
Estávamos em meio a um procedimento didático adotado por ele, visando me colocar mais à vontade, sem pensar demais nos detalhes técnicos de cada nado.
Trabalhando a dimensão lúdica da aula, fazíamos palavras cruzadas: eu nadava, seguindo as suas instruções, e, na borda da piscina, ele me perguntava sobre a resposta, quando eu completava uma chegada. Ou eu respondia prontamente e voltava a nadar... ou, para encontrar a resposta, eu continuava a nadar , pensando na questão, para responder posteriormente. Às vezes, é claro, eu não tinha a resposta. Ou acontecia, também, eu apresentar duas respostas.
Indagada sobre o "astro que inspira os poetas, com três letras", falei: " lua... ou sol... ambas as palavras têm três letras e, como eu não estou com o jogo na mão...".
Foi aí que o Professor Emerson me ofereceu um incentivo direto, na verdade, confesso, um presente para mim, que iluminou todo o meu dia, ao me dizer: " faça uma frase com sol e lua."
Continuei a nadar, sentindo-me muito feliz por me saber capaz de criar um verso durante a prática da natação e, me bastaram duas piscinas (uma chegada), para eu lhe dizer, com sentimento de vitória pessoal e uma enorme alegria interior:
"Haja lua ou faça sol, a luz maior é do meu coração."
A aula terminou às 12.10 h. Antes das 14 h, em meio a outras atividades, meu coração fez mais versos, que fluíram como se eu quisesse me expressar somente em poesia... e o poema acima ficou pronto.
Sinceramente, as palavras que vieram do meu coração transfiguraram, com certeza, todos os instantes de meu dia.
Porque a luz maior, noite e dia, vive no meu coração.

Theresa Catharina


De: REYNALDO FERREIRA
Enviada: dom 4/12/2005 16:35
Para: Theresa Catharina G. Campos
Assunto: RE: TROVAS ILUMINADAS

Magnífico, Theresa!... São trovas realmente iluminadas. Da conjugação exercício físico com poesia, surgiu-lhe a sensação de vitória, de realização. Os versos, inspirados, nasceram-lhe espontaneamente. Obrigado por me enviá-los. Foi ótimo presente de domingo. (...)
Abs, Reynaldo D. Ferreira


De: REYNALDO FERREIRA
Enviada: seg 5/12/2005 07:11
Para: Theresa Catharina G. Campos
Assunto: RE: TROVAS ILUMINADAS

Theresa, Os versos são simples, mas são puros, bonitos. E muito interessantes são também suas palavras sobre o momento de criação.
(...)
Abraços,
Reynaldo D. Ferreira


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From: "Theresa Catharina G. Campos"
To: "REYNALDO FERREIRA"
CC: "Theresa Catharina G. Campos"
Subject: RES: TROVAS ILUMINADAS

Amigo Reynaldo:

Ainda bem que você gostou, apesar de serem versos bem simples, no vocabulário e na mensagem. Hesitei muito, antes de lhe enviar o poema. Na verdade, minha decisão foi tomada somente porque valorizei o momento do processo criativo, a idéia do jovem prof. de natação; e achei que você acharia interessante a minha explicação, após os versos. De todas as poesias que eu já escrevi, as Trovas Iluminadas são, realmente, os versos mais simples, considerando-se o tema principal e o seu desenvolvimento.
Muito obrigada , também, por suas palavras de incentivo.

(...)
Abraços cordiais de
Theresa Catharina


TROVAS ILUMINADAS - Theresa Catharina

De: "walter_rf"
Para: theca@[...].com.br
Data: Sat, 10 Dec 2005 15:36:09 -0200

Amiga Theresa:
O seu poema é realmente tocante. Achei bastante profundo e, ainda assim, muito singelo! Ou seja, de uma "simplicidade profunda...".
(...)

Um abraço,
Walter

 
CANTO DE RECONHECIMENTO À AMIZADE
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CANTO DE RECONHECIMENTO À AMIZADE

Amigo é aquele a escutar
o que você não diz.
Ouve e sente as palavras
que você não ousou pronunciar.


O amigo traduz, interpreta
com generosidade
a dor silenciosa
que você esconde no coração.


Amigo é porto, árvore,
refúgio, águas refrescantes.


Amigo é a estrela cadente,
a chuva de meteoros.


Mesmo no silêncio,
o amigo sabe reconhecer.
Porque a amizade é um selo invisível,
a voz dos anjos,
mensageiros de Deus.


Amigos são estrelas cadentes,
chuvas de meteoros,
vagalumes e girassóis...
são pessoas muito especiais.


Nos eclipses e nas crises da vida,
trazem a luz maior
que os girassóis reconhecem.


Se houver ausência de amigos,
sejamos amigos...
Quando a luz se esconder nas sombras,
urge buscarmos o luar.


Não existe sombra sem luz...
Não espere pelos amigos
que ainda não chegaram...
seja você, sem demora,
uma dádiva de amizade.
Porque há sempre alguém
a necessitar de amigos.


Viva a amizade,
para que a amizade surja,
sem disfarces nem metamorfoses cruéis.


Não espere pela amizade,
ponha-se a caminho...
para encontrá-la
e saber reconhecê-la.


Amigo é Via Láctea.
Amigo é templo, caminho,
porto e viagem...
Às vezes, é como a passagem de um cometa!


Amigos são pessoas especiais.
Como as roldanas
que cantam nas fontes.

Brasília, 07 de abril de 2006 (Dia do Jornalista)


MENSAGEM DE ELIZABETH
Achei lindíssima a sua poesia, sensível e verdadeira. Veio do seu coração!
Beijos, da sobrinha, Elizabeth
Brasília, 09 de abril de 2006


From: REYNALDO FERREIRA
Date: 2008/12/15
Subject: RE: CANTO DE MEU RECONHECIMENTO À AMIZADE
To: Theresa Catharina Campos

Parabéns, Theresa Catharina, por mais esta bela pérola!... É um poema realmente muito inspirado e bonito. Abraços, Reynaldo


From: Liman Pechliye
Date: 2008/12/15
Subject: Re: CANTO DE MEU RECONHECIMENTO À AMIZADE
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Theresa, amei a poesia, singela delicada e verdadeira!!!
(...)

Obrigada pela sua amizade.
da amiga Leman


From: Luci Tiho Ikari
Date: 2008/12/15
Subject: Re: CANTO DE MEU RECONHECIMENTO À AMIZADE
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá, Theresa Catharina:

É sempre bom ler seus pensamentos. Me consolam, pois são tão poucas as pessoas, que a gente pode chamar de "amigos". Grande abraço, de Luci


From: Sonia M.Esposito
Date: 2008/12/16
Subject: CANTO DE MEU RECONHECIMENTO À AMIZADE
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Olá ,Theresa ...
Está tudo bem com você?!
Obrigada ... Lindíssima Poesia ...
Beijos ...
Sonia


From: artemis coelho
Date: 2008/12/16
Subject: RE: CANTO DE MEU RECONHECIMENTO À AMIZADE
To: Theresa Catharina de Goes Campos

Bom, Theresa, já tinha os seus/meus poemas 'eleitos' do meu coração, mas depois de ler este, preciso realinhar minhas preferências...
Lindo, lindo mesmo...
(...)

Abraço,
Artemis


From: raquel
Date: 2008/12/15
Subject: RES: CANTO DE MEU RECONHECIMENTO À AMIZADE
To: Theresa

Theresa,

Você sempre sábia!! É exatamente isso: vamos procurar pelas coisas e pessoas boas. (...) Raquel


From: Theresa Catharina de Goes Campos
Date: 2008/12/28
Subject: Obrigada por suas palavras amigas. .Re: CANTO DE
RECONHECIMENTO À AMIZADE e HAICAIS DO AMOR E DA AMIZADE
To: se fariasdemenezes

Estimada amiga Sé:

Obrigada por suas palavras amigas. (...) Por isso detesto o uso/abuso dos celulares, que levam a uma atitude imediatista sem reflexão.

Sobre as amizades atuais, penso diferente. Em todas as épocas, há indivíduos interesseiros, assim como pessoas que se dispõem a cultivar as suas amizades por motivos de estima, companhia e valores semelhantes ou que se dispõem a crescer com os amigos.

Fiquem com Deus e tudo de bom para vocês, no Ano Novo de 2009, sobretudo saúde, tranquilidade, paz, união e solidariedade, além de compreensão das verdadeiras prioridades e dos valores essenciais, autênticos de nossa vida.

Carinhosamente,

Therezita
(Theresa Catharina)
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2008/12/28 se fariasdemenezes

Theresita, dois poemas lindíssimos. Muito obrigada pela atenção. Foram duas surpresas gostosas. Sua fala pelo telefone e as suas poesias. É uma amizade sincera, a nossa. Hoje, me parece, as amizades são mais interesseiras.
Que Deus nos abençoe e a todos os nossos familiares. A vida é bela . E façamos desta beleza a nossa meta de vida.
Com o abraço sincero e amigo de Sé.

 
OS QUE SOFREM PRECISAM DE ESTRELAS
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OS QUE SOFREM PRECISAM DE ESTRELAS

In: Antologia de Poetas de Brasília - Rio de Janeiro, Shogun Editora, 1985

 

Porque seus olhos nada mais viam,
A jovem guiou-lhe os passos.
Porque seus braços estavam cansados,
Ela lhe estendeu a mão.
Porque ele não queria mais sorrir,
Ela lhe ofertou sua alegria.


As suas chagas íntimas latejavam,
Tornando-o alheio, impenetrável, sozinho.
As mágoas da moça já cicatrizadas estavam.
Quando o sol se pôs, ele chorou.
E quis imitar a fúria das ondas.
Ela repetiu a palavra ternura
E, no céu, o brilho dos astros mostrou.
Ah, se as dores se unissem,
O sofrimento seria dividido.
Se as pequeninas alegrias
Fossem colocadas no altar comum
Da vida que a todos une,
Nenhum desespero (nenhuma angústia!)
Seria o vencedor da esperança.